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Com propostas distintas, Sesi e Taubaté buscam vantagem na fase final

Janaína Faustino

2030-04-20T19:06:00

30/04/2019 06h00

Oposto Alan, do Sesi-SP, tenta passar pelo bloqueio taubateano de Lucão e Leandro Vissotto (Fotos: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)

O terceiro duelo da decisão da Superliga masculina de vôlei, nesta terça-feira (30), na Arena Suzano, em Suzano (SP), promete. A vitória segura por 3 a 0 sobre o rival estadual EMS Taubaté Funvic na abertura da fase final fez com que alguns torcedores imaginassem que o Sesi-SP, equipe que teve a campanha mais regular na etapa classificatória, poderia encerrar a série melhor de cinco em três jogos, conquistando o bicampeonato na competição sem passar por grandes percalços.

Entretanto, ratificando a escrita de que "final é final", Taubaté, em busca do seu primeiro troféu na Superliga, voltou a mostrar o voleibol agressivo que eliminou o atual campeão Sada Cruzeiro nas semifinais e igualou a disputa em 1 a 1 ao devolver o categórico 3 a 0 ao adversário. Assim, o empate acabou confirmando as expectativas de equilíbrio entre as equipes na reta final do torneio.

Em disputa, duas propostas de jogo distintas, porém, igualmente eficazes. O conjunto do treinador Rubinho, bastante estável e técnico, mostra grande volume de jogo com um forte sistema defensivo e se apoia em uma sólida linha de passe – formada pelos ponteiros Lucas Loh e Lipe, além do líbero Murilo – para entregar a maioria das bolas nas mãos do experiente armador William. Foi assim que o time saiu na frente nesta fase decisiva.

Levantador William (camisa 7) conta com uma das mais sólidas linhas de passe do campeonato para distribuir bem suas bolas

Com o passe nas mãos, o levantador fica livre para demonstrar toda a sua habilidade, acionando seus atacantes, como o ponta Lucas Loh, que subiu de produção nesta temporada, e, especialmente, o oposto Alan. O jogador é a bola de segurança da equipe e aparece nas estatísticas como o maior pontuador da competição com 432 pontos (uma vez que Wallace, o primeiro colocado, teve 480 acertos, mas já foi eliminado nas semifinais com o Sesc-RJ).

A equipe do técnico Renan Dal Zotto, por outro lado, constrói o seu jogo coletivo em torno de um serviço forçado que visa minar o tempo todo a recepção adversária – estratégia que funcionou melhor na segunda final.

Neste fundamento, o ponteiro Lucarelli é o principal trunfo do time: terceiro melhor sacador da Superliga, ele soma 37 aces (7 a menos do que o central Le Roux, ex-Cruzeiro, que lidera as estatísticas) dos 173 marcados somente nesta temporada. É preciso tomar cuidado, contudo, com o número excessivo de erros de saque, algo que pode acabar comprometendo o desempenho.

Além disso, outra arma que robustece o jogo do time do Vale do Paraíba é a força do ataque. Com um plantel repleto de estrelas, Taubaté conta com uma variedade maior de peças à disposição para confundir a marcação adversária e, consequentemente, desequilibrar a partida.

Taubaté tem mais peças à disposição para mudar o ritmo do jogo

Não custa lembrar que o levantador Nico Uriarte e o oposto Abouba, reservas da equipe, substituíram Rapha e Leandro Vissotto no jogo 2 e foram essenciais para o empate na série. Outro exemplo: o ponteiro Douglas Souza, melhor jogador da seleção brasileira na campanha do vice-campeonato mundial e titular de Taubaté em grande parte da temporada, tem ficado no banco, dando lugar ao argentino Facundo Conte, que vem brilhando desde os confrontos da semi.

Assim, conforme a série tem demonstrado, não existe propriamente um favorito à conquista do título. Levará o troféu da Superliga a equipe que souber desenvolver melhor a sua proposta de jogo.

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Confrontos:

Terça-feira (30) – Sesi-SP x EMS Taubaté Funvic (SP), às 21h30, na Arena Suzano, em Suzano (SP)

Sábado (4/5) – EMS Taubaté Funvic (SP) x Sesi-SP, às 21h30, na Arena Suzano, em Suzano (SP)

Se for necessário, sábado (11/5) – Sesi-SP x EMS Taubaté Funvic (SP), às 21h30, na Arena Suzano, em Suzano (SP)

*Todos os jogos terão transmissão do SporTV2

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.