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Saída de Rede

Saída de Rede

O que de melhor produzimos em 2017

Carolina Canossa

30/12/2017 06h00

Mireya Luis falou com exclusividade sobre sua carreira ao SdR em 2017

Embora seja considerado o segundo esporte mais popular do Brasil, o vôlei carece de espaço na mídia tradicional. Não bastasse a eterna (e desigual) concorrência com o futebol, são poucos os veículos que se dedicam a fazer uma cobertura constante de jogos, atletas e bastidores. O Saída de Rede é um deles e encerra o ano com a sensação de ter cumprido o dever de trazer posts informativos e atraentes para você, leitor.

Limitações físicas e financeiras à parte, conseguimos estar in loco em duas das competições mais importantes do ano, as finais da Liga Mundial e o Campeonato Europeu masculino. Amigos espalhados pelo mundo também nos ajudaram com informações no Europeu feminino e nos Mundiais de Clubes dos dois naipes, sem contar sugestões e informações que acabaram se convertendo em matérias. A todos que estiveram do nosso lado, um muito obrigado.

Faremos uma pequena pausa até o dia 2 de janeiro e, até lá, sugerimos que vocês desfrutem novamente de alguns dos melhores conteúdos que conseguimos produzir. São os casos dos nossos especiais do 50º aniversário de Mireya Luis, que falou conosco com exclusividade, e dos 40 anos de uma das jogadoras mais completas que já pisaram numa quadra, Lioubov Sokolova.

Quem gosta de história pode lembrar os 25 anos do ouro em Barcelona (aqui e aqui), a bizarra tentativa de criação de uma liga profissional nos EUA nos anos 70, conhecer Antonio Carlos Moreno, um ídolo que surgiu antes do boom do vôlei no país, divertir-se com histórias do líbero Serginho, saber como surgiu o saque viagem, entender como o vôlei feminino brasileiro começou a ser grande, com direito a provocações peruanas, recordar as aventuras nem sempre bem sucedidas de clubes de futebol na modalidade, entender como Carlão conquistou um título jogando com o pé quebrado, surpreender-se com um Mundial encurtado pela Guerra Fria e emocionar-se com cinco jogos marcantes do “sessentão” Ibirapuera.

Prefere entrevistas? Pois só no feminino este ano batemos um papo com (em ordem alfabética) Adenízia, Anne Buijs, Barbara, Bia (aqui e aqui), Claudinha, Dani Lins (aqui e aqui), Destinee Hooker, Drussyla, Fabíola, Fernanda Ísis, Gabi, Jaqueline (aqui e aqui), Juciely, Mari, Mari Paraíba, Natália (aqui e aqui), Paula Pequeno, Regiane, Roberta, Rosamaria (aqui e aqui), Sarah Pavan, Suelen, Tandara, Thaisa (aqui, aqui e aqui) e Valeskinha. Entre os homens, entrevistamos Aleksandar Atanasijevic, Bernardinho (aqui e aqui), Blair Bann, Doug Beal, Giba, José Roberto Guimarães (aqui e aqui), Karch Kiraly, Leandro Vissotto, Marko Ivovic, Matthew Anderson, Micah Christenson, Michal Kubiak, Murilo (aqui e aqui), Paulo Coco, Renan Buiatti, Renan Dal Zotto, Rodrigão, Rubinho, Tsvetan Sokolov e Vittorio Medioli. O caso de Tifanny Abreu, primeira trans brasileira a jogar em uma equipe feminina, recebeu nossa atenção desde quando ela estreou na Itália e continuou quando ela fechou com o Vôlei Bauru (confira aqui).

Em termos de bastidores, fizemos a primeira pesquisa entre técnicos e capitã(e)s sobre aspectos importantes da Superliga (aqui e aqui), alertamos sobre a preocupante situação financeira da CBV, revelamos antecipadamente as mudanças no Grand Prix e Liga Mundial, expusemos a insatisfação de técnicos com o calendário e torneios internacionais (aqui e aqui), falamos sobre uma nova tentativa de popularizar o vôlei nos EUA, mostramos como será a classificação para Tóquio 2020 e a novíssima seletiva para o Pan 2019, explicamos o imbróglio envolvendo o suposto doping da Rússia em Londres 2012, discutimos as transmissões online da Superliga (aqui, aqui, aqui e aqui), falamos sobre os incômodos erros de arbitragem, contamos que, depois de cogitar o Brasil, o central cubano Simón planejou defender a seleção do Canadá.

Por fim, as análises não ficaram de lado, englobando as edições 16/17 das Superligas feminina e masculina, o Mundial do Sada Cruzeiro, as expectativas para os Mundiais 2018 (aqui e aqui), o ano das seleções adultas (aqui e aqui) e os resultados ruins do Brasil nos Mundiais de base. Aliás, algumas das melhores fotos de vôlei do ano você pôde conferir conosco aqui e aqui.

Esperemos seguir com tudo em 2018 e contamos com suas críticas e sugestões para fazer uma cobertura de vôlei cada vez melhor.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.