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Copa dos Campeões: sem clima de revanche, Brasil supera França na estreia

João Batista Junior

12/09/2017 03h16

Vitória sem susto para a seleção brasileira no início da Copa dos Campeões (fotos: FIVB)

A seleção brasileira masculina de vôlei começou a Copa dos Campeões com vitória sobre a França. Na madrugada desta terça-feira, em Nagoya, o Brasil bateu a equipe europeia por 3 sets a 0 (27-25, 27-25, 25-22) e largou bem na última competição entre seleções nesta temporada. O clima de revanche entre as equipes finalistas da última Liga Mundial, no entanto, não transpareceu, o que deve ter frustrado quem esperava uma carga emocional parecida com a daquela decisão de dois meses atrás. Grande parte da razão desse anticlímax recai sobre as duas ausências de peso no time francês: o central Kevin Le Roux, com o tornozelo lesionado, e, sobretudo, o tão provocativo quanto genial ponteiro Earvin N’gapeth, que jogou contundido no torneio continental.

É preciso lembrar, ainda, que os comandados de Laurent Tillie vinham de uma frustrante eliminação antes das quartas de final do Europeu para a Rep. Tcheca, duas semanas atrás, o que, por si só, já seria suficiente para colocar um ponto de interrogação sobre as possibilidades de conquista da França na Copa dos Campeões. Com os desfalques, então…

Contudo, se estava pouco cotada na disputa e encarava um adversário que parecia saber que a vitória era questão de tempo, a França conseguiu, ao menos, mostrar tenacidade: a despeito dos 23 erros que cometeu no duelo contra 14 do Brasil, o time obrigou os rivais a jogarem além do 25º ponto em dois ocasiões e perdeu o terceiro set por uma diferença pequena.

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O time dirigido pelo técnico Renan Dal Zotto entrou em quadra com Bruno, Wallace, Lucão, Mauricio Souza, Lucarelli, Mauricio Borges e o líbero Tiago Brendle – com Thales no banco, essa foi a única mudança em relação ao time titular que disputou a final da Liga Mundial em Curitiba diante da própria França.

Bruno levanta para Lucão: eficiência de 80% (fotos: FIVB)

Com o passe na mão, Bruno pôde começar a partida acionando os centrais – os atacantes de meio de rede corresponderam com um bom aproveitamento, principalmente Lucão, com oito pontos de ataque em dez tentativas – e liberando os atacantes das extremas aos poucos, bem ao seu estilo. A estratégia deu certo, mas crença de que a eficiência na virada de bola era o bastante fez com que a seleção levasse as duas primeiras parciais em banho-maria, e quase foi punida por isso.

Na reta final do primeiro set, um erro de combinação com Mauricio Souza e um ataque sem sucesso de Lucarelli pelo meio fundo (o ponteiro foi o maior pontuador do jogo, com 15 acertos no geral e com aproveitamento de 63% nas cortadas) trouxeram emoção desnecessária a uma parcial que estava controlada. Já no set seguinte, algumas boas passagens da França no saque fizeram com que o placar se mantivesse sempre parelho.

Os franceses foram para o terceiro set com duas modificações – o oposto Jean Patry e o ponta Thibault Rossard em lugar, respectivamente, de Stephen Boyer e Trevor Clevenot –, mas as mudanças não foram suficientes para prolongar a partida. Na força do bloqueio, fundamento em que marcou 11 pontos durante toda o jogo, a equipe verde-amarela liderou o marcador da parcial e garantiu sono tranquilo ao restante da noite do torcedor brasileiro.

O Brasil volta à quadra à 0h40 da quarta-feira para enfrentar a Itália. O canal da FIVB no YouTube transmite o jogo ao vivo.

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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