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Saque pressiona, Fawcett brilha e Praia volta à final da Superliga feminina

Carolina Canossa

06/04/2018 22h49

Fawcett é abraçada pelas companheiras de Praia: americana teve ótima atuação (Foto: Divulgação)

Se falhou em momentos decisivos e ficou devendo no quarto jogo, Nicole Fawcett ressurgiu na noite desta sexta-feira (6) e foi o principal nome da classificação do Dentil/Praia Clube para a grande decisão da Superliga feminina de vôlei. Jogando em um ginásio abarrotado, a equipe de Uberlândia bateu o Vôlei Nestlé no último jogo da série melhor-de-cinco por 3 sets a 1, parciais de 18-25, 25-16, 25-19 e 25-21.

Responsável por 20 pontos, com 53% de aproveitamento no ataque, a oposta americana ainda fez estrago na recepção rival com seu saque viagem. Ao todo, foram três aces e diversos passes quebrados, dificultando a virada de bola de um Osasco abaixo da média e muito dependente de Tandara. Fawcett, aliás, não foi a única a conseguir uma boa sequência no fundamento, feito obtido também por Fabiana, Claudinha e Walewska em diferentes momentos do confronto.

Que o diga Angela Leyva… alvo principal do saque praiano, a jovem peruana acabou técnica e emocionalmente desestabilizada, fazendo uma partida muito ruim. Ficou evidente então um grande problema no elenco do Vôlei Nestlé: a falta de uma ponteira reserva de confiança. Sem alternativas no banco, o técnico Luizomar de Moura recorreu a Camila Brait, que está voltando às quadras depois de passar por uma cesárea, na tentativa de fazer a bola chegar em boas condições para as levantadoras Fabíola e Carol Albuquerque.

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O problema é que, estando na prática com duas líberos em quadra, o Vôlei Nestlé acabava sobrecarregando ainda mais Tandara. Melhor jogadora da atual Superliga, a oposta ainda conseguiu fazer 33 pontos, mas ficou claro que vôlei é um esporte coletivo e as individualidades possuem limites. Do outro lado, a levantadora Claudinha podia contar também com uma aguerrida Fernanda Garay e a experiência de Fabiana, para citar só dois nomes.

A vaga na final é um prêmio para a persistência no investimento dos dirigentes da equipe mineira e a competência do técnico Paulo Coco, auxiliar de José Roberto Guimarães na seleção feminina. Contratado para substituir Ricardo Picinin depois de uma boa temporada no Minas, onde há um ano esteve perto de derrubar a hegemonia do Sesc-RJ na Superliga, ele terá uma nova oportunidade reencontrando os rivais cariocas na grande final.  O confronto promete, já que, nos dois encontros na fase classificatória, houve uma vitória para cada lado (3 a 0 para o Praia no Rio e 3 a 2 pro Sesc em Uberlândia).

A final da Superliga feminina 17/18 será disputada pela primeira vez no formato de dois jogos com Golden Set em caso de uma vitória para cada lado, independente do placar. Isso significa que, se necessário, o título será decidido através da disputa de uma única parcial após o segundo jogo.

Por ter feito melhor campanha na fase classificatória, o Praia terá direito a jogar a partida decisiva em Uberlândia, no dia 22 de abril. O primeiro jogo da final será uma semana antes, no dia 15, no Rio de Janeiro.

Vale lembrar que Sesc e Praia decidiram a Superliga há dois anos, com vitória para os cariocas em partida única por 3 a 1. Esta foi a única aparição do time mineiro em uma final da competição, ao passo que o Sesc é o maior campeão do torneio, com 12 títulos e 14 finais consecutivas.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.