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Sérvia x Holanda e China x Itália serão as semifinais do Mundial feminino

Carolina Canossa

16/10/2018 09h32

Seleção da Sérvia impôs a primeira derrota à equipe italiana no Campeonato Mundial (Fotos: Divulgação/FIVB)

Por Janaina Faustino

Com as seleções semifinalistas definidas antecipadamente, os jogos que encerraram a terceira fase do Campeonato Mundial feminino de vôlei, realizados nesta terça-feira (16) na cidade de Nagoya, no Japão, foram válidos apenas para estabelecer os cruzamentos nas semifinais. O primeiro duelo será 1h40 entre Sérvia e Holanda. Já o segundo jogo ocorrerá às 4h10 entre China e Itália na próxima sexta-feira (19). A grande final da competição será no sábado (20).

Tratando especificamente dos jogos que definiram as semifinais, mesmo em uma partida amistosa entre as europeias, disputada pelo grupo G, tanto o técnico italiano Davide Mazzanti quanto o seu colega sérvio Zoran Terzic optaram por escalar suas jogadoras titulares (da equipe italiana, por exemplo, a única poupada foi a ponteira Miriam Sylla, substituída por Elena Pietrini). E a equipe do Leste Europeu impôs a primeira derrota à Azzurra neste Campeonato Mundial por 3 sets a 1, com parciais de 21-25, 19-25, 25-23 e 23-25. No jogo válido pelo grupo H, Lang Ping e Jim Morrison, treinadores de China e Holanda, respectivamente, também entraram com força máxima, sem poupar jogadoras. A seleção holandesa foi batida pela China também por 3 sets a 1, com parciais de 25-23, 13-25, 18-25 e 17-25.

No duelo europeu, destaque para a levantadora Maja Ognjenovic, que fez uma grande partida, primando pela ótima distribuição e variação das jogadas. Não se pode deixar de salientar o notório poder de ataque da equipe sérvia, sobretudo com a oposta Tijana Boskovic, maior pontuadora do jogo com 29 bolas no chão. A seleção italiana, por outro lado, demonstrou bastante instabilidade em sua linha de recepção, principalmente com a jovem ponteira Elena Pietrini, de apenas 18 anos, que, apesar de ter deixado evidente o seu grande potencial nas ações ofensivas, anotando 15 pontos, cometeu erros que prejudicaram a construção das jogadas da jovem e promissora levantadora Ofelia Malinov em boa parte do confronto. Assim, mesmo cedendo mais pontos em erros à adversária (foram 20 contra 16 no total), a Sérvia conseguiu manter a vantagem na virada de bola e na construção bem-sucedida dos contra-ataques. A oposta italiana Paola Egonu, como de costume, também foi a bola de segurança de sua levantadora, marcando 28 pontos – um a menos do que a sua rival na saída de rede.

A equipe asiática derrotou a seleção dos Países Baixos

O confronto entre Holanda e China foi marcado pelo equilíbrio no primeiro set, com muito volume de jogo e consistência no sistema defensivo de ambas as seleções. Destaque para as opostas Lonneke Slöetjes e Ting Zhu, bastante acionadas por suas levantadoras, confirmando o protagonismo nas ações de ataque de suas equipes. Depois da primeira parcial, no entanto, o time laranja, reconhecido pela instabilidade emocional e pela enorme dificuldade na recepção, principalmente com a ponteira Anne Buijs, oscilou muito durante o duelo e buscou, sem grande sucesso, contrabalancear as graves falhas no passe com defesas importantes durante a partida e com a força do ataque de Slöetjes, que terminou a partida como a maior pontuadora, com 26 acertos. O bloqueio asiático, em contrapartida, funcionou muito bem, se convertendo em pontos (foram 14 no total contra apenas 7 do rival) e amortecendo bolas que geraram contra-ataques decisivos. Além disso, as holandesas ainda cometeram mais erros no confronto (21 contra 17) e perderam nos ataques, o que favoreceu a vitória chinesa com relativa tranquilidade.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.