Saída de Rede

Zenit e cubanos protagonizam o vôlei masculino em 2017; veja o sobe e desce

Carolina Canossa

29/12/2017 06h00

Time russo não perdeu sets no Mundial realizado na Polônia (Foto: Divulgação/FIVB)

Se o VakifBank é o time feminino com mais motivos para guardar o ano que se encerra em um lugar especial de sua história, o mesmo se pode dizer do Zenit Kazan no masculino. Além do título mundial que finalmente chegou, a equipe russa viu Maxim Mikhaylov viver sua melhor fase desde 2012 e contou com León, um dos expoentes de uma excelente geração cubana que só pode brilhar nos clubes.

Mas nem todo mundo mundo terá saudades de 2017: as equipes de Campinas e Maringá, por exemplo, passaram por diversas dificuldades para continuar na ativa, enquanto o astro francês Earvin N’Gapeth pisou muito na bola fora das quadras. Já as arbitragens seguem como uma enorme fonte de problemas e ainda aguardam soluções que agradem tanto os profissionais que se esforçam para mediar as partidas quanto àqueles que dependem de suas decisões.

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Veja o sobe e desce do vôlei masculino este ano:

SOBE
Cubanos
Leal e Simón no Brasil, León na Rússia, Juantorena na Itália… espalhados pelo mundo e cada um à sua maneira, os jogadores cubanos mostraram individualmente a força de um voleibol que, por conta de decisões políticas, encontra-se moribundo tanto entre as seleções masculinas quanto entre as femininas. A incrível força física refletida em ataques que ignoram bloqueios e saques que amedrontam recepções nos fazem refletir sobre onde eles chegariam caso ainda pudessem atuar juntos…

Zenit Kazan
Campeão europeu, russo e da Copa da Rússia diversas vezes ao longo dos últimos anos, o Zenit Kazan havia esbarrado duas vezes no Sada Cruzeiro ao tentar conquistar a última joia da coroa, o Mundial de clubes. Não desta vez. Jogando um voleibol baseado em saques de altíssimo nível e sem perder sets, a equipe comandada pelo técnico Vladimir Alekno finalmente chegou ao topo do mundo em torneio realizado na Polônia. Será o início de uma nova hegemonia?

Leal recebeu, este ano, autorização para defender o Brasil a partir de 2019 (Foto: Divulgação/Sada Cruzeiro)

Sesc-RJ
Depois da experiência traumática do RJX, que se afundou junto com o empresário Eike Batista e deixou atletas e funcionários sem receber, o voleibol masculino do Rio de Janeiro voltou a ter fôlego através do Sesc. Sem querer chamar muito a atenção, o time comandado pelo técnico Giovane Gávio garantiu um lugar na elite ao vencer a Superliga B e vem fazendo ótima temporada de estreia, ocupando a liderança provisória da principal competição de clubes do Brasil, com 31 pontos, um a mais que o Sada Cruzeiro, que possui um jogo a menos por conta do Mundial de clubes. Tais resultados são frutos de uma atuação cirúrgica no mercado, mesclando nomes que já estavam na equipe com a chegada de jogadores como Thiaguinho, Thiago Barth, João Rafael e Maurício Souza.

Maurício Borges
O ataque por vezes oscilante faz a torcida pegar no pé do ponteiro, mas fato é que o alagoano se consolidou em 2017 como figura essencial na seleção brasileira. Como? Por conta de seu trabalho de “carregador de piano”. Visto como fundamental pela comissão técnica por passar em todas as posições, inclusive em deslocamento, ele também se destaca na defesa e, salvo qualquer grande intercorrência, é nome certo para o Mundial de 2018.

DESCE
Campinas
Semifinalista da edição 2016/2017 da Superliga, a equipe do interior paulista teve, mais uma vez, que lidar com a saída de um patrocinador. Ainda que a substituição do Brasil Kirin pelo Renata tenha sido feita com pouca turbulência, especialmente se comparada a anos anteriores, é fato que tamanha instabilidade acaba atrapalhando os rumos do projeto, formado por gente bem intencionada e interessada na promoção do vôlei no Brasil. As incertezas já se refletem em quadra: de candidata ao pódio nas principais competições nacionais, a equipe virou mera coadjuvante, ocupando atualmente apenas a sétima colocação na classificação da Superliga.

Maringá
Mais um time que reflete as dificuldades de se fazer vôlei no Brasil. Comandado pelo campeão olímpico Ricardinho, o Copel/Telecom/Maringá até possui iniciativas interessantes, como uma boa estrutura para transmissões online, mas sofre para montar elencos competitivos. Se na temporada passada a equipe não se classificou para os playoffs, a situação ficou ainda pior na atual Superliga: em 12 jogos disputados, foram 12 derrotas e apenas seis sets vencidos.

Nem mesmo a tecnologia tem evitado erros crassos no vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)

N’Gapeth
Como atleta, Earvin N’Gapeth continua fantástico. Além de jogadas plásticas, o francês prima pela eficiência e foi o principal responsável pela França ter conquistado a Liga Mundial. Já no Europeu, mesmo com uma lesão nas costas evitou que o país protagonizasse uma vexatória eliminação ainda na primeira fase. Fora das quadras, porém, segue dando um show de indisciplina. Em novembro, por exemplo, foi pego em uma blitz em Modena (Itália) dirigindo alcoolizado. Já este mês, ele e seu irmão brigaram feio com o técnico Radostin Stoytchev e, por pouco, não romperam contrato com a equipe italiana.

Arbitragem
Apesar de os erros dos juízes no vôlei atingirem homens e mulheres sem distinção de gênero, a velocidade da jogadas fazem com que o problema seja um pouco mais grave no masculino – a “cereja do bolo” foi o absurdo ocorrido na recente partida entre Taubaté e Sesc pela Superliga masculina. É certo que as falhas tampouco foram um problema exclusivo de 2017, mas a sensação é que nada está sendo feito para melhorar a questão. Até mesmo os desafios, que chegaram com a promessa de solucionar estes transtornos, apresentaram defeitos que colocam sua credibilidade em xeque.

(Há alguns meses, fizemos uma avaliação do ano das seleções. Clique aqui para ver)

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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