Em jogo emocionante, Sada Cruzeiro bate Sesi de novo e é hexa da Superliga
O Sesi lutou, se esforçou e fez todo o possível, mas não foi dessa vez que a hegemonia do Sada Cruzeiro no cenário brasileiro do vôlei masculino se encerrou. Diante de mais de 14 mil pessoas no tradicional ginásio do Mineirinho na manhã deste domingo (6), a equipe celeste bateu o time paulista por 3 sets a 2 em duelo emocionante, encerrado em 3 a 2 (parciais de 25-16, 17-25, 25-22, 23-25 e 22-20), faturado o sexto título da Superliga de sua história.
O resultado consolida a "freguesia" da equipe paulista diante dos comandados de Marcelo Mendez: em quatro jogos entre os times pela atual edição do torneio, foram quatro vitórias mineiras, incluindo na primeira partida da grande final, realizada no fim de semana passado no ginásio do Ibirapuera. Não bastasse isso, em janeiro o Sada derrotou o Sesi na decisão da Copa Brasil, que foi disputada no ginásio da Vila Leopoldina, casa do adversário – essas duas partidas decisivas também foram para o tie-break.
A nova taça também transforma o Sada no segundo maior campeão da história dos Campeonatos Brasileiros de vôlei, que começaram a ser disputados em 1976. Com o antigo Banespa (cinco títulos) superado, resta apenas um rival regional, o Minas (sete títulos) à frente. Além da Superliga recém-encerrada, outras duas conquistas cruzeirenses foram sobre o Sesi (2013/2014 e 2014/2015), que só conseguiu dar o troco na temporada 2010/2011.
Relembre o lance mais incrível da primeira partida da final da Superliga masculina
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Conquistar mais uma Superliga, porém, não foi nada fácil para o Sada Cruzeiro: em ascensão ao longo dos playoffs, o Sesi vendeu caro a taça. Depois de um primeiro set no qual foram massacrados pelos mineiros no saque, os comandados de Rubinho, ex-assistente técnico de Bernardinho na seleção masculina, mostraram outra postura a partir da segunda etapa. A linha de passe se acertou e o levantador William Arjona, antes impreciso, conseguiu explorar melhorar o potencial de seus atacantes, colocando de novo o Sesi na partida.
A exceção ficou por conta de Lipe. Maior pontuador do time vermelho no jogo do Ibirapuera, o ponteiro campeão olímpico esteve muito abaixo do seu normal nas três primeiras parciais, quando somou apenas três pontos. Ele, porém, apareceu no quarto set, sendo fundamental para que o Sesi prolongasse o jogo e, por pouco, não levasse a final para o super set, parcial extra de 25 pontos para definir o campeão que seria realizada em caso de vitória paulista neste domingo.
O que não faltou, aliás, foi emoção: o tie-break, encerrado somente em 22 a 20, teve quatro match points para cada lado. Valente, o Sesi conseguiu reverter um placar de 1-5 aberto pelo Sada logo no início do quinto set, mas pagou caro por um erro de passe de Murilo, que permitiu ao central Simon encerrar o campeonato com uma bola de xeque. A despeito da falha, ressalte-se a boa temporada feita pelo ex-ponteiro na nova função.
Em termos individuais, o destaque deste domingo vai para o oposto Evandro: além de ser uma importante opção de ataque para o levantador Nico Uriarte, suas passagens pelo saque no terceiro e no quarto set foram decisivas para o Sada se recuperar no terceiro set e virar o placar, o que quase ocorreu também na quarta etapa. Pelo lado do Sesi, o melhor em quadra foi Gustavão, jogador menos badalado do elenco titular da equipe: além de ter sido a bola de segurança de William, ele ainda comandou o bloqueio, um dos pontos altos do Sesi nesta final.
A final deste domingo ainda marcou a despedida do ponteiro cubano naturalizado brasileiro Yoandy Leal, que a partir da próxima temporada vai defender o Civitanova, da Itália. Nervoso no início do duelo, o atacante foi crescendo ao longo da partida e terminou o confronto exaltado pelos torcedores cruzeirenses, já saudosos de sua passagem de seis anos pela equipe azul.
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