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Arquivo : Bruno

No melhor jogo da semifinal, Taubaté amplia vantagem sobre Sesi
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João Batista Junior

Wallace supera bloqueio do Sesi na vitória do Taubaté (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

A segunda rodada das semifinais da Superliga masculina chega ao fim com as duas melhores campanhas da fase classificatória abrindo 2 a 0. Se o Sada Cruzeiro, na quinta-feira, precisou controlar os nervos para superar o Brasil Kirin, a Funvic/Taubaté, na noite do sábado, venceu o Sesi numa partida que teve intensidade e polêmica como ingredientes.

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Os tricampeões paulistas bateram a equipe da Vila Leopoldina por 3 sets a 2, em parciais de 25-23, 21-25, 18-25, 25-19, 15-13. O jogo foi disputado no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, porque a Vila Leopoldina tem capacidade de público inferior à mínima exigida pela CBV, que é de 2 mil pessoas.

O duelo não teve longos ralis, mas isso não significa que a partida não tenha sido de boa qualidade, tecnicamente falando. Se as defesas não tiveram vez, a culpa foi dos atacantes: eficientes, os dois times foram bem nas cortadas, com 56% de aproveitamento para o Sesi contra 51% do Taubaté nesse quesito. Pensando ainda que o saque, em vários momentos, foi uma arma eficaz para os dois sextetos, dá para avaliar que esse foi, até aqui, o melhor jogo das semifinais da Superliga masculina. Conquistou a vitória o lado que cometeu menos erros (33 para o time do interior contra 42 da equipe da capital) e que, sobretudo, teve maior repertório de jogadas nas extremidades da rede.

Campeão mundial dá adeus às quadras

Quando teve o passe na mão, Raphael, do Taubaté, fez uma distribuição bem generosa. Para driblar o sistema defensivo rival, o armador ora optava pela entrada, ora pela saída de rede: o ponta Lucarelli e o oposto Wallace foram acionados, respectivamente, em 27 e 26 ocasiões, perfazendo juntos 53 das 89 cortadas efetuadas por sua equipe.

Sesi precisa quebrar escrita em Taubaté para seguir vivo nas semifinais

Por sua vez, Bruno, que deve ter sentido falta de Douglas Souza – fora de combate já há algumas semanas, como o SdR trouxe em primeira mão –, levantou 40% das bolas para o oposto Théo, e, quando o passe chegava redondo, procurava os centrais Lucão e Riad. A bola de primeiro tempo é uma das especialidades do levantador da seleção, mas foi uma delas, no quinto set, quando Lucão foi bloqueado por Otávio, que deixou o Sesi em maus lençóis, com desvantagem de 8 a 5 no placar.

Antes do tie break, porém, um erro da arbitragem gerou muita reclamação por parte dos anfitriões.

Minas perdoa demais e empurra “operário” Rexona para mais uma final

No quarto set, com 8 a 6 para Taubaté, Wallace sacou para fora, mas o lance ganhou anotação de ace. Os sesistas reclamaram bastante – o técnico Marcos Pacheco e o líbero Serginho eram os mais exaltados. Vale ressaltar, contudo, que, no primeiro set, com 14 a 12 para os visitantes, a situação foi inversa, com um saque errado de Bruno sendo marcado como bola dentro. A drástica diferença é que o levantador não foi além do serviço seguinte, enquanto o oposto permaneceu distribuindo pancadas no saque até sua equipe chegar a 11 a 6 no placar.

Personificados no mesmo fiscal de linha em ambas as oportunidades, os dois erros mostram, mais uma vez, que o voleibol de alto nível precisa da revisão de vídeo. O fato de cada uma das equipes haver conquistado um ponto indevido mostra que não houve dolo ou má-fé dos árbitros, mas o auxílio eletrônico teria evitado a polêmica.

A próxima partida será disputada na sexta-feira que vem, em Taubaté. Nesta temporada, juntando Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, a Funvic/Taubaté venceu o Sesi nas quatro partidas que disputou em casa. Se mantiver a escrita, fecha a série. O jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será no sábado, em Contagem (MG).


Contra o ranking, atletas do masculino também cogitam ir à Justiça
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Carolina Canossa

William Arjona foi campeão olímpico na Rio 2016 (Foto: Divulgação)

A decisão das jogadoras avaliadas como sete pontos em entrar com um mandado de segurança contra o ranking dos atletas da Superliga de vôlei deve ser seguida em breve pelos atletas do masculino. Também insatisfeitos com a medida, alguns dos principais astros do país também estão cogitando tomar o caminho judicial para resolver a questão.

“Estamos conversando, mas a possibilidade é real”, afirmou o levantador William Arjona, do Sada Cruzeiro, ao ser questionado por um seguidor do Twitter se haverá entre os homens um movimento igual ao feito no feminino.

Ricardinho vai contra a corrente: “O Brasil ainda necessita do ranking”

Em plena discussão do ranking, grandes escancaram superioridade

Presente no Prêmio Brasil Olímpico, entregue na noite de quarta-feira (29) no Rio de Janeiro, o também levantador Bruno Rezende ressaltou que a ação está sendo pensada porque o ranking “não tem funcionado” em seu objetivo de trazer maior equilíbrio entre as equipes da Superliga.

Criado na temporada 1992/1993, o ranking dos atletas terá regras diferentes para o feminino e o masculino na próxima edição da Superliga. Enquanto a única limitação para elas será que os clubes só poderão contar com duas jogadoras avaliadas no máximo de sete pontos, eles seguirão com as regras atuais, com máximo de 40 pontos por elenco e limitação de três “sete pontos” por time.

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Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

Ainda não está definido quais jogadores serão classificados com sete na próxima temporada. Atualmente, eles são: Bruninho e Lucão (Sesi-SP), Isac e Leal (Sada Cruzeiro), Wallace e Lucarelli (Funvic Taubaté) e Leandro Visotto (Monza, da Itália). Entre as mulheres, as melhores atletas são Dani Lins e Tandara (Vôlei Nestlé), Jaqueline (Camponesa/Minas), Fabiana (Dentil/Praia Clube), Gabi (Rexona), Natália (Fenerbahce, da Turquia), Thaisa (Eczacibasi, da Turquia) e Fernanda Garay (Guangdong Evergrande, da China).

Vale destacar que, até as 13 horas (de Brasília) desta quinta (30), a CBV ainda não havia sido notificada judicialmente do mandado de segurança feito pelas mulheres.


Sada Cruzeiro supera desfalques para manter invencibilidade na Superliga
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João Batista Junior

O Sada Cruzeiro chegou a 20 jogos invicto nesta Superliga (fotos: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Em qualquer circunstância, é difícil derrotar o Sada Cruzeiro. Na noite do sábado, em Contagem, o Sesi descobriu que essa prerrogativa se aplica também aos casos em que a equipe celeste resolva poupar titulares.

Com o primeiro lugar na fase classificatória já assegurado, o tricampeão mundial e tetracampeão da Superliga nem inscreveu o levantador William e o ponteiro Leal para a partida. Não são desfalques quaisquer: um foi campeão olímpico há seis meses e o outro é o melhor atacante em atividade no Brasil. E, mesmo assim, o time da casa aplicou um 3 a 0 (25-23, 26-24, 25-19) no único rival que o havia vencido nesta temporada (nas semifinais da Copa Brasil), na equipe que estava mais próxima na tabela. Estava!

Em dia de Alix, Praia retoma vice-liderança da Superliga

O jogo que fechou a nona rodada do returno da Superliga masculina manteve a invencibilidade cruzeirense no campeonato e, por outro lado, tirou o sexteto da Vila Leopoldina da vice-liderança: por causa da vitória da Funvic/Taubaté por 3 a 1 sobre o Brasil Kirin, também no sábado, em Campinas, o time comandado pelo técnico Marcos Pacheco chega à penúltima rodada do nacional em terceiro lugar, dois pontos atrás dos tricampeões paulistas.

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Cachopa aciona Isac: bola pouco utilizada contra o Sesi

O JOGO
Numa partida em que o árbitro apontou (sem ser contestado) três infrações de dois toques do levantador Bruno, o Sesi até começou sacando bem e ficou rapidamente em vantagem no marcador. Até metade do primeiro set, parecia que o time paulista ia conquistar uma vitória sem muita luta, mas o panorama mudou rápida e drasticamente.

Com nítido desentrosamento entre o levantador Fernando Cachopa e os centrais Simón e Isac, a equipe da casa se apoiou na relação bloqueio e defesa (uma marca registrada do time) para equilibrar as ações e irritar os atacantes rivais, que raramente conseguiam rodar de primeira. Com efeito, o aproveitamento sesista nas cortadas foi de 40%, percentual baixo para o vôlei masculino de alto nível.

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Entendendo que jogar com o meio de rede não seria regra, mas exceção, Cachopa encontrou em Evandro um desafogo para o ataque. O oposto cruzeirense anotou 13 pontos nesse fundamento (aproveitamento de 54,1%) e fez por merecer o troféu VivaVôlei que ganhou: no cômputo geral, ele marcou 14 pontos, o mesmo número que os pontas cruzeirenses Rodriguinho (8) e Filipe (6) obtiveram juntos na partida.

Consistência do Rexona é decisiva novamente, mas Borgo anima o Vôlei Nestlé

Do lado do Sesi, além da noite apagada dos atacantes das pontas (o oposto Théo aproveitou apenas oito das 25 bolas que recebeu, enquanto o ponta Douglas Souza só anotou sete pontos), chamou a atenção também a jornada ruim de Bruno, que não conseguiu driblar a marcação dos bloqueadores rivais, bem como a profusão de erros do sexteto visitante: foram 30, perfazendo uma média de dez por set – muito, para quem luta pelo título e tinha pela frente um oponente com desfalques tão relevantes.


Twitter vira palco de alfinetadas entre clubes e atletas de vôlei
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Carolina Canossa

Levantador Bruno Rezende criticou postura de dirigente do Taubaté (Fotos: Reprodução)

Já diz o ditado que “roupa suja se lava em casa”. A frase, porém, não se aplica ao voleibol brasileiro. Cada vez mais, clubes e atletas estão usando o poder das redes sociais para escancarar sua insatisfação com recentes acontecimentos e até mesmo para trocar farpas entre si.

Somente no último fim de semana, foram dois casos: no sábado (18) pela manhã, o levantador Bruno Renzende, do Sesi-SP, postou uma série de mensagens no Twitter explicando aos fãs porque a partida da equipe contra a Funvic/Taubaté não seria televisionada.

Qual time leva mais público aos ginásios da Superliga? Descubra!

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“Bom dia a todos. Hoje temos um jogão pela Superliga aqui contra Taubaté… 7 campeões olímpicos em quadra… e não teremos transmissão! Porém dessa vez a TV e nem a CBV tem culpa….a Rede TV ofereceu duas datas para a transmissão da partida e o diretor de Taubaté não aceitou. Alegou que a torcida não compareceria no horário da partida (sábado 14:15). Eu já joguei algumas vezes em Taubaté e a torcida independente do horário e dia sempre comparece! Estou escrevendo isso pois lutamos muito para ter uma TV aberta e quando temos a possibilidade ficamos nas mãos de pessoas que não pensam no voleibol como um todo. Isso é uma pena…. não me calarei quando perceber que nosso movimento estiver sendo prejudicado! Uma pena para os torcedores que não poderão comparecer aqui no ginásio hoje. Fica aqui o meu desabafo”, escreveu o atleta.

Na noite de sábado, William reclamou da arbitragem dos jogos do Brasil Kirin…

A equipe de Taubaté preferiu não se pronunciar sobre as declarações. Procurado pelo Saída de Rede, o supervisor Ricardo Navajas também ressaltou que ele não iria falar sobre o assunto “porque cada clube tem o seu interesse”. Vale destacar que problema semelhante já havia ocorrido no duelo entre Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé, realizado na sexta (17): interessada na transmissão do jogo, o melhor da rodada feminina, a “RedeTV!” pediu em janeiro que o confronto fosse realizado no dia anterior, mas a equipe paulista não aceitou a mudança porque havia atuado na terça (14) e achou que haveria pouco tempo para descanso, viagem e preparação.

À noite, a polêmica envolveu arbitragem. Devido a marcações polêmicas da arbitragem no duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, o levantador William Arjona, do Sada Cruzeiro, também usou o Twitter para disparar contra o time paulista: “Campinas é o lugar onde os times são mais garfinhados que eu já vi na minha vida! Me desculpem a sinceridade. Vídeo check em campinas já!!!”.

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Técnico do Brasil Kirin, o argentino Horacio Dileo devolveu, ainda que sem citar nomes: “Todos treinam , todos planejam , todos jogam. BRASIL KIRIN também. Não precisamos de ajuda de ninguém.RESPEITEM se desejam ser RESPEITADOS. Quando BRASIL KIRIM perde PARABENIZA a quem ganhou e depois volta a trabalhar. Não reclama NUNCA !!! Respeitem pra ser RESPEITADOS”.

… e foi respondido pelo técnico Horacio Dileo, da equipe paulista

Devido aos erros ocorridos em Campinas, sete dos oito times pertencentes à Associação de Clubes de Vôlei (Sada Cruzeiro, Funvic Taubaté, Sesi, Montes Claros, JF Vôlei, Lebes/Gedore/Canoas, Bento/Isabela e Copel/Telecom/Maringá) postaram em suas mídias sociais uma imagem com as hahstags #voleibolimparcial, #arbitragemimparcial e #videocheckurgente.

“O jogo de sábado ficou mais latente, fato mais recente, mas se pegarmos o histórico, são muito recorrentes essas questões de arbitragem em Campinas. Quero acreditar que não há nada combinado, e que é só uma tendência dos momentos de dúvida apoiar o Campinas. Mas eles são uma equipe parceira da CBV”, afirmou Andrey Souza, gestor do Montes Claros, ao jornal mineiro “O Tempo”.

Parte dos clubes protestaram contra a arbitragem na Superliga

Polêmica nas transmissões estourou no início do mês

As reclamações sobre transmissões de partidas da Superliga não são recentes, mas ganharam força no início do mês de fevereiro, quando o ponteiro Murilo Endres reclamou publicamente que sua equipe foi impedida de mostrar online um jogo que não foi televisionado. Em entrevista exclusiva ao SdR, o CEO da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ricardo Trade, explicou que casos do tipo só poderiam ser liberados quando os times cumprissem uma padronização mínima de transmissão, mas garantiu que a entidade está trabalhando para viabilizar a ideia para a próxima temporada.

Outros times já haviam tentado ações semelhantes, caso do Maringá, que inclusive montou uma excelente estrutura para transmissão (atualmente parada) e o Cruzeiro, que obteve grande sucesso em uma transmissão feita com apenas uma câmera via Facebook, mas acabou advertido.

* Corrigido às 16h03 de 22/03 – Ao contrário do que dizia a primeira versão do texto, o Sesi participou sim dos protestos da ACV. Pedimos desculpas pelo erro.


Eficiência de Raphael e Wallace leva Taubaté ao título da Copa Brasil
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João Batista Junior

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A Copa Brasil conquistada pela Funvic/Taubaté, neste sábado, sobre o Sesi, que eliminou o Sada Cruzeiro nas semifinais, traz novas perspectivas para a temporada. Se os mineiros ainda são os principais candidatos ao troféu da Superliga, ficou demonstrado esta semana que seu favoritismo não é imune a um dia ruim ou que seus rivais podem frustrá-los numa jornada inspirada (não é demasiado lembrar que a decisão é em jogo único).

Ressalte-se ainda que a vitória do Taubaté por 3 sets a 0 (25-18, 25-21, 30-28) foi de um time desfalcado de um de seus principais jogadores, o ponteiro Lucarelli, lesionado nas semifinais. Foi o segundo título de Copa Brasil conquistada pela equipe do Vale do Paraíba (o primeiro foi em 2015), e o segundo troféu conquistado na temporada em cima do Sesi – também venceu a equipe da Vila Leopoldina na final do Paulista.

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Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

O JOGO

A Copa Brasil teve os três principais levantadores da seleção brasileira no ciclo olímpico passado – Bruno, William e Raphael – e o título premiou o que teve a melhor atuação nas finais. Se William oscilou na derrota do Sada contra o Sesi, Bruno fez uma partida ruim no jogo decisivo. Embora tenha participado bastante no bloqueio e tenha contribuindo com um bom saque, o armador do Sesi teve dificuldade para trabalhar com o passe quebrado e, em muitas ocasiões, pareceu em descompasso com o central Lucão e o oposto Théo.

Raphael, por sua vez, conseguiu se virar bem, apesar da ausência de Lucarelli. Ele não teve muitas oportunidades para usar a bola de meio, mas compensou com uma boa distribuição e precisão nos levantamentos. O único senão de seu jogo foi quando, na última metade da terceira parcial, ele sobrecarregou Wallace, o que quase custou ao time ter de jogar mais um set. No entanto, nos pontos finais, sua qualidade na distribuição retornou. Não à toa, o jogador foi escolhido como o melhor em quadra pela comissão técnica campeã.

O saque das duas equipes foi um ponto alto da partida. Nenhuma das linhas de passe teve sossego, o que fez a balança pender para a Funvic/Taubaté e todo seu poderio ofensivo pela saída de rede.

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Wallace, assim como diante do Brasil Kirin (nas semifinais), foi um atacante seguro, atuou como nas Olimpíadas do Rio. Só na reta final do terceiro set, quando Serginho pareceu multiplicar-se na defesa, foi que sua eficiência caiu. Do outro lado da rede, enquanto Douglas Souza sofria com o bloqueio adversário, Théo não teve seu trabalho facilitado pelos defensores do Taubaté.

A equipe campeã teve 51% de aproveitamento no ataque com 41% do Sesi, e obteve 11 a 6 nas anotações de bloqueio.

É bom recordar que, com a boa vantagem do Sada Cruzeiro na ponta da Superliga, é muito provável que Sesi e Funvic/Taubaté disputem entre si a segunda e terceira posições na tabela, o que indica um duelo em melhor de cinco entre os paulistas nas semifinais. Com as decisões recentes entre as duas equipes – tanto a do estadual, quanto esta da Copa Brasil –, dá até para dizer que o time do interior levaria alguma vantagem nesse pretenso duelo.


Em jogo dramático, Sesi encerra longa invencibilidade do Sada Cruzeiro
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João Batista Junior

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

O Sada Cruzeiro não saía derrotado de quadra num jogo oficial há mais de dez meses, quando escalou uma equipe reserva e caiu para o Juiz de Fora, na rodada que fechou a fase classificatória da Superliga anterior. Campeão de tudo na temporada passada, a última vez em que o time mineiro não levou para a estante um troféu em disputa foi em fevereiro de 2015, quando perdeu a final do Sul-Americano, em San Juan (Argentina), para a UPCN Voley. Contudo, na noite da quinta-feira, pelas semifinais da Copa Brasil, o Sesi quebrou as duas escritas – a da invencibilidade e a da sequência de títulos do time celeste.

Numa partida nervosa e de tie break espetacular, no ginásio Taquaral, em Campinas, a equipe paulista venceu por 3 sets a 2, com parciais de 23-25, 23-25, 25-23, 25-20, 17-15. É claro que a Copa Brasil nem se aproxima da importância da Superliga, mas a reta final desse confronto foi o retrato vibrante de um jogo com ares de campeonato à parte.

Primeiro, Murilo esqueceu a cautela com o cotovelo que o tirou de quadra por um mês, soltou o braço numa cortada pela entrada de rede e fez, para Bruno, um gesto de quem pede mais bolas para atacar. Depois, Leal levou para o pós-jogo uma exacerbada reclamação com a arbitragem por uma anotação de toque na rede – lance que levou os rivais a terem o match point.

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O JOGO

A partida demorou a engrenar. Nas duas primeiras parciais, os times apostaram e erraram demais no saque. Nessa toada, o melhor momento foi quando o Sesi vencia por 21 a 14 e uma sequência do ponteiro Filipe no serviço pôs o Sada Cruzeiro no set e no jogo.

Theo encara o bloqueio de Simón

Theo encara o bloqueio de Simón

No duelo particular entre os levantadores campeões olímpicos, William tinha mais alternativas para o ataque do que Bruno: enquanto o cruzeirense contava com a eficiência de Leal e a força de Evandro, o sesista tinha de trabalhar com um passe menos redondo e contra um bloqueio pesado do outro lado da rede.

O panorama mudou quando, a partir do terceiro set, as duas equipes maneiraram no saque e se permitiram jogar mais. Se a mudança no ritmo da partida deixou o jogo mais atraente para o torcedor, em quadra, a nova dinâmica só poderia beneficiar a quem de fato beneficiou: quem estava atrás no placar.

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O sistema defensivo do Sesi apareceu, assim como o ataque de Theo pela saída de rede. A recepção do sexteto da Vila Leopoldina melhorou e Bruno pôde dispor de sua melhor jogada, a bola rápida de meio com Lucão.

O equilíbrio presente nos três primeiros sets dissipou-se na quarta etapa. O tie break, discutido até depois do último apito, chegou a estar 13 a 11 para o Sada, quando o Sesi encontrou fôlego e bloqueio para uma virada que, pelo retrospecto histórico e pelo 2 a 0, parecia improvável.

Na final, o Sesi encontra a Funvic/Taubaté.

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FUNVIC/TAUBATÉ VS. BRASIL KIRIN

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

A Funvic/Taubaté não passou grande apuro para vencer o Brasil Kirin por 3 sets a 0 (25-22, 25-22, 25-19). O placar refletiu a superioridade do time visitante em quadra, uma diferença incompatível com a situação atual dos dois sextetos na Superliga – só um ponto separa o Taubaté, terceiro colocado, da equipe de Campinas, quarta.

As ações na partida só estiveram, de fato, equilibradas na primeira parcial, quando erros no passe e no ataque atrasaram a fuga dos tricampeões paulistas na dianteira. Quando o time visitante se ajustou, o jogo trilhou um caminho sem desvio.

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O oposto Wallace, em dia inspirado, foi a melhor opção para o levantador Raphael no ataque. Outro que se destacou, com boas passagens no saque e ótima presença no bloqueio, foi o meio de rede Éder. Lucarelli, que saiu no segundo set com uma lesão no calcanhar, teve uma atuação fraca.

Qualificado às semifinais sem passar pelas quartas, graças ao fato de Campinas hospedar a fase final da competição, o Brasil Kirin despediu-se do torneio sem vencer um set, sequer. Com problemas no passe, Rodriguinho pouco acionou os centrais e não encontrou consistência nos atacantes das pontas – nem com Rivaldo na saída e nem com Bruno Temponi e Diogo na entrada de rede.

A partida entre Sesi e Funvic/Taubaté será disputada no sábado, a partir das 15h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo SporTV e pela TV Brasil. O duelo reedita a final dos três últimos campeonatos paulistas, todos vencidos pelo time do interior.


Murilo de titular e grande atuação de Theo marcam vitória do Sesi em Canoas
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João Batista Junior

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

O duelo da tarde do sábado, em Canoas, entre Lebes/Gedore/Canoas e Sesi, até pode ser repetir nas quartas de final da Superliga masculina. As duas equipes estão na zona de classificação para os playoffs, os paulistas entre os quatro primeiros colocados, os gaúchos brigando por um lugar entre o sexto e o oitavo postos. Aliás, como a rodada terminou com o time comandado por Marcos Pacheco mantido na segunda posição e o sexteto dirigido por Marcelo Fronckowiack em sétimo lugar, este seria um dos confrontos da próxima fase da competição.

Contudo, a vitória sesista por 3 sets a 1, em parciais de 25-19, 18-25, 25-17, 25-22, deixou os rivais novamente numa situação delicada no campeonato. Vitórias do Minas Tênis Clube e do Bento Vôlei/Isabela na rodada legaram ao Canoas apenas dois pontos de folga para o time de Bento Gonçalves, nono colocado.

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Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

O Lebes/Gedore/Canoas largou com seis derrotas seguidas nesta Superliga, mas teve poder de reação para vencer cinco dos seis jogos anteriores ao deste fim de semana. Frente à equipe da Vila Leopoldina, o time da casa sofreu bastante com o sistema defensivo adversário, o que se refletiu nas estatísticas de ataque. Enquanto o Sesi produziu 59 pontos em cortadas e obteve 60,8% de aproveitamento, os anfitriões marcaram em 41 das 94 oportunidades que tiveram (43,6%).

Esses números resultam da ótima performance do oposto Theo e da recuperação do ponteiro Murilo, duas peças vitais para a engrenagem da equipe paulista.

O que deve mudar na convocação da seleção masculina com Renan Dal Zotto?

Theo não ganhou o VivaVôlei, mas merecia (o prêmio foi para Bruno, que, com o passe na mão, conseguiu distribuir bem o jogo). Com uma atuação mais do que segura, o atacante anotou todos os seus 20 pontos em ações no ataque, o que lhe conferiu o altíssimo aproveitamento de 71,4% no quesito.

Murilo, por outro lado, contribuiu com nove acertos na pontuação de sua equipe e teve boa participação nas ações de fundo de quadra – passe e defesa. O jogo marcou seu retorno ao sexteto titular do Sesi, já que uma lesão no cotovelo o tirou da equipe nas últimas cinco rodadas do primeiro turno e, semana passada, participou apenas da quarta parcial na vitória sobre a Copel Telecom Maringá.

Se estiver fisicamente bem na reta final da Superliga, Murilo, ao lado de Serginho, pode ser fundamental na linha de recepção para deixar o ponteiro Douglas Souza, maior pontuador da equipe no certame, mais à vontade para atacar. É uma formação que impõe respeito e pode (por que não?) ameaçar o título do Sada Cruzeiro – não é demais lembrar que a apertada vitória cruzeirense por 3 a 2 em São Paulo, há um mês, foi diante de um Sesi que havia acabado de perder Murilo.

COPA BRASIL
Nesta semana, a Superliga dá vez à Copa Brasil. O Sesi, que passou pelo JF Vôlei no meio da semana, vai encarar o Sada Cruzeiro, quinta-feira, pelas semifinais do torneio. A outra semifinal, disputada no mesmo dia, será entre Brasil Kirin e Funvic/Taubaté. A final será no sábado, 21. O ginásio Taquaral, em Campinas, vai receber os jogos.

Como foi eliminado pelo Cruzeiro nas quartas de final dessa competição, o Lebes/Gedore/Canoas só volta à quadra no dia 28, sábado, em visita à Funvic/Taubaté, pela terceira rodada do returno da Superliga. Antes, na quinta-feira, 26, o Sesi recebe o Minas Tênis Clube. Estes dois jogos serão transmissão pela RedeTV!


Espetacular! O santo milagreiro do vôlei brasileiro reaparece em casa
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Carolina Canossa

Geração comandada por Bruno e Serginho volta ao topo depois de vários tropeços (Fotos: FIVB)

Geração comandada por Bruno e Serginho volta ao topo depois de vários tropeços (Fotos: FIVB)

Há uma semana, quando a seleção brasileira masculina de vôlei vivia situação complicadíssima na Olimpíada e com sério risco de eliminação ainda na primeira fase, escrevi aqui que nosso santo milagreiro precisaria reaparecer. À ocasião, o time de Bernardinho não estava apenas com resultados negativos, mas também jogava mal, longe do que vimos durante a Liga Mundial. Na base da raça, porém, o time sobreviveu e passou a jogar cada vez melhor para chegar ao terceiro ouro olímpico de sua história. Depois de Londres 2012 com as meninas, desta vez vivemos uma ressurreição espetacular entre os homens.

A decisão deste domingo (21) foi mais uma amostra da genialidade de Bernardinho. Ciente de que não dava para competir na potência com a Itália no saque, conseguiu destruir a recepção rival apostando no flutuante. Sem a bola na mão, o jovem levantador Giannelli não fez boas escolhas na armação, mas o talento de Zaytsev e Juantorena seguraram as ações ofensivas na final, equilibrando o duelo. Só que os erros também se acumularam e a Azzura segue sem o sonhado título olímpico.

China é campeã com viradas e semelhanças com Brasil de 2012

Quero chamar a atenção ainda para Lipe. Alçado à condição de titular no meio da Rio 2016, ele foi bem demais em uma função não rende tantos flashes, a recepção. O ponteiro, porém, fez aquela que talvez tenha sido a sua melhor partida nesse sentido, além de ter virado algumas no ataque e sacado muito bem. Errou uma defesa fácil que quase comprometeu a vitória no apertado segundo set, mas pelo conjunto da obra considero o melhor em quadra hoje.

Operário Lipe teve participação fundamental na final

Operário Lipe teve participação fundamental na final

E o que dizer de Wallace? Principal opção ofensiva desse time, foi crescendo ao longo da partida e no terceiro set colocou ataques fundamentais no chão. Ressalte-se também Serginho, um mito do esporte que faz uma final olímpica em alto nível às vésperas de completar 41 anos. Não é pra qualquer um.

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O ouro também servirá para calar de vez aqueles que insistem em dizer que Bruno só está na seleção por ser filho de Bernardinho. O levantador pode não ser tão genial quanto Ricardinho, mas faz seu trabalho direito e ainda contribui com o time no saque e com boas defesas. Neste domingo, conseguiu ainda uma distribuição espetacular, chamando os centrais nos momentos certos para desafogar Wallace. Ousado, ainda acertou um ataque de segunda lindíssimo na metade do terceiro set.

Fosse apenas pela força mental demonstrada no Maracanãzinho, esse título já seria maravilhoso. Mas não: depois de anos batendo na trave, essa geração finalmente chega ao topo. Foi difícil porque não estamos mais tão à frente dos rivais como na década passada. Justamente por isso, a grande lição do dia é que é possível chegar lá mesmo tendo limitações. Parabéns a Bernadinho, comissão técnica e jogadores. Murilo, que participou do ciclo inteiro, e a torcida também devem ser exaltados.


Acomodado, Brasil sofre para vencer Bélgica
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João Batista Junior

A seleção brasileira precisou de cinco sets para bater a Bélgica, pela Liga Mundial (fotos: FIVB)

A seleção brasileira precisou de cinco sets para bater a Bélgica, pela Liga Mundial (fotos: FIVB)

O Brasil teve de suar o uniforme mais do que o previsto para passar pela Bélgica, neste sábado, em Nancy (França). A seleção brasileira venceu por 3 sets a 2 (20-25, 25-23, 22-25, 25-23, 15-11), e garantiu vaga nas finais da Liga Mundial. Além do fato de o time estar numa fase em que a musculação prepondera nos treinamentos, o voleibol apresentado pela seleção brasileira pareceu fruto de uma certa acomodação coletiva e individual do time.

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Contra uma equipe que, no torneio, já havia disputado tie breaks contra França e EUA (vitória sobre os Bleus, derrota para os americanos), e que, com três vitórias em sete jogos, mantinha parcas chances de classificação às finais, a seleção relaxou perigosamente.

Os vice-campeões mundiais e olímpicos entraram em quadra certos de que só um desastre matemático os excluiria da semana decisiva da competição. Além disso, dos titulares na partida, só os centrais (Isac e Éder) ainda estão em disputa ferrenha por um lugar na Rio 2016 – bem fisicamente, convenhamos, é difícil que Bruno, Wallace, Lucarelli, Murilo e Serginho não estejam nas Olimpíadas.

Van Walle, da Bélgica, foi o maior pontuador do jogo

Van Walle, da Bélgica, foi o maior pontuador do jogo

O resultado dessa mistura foi uma virada de bola que demorou a mostrar serviço, um saque que, apesar do placar de 8 aces a 3, pareceu incomodar pouco a linha de passe adversária, um bloqueio que foi sobrepujado pelo rival (12 a 9 nesse quesito). O oposto belga Gert Van Walle, com 26 pontos, terminou com o maior pontuador da partida, enquanto Wallace, com 23, e Lucarelli, 21, foram os principais anotadores brasileiros.

Exceto por dois momentos de brilho no quarto set – um ataque de Maurício Souza pelo meio fundo e uma cortada de segunda de Lucarelli, no melhor estilo N’gapeth – o Brasil, que cometeu 29 erros contra 22 dos adversários, não empolgou.

A entrada de William no lugar de Bruno, ainda na metade do segundo set, não mudou o ritmo da partida. Nem seu entrosamento com Wallace e os centrais facilitou o trabalho da seleção brasileira.

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Outra mudança na equipe foi Douglas Souza disputando o tie break no lugar de Lucarelli: o jogador do Sesi – que luta, ao que parece, com Lipe e Maurício Borges para não ser o ponteiro cortado para as Olimpíadas – demonstrou fragilidade logo na primeira tentativa de passe e os belgas não hesitaram em sacar nele – mas a tática acabou não dando muito resultado, já que o time brasileiro compensou suas falhas na recepção.

Neste sábado, Murilo fez apenas sua segunda partida na Liga Mundial

Neste sábado, Murilo fez apenas sua segunda partida na Liga Mundial

O ponto positivo foi que Murilo, que só havia jogado na estreia, duas semanas atrás, contra o Irã, voltou ao time nesta partida. Poupado dos jogos na Sérvia por conta de uma leve lesão no músculo peitoral, o ponteiro foi devidamente testado. Foi o jogador mais visado pelo saque belga, de acordo com as estatísticas da FIVB, e terminou o confronto com 15 pontos anotados – dez no ataque (38,5%), um no bloqueio, quatro no saque.

No domingo, Brasil e França se enfrentam a partir das 13h, com transmissão do SporTV, no último compromisso das duas seleções na fase classificatória da Liga.

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Antigo problema, saque vira aliado na estreia tranquila do Brasil
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Carolina Canossa

Lucarelli fez três dos dez aces do Brasil e ainda foi decisivo no fim do jogo (Fotos: Divulgação/FIVB)

Lucarelli fez três dos dez aces do Brasil e ainda foi decisivo no fim do jogo (Fotos: Divulgação/FIVB)

A exemplo do que já havia ocorrido com as mulheres na semana passada, a seleção brasileira masculina de vôlei mostrou, nesta quinta-feira (16), um desempenho pra lá de convincente na Arena Carioca 1. Na estreia da Liga Mundial 2016, o time comandando por Bernardinho venceu o perigoso Irã em sets diretos, com parciais de 25-19, 25-16 e 28-26.

Repararam que Bernardinho manteve-se calmo praticamente o tempo inteiro? Não, não foi nenhuma mudança na postura do agitado treinador: com um voleibol redondo, o Brasil realmente não deu motivos para ele reclamar. E, ao contrário do que aconteceu com o time feminino, os homens não tiveram a facilidade de jogar contra um time sem suas principais estrelas, pois os ótimos Marouf e Mousavi (Seyed na camisa) estavam em quadra e foram bem anulados.

Bruno e Lucão: derrota em 2015 “acordou” o Brasil

Destaque para o saque brasileiro: forçado, flutuante, curto… enfim, uma enorme variedade pôde ser vista durante o confronto, para desespero da linha de passe persa. Em três sets, foram dez aces verde-amarelos (quatro de Lucão, três de Bruno e três de Lucarelli). Sem a bola na mão, Marouf não conseguiu acelerar o jogo, que ficou menos difícil.

Mousavi foi bem anulado pelo time brasileiro

Mousavi foi bem anulado pelo time brasileiro e só fez quatro pontos

Considerando-se que as dificuldades no saque foram um empecilho para o time nos últimos anos, esse dado é animador. Resta saber se esse alto nível será mantido nas próximas partidas, uma vez que o próprio técnico acredita que as deficiências no fundamento sejam um problema cultural (leia mais sobre o assunto aqui e aqui). É aguardar pra ver.

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Aproveitando-se do entrosamento adquirido há anos e reforçado esta temporada no Modena, Bruno usou e abusou das jogadas de ataque com Lucão, que terminou o jogo como o maior pontuador após colocar 17 bolas no chão. O levantador foi o melhor em quadra, com a curiosidade de ter feito mais pontos que Murilo e Maurício Souza – e olha que o ponteiro e o central tiveram atuações bastante razoáveis. Lucarelli também foi bem: além dos 16 pontos, chamou a responsabilidade no fim do terceiro set, quando fez três pontos seguidos e fechou o jogo. É para isso que ele está ali.

Em tese, o jogo contra a Argentina nesta sexta (17) será mais tranquilo. A ver como o Brasil se porta contra um time que toca muito na bola antes do grande desafio da semana, os Estados Unidos, na noite de sábado (18).
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