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Como foi o ano da seleção brasileira masculina de vôlei?

Janaína Faustino

30/12/2019 06h00

O título invicto na Copa do Mundo coroou um ano que não começou tão bem para a seleção masculina (Foto: Divulgação/FIVB)

Se 2019 foi um ano repleto de indefinições para a seleção brasileira feminina de vôlei, o mesmo não se pode dizer sobre a equipe masculina. Isto não significa que o time comandado por Renan Dal Zotto tenha feito um ano inteiramente brilhante. Ao contrário, passou por perrengues que causaram desconfiança entre os torcedores. Na reta final, no entanto, a equipe mostrou evolução.

Assim como entre as mulheres, a exaustiva Liga das Nações foi o certame que abriu a temporada de seleções. Já com Leal como grande reforço na ponta, a seleção tricampeã olímpica fez uma fase classificatória muito boa, somando apenas um revés em quinze jogos. A partir dos mata-matas, no entanto, a equipe começou a padecer com problemas que já haviam aparecido antes.

O passe vacilante e a inconstância no ataque desmontaram completamente a seleção brasileira na fase final disputada em Chicago (EUA). Ao total, foram três revezes em quatro partidas disputadas, levando ao quarto lugar na competição – a mesma posição do ano passado. Com graves falhas táticas e técnicas, o time de Renan chegou a sofrer derrotas impressionantes para a equipe B/C da Polônia.

O drama se repetiu no Pré-Olímpico de agosto, quando o Brasil esteve, assim como no feminino, prestes a viver uma queda histórica. Em um verdadeiro teste para cardíaco, a seleção de Renan vinha sendo atropelada por 2 a 0 pela Bulgária na partida derradeira. Mas, em uma virada espantosa comandada por Leal, assegurou a vaga em Tóquio ao vencer o rival em casa no quinto set.

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Passado o sufoco, com um time B, o país ganhou a medalha de bronze no Pan disputado em Lima, no Peru. Já no Sul-Americano, com alguns titulares, a equipe teve que suar a camisa para levar o 32º título continental, batendo a Argentina de Marcelo Mendez de virada e somente no tie-break. Neste ínterim, a seleção aproveitou para intensificar os treinamentos em Saquarema em busca de mais consistência tática e confiança na execução dos fundamentos, especialmente a recepção.

O esforço foi recompensado. Com Lucarelli e Leal cada vez mais titulares na entrada de rede, além de Thales como líbero, o conjunto, ainda que tenha voltado a expor alguma instabilidade na linha de passe, melhorou bastante em todos os fundamentos na Copa do Mundo, última competição da temporada, em que ganhou o tricampeonato. O torneio ainda serviu para a afirmação do oposto Alan, uma das maiores surpresas da seleção masculina no ano.

Com um retrospecto excelente, o Brasil alcançou dez vitórias em dez jogos, vencendo, inclusive, Estados Unidos e Polônia, seleções que serão adversários diretos na disputa pelo ouro na Olimpíada de Tóquio. Com isso, diferentemente da seleção feminina, que se manteve no mesmo nível na reta final da temporada, o time de Renan deu um salto de qualidade, mostrando estar em curva ascendente na preparação para defender o ouro no Japão.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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