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Consistentes, Sesi e Taubaté fazem a final da Superliga masculina

Carolina Canossa

14/04/2019 00h28

Sesi chegou à final com mais uma vitória em casa por 3 a 0 (Foto: Juliana Kageyama/Divulgação)

Pouca gente imaginava, mas aconteceu: as duas séries melhor-de-cinco da semifinal da Superliga masculina foram encerradas em apenas três jogos. Mostrando muita agressividade e consistência, Sesi e EMS Taubaté Funvic carimbaram a vaga na decisão na noite deste sábado (13)/madrugada de domingo (14) ao vencerem respectivamente o Sesc-RJ e o Sada Cruzeiro.

Melhor time da fase classificatória, o Sesi bateu o time carioca com relativa tranquilidade com um triplo 25-21. O Taubaté, por sua vez, conseguiu o feito de eliminar o hexacampeão Sada Cruzeiro em uma partida tensa, repleta de reclamações, no tie-break: 21-25, 36-34, 25-19, 19-25 e 15-12 – é a primeira vez desde a temporada 2009/2010 que o time mineiro fica fora da decisão.

Também em cinco jogos, a final da Superliga masculina será disputada a partir do dia 23 de abril, terça-feira – por ter melhor campanha, o Sesi tem direito a mando de quadra em três dos duelos. O time paulistano se dividirá entre a Vila Leopoldina e o Arena Suzano, que tem maior capacidade, na disputa pela taça.

PRESSÃO E CONFIANÇA: OS SEGREDOS DO SESI

A classificação em três jogos foi surpreendente para os próprios jogadores do Sesi, conforme admitiu o líbero Murilo.

"A gente nunca espera nem um placar de 3 a 0, quanto mais fechar a série em 3 a 0", comentou o jogador, que destacou o fato de o adversário sempre estar "correndo atrás" ao longo da série. "Ganhar a primeira partida aqui foi muito importante, pois jogou a pressão de eles terem que fazer o resultado em casa. Lá, estávamos perdendo por 2 a 1 quando o Rubinho mexeu no time e surtiu efeito. Mostramos a força do grupo, como peças de reposição. Hoje era tudo ou nada para eles e nós tentando segurar ao máximo a ansiedade de fechar. E muita coisa funcionou bem", comemorou.

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O técnico Rubinho, por sua vez, contou que a estratégia da pressão foi algo planejado. "Apesar de termos errado muito no saque, conseguimos ser bem agressivos. Já no primeiro set hoje, fizemos muita pressão e deu certo. Talvez eles não estivessem preparados para isso, sentiram o baque e aí já deslanchou", analisou.

O treinador ainda destacou o fato de seus comandados terem reagido bem nos momentos cruciais da semifinal. "Conseguimos controlar principalmente os momentos de decisão. No Rio, voltamos de uma situação bem adversa e isso te dá corpo na série", afirmou.

Segundo o levantador William Arjona, essa postura passou a fazer parte do Sesi graças a uma derrota, justamente para o Sesc-RJ, na semifinal da Libertadores do vôlei, em fevereiro. "Lá o time aprendeu a jogar de uma maneira diferente. Estamos bem mais consistentes e difíceis de ser quebrado agora. Foi isso que fez a série ser tão boa diante de um timaço como o Sesc. Ninguém imaginava fechar por 3 a 0, mas, sem dúvida, merecemos os três jogos", analisou.

COM RENAN DAL ZOTTO, TAUBATÉ FAZ HISTÓRIA

A eliminação do poderoso Sada Cruzeiro, com direito a duas vitórias fora de casa, é o ponto alto da temporada de um Taubaté que, até então, era marcado pela inconsistência. O time, por exemplo, demitiu o técnico argentino Daniel Castellani e contou com Ricardo Navajas como interino até fechar com Renan Dal Zotto, na segunda quinzena de fevereiro.

A chegada do treinador da seleção mudou a cara do time, que ainda não havia firmado uma base titular. Mesmo com pouco tempo de trabalho, Dal Zotto efetivou o levantador Rapha e o ponteiro argentino Facundo Conte como titulares, mas ao mesmo tempo manteve a motivação dos reservas Nicolas Uruarte e Douglas Souza, que tiveram participação fundamental nas vitórias da equipe nesta semifinal.

Eleito o melhor em quadra esta noite, Souza falou sobre o tamanho do feito alcançado por ele e seus companheiros de equipe. "É uma grande honra fazer 3 a 0 em uma série contra um time como o Cruzeiro. Vamos chegar bastante fortes à final", comentou o jogador, que definiu a partida como uma das mais difíceis que já disputou. "Sabíamos que seria assim, mas conseguimos nos firmar e dar várias voltas ao longo do jogo. O grupo sai fortalecido", garantiu.

 

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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