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Com Ngapeth machucado, França vive momento de incerteza na Euro 2019

Janaína Faustino

11/09/2019 06h00

Seleção francesa terá a chance de buscar um título de afirmação na Euro (Fotos: Divulgação/FIVB)

A maré anda realmente difícil para a seleção francesa masculina de vôlei. Eliminada no torneio Pré-Olímpico de agosto que classificou as seis seleções que estarão nos Jogos de Tóquio do ano que vem, a equipe – uma das anfitriãs do Campeonato Europeu 2019 ao lado de Eslovênia, Holanda e Bélgica – vive um momento de pressão nos bastidores às vésperas da competição.

No grupo A, a equipe liderada por Laurent Tillie estreia nesta quinta-feira (12), na cidade francesa de Montpellier, contra a Romênia, com uma enorme dor de cabeça: o ponteiro Earvin Ngapeth, maior estrela do time e um dos melhores jogadores do mundo, corre o risco de ficar de fora de toda a fase classificatória por causa de uma lesão muscular nas costelas. O atleta se contundiu no último sábado (7) durante um aquecimento antes do amistoso preparatório contra a Alemanha.

De acordo com a Federação Francesa, há uma pequena possibilidade de Ngapeth entrar em quadra no terceiro jogo contra a Bulgária, programado para segunda-feira (16). O grupo A ainda é composto por Itália, Portugal e Grécia. Contudo, a comissão técnica prega cautela para que ele possa estar plenamente recuperado para jogar a segunda fase.

Novamente lesionado, Ngapeth é uma peça fundamental no esquema de Laurent Tillie

Cabe ressaltar que esta não é a primeira vez que o atleta sofre com lesões. Tanto que no Mundial do ano passado e na Liga das Nações ele também não esteve em suas melhores condições físicas, perdendo algumas partidas.

Este, no entanto, parece não ser o único problema da seleção francesa no Campeonato Europeu. Segundo a imprensa italiana, o time usará uniformes sem patrocinadores em função de divergências internas entre alguns atletas e a Federação, que cobra um título de expressão dos "Bleus" para que o vôlei local seja fortalecido e popularizado.

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É que esta geração, vista por muitos como uma das melhores seleções do mundo, com atletas do nível do próprio Ngapeth, do líbero Jenia Grebbenikov e do central Kevin Le Roux, foi campeã apenas da extinta Liga Mundial em 2015 e 2017. Em competições mais prestigiosas, por outro lado, a equipe acumula fiascos. Foi desta forma na Rio 2016, quando nem mesmo passou da primeira fase, no Europeu de 2017, onde foi eliminada nas oitavas, e no Mundial do ano passado, em que caiu na segunda etapa.

Por isso, a expectativa é enorme para que a seleção desencante e deixe para trás o passado de frustrações, confirmando o favoritismo – ainda mais atuando em casa. Os próprios jornalistas franceses enaltecem o fato de a França voltar a organizar um grande torneio internacional após o Mundial de 1986, em que, com um time amador do qual o técnico Tillie fazia parte, chegou a uma honrosa 6ª colocação – os Estados Unidos se sagraram campeões naquela oportunidade. Vejamos, portanto, se os "Bleus" serão capazes de quebrar esta escrita, subindo ao lugar mais alto do pódio diante de seus torcedores.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.