Saída de Rede

“Vai ser difícil tirar o título do Praia Clube”, afirma Gabi

Sidrônio Henrique

20/12/2017 12h00

Gabi se submeteu a uma cirurgia no joelho direito para curar uma tendinite patelar (foto: Erbs Jr/Sesc-RJ)

Um dos principais nomes do voleibol brasileiro, a ponta Gabriela Guimarães está de volta após quase três meses parada por causa de uma cirurgia no joelho. Fez sua estreia na Superliga 2017/2018 na noite desta terça-feira (19), na vitória por 3-0 do Sesc-RJ em casa sobre o lanterna Sesi, pela primeira rodada do returno. Cinco vezes campeã nacional, ela prevê um caminho complicado nesta temporada para chegar ao sexto triunfo. “Vai ser difícil tirar o título do Praia Clube”, afirmou Gabi em entrevista ao Saída de Rede.

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A atacante se disse impressionada com a campanha da equipe de Uberlândia, que fechou a primeira fase da competição invicta, com 11 vitórias e apenas dois sets perdidos. Na noite passada somou a 12ª vitória, mais uma em sets diretos, desta vez sobre o Renata Valinhos/Country. “Montaram um time excelente, com o Paulo Coco de técnico, a (Fernanda) Garay na entrada, a (americana Nicole) Fawcett na saída, além de manter a Fabiana e a Walewska no meio de rede. É uma equipe muito forte”. O Praia tenta um título inédito, enquanto o clube treinado por Bernardinho venceu a Superliga 12 vezes.

Dentil/Praia Clube lidera a Superliga invicto com 12 vitórias (Divulgação/Praia Clube)

Abatimento
Fora da quadra, no início deste mês, Gabi viu o Sesc ser derrotado em casa pelo Dentil/Praia Clube em sets diretos, não passando dos 16 pontos em duas parciais. “Saímos muito abatidas do ginásio naquela noite, sabendo que teríamos que trabalhar bastante para melhorar nosso jogo”, contou ao SdR a ponta de 23 anos e 1,80m.

O Sesc terminou o primeiro turno com apenas aquela derrota, vencendo as demais partidas. Após a primeira rodada do returno, o time do Triângulo Mineiro soma 36 pontos e o carioca, vice-líder, 31.

Foram 86 dias, desde a cirurgia no joelho direito no dia 24 de setembro para se livrar de uma tendinite patelar, até a partida de ontem contra o Sesi – Gabi entrou para fazer fundo de quadra no segundo set e jogou todo o terceiro, marcando três pontos. Ela havia voltado a ser relacionada entre as jogadoras desde a nona rodada do primeiro turno, contra o Camponesa/Minas, em Belo Horizonte, mas ainda não havia entrado em quadra.

Gabi estreou na Superliga 2017/2018 nesta terça-feira contra o Sesi (Erbs Jr/Sesc-RJ)

Erros e contusões
Dois problemas, segundo ela, têm incomodado o técnico Bernardinho: o grande número de lesões e a quantidade de erros que o Sesc vem cometendo.

O blog observou que na temporada 2016/2017 a equipe errava mais do que na anterior, e na atual isso foi se acentuando. A ponteira, no time desde 2012, concordou. “Nossos erros estão aumentando e isso incomoda demais o Bernardinho. Sempre tivemos algumas mudanças no elenco, mas conseguíamos manter uma quantidade muito reduzida de falhas. Agora nem tanto”, disse Gabi.

Ela ressaltou, porém, que a vice-liderança é algo positivo e que os erros demonstram que há possibilidade de crescimento. “Seria frustrante se estivéssemos jogando assim e fosse o nosso limite”.

Bernardinho durante pedido de tempo: preocupação com lesões e erros (Orlando Bento/MTC)

As lesões têm atrapalhado a rotina de treinamento do Sesc. “O Bernardinho se vê obrigado a reduzir a carga de treinos porque boa parte do time está se recuperando de lesões ou mesmo cirurgias, como é o meu caso e o da Gabiru”, comentou, referindo-se à sua xará, a também ponta Gabi Souza, que sofreu um rompimento do ligamento cruzado do joelho esquerdo no dia 20 de outubro, durante a vitória por 3-2 sobre o Hinode Barueri, na segunda rodada da Superliga.

Outras atletas que estão se recuperando são a levantadora Roberta e as centrais Juciely e Mayhara. A primeira, embora venha jogando, sente dores em razão de uma torção no tornozelo esquerdo ocorrida no início do mês. Juciely levou uma bolada no olho na sexta-feira passada (15) e Mayhara sofreu uma ruptura no músculo adutor da coxa direita, ficou quase um mês parada e voltou a jogar nesta terça-feira.

Ponteira Natália está no Fenerbahçe desde a temporada passada (CEV)

“Natália faz falta”
Gabi lamentou a ausência de Natália, que desde a temporada passada joga pelo clube turco Fenerbahçe, após quatro anos no time carioca, período intercalado com uma passagem pelo extinto Amil/Campinas. “A Natália faz falta, como faria a qualquer equipe. É uma referência, uma jogadora com um ataque bem forte, capaz de decidir partidas importantes. Claro que a Drussyla, a Monique e eu vamos dividindo essa responsabilidade, mas com a Natália seria mais fácil”.

Ela destacou ainda como a ponteira Kasiely, em seu primeiro ano no Sesc, tem correspondido sempre que acionada. “A Kasiely teve que assumir algumas responsabilidades na marra e tem se saído muito bem”.

Uma das atletas mais admiradas por José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina, que em várias oportunidades declarou ser fã do estilo dela, Gabi ainda não pensa no Campeonato Mundial 2018 – jogou o ciclo olímpico passado, sendo reserva na campanha do bronze no Mundial 2014. Por enquanto, seu foco está na Superliga. “Nosso time vai crescer no segundo turno. É nos playoffs que todos precisam realmente jogar bem e até lá seremos mais consistentes”.

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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