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Seleção masculina usa Sul-Americano para dar rodagem a novos talentos

Janaína Faustino

06/09/2019 06h00

Equipe de Renan Dal Zotto disputará o título sul-americano no Chile (Foto: Ana Patrícia/Inovafoto/CBV)

Assim como para as mulheres – que seguem em preparação para a Copa do Mundo do Japão, a última competição do ano –, a cansativa temporada masculina de seleções também está se encaminhando para o fim. Os comandados de Renan Dal Zotto embarcam neste domingo (8) para Temuco, no Chile, onde colocarão sua supremacia à prova na 33ª edição do Campeonato Sul-Americano entre os dias 10 e 14 de setembro.

A cidade de Temuco será sede da primeira fase e a capital Santiago receberá as finais. A seleção brasileira masculina de vôlei está no grupo A, ao lado de Argentina, Colômbia e Equador, equipe contra a qual os atuais campeões olímpicos farão a estreia na próxima terça-feira (10). Chile, Venezuela, Peru e Bolívia compõem a chave B.

Para o torneio, o técnico Renan deu folga a alguns de seus principais jogadores, como o levantador Bruno, os ponteiros Lucarelli e Maurício Borges, e os centrais Maurício Souza e Lucão, investindo em um conjunto mesclado. Ele terá à disposição os armadores Fernando Cachopa e Carísio, os opostos Alan e Felipe Roque, os centrais Flávio, Isac, Matheus e Cledenilson, os pontas Leal, Douglas Souza, Hugo e Victor Birigui, e os líberos Thales e Maique.

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O meio de rede Lucão deverá participar apenas da Copa do Mundo, em outubro, e o oposto Wallace recebeu dispensa do restante da temporada. Apesar do baixo nível técnico, o Sul-Americano poderá ser uma oportunidade para o treinador observar e dar rodagem a atletas novatos, como o oposto Felipe Roque, o ponta Victor Birigui e o meio de rede Cledenilson. Além disso, ele terá condições de fazer testes com os líberos Thales e Maique, que lutam pela titularidade de olho na Olimpíada do ano que vem.

Embora a Argentina esteja em processo de consolidação como uma força emergente não apenas no cenário local, mas também mundial, o fato é que a seleção brasileira ainda exerce amplo domínio no Sul-Americano, tendo perdido apenas um título, em 1964, quando não participou do torneio por causa do golpe militar.

Leal será um dos jogadores mais experientes do Brasil no torneio (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Atual campeã dos Jogos Pan-Americanos e já classificada para os Jogos de Tóquio, a seleção argentina, no entanto, não levará seus grandes nomes para o Chile. Figuras conhecidas, como o oposto/ponta Facundo Conte e os armadores Luciano De Cecco e Nico Uriarte, ficaram de fora. O técnico argentino convocou praticamente a mesma equipe que disputou recentemente os amistosos contra o Brasil na cidade de Campinas, no interior paulista.

As duas novidades são os promissores ponteiros Nicholas Lazo e Luciano Vicentín. O primeiro, ex-UPCN, será um dos reforços do Fiat Minas na temporada 2019/2020 de clubes e terá como adversários na primeira fase do Sul-Americano seus futuros colegas de time, Maique, Felipe Roque e Matheus. Vicentín, por outro lado, é um jovem atacante que atua no River Plate e vem sendo observado por equipes maiores.

Cabe lembrar que a competição vale pontos para o ranking mundial, o que poderá ajudar o Brasil a se garantir em um grupo menos complicado na Olimpíada. O torneio ainda definirá as quatro seleções que estarão na disputa por uma vaga olímpica na repescagem continental de janeiro.

Confira a tabela de jogos da seleção masculina:

Terça (10) – Brasil x Equador, às 22h (Horário de Brasília)

Quarta (11) – Brasil x Colômbia, às 22h

Quinta (12) – Brasil x Argentina, às 16h

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.