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Oposta no Sesc, Tandara se diz feliz e disposta a ajudar o Brasil na ponta

Janaína Faustino

30/10/2019 06h00

Reforço do Sesc-RJ, Tandara disse que vem aprimorando cada vez mais a sua forma física (Foto: Márcio Mercante)

Principal atacante da seleção brasileira feminina de vôlei no atual ciclo olímpico, Tandara está feliz. Em entrevista concedida recentemente durante o lançamento da Superliga 2019/2020, em São Paulo, repetidas vezes a atleta, grande reforço do Sesc-RJ para esta temporada, disse estar mais alegre e tranquila. E são vários os motivos.

O retorno ao Brasil após uma temporada que ela classificou como "extremamente difícil" no vôlei chinês, a possibilidade de trabalhar pela primeira vez com o técnico Bernardinho e o aprendizado sobre os limites do próprio corpo, especialmente após a séria torção sofrida no tornozelo esquerdo no final do ano passado, são alguns dos fatores que colaboram para este bom momento.

Às vésperas da Olimpíada de Tóquio, a jogadora, que fez o seu último jogo pelo Guangdong Evergrande no dia 21 de janeiro deste ano, conta que está animada e com grandes expetativas para voltar a jogar o seu melhor voleibol na Superliga pelo Sesc. Pela primeira vez em sua vitoriosa história, a equipe carioca caiu nas quartas de final da competição na temporada passada. Para Tandara, um desempenho convincente no clube é o caminho para chegar bem aos Jogos de 2020.

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"Venho evoluindo a cada dia física e tecnicamente, o que era o meu objetivo. Estou cuidando principalmente do meu pé. Antes, eu terminava o treino e sentia muita dor. Era algo que me incomodava bastante. Tanto que nem conseguia andar direito. Hoje, eu consigo treinar, me recupero depois e não sinto tanto. (…) Acredito que essa pausa foi importante para eu começar um novo ciclo dentro do Sesc", pontuou.

"Estou muito feliz com esse retorno ao vôlei brasileiro, jogando com o Bernardo. Ele é uma pessoa que me acrescenta, desafia, ensina e escuta bastante todos os dias. Está dando aquele friozinho na barriga de querer entrar logo em quadra, jogar e realizar aquilo que sei fazer de melhor", reiterou. Tandara ainda falou sobre a lição mais preciosa que aprendeu enquanto jogou na liga chinesa.

"A Superliga é um dos campeonatos mais fortes do mundo. A China está em um nível um pouco inferior, mas eu aceitei jogar lá por outro motivo. Acredito que amadureci muito vendo os limites das minhas companheiras, sabendo onde eu posso chegar. Isso foi o principal. Quando voltei, vi que estava completamente estressada. Por mais que a minha cabeça pensasse 'eu consigo', o meu corpo não conseguia. Então eu precisava "ouvi-lo". Foi o melhor que extraí da temporada na China, essa necessidade de prestar atenção no meu corpo", ressaltou.

Tandara espera fazer uma grande Superliga para chegar bem à seleção brasileira em 2020 (Foto: Divulgação/FIVB)

Hoje trabalhando para atingir a sua melhor forma física, ela atuou pela última vez no Pré-Olímpico de agosto, ajudando o Brasil a garantir a vaga em Tóquio. A propósito, a oposta sente que pode colaborar novamente com a seleção brasileira na entrada, assim como fez no classificatório, se for necessário. Sem Natália, machucada, e com grandes problemas para a formação do grupo na temporada 2019 de seleções, Zé Roberto utilizou a atleta como ponteira.

"Acredito que sou uma jogadora versátil que pode atuar tanto na ponta quanto na saída. Fico muito feliz com isso porque abre portas, né? Assim, eu posso ajudar no momento em que o clube tiver alguma dificuldade no jogo. Mas, a princípio, eu vou atuar como oposta. Na seleção eu joguei na ponta pela necessidade do grupo", finalizou a campeã olímpica, que vem treinando passe com suas companheiras no Sesc com o objetivo de aprimorar cada vez mais a sua condição técnica.

*Colaborou Carolina Canossa

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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