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Superliga tem início nesta quarta com hegemonia do Sada Cruzeiro ameaçada

Carolina Canossa

24/10/2018 06h00

O Sada perdeu peças importantes e modificou parte de sua base (Créditos: Agênciai7/Sada Cruzeiro)

Por Daniel Rodrigues

A 25ª edição da Superliga Masculina terá o seu "saque inicial" na noite desta quarta-feira (24), quando o atual campeão do torneio, o Sada Cruzeiro, visitará o Vôlei Renata, em Campinas, às 19h30 (horário de Brasília). Como em todos os campeonatos anteriores, a equipe mineira desponta como uma das grandes favoritas a conquistar o seu sétimo título, mas desta vez a concorrência promete ser ainda mais acirrada que nos últimos anos.

Diferente da temporada 2017/2018, quando os cruzeirenses estrearam na Superliga com as conquistas do Campeonato Mineiro e da Supercopa, neste ano somente o título estadual repetiu-se. Na Supercopa, o time comandado por Marcelo Mendez foi derrotado pelo Sesi-SP, que demonstrou mais entrosamento e levou a melhor em sets diretos (25-22, 25-19 e 25-22).

Diante de tantas mudanças nos elencos e no atual cenário que começa a se desenhar, o Saída de Rede preparou uma análise sobre as chances do Sada Cruzeiro e de seus rivais na maior competição nacional. O sexto título consecutivo dos mineiros está realmente ameaçado?

O SEMPRE FAVORITO – Sada Cruzeiro

Em busca da manutenção de sua hegemonia nacional absoluta dos últimos anos, o Sada perdeu peças importantes e modificou parte de sua base. A saída do levantador Nico Uriarte e dos cubanos Leal e Simon, deram lugar à "promoção" do até então reserva, Fernando Cachopa, além das chegadas do norte-americano Taylor Sander e do francês Le Roux. As peças de reposição são boas, mas precisaremos ver na prática se elas realmente irão funcionar, pois essa será a primeira vez que o Cruzeiro alterou tantas peças titulares de uma temporada para outra.

OS OUTROS FAVORITOS – EMS Taubaté Funvic, Sesi-SP e Sesc-RJ

Os três principais concorrentes do time liderado por Marcelo Mendez seguem os mesmos da edição anterior e se fortaleceram ainda mais. O time de Taubaté, atual campeão paulista, reforçou-se com a chegada de Lucão, Uriarte, Leandro Vissotto, Douglas Souza e do argentino Facundo Conte, suprindo as saídas de Wallace, Ivovic e Solé. Jogadores renomados como Lucarelli, Thales e Rapha renovaram seus contratos. Com titulares de peso, o grupo comandado por Daniel Castellani ainda terá peças de respeito no banco de reservas e esse pode ser um diferencial em uma temporada longa e desgastante como a da Superliga, credenciando-os e muito ao título.

O time de Taubaté, atual campeão paulista, reforçou-se com a chegada de jogadores importantes (Créditos: Gaspar Nóbrega e Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O Sesi-SP não só manteve a maior parte de sua base como também contratou os selecionáveis Éder e Lucas Lóh. Com um grupo coeso e que já demonstra um entrosamento satisfatório, a equipe do técnico Rubinho fez uma final de Campeonato Paulista bastante disputada contra os taubateanos, além de conquistar com méritos a Supercopa, no último sábado (20). O representante da capital paulista já mostrou o seu cartão de visitas e é um outro forte candidato a quebrar a hegemonia cruzeirense.

Do Rio de Janeiro chega mais uma força do campeonato. Após uma excelente participação na Superliga 2017/2018, quando terminou na terceira colocação, a equipe anunciou duas importantes contratações: o oposto Wallace e o búlgaro Penchev. O Sesc-RJ ainda manteve grande parte de seus jogadores e tem boas peças de reposição para suprir qualquer instabilidade dos titulares. Não será surpresa se os cariocas "pintarem" em uma final ou até faturarem a taça desta edição.

O Sesc-RJ anunciou a contratação do oposto Wallace e manteve grande parte de seus atletas (Créditos: Gaspar Nóbrega e Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

CORREM POR FORA – Vôlei Renata, Fiat/Minas e Corinthians Guarulhos

Outros três clubes prometem dar muito trabalho aos ditos favoritos. Não será surpresa se Vôlei Renata, Fiat/Minas ou Corinthians figurarem entre os semifinalistas do torneio. O time de Campinas esteve sempre brigando por boas colocações nas edições anteriores e aposta em um grupo que tentará mesclar a experiência de Gonzalez e do central Vini, com a juventude dos promissores Gabriel Vaccari e Michel. Já os mineiros tiveram poucas alterações em seu plantel e sempre demonstram muita garra e competência com o belo trabalho feito por Nery Tambeiro. Prova disso foi a decisão recente do Campeonato Mineiro, quando conseguiram levar a decisão para o tie-break e foram derrotados pelo poderoso Cruzeiro no detalhe. Para completar o grupo intermediário chega o representante de Guarulhos, que, para sua segunda participação na Superliga, trouxe nomes como Marcelinho e Diogo, além de manter Riad, Sidão, Serginho (que também fará parte da coordenação técnica) e Rivaldo. Experiência é o que não falta para a equipe da Grande São Paulo.

PARA SE MANTER NA ELITE – São Judas Vôlei, Caramuru Vôlei, Copel Telecom Maringá, São Francisco Sáude/Vôlei Ribeirão e Vôlei UM Itapetininga

Cinco times com investimento financeiro inferior aos demais também estarão na briga por um bom resultado na Superliga. Além disso, muitos jovens talentos terão a oportunidade de jogar efetivamente uma competição deste porte, por conta da oportunidade dada por essas equipes. Da Superliga B chegam o Ribeirão, comandado por Marcos Pacheco e o Itapetininga, que conta com o jovem Victor Birigui, integrante da Seleção Brasileira na Liga das Nações.

"Amarrado" com a Globo, vôlei busca se adaptar às mudanças nas transmissões

Representando São Bernardo, o São Judas Vôlei tem seu elenco formado por jogadores recém promovidos da base, uma ótima iniciativa para o vôlei do país. Entre os representantes do Paraná, o Caramuru se reforçou com Pedrão, Gianzinho, Jonatas e o argentino Toro, enquanto que ao Maringá chegam Mario Júnior, ex-líbero da seleção masculina, Rodrigo Rodrigues, os ponteiros Hugo e Alan do exterior e o central Romulo.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.