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Em grupos diferentes, Praia e Minas conhecem seus adversários no Mundial

Carolina Canossa

25/10/2018 12h33

É natural prever que, para chegar à semifinal, a missão do Praia é um pouco mais tranquila (Créditos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Por Daniel Rodrigues

O Campeonato Mundial de Clubes de 2018 será disputado de 4 a 9 de dezembro, em Shaoxing, na China. Entre os oito participantes do torneio, estão dois clubes brasileiros: o Dentil Praia Clube, de Uberlândia, (atual campeão da Superliga) e o Minas Tênis Clube (atual campeão Sul-Americano de Clubes). Na última semana, os dois times conheceram seus adversários iniciais na disputa pelo sonhado título internacional. As comandadas do italiano Stefano Lavarini estão no grupo A, ao lado do anfitrião Zhejiang Jiaxing, do atual campeão da competição VakifBank Istanbul (Turquia) e do francês Volero Le Cannet. Na outra chave, Paulo Coco e suas jogadoras enfrentarão Altay VC (Cazaquistão), Eczacıbaşı Vitra Istambul (Turquia) e Supreme Chonburi (Tailândia).

Segundo o regulamento do Mundial, avançam à fase semifinal os dois melhores colocados de cada grupo. Diante desta circunstância é natural prever que a missão do Praia é um pouco mais tranquila. Para o Minas, de Natália, Gabi, Carol Gattaz e Macris, a classificação para a etapa sequente parece ser um pouco mais trabalhosa. Não é exagero dizer que o VakifBank Istanbul deverá ser um dos qualificados do grupo A, uma vez que conta com jogadoras renomadas mundialmente como a chinesa Ting Zhu, a sérvia Milena Rasic, a holandesa Lonneke Sloetjes e a habilidosa levantadora Ozbay. A outra vaga promete ser disputada acirradamente entre os outros três times. As chinesas tem a vantagem do mando de quadra, enquanto o Volero Le Canne, fusão do clube suíço de Zurique com o time francês, é liderado por atletas de força, como a atual campeã mundial Ana Bjelica e a cubana Rosir Calderon. O Minas, que conta com um elenco bastante equilibrado, tem totais condições de seguir à semifinal, mas precisará de muita regularidade e entrosamento das novas atacantes de extremidade com a levantadora Macris para conseguir tal feito. Além disso, será importante que a ponteira Natália esteja em suas melhores condições físicas, já que é peça fundamental no esquema tático de Lavarini.

O Minas tem totais condições de seguir à semifinal, mas precisará de muita regularidade (Crédito: Divulgação/Minas Tênis Clube)

As atuais campeãs da Superliga caíram em um grupo composto por rivais com menos tradição no cenário internacional. Altay VC, do Cazaquistão, e Supreme Chonburi, da Tailândia, não devem oferecer tanta resistência à equipe de Fernanda Garay, Carli Lloyd, Fabiana e Nicole Fawcett, que, teoricamente, tem um caminho menos turbulento até a semifinal. No entanto, o duelo contra as turcas do Eczacıbaşı Vitra será decisivo para as pretensões das mineiras na competição. A equipe européia tem em seu elenco nada mais que a oposto Boskovic, MVP do último Campeonato Mundial, além da craque Kim Yeon-Koung e da norte-americana Jordan Larson. O duelo entre turcas e brasileiras pode definir o líder do grupo B, que deverá fugir de um suposto cruzamento com o Vakif na semifinal. Por este motivo, este deve ser o confronto mais importante para as comandadas de Paulo Coco na fase inicial do torneio.

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A tabela oficial do Mundial de Clubes será divulgada nas próximas semanas, mas fato é que os representantes brasileiros precisarão se superar para garantir um lugar no pódio da competição. As equipes turcas são as favoritas, pelo elenco e investimento, mas Minas e Praia podem surpreender e quem sabe brigar pela medalha de ouro.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.