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Buscando afirmação internacional, Minas e Praia estreiam no Mundial

Carolina Canossa

03/12/2018 06h00

Em tese, o Minas deverá ter um caminho mais complicado para chegar à semifinal (Foto: Divulgação MTC)

Por Janaina Faustino

Após o término da disputa no naipe masculino, que teve o brasileiro Sada Cruzeiro eliminado prematuramente e o italiano Trentino como campeão pela quinta vez, a 12ª edição do Campeonato Mundial de Clubes de vôlei feminino começará nesta terça-feira (4), em Shaoxing, na China. De 4 a 9 de dezembro, oito times disputarão o troféu do torneio, entre eles dois representantes nacionais: os mineiros Dentil Praia Clube, de Uberlândia – atual campeão da Superliga e da Supercopa – e o Minas Tênis Clube, vencedor do último Sul-Americano de Clubes. Em grupos distintos, as equipes brasileiras terão pelo caminho importantes forças internacionais para passar da primeira fase e prosseguir na competição.

O tradicional Minas está no grupo A ao lado do francês Volero Le Cannet (antigo Volero Zurich), do Zhejiang, time da casa, e do multicampeão turco VakifBank. Já o time do Triângulo Mineiro caiu no grupo B com o Supreme Chonburi, da Tailândia, o Altay VC, do Cazaquistão e o também fortíssimo Eczacıbası Vitra, da Turquia. De acordo com o regulamento do campeonato, os dois primeiros de cada chave se classificarão para as semifinais.

Ao que tudo indica, a tarefa do Minas Tênis Clube, que participa do torneio pela segunda vez, será mais complicada, já que, em tese, a equipe deverá disputar a segunda vaga da chave com o Volero Le Cannet. Isso porque é bastante provável que o VakifBank, treinado pelo italiano Giovanni Guidetti, se classifique sem grandes sobressaltos. Com um dos maiores investimentos do vôlei mundial feminino e repleto de estrelas internacionais, como a oposta holandesa Lonneke Slöetjes, a central sérvia campeã mundial Milena Rasic, a ponteira chinesa campeã olímpica Ting Zhu, a ponteira-líbero norte-americana Kelsey Robinson e a levantadora turca Cansu Ozbay, entre outras, o time de Istambul, atual campeão da competição, é fortíssimo candidato a levar o título pela terceira vez (esta será a quinta participação do clube no Mundial).

Deste modo, o time das ponteiras Natália e Gabi, reforços de peso contratados na tentativa de mudar a equipe de Belo Horizonte de patamar tanto na Superliga quanto no Mundial de Clubes, deverá duelar com o Volero Le Cannet, estreante na competição, pela segunda vaga. A equipe, que se mudou da Suíça, realizando uma fusão com o tradicional francês Le Cannet, não deve ser menosprezada. Além de estar na primeira colocação do campeonato local, ainda conta com atletas conhecidas internacionalmente, como a oposta sérvia e atual campeã mundial Ana Bjelica, ex-Osasco, a ponteira/oposta cubana naturalizada russa Rosir Calderon e a promissora central russa Angelina Lazarenko.

Já o Zhejiang, que terá a vantagem do mando de quadra e é representante da escola asiática, caracterizada por um sistema defensivo bastante eficiente e muito volume de jogo, poderá incomodar o time se as comandadas do técnico italiano Stefano Lavarini não mantiverem a concentração e a regularidade. Assim, a equipe minastenista tem condições de conquistar a segunda vaga para as semifinais, mas também depende da ponteira Natália, que precisará estar 100% para liderar as ações ofensivas ao lado de Gabi, Carol Gattaz (central) e Bruna Honório (oposta).

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No grupo B, a equipe de Uberlândia deverá chegar à semifinal de forma mais tranquila (Foto: Assessoria Dentil Praia Clube)

Do outro lado, Paulo Coco e suas jogadoras, que estreiam na competição, caíram em uma chave mais acessível. Em princípio, o Praia Clube deverá conseguir a classificação para as semifinais em segundo lugar do grupo, já que, além do Eczacıbası Vitra, o rival mais espinhoso, os demais adversários não possuem grande relevância no cenário internacional. Assim como o VakifBank, o Eczacıbası, do técnico brasileiro Marco Aurélio Motta, também aparece como grande favorito ao ouro por ter em seu elenco nomes como a oposta sérvia Tijana Boskovic, MVP do último Campeonato Mundial, as norte-americanas Jordan Larson (ponteira) e Lauren Gibbemeyer (central), além da habilidosa ponteira sul-coreana Kim Yeon-Koung.

O Altay VC, do Cazaquistão, também participa pela primeira vez do Mundial de Clubes, assim como o Supreme Chonburi, da Tailândia, atual campeão do campeonato local e asiático. Ambas as equipes têm algumas atletas que fazem parte das respectivas seleções nacionais, mas não deverão causar grandes problemas ao representante de Uberlândia, que precisará manter o foco para não cometer erros que prejudiquem a classificação. Pelo lado cazaque, a ponteira Natalya Mammadova e a líbero sérvia Silvija Popovic se sobressaem. O time de Bangkok, especificamente, costuma imprimir um ritmo de jogo bastante acelerado e habilidoso. Destaque para a ponteira Wilavan Apinyapong e a meio-de-rede Pleumjit Thinkaow.

Vale ressaltar que o Praia Clube tem capacidade para avançar às semifinais nesta chave. No entanto, o grupo, que conta com jogadoras fundamentais em seu plantel, como a ponteira campeã olímpica Fernanda Garay, a oposta norte-americana Nicole Fawcett e a central bicampeã olímpica Fabiana, ainda está em busca da melhor sintonia com a recém-chegada levantadora norte-americana Carli Lloyd. Nos primeiros jogos da Superliga, o time sofreu com a falta de ritmo e de entrosamento, o que poderá pesar neste Mundial. Caberá à equipe pensar jogo a jogo e ter paciência para alcançar o melhor entrosamento.

O SporTV2 transmite todos os jogos do Campeonato Mundial de Clubes. Confira os dias e horários (de Brasília):

Terça (4)

0h – Supreme Chonburi x Praia Clube

4h – Minas x Volero Le Cannet

Quarta (5)

0h – Praia Clube x Altay VC

10h – Zhejiang Jiaxing x Minas

Sexta (7)

4h – Praia Clube x Eczacıbası Vitra

7h – Vakifbank x Minas

 

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.