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Títulos do Brasil e ano ruim da Rússia marcam 2017 das seleções femininas

João Batista Junior

04/10/2017 06h00

Brasileiras celebram vitória no Grand Prix (fotos: FIVB)

Com o término do Campeonato Europeu no último domingo (1º), a temporada 2017 chegou ao fim para as principais seleções femininas de vôlei. O Brasil, que conquistou três ouros e uma prata em quatro torneios disputados, aparece como uma das equipes mais destacadas no ano. O mesmo não se pode dizer da seleção da Rússia, que passou a temporada em branco.

As jovens atacantes Ting Zhu e Tijana Boskovic têm bons motivos para celebrar o ano que tiveram com suas respectivas seleções, enquanto Kim Yeon Koung, de longe, viu suas compatriotas fazerem feio num torneio para o qual a Coreia do Sul fora convidada.

Veja o sobe e desce das seleções femininas em 2017:

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SOBE

Brasil
No ano seguinte à frustração de uma precoce eliminação em casa nos Jogos Olímpicos, dava para dizer que José Roberto Guimarães estava numa bifurcação: escalar as melhores jogadoras do país para retomar o caminho dos títulos ou pensar a médio e longo prazo, apostando na renovação?

Pois com um plantel que contou com apenas quatro jogadoras com experiência olímpica, a seleção brasileira feminina conquistou o Torneio de Montreux, levantou o troféu do Grand Prix, venceu o sul-americano com a folga habitual e foi prata na Copa dos Campeões.

E se o time terminou o ano com uma latente dificuldade para confrontar seleções asiáticas, registre-se que levou vantagem contra os times principais da Rússia, dos EUA e da Sérvia.

China
Após três anos de ótimos resultados – vice-campeã mundial em 2014, vencedora da Copa do Mundo em 2015 e campeã olímpica ano passado –, a seleção da China mesclou bons e maus momentos em 2017, mas quem tem Ting Zhu em quadra sabe que vai sempre brigar por medalha.

Ting Zhu levou seleção chinesa ao título da Copa dos Campeões

No Grand Prix, depois de uma campanha preguiçosa na fase classificatória, quando já sabia que estava nas finais do torneio, a torcida chinesa vibrou com grandes atuações da ponteira do VakifBank diante do Brasil e da Holanda – sua lesão durante a semifinal contra a Itália foi crucial para a eliminação da China.

Já na Copa dos Campeões, foi o voleibol da atacante que deu graça ao pálido torneio promovido pela FIVB. Zhu chegou a marcar 33 pontos contra o Brasil, vítima recorrente da ponteira, e, não à toa, foi escolhida a MVP da competição.

Sérvia
Melhor seleção europeia no ciclo olímpico passado, faltava à Sérvia um título que confirmasse esse status. Faltava.

Boskovic foi a MVP do Europeu (foto: CEV)

Prata na Copa do Mundo 2015 e na Rio 2016, as sérvias ganharam o campeonato europeu perdendo apenas dois sets em toda a campanha. De quebra, a oposta Tijana Boskovic foi agraciada com o prêmio de MVP da competição.

DESCE

Rússia
Nas últimas temporadas, torneio a torneio, o vôlei da seleção feminina da Rússia parece cada vez mais distante da estatura que tinha há pouco tempo – leia-se: que tinha até quando Gamova e Sokolova impunham medo.

Passe foi um problema para Rússia este ano

Com ótimas atacantes definidoras, como Goncharova e Kosheleva, mas sem uma linha de passe decente, a equipe passou mais um ano fora do pódio internacional: nono colocado no GP, quando poupou algumas titulares, o time – completo – foi quarto colocado na Copa dos Campeões e eliminado nas quartas de final do Europeu.

EUA
Se o 2017 do time masculino dos EUA não foi grande coisa, o da equipe feminina também foi dos mais sem graça.

Bronze na Copa dos Campeões, norte-americanas tiveram ano ruim

Com um time misto, a equipe norte-americana até fez uma boa campanha na fase classificatória do GP, porém caiu antes das semifinais do torneio. Na Copa dos Campeões, com o time completo, perdeu por 3-1 para a China, tomou um 3-0 do Brasil e teve de se contentar com uma medalha de bronze.

Coreia do Sul
Direto ao ponto: a Coreia do Sul termina o ano em baixa pelo papelão que protagonizou na Copa dos Campeões.

Vice-campeã este ano da segunda divisão do Grand Prix, a seleção sul-coreana até conseguiu vaga para o Mundial do Japão 2018 – o feito deve ser mencionado, já que o time não se classificou para a edição 2014 do torneio. Nada mal para uma equipe mediana.

Sem Kim Yeon Koung, coreanas deram vexame na Copa dos Campeões

Mas quando a comissão técnica da seleção, para dar prioridade às eliminatórias, poupou as principais jogadoras (em especial, a ponteira Kim Yeon Koung) na Copa dos Campeões, assumiu o risco de passar vergonha no torneio para a qual o time havia sido convidado. E acabou dando vexame mesmo.

Não bastasse perder as cinco partidas por 3-0, a Coreia do Sul sofreu um revés no segundo set contra a China de 25-4, depois de ter visto o time adversário largar com 15-0 no marcador.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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