Saída de Rede

Adaptada à função de ponteira, Rosamaria quer menos oscilações do Minas

João Batista Junior

20/10/2017 06h00

Rosamaria acredita em reação do Minas na Superliga (Foto: Divulgação)

O mau resultado na estreia do Camponesa/Minas na edição 2017/2018 da Superliga não era o que o torcedor mineiro esperava. Na última terça-feira (17), em casa, a equipe perdeu por 3 a 0 (25-21, 25-22, 25-23) para o São Cristóvão Saúde/São Caetano. Porém, com 21 rodadas e mais de quatro meses de fase classificatória pela frente, a atacante Rosamaria ressaltou que o time, no último campeonato, também não teve um bom começo na competição, mas teve muito tempo para se recuperar e, no final, faltou pouco para chegar à decisão contra o Vôlei Nestlé – perdeu o playoff semifinal para o Rexona-Sesc por 3 jogos a 2. “Ano passado, a gente também perdeu o primeiro jogo (1 a 3 para o Vôlei Bauru) e evoluiu durante a temporada”, recordou a jogadora, em entrevista ao Saída de Rede.

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Ainda aguardando o retorno da norte-americana Destinee Hooker, o Minas teve baixo rendimento no ataque (38% de aproveitamento) e concedeu 19 pontos em erros ao São Caetano – número alto para um jogo de três sets no feminino, ainda maior para quem tem pretensão e possibilidade de ir longe na competição e enfrentava uma equipe que deve lutar apenas por posições intermediárias na tabela.

“Acho que o time tem que encontrar um padrão e não ter tantos altos e baixos”, comentou Rosamaria, oposta convertida em ponteira desde a temporada passada, que terminou a partida com 13 pontos assinalados.

(O próximo compromisso do Camponesa/Minas pela Superliga será no sábado, em Belo Horizonte, contra o Pinheiros.)

Entrada de rede
Rosamaria começou a carreira como oposta. A pedido do técnico José Roberto Guimarães, com quem trabalhou ainda no extinto Vôlei Amil, e de seu assistente na seleção, Paulo Coco, ex-técnico do Minas, atualmente no Dentil/Praia Clube, a atacante migrou da saída para a entrada de rede. Há cerca de um ano atuando como ponteira, a jogadora afirma que “gosta muito” da nova função e que se sente “plenamente adaptada” à entrada de rede.

“Plenamente não sei se seria a palavra”, corrigiu-se. “Ainda estou em evolução, mas me sinto bem. Acho que tenho de continuar acertando e errando pra evoluir. É um trabalho que precisa de tempo”, avaliou a jogadora, agora dirigida pelo italiano Stefano Lavarini, no Minas.

Mesmo jogando numa posição em que participa da linha de recepção do time, sua vocação ofensiva lhe permite cobrir uma área menor no passe. “Acho que ocupo um espaço diferente, muitas vezes não pela qualidade ou não do passe, mas sim, pelo fato de eu ficar mais livre pra atacar”, afirma a jogadora.

Na partida contra o São Caetano, por exemplo, Rosamaria foi a passadora mineira que menos saques do time paulista passou: enquanto ela recepcionou em 12 ocasiões, a também ponteira Pri Daroit recebeu 18 serviços adversários e a líbero Léia, 19 – em compensação, Rosamaria foi a atacante mais acionada pela levantadora Macris, com 26 cortadas.

Já pela seleção brasileira, ela – que externou o desejo de “melhorar no fundo de quadra, em passe e defesa” – começou o Grand Prix deste ano mais presa ao passe. Contudo, no decorrer da competição, também acabou responsável por uma área progressivamente menor na recepção. até o ponto em que raramente recebia mais saques durante um jogo do que Natália, e acabava, com frequência, atacando mais bolas do que a parceira da entrada de rede.

Rosamaria em ação contra Holanda, pela entrada de rede (FIVB)

Preparação física e seleção
Vinda de uma temporada vitoriosa na seleção brasileira, quando conquistou a medalha de ouro no Grand Prix, no Torneio de Montreux e no Sul-Americano e a prata na Copa dos Campeões, Rosamaria admite que o cansaço deve ser um duro adversário que lhe vai exigir muita atenção na preparação física.

“Esse ano foi muito desgastante, com quatro campeonatos praticamente um atrás do outro, e é importante estar focada nessa parte física pra começar a temporada. Cheguei um pouco cansada, mas já cheguei jogando no clube, com uma viagem (para um torneio amistoso em Lima, no Peru, no mês de setembro). A parte física fica um pouco defasada, mas me deram todo o suporte pra me proteger e começar bem a temporada”, ressalvou.

A jogadora afirma, ainda, que a experiência de haver defendido o Brasil nos principais torneios da temporada lhe trouxe “uma visão diferente do voleibol mundial”.

“Vi estilos de jogo lá fora que eu nunca tinha visto aqui na Superliga, jogadoras excepcionais e tão novas aparecendo e despontando. Então, dá uma visão diferente do que a gente precisa melhorar pra ser uma jogadora de nível internacional e conquistar grandes coisas com a seleção”, comentou.

Rosamaria explica também que enfrentar seleções tradicionais do vôlei mundial e jogadoras que hoje são estrelas da modalidade – como a chinesa Ting Zhu e a sérvia Tijana Boskovic, por exemplo – lhe fez perceber “que eu tenho que melhorar, principalmente na parte física. A gente tem que ser muito forte pra jogar em alto nível lá fora, porque não somos o time mais alto, então, temos que ser muito bom tecnicamente ou muito bom fisicamente”, finalizou a ponteira.

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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