Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Thu, 27 Jun 2019 09:00:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Como os principais times masculinos se organizam para a próxima temporada? http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/27/como-os-principais-times-masculinos-se-organizam-para-a-proxima-temporada/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/27/como-os-principais-times-masculinos-se-organizam-para-a-proxima-temporada/#respond Thu, 27 Jun 2019 09:00:24 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17377

Depois de se sagrar campeão por Taubaté na última temporada, o ponteiro argentino Facundo Conte se transferiu para o Cruzeiro (Foto: Reprodução/Instagram)

A temporada 2018/2019 de clubes ficou marcada pelo fim da supremacia do Sada Cruzeiro e pelo surgimento de um novo campeão na Superliga masculina. Depois de oito finais consecutivas – e seis títulos conquistados neste período -, a equipe do técnico argentino Marcelo Mendez caiu na semi diante do EMS Taubaté Funvic, que mais tarde conquistaria pela primeira vez em sua história o título do torneio, derrotando o Sesi-SP.

A partir desta nova configuração de forças no cenário de vôlei masculino, o Saída de Rede traça, assim como no feminino, um panorama sobre como estão sendo montados os principais elencos para a disputa da temporada 2019/2020 de clubes no Brasil.

Apostando na manutenção de parte da base para a conquista do bi na Superliga, Taubaté seguirá sob o comando de Renan Dal Zotto. Além da permanência do técnico da seleção brasileira por mais um ano, a equipe do Vale do Paraíba renovou os contratos dos ponteiros Lucarelli e Douglas Souza, do meio de rede Lucão, do líbero Thales, do levantador Rapha e do oposto Leandro Vissotto.

Campeão e MVP da Superliga na temporada passada, Lucarelli renovou o contrato com Taubaté (Foto: Guilherme Cirino)

Os taubateanos, entretanto, não seguraram algumas das peças mais importantes para o triunfo inédito na competição. O ponteiro Facundo Conte, decisivo nas finais contra o Sesi, foi contratado pelo Cruzeiro. O armador Nico Uriarte e o oposto Abouba, fundamentais nas inversões 5-1, também deixaram o time.

O argentino optou por retornar ao seu país, onde defenderá o Bolívar, atual campeão local e também da Libertadores de vôlei. Já o oposto Abouba será um dos reforços do Vibo Valentia, da Itália. Outra baixa do time de Renan será o meio de rede Otávio – que não teve uma temporada tão regular –, também já confirmado na Raposa.

Os dirigentes, no entanto, agiram rápido e anunciaram a contratação do oposto marroquino Mohamed Al Hachdad, que se destacou no Campeonato Italiano pelo mesmo Vibo Valentia, encerrando a fase classificatória como o terceiro maior pontuador com 515 acertos. Além disso, tentando suprir a ausência de Conte, o clube confirmou a volta do ponta Lipe, que atuou justamente pelo Sesi no ano passado. O jogador já havia defendido o atual campeão brasileiro em duas oportunidades.

Adversário de Taubaté com o Sesi-SP, Lipe retornará ao time do Vale do Paraíba na temporada 2019/2020 (Foto: Ana Patrícia e Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

O central Maurício Souza, ex-Sesc-RJ, o armador Carísio e o líbero Rogerinho, ambos ex-Minas, e o meio de rede Petrus, que atuou no último ano no São Francisco/Ribeirão, também estarão à disposição de Renan.

Já o Sesi tenta dar fim à sequência de vice-campeonatos (bateu na trave contra o Cruzeiro em 2017/2018 e, novamente, diante de Taubaté), apostando em uma mescla entre os atletas mais experientes e outros mais jovens. Para tanto, renovou o contrato do técnico Rubinho e de jogadores, como o veterano levantador e capitão William, o ponteiro Lucas Lóh, o central Éder e o líbero Pureza.

A equipe ainda manteve o ponta/líbero Murilo, que estará em sua 11ª temporada na Vila Leopoldina. Não se sabe, contudo, se ele voltará a atuar na entrada de rede, como chegou a ser ventilado, ou se permanece como líbero. A chegada de outro veterano, o central Sidão, que vestiu a camisa do Corinthians-Guarulhos na última temporada, também foi confirmada. Ele substituirá Gustavão, que assinou com o Sesc.

Quem também assinou por mais um ano foi o oposto Alan, maior pontuador da última Superliga e atleta imprescindível na campanha do vice-campeonato. Reserva de Wallace na Liga das Nações, ele também vem se sobressaindo na seleção brasileira com performances bastante consistentes.

Entre as novidades, o time paulista “repatriou” os jovens Daniel Pinho (oposto) e Vitor Birigui (ponteiro), atletas formados nas categorias de base que estavam emprestados ao Vôlei Um Itapetininga, e não renovou com o armador Evandro, o oposto Franco e o ponta Renato Russomano.

Alan é uma peça-chave no esquema do técnico Rubinho (Foto: Helcio Nagamine/Fiesp)

É importante colocar que um dos aspectos salientados pelo treinador Rubinho para justificar a derrota para Taubaté na final da Superliga foi justamente o poderio do elenco adversário. Neste sentido, vamos aguardar para ver se com essas peças bem ajustadas ao coletivo, o Sesi poderá fazer frente aos principais rivais na próxima temporada.

Procurando retomar a hegemonia perdida na principal competição nacional, o Cruzeiro focou no investimento da dupla de ponteiros. Além de ter tirado o argentino Conte do rival Taubaté, se apressou para anunciar Gord Perrin, capitão da seleção canadense, para repor a saída do norte-americano Taylor Sander, que se transferiu para o Dínamo de Moscou.

Perrin estava no Belogorie Belgorod, da Rússia, e será o segundo canadense a vestir a camisa celeste (seu compatriota Frederic Winters também jogou pela Raposa entre 2014 e 2016). Aliás, o pesado investimento na entrada de rede foi o motivo alegado pelo clube para não renovar o contrato com o central francês Le Roux, que teve uma passagem difícil pela equipe mineira em função da falta de entrosamento com o levantador Fernando Cachopa.

O canadense Gord Perrin foi contratado para resolver, ao lado de Conte, o problema na entrada de rede cruzeirense (Foto: Reprodução/Instagram)

Os pontas Rodriguinho e Filipe, contudo, seguem no time. O primeiro necessita de mais rodagem e experiência enquanto que o segundo, há dez anos no Cruzeiro, exerce uma liderança essencial no grupo, mas não demonstra o mesmo vigor físico.

Para a próxima temporada, a Raposa também não contará com o líbero Serginho, atleta mais longevo da equipe ao lado de Filipe. Depois de nove temporadas e 34 títulos conquistados, o jogador, de 40 anos, não teve o contrato renovado. Para o seu lugar, Marcelo Mendez apostará em Lukinha, que chega após boa temporada em Campinas.

Nesta dança das cadeiras, a equipe azul também assinou com os centrais Otávio, Pingo (ex-Minas), o experiente armador Rodriguinho Leme – que deverá se revezar com Cachopa –, e manteve em seus quadros os opostos Evandro e Luan, além do central Isac.

Outro time que decepcionou na temporada passada e seguirá em busca de uma recuperação é o Sesc, de Giovane Gávio. A equipe, que permaneceu na liderança da última Superliga em boa parte da fase preliminar para depois sofrer uma queda drástica no segundo turno, vem se movimentando no mercado seguindo as adequações necessárias diante da possível diminuição de investimentos decorrente da promessa governamental de reformulação no Sistema S. Contudo, as mudanças no elenco deverão ser profundas.

O oposto Wallace, principal estrela do time, o ponteiro Maurício Borges, o central Thiago Barth e o líbero Tiago Brendle estão garantidos para o próximo ano. Em contrapartida, os ponteiros Rozalin Penchev e Japa não renovaram, assim como o armador Everaldo, o meio de rede Aracaju e o levantador Thiaguinho – os dois últimos defenderão o Rennes, da França.

Uma das equipes de maior investimento da Superliga, o Sesc-RJ decepcionou nesta temporada e sofrerá mudanças no próximo ano (Foto: Erbs Jr.)

Para a armação, foram anunciados o experiente Marlon, ex-Fiat Minas, e o habilidoso Matías Sanchez, que chamou a atenção pela atuação no Sul-Americano, em Belo Horizonte, comandando o argentino Obras San Juan. O Sesc também confirmou a chegada de outro argentino, o ponta Jan Martinez, que atuava no Bolívar.

Com a partida do campeão olímpico Maurício Souza para Taubaté, os cariocas acertaram a contratação de Gustavão e do talentoso central Flavio Gualberto, que deixa o Minas, seu clube formador, após uma longa passagem.

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Com chance de voltar a incomodar os times de maior investimento, o Vôlei Renata e o Minas também se reestruturam. Mantido à frente do clube de Belo Horizonte há seis temporadas, o treinador Nery Tambeiro poderá contar, apesar da perda de algumas peças valiosas nesta janela de mercado, com o líbero Maique, que hoje também se destaca na seleção brasileira, e os opostos Davy e Felipe Roque, além do ponta Henrique Honorato.

O time ainda fechou com os ponteiros argentinos Lucas Ocampo (ex-Bolívar) e Nícolas Lazo (ex-UPCN), o armador Rodrigo Ribeiro e o central Deivid, ambos vindos do Maringá. Outros reforços confirmados são o meio de rede Matheus Alejandro, ex-Almeria e o levantador Bernardo Westermann, que estava no Itapetininga.

Sexto colocado na última Superliga, o Vôlei Renata segue em negociação com alguns jogadores, mas já renovou com o levantador argentino Demian Gonzalez, os ponteiros Gabriel Vaccari e Bruno Canuto, e os centrais Michel e Luizinho.

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De volta ao Itambé Minas, clube que a revelou, Sheilla promete ser uma das atrações da temporada 2019/2020 de clubes no Brasil (Foto: Divulgação/MTC)

Enquanto a temporada feminina de seleções segue a pleno vapor com a Liga das Nações, a primeira competição do ano, o mercado permanece agitado entre os principais elencos femininos do país com anúncios oficiais de contratações e manutenção de peças importantes para a temporada 2019/2020. Entre mudanças drásticas e surpresas, a disputa pelo troféu da Superliga promete ser acirrada.

O Itambé Minas, campeão depois de 17 anos, foi um dos clubes que mais precisou se reestruturar após a ótima temporada 2018/2019. De cara, perdeu o técnico italiano Stefano Lavarini, grande responsável pela conquista de quatro dos cinco torneios disputados pelo time de Belo Horizonte. Depois de 2 anos no Brasil, ele optou por retornar à sua terra natal para comandar o Busto Arsizio. Para o seu lugar, o Minas aposta em seu compatriota Nicola Negro, que treinava o Trentino Rosa, equipe da série A2 do vôlei italiano.

Pretendendo repetir o feito da temporada passada, o Minas também investiu nas bicampeãs olímpicas Sheilla e Thaisa. A oposta, que deu uma pausa na carreira após a Rio-2016 para, no ano passado, se tornar mãe de gêmeas, retorna ao vôlei no clube que a revelou. A jogadora ainda manifestou o desejo de voltar a vestir a camisa da seleção brasileira. Entretanto, apesar do talento inquestionável, será necessário observar em quais condições físicas e técnicas a atacante, de 35 anos, voltará às quadras depois de tanto tempo de inatividade.

Vale mencionar que os dirigentes resolveram buscar uma nova opção na saída de rede depois que Bruna Honório, que fez uma ótima temporada com o time azul e branco, precisou se submeter a uma cirurgia para retirada de um tumor benigno no coração. Ainda que esteja tendo uma ótima recuperação, por enquanto não há previsão de volta às quadras.

Thaisa será um dos reforços do Minas para a temporada (Foto: Divulgação/MTC)

Outra revelação do clube, a meio de rede Thaisa também regressa depois de 14 anos. A jogadora, ex-Hinode Barueri, mostrou estar recuperada da grave lesão que sofreu no joelho esquerdo em 2017. Tanto que ultrapassou, na última Superliga, a incrível marca dos mil bloqueios marcados na história da competição. A atleta fará dupla com Carol Gattaz, que teve o contrato renovado. Já as centrais Mara e Mayany, peças igualmente fundamentais na engrenagem ofensiva do Minas, vestirão as camisas de Osasco Audax e Barueri, respectivamente.

Além disso, a equipe teve outras baixas de difícil reposição: a dupla Natália e Gabi, titular na entrada de rede da seleção brasileira e na exitosa temporada minastenista, também deixou a capital mineira. Nesta terça-feira (25), Gabi foi oficialmente anunciada como reforço do multicampeão turco VakifBank, do técnico italiano Giovanni Guidetti, substituindo a chinesa Ting Zhu, que jogará na liga local nesta temporada olímpica.

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Natália também já havia sido confirmada como reforço do Eczacibasi, arquirrival do VakifBank, no lugar da norte-americana Jordan Larson. Para tentar suprir estas carências na entrada, o Minas contratou a venezuelana Roslandy Acosta e a norte-americana Deja McClendon. Por outro lado, de contrato renovado, a levantadora Macris e a líbero Léia continuam no time.

Deste modo, se a equipe campeã nacional teve perdas consideráveis, o vice Dentil Praia Clube conseguiu manter parte significativa de sua base titular, o que pode ser uma vantagem frente ao rival regional em termos de entrosamento e preservação do padrão de jogo.

O clube renovou com o técnico Paulo Coco, as ponteiras Fernanda Garay e Michelle, a central Carol, a oposta norte-americana Nicole Fawcett e a líbero Suelen. Além disso, anunciou a ponteira Pri Daroit, ex-Fluminense, e trouxe de volta a central Walewska e a levantadora Claudinha. Vale lembrar Wal e Claudinha tiveram grande destaque na campanha do primeiro título de Superliga conquistado pelas praianas na temporada 2017/2018.

Walewska retornará ao Dentil Praia Clube, time onde se sagrou campeã nacional na temporada 2017/2018 (Foto: Gisa Alves)

Neste sentido, o time tem muito a ganhar com o retorno da central, uma atleta bastante experiente que ainda pode atuar em alto nível. Já a armadora, ex-Osasco, retorna para a sua sexta passagem pelo Praia no lugar da norte-americana Carli Lloyd, que não rendeu o esperado e defenderá o Eczacibasi ao lado de Natália. Uma perda relevante promete ser a da central bicampeã olímpica Fabiana, que tem proposta do Hisamitsu Springs, do Japão, e não deverá permanecer na equipe aurinegra.

Além disso, a oposta Paula Borgo, atual titular da seleção brasileira na ausência de Tandara, não teve o contrato renovado e assinou com o Fluminense. As ponteiras Ellen e Rosamaria também não ficam em Uberlândia. A primeira atuará em Osasco enquanto que a segunda foi anunciada pelo Perugia, equipe que já viveu tempos áureos na Itália, mas que perdeu espaço e investimentos caindo para a segunda divisão. O time voltou à elite nesta temporada e contratou Rosamaria para jogar como oposta. Esta primeira experiência internacional pode ser uma oportunidade para que ela se firme como jogadora.

Terceiro colocado na última Superliga, o tradicional Osasco também segue o seu processo de montagem do time para a próxima temporada, apostando na reformulação. Sem usufruir do mesmo poderio econômico dos mineiros, investe em peças que lhe conferem razoáveis chances de conquistar uma medalha.

O primeiro anúncio de relevo do time de Luizomar de Moura foi o nome da levantadora Roberta, que está com a seleção brasileira na Liga das Nações. Depois de 9 anos, ela deixou o rival histórico Sesc-RJ para vestir a camisa do time de São Paulo.

Após 9 anos no Sesc, Roberta surpreendeu ao assinar com o arquirrival Osasco (Foto: Reprodução/Twitter)

A equipe ainda renovou com a líbero Camila Brait (será a 12a temporada da jogadora em Osasco) e assinou com as centrais Bia, que também estava no Sesc, e Mara, as ponteiras Ellen e Vanessa Janke, ex-Bauru, além da ponteira/oposta Fernanda Tomé. Com passagem por Balneário Camboriú na última temporada, a meio de rede Adriani Vilvert também chega para compor o elenco.

Os adversários devem permanecer atentos ao Sesi Vôlei Bauru, equipe liderada por Anderson Rodrigues que venceu o último Campeonato Paulista e alcançou o melhor resultado da sua história ao chegar à semifinal da Superliga deixando o Sesc-RJ, de Bernardinho, fora do grupo dos quatro melhores pela primeira vez em 20 anos.

Além de ter mantido a base titular com as centrais Valquíria e Andressa, a líbero Tássia e as ponteiras Gabi Cândido e Tifanny – que também pode atuar como oposta –, o conjunto do interior paulista contratou a meio de rede Mayhara, que atuava no Sesc, a veterana levantadora campeã olímpica Dani Lins, ex-Barueri, e as estrangeiras Polina Rahimova e Sarah Wilhite.

Tifanny renovou o contrato com o Sesi Bauru (Foto: Erbs Jr.)

Rahimova já passou por clubes importantes da Europa e vem para substituir a italiana Valentina Diouf, que deixou o time em baixa após uma temporada bastante irregular. Com 58 acertos, a atleta azeri chegou a ser recordista no número de pontos anotados em uma partida oficial, quando ainda jogava na liga japonesa. Esta marca, entretanto, foi ultrapassada recentemente por sua compatriota Jana Kulan, que fez 60.

Assim, se tiver uma linha de passe mais eficiente e um conjunto menos instável, o Sesi Bauru, com este poderio de ataque, terá todas as chances de ir longe de novo na próxima temporada.

Desejando recuperar o prestígio de outrora, o Sesc, maior campeão da história da Superliga que não chegou sequer à disputa das semifinais na última temporada, optou por uma reestruturação drástica.

Para começar, duas contratações de peso que podem mudar o time de patamar no próximo ano: para a armação, apostou em Fabíola, ex-Bauru, e surpreendeu ao não renovar com Roberta. O time de Bernardinho ainda fechou com Tandara, a melhor oposta do país na atualidade. Será a primeira vez que a atacante trabalhará com o técnico na Superliga.

Tandara, inclusive, estava nos planos do técnico José Roberto Guimarães para participar da fase final da Liga das Nações, na China, mas um edema no músculo reto abdominal a tirou do torneio.

Impossibilitada de jogar as finais da Liga das Nações por causa de um edema abdominal, Tandara é o principal reforço do Sesc-RJ para a próxima temporada (Foto: Divulgação/FIVB)

A oposta Monique, uma das figuras mais identificadas com o projeto, deixou a equipe depois de 5 anos para jogar no Praia ao lado da irmã gêmea Michelle. Outras novidades do Rio de Janeiro são: a meio de rede Lara, ex-Fluminense, para o lugar de Bia; a ponteira Amanda, que volta a defender o projeto onde esteve durante 10 anos; e a líbero Natinha, que atuou em Barueri na temporada 2018/2019.

A chegada da líbero para o lugar de Gabiru representa uma tentativa de dar mais estabilidade à linha de passe do Sesc, um dos maiores problemas enfrentados por Bernardinho no último ano. O Sesc ainda trouxe a central Milka, ex-Barueri, e renovou com a ponteira dominicana Peña, a meio de rede Juciely – um dos símbolos do time – e Drussyla, ponteira que sofreu com problemas físicos e pouco atuou no último ano.

Correndo por fora, o Barueri, de Zé Roberto, perdeu inúmeras jogadoras nesta janela de mercado e, sem grandes recursos, está sofrendo para se reconstruir. Entre os principais nomes, além da chegada da meio de rede Mayany, a talentosa levantadora Juma e a ponteira Tainara permanecem.

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Com força do elenco, seleção masculina se impõe e vence equipe russa http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/com-forca-do-elenco-selecao-masculina-se-impoe-e-vence-equipe-russa/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/com-forca-do-elenco-selecao-masculina-se-impoe-e-vence-equipe-russa/#respond Mon, 24 Jun 2019 02:09:52 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17345

Seleção masculina conquistou a 11a vitória na Liga das Nações (Fotos: Divulgação/FIVB)

Contra o adversário mais tradicional e qualificado desta etapa, a melhor performance. Depois do desempenho irregular diante da Bulgária e da vitória para lá de sofrida conquistada aos trancos e barrancos contra a esforçada Alemanha, a seleção masculina de vôlei encarou, neste domingo (23), no encerramento da penúltima semana da fase classificatória da Liga das Nações, a poderosa equipe russa, atual campeã do torneio, em um dos maiores clássicos do voleibol mundial.

No último encontro entre as equipes, contudo, a Rússia se deu melhor, vencendo o Brasil por 3 sets a 0 na semifinal da Liga das Nações do ano passado. Mas, desta vez, jogando diante de sua torcida, em Cuiabá (MT), o time de Renan Dal Zotto finalmente apresentou um voleibol bem mais convincente em casa, batendo a jovem equipe russa – que veio ao Brasil sem suas grandes estrelas, mas com uma equipe extremamente competitiva – por 3 sets a 0, parciais de 25-17, 25-21 e 28-26. Com o resultado, o time assumiu a liderança do torneio, somando 11 triunfos em 12 jogos.

Diferentemente do que aconteceu na partida contra os alemães, a seleção brasileira começou o duelo diante dos russos mostrando mais concentração e consistência no seu conjunto. Em que pese a quantidade de erros (8 somente na primeira parcial) e a instabilidade na linha de passe que, infelizmente, está se tornando costumeira, a equipe se saiu muito bem na estratégia de saque variado e principalmente na virada de bola. Os europeus anotaram apenas 6 pontos de ataque enquanto que os atuais campeões olímpicos fizeram 12. Nota positiva para o oposto Wallace, que teve um excelente aproveitamento no ataque, virando 5 das 7 bolas recebidas.

Wallace voltou a fazer um grande jogo com a camisa da seleção brasileira

Mesmo ainda desarticulado na recepção na segunda parcial, o time verde e amarelo continuou se sobressaindo no ataque. Para tanto, se valeu de uma boa distribuição do levantador Bruno, que voltou a ter uma performance segura acionando tanto as bolas de primeiro tempo com Maurício Souza e Lucão, quanto pelas extremidades com Wallace e Lucarelli. Douglas Souza, apagado, acabou substituído por Maurício Borges.

Os russos melhoraram nas ações ofensivas, mas seguiram cometendo erros, o que acabou freando qualquer reação na segunda etapa. É importante ressaltar também o volume de jogo da seleção brasileira, com o sistema defensivo bem ajustado e o consequente bom aproveitamento nos contra-ataques, além do desempenho satisfatório no bloqueio.

Buscando mudar o panorama, o técnico finlandês Tuomas Sammelvuo sacou o armador Kovalev e escalou Igor Kobzar, que equilibrou a partida com outra tática de distribuição. Assim, bem mais equilibrada, a Rússia cresceu no duelo. Mais ousado, Kobzar mudou o set, passando a utilizar mais as bolas rápidas de meio, sobretudo com o central Ilyas Kurkaev. Aliás, foi em uma passagem de saque do levantador que a Rússia conseguiu abrir 19 a 15 no marcador.

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Contudo, apesar de terem feito 7 aces no confronto, os europeus, na dianteira do set, seguiram desperdiçando saques e falhando em momentos cruciais. Ao total, os russos deram 31 pontos de presente em falhas ao Brasil. Se compararmos com a performance contra a Alemanha, veremos que a seleção errou bem menos – 20 vezes.

Renan, então, apostou novamente no banco de reservas para virar o jogo. E foi justamente com um serviço de Alan – que entrou na inversão com Cachopa e repetiu o que já havia feito contra a Alemanha, se destacando no ataque em bolas importantes na reta final do set – que o Brasil conquistou a vitória. Os maiores pontuadores da seleção foram Wallace e Lucarelli, com 12 e 11 acertos, respectivamente.

Com o triunfo, a seleção brasileira praticamente carimbou o passaporte para a fase final, que ocorrerá em Chicago, nos EUA. Para perder a vaga, o Brasil precisaria sair derrotado de todas as partidas da próxima semana e teria que perder uma vantagem significativa de sets average para ser ultrapassada pela Polônia, que atualmente ocupa a sexta posição na tabela de classificação.

Assim, os comandados de Renan Dal Zotto fecharão a participação na fase classificatória da Liga das Nações em Brasília, onde enfrentará França, Canadá e Itália entre os dias 28 e 30 de junho.

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Em jogo nervoso, seleção masculina erra muito e bate a Alemanha no sufoco http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/em-jogo-nervoso-selecao-masculina-erra-muito-e-bate-a-alemanha-no-sufoco/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/em-jogo-nervoso-selecao-masculina-erra-muito-e-bate-a-alemanha-no-sufoco/#respond Sun, 23 Jun 2019 02:38:04 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17332

Seleção brasileira cedeu 38 pontos em erros aos alemães na partida de hoje (Fotos: Divulgação/FIVB)

A seleção masculina de vôlei conquistou, na noite deste sábado (22), a sua 10a vitória em 11 jogos na Liga das Nações. Novamente atuando no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá (MT), a equipe, contudo, venceu com muita dificuldade o time alemão, 14o colocado na tabela da competição, por 3 a 2, parciais de 20-25, 25-18, 21-25, 25-17 e 15-12.

Em uma partida que começou equilibrada e tecnicamente abaixo do esperado em função dos erros de saque e de ataque, a seleção brasileira pouco agrediu a linha de passe alemã, facilitando a armação e a aceleração das jogadas do levantador Zimmermann. Assim, jogando sem responsabilidade, o conjunto liderado pelo italiano Andrea Giani cometeu vários erros na parcial, sobretudo de saque, mas conseguiu compensar nas ações ofensivas e no bloqueio que, embora não tenha se convertido em muitos pontos, amorteceu vários ataques brasileiros.

Por outro lado, o time de Renan Dal Zotto voltou a oscilar na recepção e também falhou bastante – foram 10 erros somente nesta parcial, 1 a menos do que os alemães -, mas não teve a mesma eficiência no sideout e no bloqueio. O oposto Wallace, por exemplo, passou em branco no primeiro set e acabou substituído por Alan.

E o atacante do Sesi-SP entrou muito bem na segunda etapa do duelo, se sobressaindo na defesa, no ataque e no saque – foi em uma passagem dele pelo serviço que a equipe verde e amarela conseguiu abrir 15 a 11 no marcador. A partir da evolução no saque, a seleção brasileira teve um aproveitamento melhor tanto na virada de bola pelo meio e pelas pontas quanto nos contra-ataques, contando, ainda, com a queda substancial de rendimento dos germânicos. Somente nesta parcial, o Brasil ganhou por 14 a 6 no sideout.

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Os alemães retornaram mais agressivos para a terceira parcial, forçando o saque e desestabilizando a linha de passe brasileira. Além disso, ainda cresceram nas ações ofensivas especialmente em função da boa distribuição do armador Zimmermann tanto pelas extremidades quanto pelo meio. Destaque para o oposto Hirsch e o ponteiro Schott.

Do outro lado da quadra, os atuais campeões olímpicos tiveram imensa dificuldade na virada de bola (foram apenas 9 pontos anotados no fundamento) e também no bloqueio, que falhou em vários momentos na marcação do ataque rival. Deste modo, com a confiança em alta, os europeus chegaram a abrir 18 a 12 no placar. O técnico Renan ainda fez trocas pontuais, colocando Lucarelli, Cachopa e Lucão em jogo, mas as mudanças não impediram a derrota na parcial.

Em um jogo de muitos erros e oscilações (ao total, a seleção brasileira cedeu incríveis 38 pontos em erros aos rivais e recebeu 37), os comandados de Renan chegaram a abrir 6 a 0 na quarta parcial com a passagem do meio de rede Maurício Souza pelo saque. E conseguiram administrar a vantagem até o final do set através do crescimento no bloqueio e da atuação do levantador Cachopa, que fez uma distribuição mais fluida das jogadas tanto pelo meio com o central Lucão quanto pela saída com o oposto Alan. Neste sentido, ponto para Dal Zotto, que utilizou vários jogadores, mostrando a força do elenco.

No quinto e último set, o time brasileiro fez valer a sua camisa e, “na marra”, impôs o seu jogo. A passagem de Lucão pelo saque logo no começo da parcial foi fundamental para colocar uma margem no placar. Vale destacar também a força de Leal e Lucarelli nos momentos decisivos do ataque, além da consistência do oposto Alan, maior pontuador do Brasil com 17 acertos, seguido de Leal com 16.  Entre os alemães, o oposto Hirsch e o ponta Schott pontuaram 19 e 15 vezes, respectivamente.

Encerrando a sua participação nesta penúltima etapa classificatória da Liga das Nações, a seleção brasileira enfrentará a equipe russa neste domingo (23). A partida está programada para as 21h e terá transmissão do SporTV2.

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Brasil supera falhas na recepção e vence a Bulgária na Liga das Nações http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/brasil-supera-falhas-na-recepcao-e-vence-a-bulgaria-na-liga-das-nacoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/brasil-supera-falhas-na-recepcao-e-vence-a-bulgaria-na-liga-das-nacoes/#respond Sat, 22 Jun 2019 02:14:29 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17311

Seleção de Renan Dal Zotto sofreu no passe, mas conseguiu a vitória sobre a equipe búlgara (Foto: Divulgação/FIVB)

Principal adversário da seleção masculina de vôlei no torneio Pré-Olímpico que dará uma vaga na Olimpíada do ano que vem, a Bulgária encarou a equipe de Renan Dal Zotto na noite desta sexta-feira (21), na estreia em casa na Liga das Nações. E os brasileiros não decepcionaram os torcedores que estiveram presentes no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá (MT), superando os rivais por 3 sets a 1, parciais de 25-20, 21-25, 25-19 e 25-14 no jogo válido pela quarta etapa do torneio.

Diferentemente do Brasil, que tem apenas uma derrota na Liga das Nações, o representante do Leste Europeu não vive um bom momento (com o revés, manteve os 3 triunfos em 10 partidas). Contudo, a equipe tem boas peças no ataque.

A propósito, o confronto marcou justamente o reencontro do ponta Rozalin Penchev com alguns de seus antigos parceiros do Sesc-RJ, como Wallace, Maurício Souza e Maurício Borges (que foi relacionado para esta etapa no lugar de Lucas Lóh). Enquanto Bruno e Leal estiveram frente a frente com Sokolov, principal estrela da Bulgária e companheiro da dupla na vitoriosa temporada do Civitanova.

E o time de Renan teve uma prévia daquilo que poderá encontrar pela frente na cidade de Varna, na casa do rival, no torneio Pré-Olímpico de agosto. Como sempre baseando seu jogo na força física e na potência do saque, os europeus não tiveram muito êxito na estratégia no primeiro set. Ao buscar explorar a já conhecida fragilidade da linha de passe brasileira com uma variação do serviço, a equipe visitante cometeu erros em sequência, facilitando o trabalho dos atuais campeões olímpicos.

Os búlgaros, contudo, melhoraram a performance no saque a partir da segunda parcial, “caçando” os ponteiros brasileiros na recepção do serviço flutuante. Em dificuldades, Leal acabou substituído por Maurício Borges. Além disso, eles aprimoraram a virada de bola e o bloqueio (para se ter uma ideia, foram 8 pontos marcados neste fundamento somente no segundo set), intimidando os atacantes brasileiros.

O levantador Bruno, sem o passe nas mãos e ainda buscando o melhor ritmo, também cometeu falhas técnicas no levantamento, distribuindo bolas baixas e imprensadas pelas pontas. A seleção ameaçou uma reação a partir das mudanças feitas pelo técnico Renan com a entrada de Cachopa e Alan na inversão 5-1, mas a equipe voltou a falhar no passe na reta final da parcial, propiciando o empate búlgaro.

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Leal e Lucarelli são trunfos de Renan para o começo da temporada

Mesmo mantendo a dianteira no placar na terceira etapa, a seleção seguiu passando por maus bocados na recepção. No entanto, conseguiu impor o seu jogo através do bloqueio – fundamento que não vinha funcionando bem, mas que “apareceu” no começo da parcial -, da virada de bola – com Leal de volta se sobressaindo também no saque – e dos erros adversários. No total, foram 33 pontos cedidos pelos búlgaros em falhas aos donos da casa. Os brasileiros também cometeram uma quantidade significativa de erros (20 ao todo).

O quarto e último set foi bem mais tranquilo para os comandados de Renan, que conseguiram a vitória especialmente através da evolução no bloqueio, que amorteceu bolas importantes e passou a pontuar mais (ao total, foram 12 acertos dos búlgaros neste fundamento contra 9 dos brasileiros), pela eficiência do saque e do sistema defensivo (com destaque para o líbero Maique).

O maior pontuador do jogo foi Leal, responsável por 15 acertos. Lucarelli, Wallace e Lucão fizeram 13, 12 e 11 pontos, respectivamente. Do outro lado da quadra, Sokolov e Penchev se sobressaíram com 14 e 12 pontos.

Ainda na capital mato-grossense, a equipe de Renan Dal Zotto volta à quadra neste sábado (22) às 21h para enfrentar a seleção alemã, que foi derrotada pelo jovem time russo na abertura desta fase por 3 a 1.

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Instável, Brasil fecha a fase classificatória com revés diante da Turquia http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/instavel-brasil-fecha-a-fase-classificatoria-com-reves-diante-da-turquia/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/instavel-brasil-fecha-a-fase-classificatoria-com-reves-diante-da-turquia/#respond Thu, 20 Jun 2019 18:49:59 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17283

Seleção feminina encerrou a fase classificatória da Liga das Nações com derrota (Fotos: Divulgação/FIVB)

Como um torneio que vem sendo utilizado como preparatório pelo técnico José Roberto Guimarães para o Pré-Olímpico – a principal competição do ano que dará uma vaga na Olimpíada no ano que vem -, a Liga das Nações (antigo Grand Prix) encerrou a sua fase classificatória com as seis seleções finalistas definidas: China, Estados Unidos, Brasil, Itália, Turquia e Polônia. Neste sentido, os jogos desta etapa poderiam servir ao time brasileiro apenas para observação das jogadoras e delimitação das posições na classificação geral.

Entretanto, se engana quem pensa que o Brasil teve vida fácil na última partida desta fase. Nesta quinta-feira (20), jogando em seus domínios, a jovem e lutadora equipe turca, que teve dois resultados negativos nesta semana, deu muito trabalho às brasileiras, procurando se reabilitar e repetir o feito da temporada passada.

Na fase final da primeira edição da competição, a Turquia atropelou o Brasil por sonoros 3 a 0, conquistando a vaga na grande decisão, onde acabou superada pela equipe norte-americana. E, em um jogo emocionante, as brasileiras foram menos regulares do que na vitória contra a Bélgica e sofreram nova derrota, desta vez, por 3 sets a 2, com parciais de 25-23, 24-26, 25-20, 23-25 e 16-14.

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Polêmico e talentoso: conheça a trajetória de Giovanni Guidetti

O vice-campeonato no ano passado e a campanha satisfatória nesta temporada (o time soma 11 vitórias em 15 jogos) demonstram que, sob o comando do italiano Giovanni Guidetti, a seleção turca é uma das forças emergentes no cenário internacional. Considerado o eldorado do vôlei feminino de clubes em função do poderio econômico, o que acaba atraindo grandes estrelas estrangeiras, a Turquia começa a se destacar também entre as seleções.

E a seleção brasileira sentiu o peso desta evolução logo no começo do confronto. Embora tenha iniciado a primeira etapa apresentando um bom volume de jogo, as brasileiras apostaram em uma estratégia de saque que pouco desestabilizou a linha de passe turca, que contou com o auxílio da talentosa oposta Ebrar Karakurt, escalada na entrada de rede. Assim, com o passe nas mãos, a levantadora Dilik, substituída depois por Ozbay, distribuiu suas bolas como quis, acionando tanto o meio quanto as extremidades.

E foi justamente o serviço que fez a diferença a favor das europeias na primeira parcial. O time de Zé Roberto se mostrou novamente instável na recepção, especialmente com Natália e, na reta final do set, com a líbero Leia, cometendo erros que prejudicaram a distribuição da levantadora Macris. Vale ressaltar que a armadora brasileira também falhou com alguns levantamentos imprecisos principalmente pelas pontas com Natália e Gabi.

Linha de passe brasileira sofreu bastante para recepcionar o saque turco

Mesmo desfalcada de algumas titulares, a Turquia voltou ainda mais concentrada e confiante para a segunda parcial. Com imensa dificuldade na virada de bola, a seleção sofreu com a marcação eficiente do bloqueio rival, que chegou a abrir 9 a 3 no placar.

Tentando mudar o panorama, Zé Roberto escalou Mayany no lugar de Mara e a oposta Lorenne substituiu Paula Borgo. Correndo atrás do marcador e ainda frágil na recepção, as brasileiras conseguiram equilibrar as ações através do bloqueio e do ataque, sobretudo com Natália, que anotou 7 pontos somente neste set.

O jogo permaneceu equilibrado na terceira etapa. Contudo, em uma ótima passagem da meio de rede Mayany – que entrou muito bem na partida – pelo saque, a seleção brasileira conseguiu abrir 15 a 11 no marcador. Imaginou-se, portanto, que a equipe iria conseguir impor o seu jogo, administrando a vantagem diante do aguerrido selecionado turco. Entretanto, com Roberta e Paula Borgo em quadra na inversão, o time brasileiro voltou a se perder na linha de passe e ainda cometeu erros capitais de ataque na parte final da parcial.

Com Amanda no lugar de Natália, a seleção brasileira iniciou o quarto set cometendo muitos erros de saque e de ataque (ao total, as comandadas de Zé Roberto cederam 29 pontos em erros às rivais e recebeu 25). Apesar disso, conseguiu novamente abrir uma pequena vantagem na parcial.

Pressionada, a levantadora Macris precisou disputar a bola na rede em vários momentos da partida

Contudo, vivendo altos e baixos ao longo do confronto, viu o adversário subir de produção, contando especialmente com a eficiência da levantadora Ozbay na distribuição tanto pelo meio, com a ótima Gunes, quanto pelas extremidades, com a oposta Ylmaz – que substituiu Karakurt – e a ponteira Ismailoglu. A boa surpresa foi a oposta Lorenne, que acabou sendo o desafogo da levantadora Macris, virando bolas decisivas que evitaram o triunfo europeu por 3 a 1.

A equipe turca começou o set decisivo de maneira avassaladora, pressionando a recepção brasileira com um saque bastante agressivo da armadora Ozbay. Com isso, chegou a abrir 4 a 0 na parcial. Sem o passe nas mãos, a levantadora Macris teve que mostrar sua categoria, improvisando em alguns momentos para colocar suas jogadoras em melhores condições de ataque.

Deste modo, as bolas altas pelas pontas facilitaram a vida do bloqueio turco (foram 16 acertos neste fundamento contra 12 do Brasil). A central Mara retornou ao jogo no lugar de Mayany e exerceu um papel fundamental no saque e no ataque, mas as europeias acabaram fechando a partida com um lance de sorte no saque.

A maior pontuadora do jogo foi a ponteira Gabi, com 22 acertos. Os destaques turcos mostram que o jogo europeu foi mais distribuído: a oposta Yilmaz, a ponta Ismailoglu e a central Gunes foram as maiores pontuadoras, com 17, 16 e 13 bolas no chão, respectivamente.

FASE FINAL

Classificada para as finais da Liga das Nações na 3a posição (com 4 derrotas em 15 jogos), a seleção feminina estará no grupo B ao lado de Estados Unidos e Polônia. Na chave A, China, Itália e Turquia disputarão um lugar na semifinal. Vale lembrar que o Final Six ocorrerá em Nanquim, na China, entre os dias 3 e 7 de julho.

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Mais regular, seleção feminina bate equipe belga na Liga das Nações http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/mais-regular-selecao-feminina-bate-equipe-belga-na-liga-das-nacoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/mais-regular-selecao-feminina-bate-equipe-belga-na-liga-das-nacoes/#respond Wed, 19 Jun 2019 14:39:56 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17265

Mais consistente, a seleção feminina derrotou a equipe belga nesta quarta-feira (19) (Fotos: Divulgação/FIVB)

Ocupando temporariamente a primeira posição na tabela da Liga das Nações, a seleção feminina de vôlei, já classificada para o Final Six da competição, entrou em quadra nesta quarta-feira (19), em Ankara, na Turquia, para encarar o valente time belga em seu penúltimo compromisso na etapa que encerra esta fase preliminar.

E, ainda sonhando com um lugar na fase decisiva do torneio, as europeias entraram para o tudo ou nada contra as brasileiras. Para que pudesse seguir viva, era fundamental que a Bélgica, então 8ª colocada, vencesse o Brasil e torcesse por uma improvável combinação de resultados. Contudo, o time de José Roberto Guimarães eliminou o adversário, conquistando a 11ª vitória no campeonato por 3 sets a 0, com parciais de 23-25, 15-25 e 18-25.

O técnico Zé Roberto iniciou o duelo com o time que vem atuando como titular na Liga das Nações. E, em um começo equilibrado com bastante alternância no placar, a seleção brasileira sofreu com o saque bem direcionado da equipe rival, cometendo erros na recepção especialmente com a líbero Léia e a ponteira Natália.

Seleção brasileira conseguiu manter o padrão de jogo contra o time belga

Além disso, o time também apresentou algumas falhas nas coberturas do ataque adversário. Por outro lado, o bloqueio realizou uma boa leitura da distribuição da levantadora Van De Vyver, amortecendo bolas importantes. Entretanto, foi através do saque, fundamento no qual vinha oscilando, que o Brasil buscou a reação, pressionando a instável linha de passe belga no lance derradeiro da parcial (um ace da ponteira Amanda).

Impondo seu ritmo de forma mais regular, a seleção brasileira conseguiu vencer o segundo e o terceiro sets com ampla vantagem, investindo na agressividade do saque e na efetividade do sideout (somente no ataque, a segunda parcial ficou em 17 a 10 a favor do Brasil). Destaque para a oposta Paula Borgo e a ponteira Gabi, que terminaram a partida com 14 e 13 pontos, respectivamente.

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Vale apontar ainda a eficiência das brasileiras no fundo de quadra, sobretudo com a líbero Léia e a ponta Natália. Com boas defesas, elas geraram contra-ataques bem aproveitados, minando a confiança das atacantes belgas. Ao total, as europeias cederam 15 pontos em erros e receberam 8. Deste modo, apesar da oscilação no passe em alguns momentos, as comandadas de Zé Roberto fizeram por merecer a vitória.

Com os resultados desta rodada, Brasil, Itália, Turquia, Estados Unidos e Polônia se justaram à anfitriã China e disputarão a fase final na cidade de Nanquim entre os dias 3 e 7 de julho. As equipes serão divididas em duas chaves de três e as duas primeiras colocadas avançam às semifinais. Antes disso, no entanto, as brasileiras ainda encaram as turcas nesta quinta-feira, às 13h. A partida terá transmissão do SporTV2.

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Bruno, sobre a seleção brasileira: “O time tem muito a crescer ainda” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/bruno-sobre-a-selecao-brasileira-o-time-tem-muito-a-crescer-ainda/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/bruno-sobre-a-selecao-brasileira-o-time-tem-muito-a-crescer-ainda/#respond Wed, 19 Jun 2019 09:00:36 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17255

Depois de uma temporada cansativa e vitoriosa com o Civitanova, Bruno se volta para a seleção brasileira (Foto: Divulgação/FIVB)

*Em entrevista concedida a Euclides Bomfim Neto

De volta à seleção brasileira masculina de vôlei após um curto período de folga da pesada temporada de clubes, o levantador e capitão Bruno só pensa no crescimento do grupo. Ao longo da entrevista exclusiva concedida em Portugal, onde a equipe encerrou a terceira etapa da Liga das Nações com 8 vitórias em 9 jogos, as palavras “crescimento” e “evolução” foram repetidas em diversos momentos, mostrando a obsessão do jogador pelo trabalho e pelos melhores resultados.

E foi seguindo esta filosofia que ele alcançou – além de todos os títulos possíveis com a seleção brasileira – o topo da Europa na última temporada. Atuando no Civitanova ao lado de Leal, agora também seu companheiro na seleção, Bruno venceu não apenas o competitivo campeonato local, mas também a Champions League, o mais relevante torneio interclubes do mundo, quebrando uma hegemonia de quatro anos do gigante russo Zenit Kazan.

“Esse ano realmente acabou de uma maneira espetacular com os dois títulos mais importantes. Terminou com tudo aquilo que eu sonhei – o Italiano e a Champions League – e que o nosso time tinha como objetivo. Então foi sensacional”, destaca, mencionando que também foi um ano de aprendizado, uma vez que o Civitanova não começou a temporada com bons resultados.

No final do ano passado, a equipe foi derrotada pelo Trentino na decisão do Mundial de Clubes em uma partida que o jogador reconheceu que o grupo teve um desempenho ruim, pois ainda não desfrutava do melhor entrosamento.

Comemorando o título da Champions League com os companheiros do Civitanova (Foto: Reprodução/Instagram)

“Depois teve a troca de treinadores, o que nos ajudou. A chegada do [técnico italiano Ferdinando De Giorgi] Fefe foi fundamental para fazer o time crescer principalmente no volume de jogo, que era algo que estava faltando no início da temporada. Para o meu crescimento também, em especial, foi muito importante pelo fato de ele ter sido um levantador de grande nome. E a equipe foi evoluindo com as dificuldades”, ressalta o armador, que logo em seguida perdeu a final da Copa Itália para o Perugia do recém-contratado astro polonês Wilfredo León.

“A gente jogou bem, mas perdeu no finalzinho do tie-break, em uma derrota de virada. Então, de certa forma, isso mexeu com o nosso brio também. E conseguimos crescer depois daquela final de Copa Itália. Nos unimos cada vez mais e conquistamos os títulos mais importantes. Por isso, sem dúvida, foi um ano especial”, diz.

Em relação à seleção brasileira, que busca ir mais longe na Liga das Nações (antiga Liga Mundial) – a equipe terminou na quarta posição na temporada passada -, Bruno segue motivado e afirma que, com uma sintonia fina, o time ainda pode render muito mais.

“Mudou bastante da temporada passada para cá. O Lucarelli, que ano passado não estava, voltou. Teve a chegada do Leal, do Alan e de outros jogadores mais jovens, como o Cachopa e o Thiaguinho, que estão fazendo um grande trabalho também. A equipe já demonstrou que está muito bem. Essa primeira parte da Liga das Nações foi muito boa e eu espero conseguir entrar em ritmo de jogo logo, melhorando o entrosamento”, aponta, fazendo referência ao seu desempenho nas últimas partidas.

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Sobre a possibilidade de disputar duas etapas da competição em casa – a seleção joga esta semana em Cuiabá, entre os dias 21 e 23 de junho, e depois segue para a capital federal, onde encerra a fase classificatória no dia 1 de julho –, ele foca no nível dos rivais.

“Jogar no Brasil é sempre especial, né? Esperamos que os ginásios estejam lotados. O nível vai crescendo e a gente vai pegar equipes mais difíceis agora. De cara, tem a Bulgária, que é o time que a gente vai enfrentar no Pré-Olímpico. Depois vamos ter a [atual campeã da Liga das Nações] Rússia, a França e a Itália como adversários. Então vão ser jogos de alto nível em que precisamos continuar evoluindo. Acho que isso é o mais importante”, sublinha.

“A gente espera poder chegar às finais. É o nosso primeiro objetivo. Acho que o time tem muito a crescer ainda. Temos grande poderio de ataque, podemos melhorar a nossa relação bloqueio-defesa e o sistema de recepção, que são coisas que dependem de entrosamento e de tempo também. Mas a equipe está no caminho certo. Todo mundo está trabalhando bem de acordo com a nossa filosofia e isso é o mais bacana. Fico muito feliz por ter voltado para poder compartilhar desses momentos com esse time”, finaliza.

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Classificado para a fase final, Brasil vence a Itália em ritmo de amistoso http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/classificado-para-a-fase-final-brasil-vence-a-italia-em-ritmo-de-amistoso/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/classificado-para-a-fase-final-brasil-vence-a-italia-em-ritmo-de-amistoso/#respond Tue, 18 Jun 2019 14:41:39 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17236

Em jogo “morno”, seleção feminina derrotou a equipe italiana nesta terça-feira (18) (Fotos: Divulgação/FIVB)

Com a vaga assegurada na fase final da Liga das Nações em função da vitória da equipe polonesa por 3 a 1 sobre o Japão, a seleção feminina de vôlei encarou, nesta terça-feira (18), em Ankara, na Turquia, a também já classificada Itália, atual líder da competição. E, em ritmo de amistoso, as brasileiras venceram as europeias por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-20 e 25-23, em duelo válido pela quinta e última semana da etapa classificatória.

É importante destacar que a equipe de José Roberto Guimarães enfrentou uma Itália desfigurada, uma vez que o técnico Davide Mazzanti optou por poupar suas titulares, entre elas, a oposta Paola Egonu, uma das melhores jogadoras do mundo na atualidade. Com isso, em um jogo “morno”, o selecionado nacional não precisou fazer muita força para vencer.

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A levantadora Orro, que atuou no lugar da titular Malinov, teve problemas para construir suas jogadas em função da recepção instável de suas companheiras, sobretudo da jovem ponteira Pietrini, “caçada” no passe pelo saque brasileiro. A armadora também cometeu falhas técnicas na execução de alguns levantamentos. Assim, com bom rendimento no bloqueio (foram 8 pontos neste fundamento contra 5 das italianas no total), o time de Zé Roberto fez uma marcação eficiente do ataque rival.

Sem ser muito exigido, o Brasil seguiu tendo uma boa performance na segunda parcial, se valendo principalmente dos erros cometidos pelas europeias. O treinador Mazzanti chegou a escalar a central Chirichella e a levantadora Malinov a partir deste set, mas o cenário não foi alterado.

Pressionada pelo saque, a Azzurra continuou sofrendo na recepção na terceira etapa. Zé Roberto fez algumas mudanças, apostando na inversão 5-1 com Roberta e Lorenne, além de também ter utilizado a líbero Natinha e a jovem Tainara. A ponteira de Barueri não vinha atuando em função de uma entorse que sofreu no joelho.

A seleção feminina teve um bom desempenho no bloqueio

Entretanto, mesmo com grandes dificuldades no passe, as italianas conseguiram fazer um set mais parelho por causa da queda da seleção na recepção e na virada de bola. Contudo, as vice-campeãs mundiais não mantiveram o ritmo e cometeram erros de saque e de ataque na reta final da parcial (ao total, a Azzurra deu 24 pontos de presente ao Brasil e recebeu 13), propiciando a vitória brasileira.

As maiores pontuadoras do Brasil foram Gabi e Natália – que jogou nos dois primeiros sets – com 13 e 10 acertos. Entre as italianas, Pietrini e Nicoletti se destacaram com 14 e 12 bolas no chão.

A fase final da Liga das Nações será disputada entre os dias 3 e 7 de julho em Nanquim, na China. Antes, no entanto, o Brasil ainda terá dois jogos que poderão servir para testes. Nesta quarta-feira (19), a equipe enfrenta a Bélgica, às 10h. Fechando esta semana, as comandadas de Zé Roberto encaram as donas da casa na quinta (20), às 13h. Os jogos terão transmissão do SporTV2.

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Leal, sobre a seleção brasileira: “Chegou o momento de mostrar a que vim” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/leal-sobre-a-selecao-brasileira-chegou-o-momento-de-mostrar-a-que-vim/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/leal-sobre-a-selecao-brasileira-chegou-o-momento-de-mostrar-a-que-vim/#respond Tue, 18 Jun 2019 09:00:56 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=17223

Leal ataca contra o bloqueio português enquanto é observado por Renan (Fotos: Divulgação/FIVB)

*Em entrevista concedida a Euclides Bomfim Neto

“Chegou o momento de eu jogar na seleção e mostrar a que vim”. Assim, expressando confiança e, ao mesmo tempo, respeito pelos seus companheiros, Yoandy Leal Hidalgo, ponteiro cubano naturalizado brasileiro, falou em entrevista exclusiva sobre o momento que vive hoje atuando, após quatro anos de espera, pela seleção brasileira masculina de vôlei. A estreia aconteceu na partida contra a Austrália na Liga das Nações, o primeiro torneio da temporada 2019.

Já em sua primeira temporada na Itália, Leal se sagrou campeão local pelo Lube Civitanova e ainda levantou o caneco da Champions League – o mais prestigioso torneio interclubes do mundo – ao lado de Bruno, levantador e capitão da seleção brasileira com quem criou uma relação de confiança e amizade.

O armador teve um papel fundamental para que as portas da seleção se abrissem para Leal. E, ao que tudo indica, o processo de adaptação do ponteiro à rotina pesada de treinamentos, jogos e viagens com a equipe verde-amarela está ocorrendo sem maiores dificuldades. O atleta tem sido um dos destaques do Brasil, que fechou a terceira semana de competição com 8 vitórias em 9 jogos.

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“O dia a dia com os jogadores está sendo muito bom. No primeiro dia foi um pouco difícil, mas agora estou me sentindo em casa. Estou muito feliz por fazer parte do grupo e espero que a gente consiga melhorar o nosso jogo”, afirmou o jogador, que já aparece entre os dez melhores do mundo nas estatísticas da Liga das Nações de ataque (9º colocado com o melhor aproveitamento na virada de bola – Lucarelli ocupa a 1ª posição) e de saque (7º melhor sacador da competição, com 11 aces), além de ser o 10º maior pontuador do torneio, somando 109 acertos.

Ele confessa, contudo, que vestir a camisa da seleção brasileira pela primeira vez não foi tão fácil. “A sensação é muito boa, mas fiquei um pouco nervoso no começo. É normal. Depois, pouco a pouco, fui me sentindo mais confiante. Quero seguir jogando e ajudando o time da melhor forma para a gente chegar à fase final”, destacou o ponteiro que, apesar do começo promissor no ataque, ainda tem sofrido bastante na linha de passe, especialmente na recepção do saque flutuante.

Um dos melhores do mundo no ataque, Leal tem oscilado na recepção

Leal tem consciência da forte concorrência que hoje existe na seleção pela titularidade. O ponteiro se integrou em um momento em que, diferentemente do ano passado, quando sofreu com enorme carência na entrada de rede e teve um desempenho abaixo do esperado na primeira edição da Liga das Nações, o grupo se fortaleceu principalmente com o retorno de Lucarelli. MVP da última Superliga e peça-chave na conquista do título inédito do EMS Taubaté Funvic, o jogador permaneceu quase um ano parado se recuperando de lesão.

O time ainda conta com o talento de Douglas Souza, jogador que mudou de patamar no cenário nacional e foi bastante útil na campanha que levou a equipe ao vice-campeonato mundial. Tanto que Leal vem se revezando com os dois nesta etapa classificatória da Liga das Nações. Além dessas peças, Renan ainda tem à disposição Lucas Lóh, ponteiro que cresceu técnica e fisicamente nesta temporada com o Sesi-SP, e Maurício Borges, que não foi convocado para estas primeiras semanas.

Jogador tem se revezado no time titular com Lucarelli e Douglas Souza

“Todos os ponteiros que estão aqui são bons jogadores e o Renan está fazendo uma coisa muito boa, que é rodar todo o time. Ele falou que em Brasília iria tentar definir um conjunto para a fase final da competição, então cada um tem que fazer o melhor quando estiver jogando. Concorrência tem, né? E não apenas entre os ponteiros, mas em todas as posições. Daí a importância de se jogar bem quando tiver a possibilidade de atuar. E a decisão é do Renan”, explicou.

Assim, em função da disputa acirrada, Leal foca no trabalho e se diz preparado para colaborar da melhor forma possível. “Foi demorado, mas tive que esperar. Consegui a naturalização em 2015 e fui liberado agora em 2019. Então foram quatro anos de espera. Mas não fiquei parado, tinha o que fazer. Tinha responsabilidade no Sada Cruzeiro [onde atuou por seis temporadas antes de se transferir para a Itália], então o tempo até passou rapidinho. Estou feliz porque deu certo, o que é o principal. Chegou o momento de eu jogar na seleção e mostrar a que vim”, concluiu.

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