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Saída de Rede

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Classificados da Superliga masculina já estão praticamente definidos

Carolina Canossa

06/02/2019 06h00

Apesar da instabilidade no começo da temporada, Sada Cruzeiro vem se ajustando e segue na liderança da Superliga (Cristiano Andujar/Inovafoto/CBV)

Por Janaina Faustino

Que existe uma diferença visível no nível técnico entre os participantes da Superliga masculina não é segredo para ninguém. O que pouca gente esperava é que a discrepância fosse tão grande a ponto de os classificados para os playoffs da competição estarem praticamente definidos a sete rodadas do fim da fase classificatória, programada para o meio de março.

Vejamos: até o momento, o atual campeão Sada Cruzeiro segue na ponta com 38 pontos, seguido por Sesi-SP, EMS Taubaté Funvic e Sesc-RJ, com 36, 35 e 33, respectivamente, fechando o grupo das quatro equipes de maior investimento para a temporada. Fiat Minas, Copel Telecom Maringá Vôlei, Vôlei Renata e Vôlei Um Itapetininga, com 26, 23, 22 e 21 pontos alcançados, completam o pelotão dos oito primeiros colocados. E é pouco provável que este panorama se altere, dada a diferença significativa entre o Itapetininga, oitavo na tabela, e o Corinthians-Guarulhos, que está na nona posição, somando apenas 13.

Para alcançar o número de pontos do Itapetininga, a equipe da Grande São Paulo precisaria somar 8 pontos nas 7 rodadas, o que não seria algo complicado se estivesse vivendo um bom momento. O Corinthians, contudo, teria que vencer times do grupo de cima – caso do Cruzeiro, que enfrentará já neste sábado (9), e rivais que estão fazendo uma campanha surpreendente, como o Maringá, contra quem joga na terça-feira (19).

Mesmo com o constante revezamento no time titular, o que prejudica a construção de um padrão de jogo, equipe do Vale do Paraíba está em franca ascensão na Superliga (Foto: Rafinha Oliveira/EMS Taubaté Funvic)

Além disso, precisaria torcer para que o aguerrido Itapetininga, seu adversário direto, desandasse na competição e não seguisse pontuando, o que parece algo bastante difícil de acontecer. Também com chances remotas está o Vôlei Ribeirão, décimo colocado com 11 pontos. Além de ter que fazer mais 10 para entrar na atual zona de classificação – tirando pontos de rivais mais poderosos -, a equipe de Marcos Pacheco também dependeria de uma combinação improvável de resultados para avançar. Completam a parte de baixo o Caramuru Vôlei e o São Judas, que com oito e quatro pontos já estão matematicamente eliminados.

Caso este cenário se confirme, destaque para as ótimas campanhas tanto do Maringá – do emergente técnico Alessandro Fadul – quanto do Itapetininga que, em seu primeiro ano na elite do vôlei nacional, já se sobressai com peças importantes para o plantel, como o oposto cubano Michael Sanchez, segundo maior pontuador da Superliga com 211 acertos, o central norte-americano Price Jarman e o ponteiro Victor Birigui.

Entre as quatro equipes consideradas favoritas ao título, chama a atenção a atual queda de rendimento do Sesc-RJ, de Giovane Gávio, que após liderar boa parte do torneio, atualmente ocupa a quarta posição. Além da eliminação precoce na Copa Brasil, quando perdeu para o Minas, o time carioca suou para vencer Ribeirão na última rodada do primeiro turno por 3 sets a 2. Situação semelhante aconteceu contra o Corinthians. Sem contar as duras derrotas sofridas para Maringá (3 a 1), logo na abertura da segunda parte da competição e, na semana passada, para a equipe de Campinas novamente no tie-break.

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Trajetória inversa vive o Taubaté, que vem em franca recuperação após um primeiro turno caótico, marcado por frequentes mudanças na equipe titular, e já ocupa a terceira posição na tabela. A derrota para o Minas na semifinal da Copa Brasil, porém, mostra que a equipe do interior de São Paulo ainda é instável e tem muito trabalho a fazer se quiser finalmente conquistar a Superliga. O mesmo acontece com o Sesi, eliminado pelo Maringá ainda nas quartas de final do segundo torneio mais importante do cenário nacional, mas que não tem dado chances para zebras, com vitórias consistentes contra times de parte de baixo na Superliga ao longo das últimas semanas.

Enquanto isso, na ponta, o Sada Cruzeiro vive um bom momento com apenas um set perdido no returno, além do título da Copa Brasil. Assim, as disputas por posições, que definirão os confrontos dos playoffs, passarão a ser o grande atrativo desta reta final da fase classificatória, mas fica o alerta para o aumento da diferença técnica entre os times de maior e menor investimento, algo prejudicial para a Superliga e lamentável para os amantes do vôlei.

*Colaborou Carolina Canossa

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.