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Cinco pontos que explicam o bom momento do Dentil/Praia Clube na Superliga

Carolina Canossa

21/12/2017 06h00

Equipe mineira tem não só conquistado pontos, mas também jogado bem (Fotos: Divulgação)

Os 100% de aproveitamento em 12 jogos, com apenas dois sets perdidos, mostram que ao menos nesta primeira metade de Superliga o Dentil/Praia Clube tem feito jus ao alto investimento em elenco. A superioridade vai além dos números e as comandadas do técnico Paulo Coco tem mostrado um alto nível técnico em quadra, alimentando as esperanças dos torcedores que querem ver o fim da hegemonia Rio-Osasco no cenário nacional. Mas o que explica o bom momento da equipe de Uberlândia? O Saída de Rede aponta cinco fatores:

Comissão técnica

Paulo Coco pode não ser tão famoso quanto seu “mestre'' José Roberto Guimarães, de quem herdou a voz e os trejeitos, mas também exala competência. Sob o comando do técnico, o Praia deixou de ser apenas um apanhado de boas jogadoras, que começou a temporada rateando no Campeonato Mineiro, para virar o grande time do momento. Em poucas semanas, aspectos técnicos como o volume de jogo, subiram de rendimento, possibilitando às atletas ganhar confiança e embalarem na disputa. Um grande tabu, o de jamais ter vencido o Sesc-RJ, foi quebrado de maneira incontestável, com direito a um 3 a 0 na casa do adversário.

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Coletividade

As estatísticas individuais da Superliga ao término do primeiro turno da fase classificatória contavam com poucas aparições de atletas do Praia. Paradoxo? Na verdade, a melhor explicação é o equilíbrio. Ao contrário de anos anteriores, quando os bons resultados se baseavam na performance de jogadoras como a cubana Daymi Ramirez ou a americana Alix Klineman, desta vez não há um grande destaque. De uma maneira geral, todo mundo tem jogado bem, inclusive atletas que saem do banco, como a levantadora Ananda. Enquanto a oposta Nicole Fawcett ainda buscava a melhor forma física, Carla segurou as pontas no ataque, mostrando que o elenco mineiro vai além das atletas consideradas titulares.

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Equilíbrio emocional

A situação se repetiu diversas vezes nos últimos anos: mesmo vivendo um bom momento, bastava o Praia fazer um set ruim contra um adversário de renome para que uma espiral de negatividade se iniciasse. Erros bobos passavam e ser comuns e a sensação era que as atletas simplesmente se esqueciam como jogar. Mas pelo menos até agora isso não aconteceu. No jogo contra o Hinode Barueri, por exemplo, o time mineiro tomou um 22-25 na etapa inicial, mas nem houve tempo para o rival se empolgar, já que os sets seguintes terminaram em 25-16, 25-17 e 25-15.

Ataque potente

Nicole Fawcett, Fernanda Garay, Amanda, Walewska, Fabiana… todas as cinco opções de ataque da levantadora Claudinha estão indo bem nas ações ofensivas, o que torna a equipe do Praia bastante difícil de ser marcada pelos adversários. Isso, claro, só é possível graças a uma linha de passe que, apesar de ainda ter muita margem para melhora, está correspondendo aos desafios impostos pelos adversários.

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Centrais líderes

As meio de rede Walewska e Fabiana são dois ícones do voleibol brasileiro, mas por diversos motivos ainda não haviam conseguido, juntas, utilizar no Praia todo o potencial que possuem. Isto mudou nesta temporada, com ambas comandando suas passagens pela rede com efetividade, não só bloqueando bastante como também amortecendo muitas bolas para a defesa. A experiência delas ainda é importante para que o elenco se mantenha coeso (um dos pontos positivos do time atualmente) dentro e fora das quadras.

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Dizer se o Praia vai manter a boa fase e, consequentemente, chegar ao título seria um grande exercício de futurologia, até porque rivais como o Sesc e o Hinode Barueri devem contar com reforços oriundos do departamento médico nos jogos decisivos da competição. Por outro lado, fato é que o clube talvez nunca tenha sido tão favorito ao ponto mais alto do pódio, uma conquista que compensaria anos de investimentos constantes, algo raro no esporte olímpico brasileiro.

E você, o que acha? O que mais te chamou a atenção no Praia Clube até agora? Em sua opinião, o time vai manter a boa fase e conquistar o título?

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.