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Saída de Rede

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Sob o comando de Gattaz e Lavarini, Minas volta a ser grande

Carolina Canossa

24/02/2018 19h00

Camponesa/Minas volta ao Mundial pela primeira vez desde 1992 (Fotos: Divulgação/Minas)

A importância do Minas Tênis Clube para o voleibol brasileiro é inegável: presença constante nos campeonatos nacionais desde quando a Superliga sequer existia, o tradicional clube de Belo Horizonte já foi casa de grandes nomes como Leila, Fabiana, Sheilla, Hilma, Cristina Pirv, Fofão, entre outros. Essa rica história, porém, tinha sido deixada de lado nos últimos anos por conta do baixo investimento de patrocinadores. Resultado: a equipe virou presença constante na parte do meio da tabela.

Mas, como já diz o ditado, quem já foi rei nunca perde a majestade. E o Minas, agora com o apoio constante da marca de laticínios Camponesa, está de volta ao topo. A vitória sobre o Sesc-RJ, grande bicho papão do país nas últimas décadas, foi representativa nesse sentido: em um jogo repleto de altos e baixos, o time marcou 3 sets a 2, parciais de 25-23, 22-25, 25-23, 15-25 e 15-09, e faturou o Sul-americano e pela terceira vez.

Melhor: ganhou o direito de participar do Mundial de clubes, torneio que não disputava desde 1992, quando foi vice-campeão. A disputa, programada para a China, ainda não teve suas datas de realização divulgadas.

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Se na última temporada, o Minas deixou escapar a chance de eliminar o Sesc na Superliga após vacilar no fim de uma série semifinal eletrizante, desta vez a história foi outra. Méritos do técnico italiano Stefano Lavarini, que montou uma tática eficiente mesmo sem contar com sua principal opção de ataque, a lesionada Destinee Hooker. Apertando Drussyla ao máximo na recepção, o Minas ainda tinha bem marcada a maioria das opções de ataque do adversário, que honrou a taça e vendeu caro a derrota, ainda que tenha se desestabilizado com erros de arbitragem, especialmente no fim do primeiro set.

Entrosamento entre Macris e Gattaz foi um dos destaques da decisão

No saque, Macris fez mais um excelente trabalho. O entrosamento da levantadora com Carol Gattaz também chamou a atenção. Aliás, o que falar da central? Reinventando-se depois de problemas físicos que praticamente paralisaram sua carreira, a ex-jogadora da seleção encontrou um novo espaço para brilhar no Minas e não só tem acumulado boas performances em quadra – foi a maior pontuadora de sua equipe hoje e eleita a MVP do torneio – como tem se destacado como uma liderança para as atletas mais jovens.

Que o resultado deste sábado (24) sirva de inspiração para que o projeto do Minas siga crescendo no feminino e ganhe um gás entre os homens. E que os adversários também invistam forte para sempre proporcionarem grandes e emocionantes partidas aos fãs, como aconteceu hoje.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.