Saída de Rede

Giba aponta os cinco maiores momentos da sua carreira

Sidrônio Henrique

24/09/2017 06h00

Giba foi MVP de uma Olimpíada, de um Mundial e todas as competições importantes com a seleção (foto: CBV)

Campeão olímpico, tricampeão mundial e eleito melhor do mundo mais de uma vez, o ex-ponteiro Giba, 40 anos, destacou, em entrevista ao Saída de Rede, os cinco maiores momentos da sua vitoriosa carreira. Para ele, que os citou em ordem cronológica, “porque dificilmente o momento seguinte teria ocorrido sem o anterior”, os acontecimentos abaixo representam o que de mais marcante ocorreu numa vida de atleta repleta de glórias.

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Esses momentos são o ápice da trajetória esportiva de Gilberto Amauri de Godoy Filho, que nos primeiros seis meses de vida venceu uma leucemia e aos 16 anos foi rejeitado em um grande clube por ser considerado baixo demais para a modalidade. Ele acostumou-se a superar obstáculos e foi um dos maiores de todos os tempos, numa carreira encerrada em 2014.

Confira os maiores momentos de Giba:

Chegada ao Círculo Militar, em Curitiba
“O primeiro grande momento da minha carreira, sem dúvida, foi minha chegada ao Círculo Militar, em Curitiba, clube onde tudo começou, em 1991, quando eu vim de Londrina. Quer dizer, eu havia começado a treinar no Canadá Country Club, lá mesmo em Londrina, mas foram apenas seis meses. Minha família se mudou para Curitiba e morávamos a duas quadras do Círculo Militar. Eu queria muito treinar ali e consegui”.

Em 17 anos na seleção adulta, o ponteiro conquistou 26 títulos (foto: CBV)

Campeão mundial infantojuvenil
“O dia 11 de setembro de 1993, quando o Brasil ganhou o campeonato mundial infantojuvenil, em Istambul, na Turquia, foi especial. Naquele ano eu tinha sido cortado numa peneira no Banespa, em São Paulo, disseram que eu não poderia jogar vôlei porque eu era baixinho (Nota do SdR: Giba tinha 16 anos, 1,87m e chegaria a 1,92m, altura modesta para a modalidade, mas que não o impediu de ser craque). Aí eu voltei para Curitiba e fui indicado para a seleção brasileira infantojuvenil, entre 36 atletas. Eu lembro que me disseram, ‘vai lá andar de avião pela primeira vez que na semana que vem você já está de volta’. Mas eu fui e fiquei. Em fevereiro eu fui cortado na peneira no Banespa, em abril fui para a seleção infanto e em setembro fui campeão mundial, sendo o melhor atacante e MVP da competição”.

Primeira convocação para a seleção adulta
“Era 1995, tinha 18 anos quando recebi minha primeira convocação para a seleção principal, o Zé Roberto me chamou. Fui para a Centennial Cup, em Atlanta, nos EUA, ganhamos da Itália, que naquela época era o time a ser batido. Era um evento-teste para a Olimpíada de Atlanta, no ano seguinte, e para comemorar os cem anos da criação do voleibol. Jogaram EUA, Itália, Japão e Brasil. Ficamos em segundo. Ganhamos da Itália na fase classificatória, mas na final perdemos para eles. Para mim, aquilo foi um sonho, pois eu estava enfrentando craques como Andrea Giani, Luca Cantagalli, Andrea Zorzi… Era demais”. (Nota do SdR: muito jovem, Giba não foi a Atlanta 1996, tinha 19 anos, mas participaria das quatro Olimpíadas seguintes.)

Giba deixou a seleção após Londres 2012 e parou de jogar em 2014 (Reprodução/Instagram)

Conquista do Mundial 2002
“Outro momento inesquecível é a conquista do Mundial 2002, na Argentina, que foi quando ganhamos o primeiro dos nossos três mundiais. Foi um momento mágico, onde a gente realmente se consagrou, se firmou. Tínhamos vencido a Liga Mundial 2001, mas naquele mesmo ano perdemos a Copa dos Campeões (Brasil foi prata, Cuba ficou com o ouro), num torneio que Gustavo, Serginho e eu não jogamos, pois era o nosso primeiro ano na liga italiana. Aí perdemos a final da Liga Mundial 2002, em casa, para a Rússia. A gente foi para o Mundial 2002 bem mordido mesmo. Foi um campeonato super difícil porque a gente pegou a Itália nas quartas de final, a (antiga) Iugoslávia na semifinal e a Rússia na final, não tivemos vida fácil. Ganhamos de todos eles”.

O ouro em Atenas 2004
“A Olimpíada de Atenas, em 2004, foi a consagração da nossa geração. Uma Olimpíada é tudo o que um atleta quer. Só em estar numa Olimpíada você já está ganhando alguma coisa, é uma emoção indescritível. Eu já havia participado em Sydney 2000, mas acabamos eliminados nas quartas de final, perdendo para a Argentina, porém serviu como aprendizado. Aí veio o Bernardo (Rezende) com a comissão técnica dele, profissionais fantásticos, comandando atletas que tinham alguma experiência, a maioria vinha do ciclo anterior, com o Radamés Lattari. Então foram quatro anos tomando porrada para depois a gente começar a ganhar. Aquela conquista em Atenas foi tudo de bom, o resultado de um imenso esforço coletivo”.

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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