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Alternando show e coragem, Rexona-Sesc está de volta à final do Mundial de clubes

Carolina Canossa

13/05/2017 06h48

Jogadoras do Rexona comemoram classificação à final do Mundial (Fotos: Divulgação/FIVB)

Um time baixo e sem uma super atacante definidora pode estar entre os melhores do planeta? O Rexona-Sesc acaba de nos provar que sim. Na madrugada deste sábado (13), a equipe do técnico Bernardinho se classificou para a final do Mundial feminino de clubes, no Japão, ao bater o Volero Zurich por 3 sets a 1, parciais de 25-13, 25-16, 21-25 e 26-24.

É a volta das maiores campeãs da Superliga à decisão, algo que não acontecia desde 2013. O adversário, coincidentemente, será o mesmo: o VakifBank Istambul, da Turquia, que se classificou ao bater o atual campeão e rival regional Eczacibasi com um 25-20, 25-23, 23-25 e 25-22. A partida que define o dono do ponto mais alto do pódio está programada para 7h10 (horário de Brasília), deste domingo (14).

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Há quatro anos quem se deu melhor foi o time europeu, que conquistou o título em parciais diretas. Trata-se de mais uma oportunidade para o time carioca se livrar do incômodo de jamais ter sido ouro no torneio, algo que o arquirrival Vôlei Nestlé conseguiu em 2012 – além da equipe de Osasco, o Brasil foi campeão em 1991, com a Sadia, e em 1994, com o Leite Moça.

Com 17 pontos, Gabi foi a maior pontuadora da equipe brasileira

Duelo em dois atos

Quem se dispôs a acordar no meio da noite (ou nem dormir) não se arrependeu: o Rexona teve, nos dois primeiros sets, sua melhor atuação no Mundial e uma das melhores na temporada. Ciente de que só é possível passar pelos fortes clubes europeus com um bom saque, o time variou entre o chapado e o flutuante longo. O sistema defensivo agradeceu e o que se viu foi um show de bloqueios.

O Volero sentiu tanto a pressão que uma de suas principais atacantes, a cubana Carcaces, só foi pontuar no fundamento na metade da segunda etapa, quando o time perdia por 7-13. O aproveitamento nos contra-ataques por parte das brasileiras também estava lá em cima e o final da partida parecia apenas uma questão de tempo.

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A equipe suíça, porém, não se entregou. A brasileira Mari Paraíba, que havia entrado em sucesso no segundo set, arrumou o fundo de quadra suíço e, de quebra, passou a sacar muito bem. A azeri Mammadova e Carcaces seguiram a mesma pegada no serviço e, com viagens potentíssimos, deram uma cara totalmente diferente ao jogo. Confiante, a cubana passou a virar suas famosas diagonais e a americana Akinradewo, única que vinha mantendo a consistência na equipe, diminuiu o placar com um ataque pelo meio.

O Volero continuou no mesmo ritmo no quarto set e o tie-break se converteu em uma possibilidade real. Sem o mesmo nível de saque dos dois primeiros sets, o Rexona já não conseguia frear as rivais e suas atacantes ainda passaram a ter dificuldades na virada de bola. Em dado momento, a desvantagem era de 11-15.

Excelente bloqueio colocou Carcaces em dificuldades ; Rexona marcou 18 pontos no fundamento

Foi então que a coragem da equipe brasileira fez a diferença. Mesmo sem o passe A e com o bloqueio montado à frente, as atacantes viraram bolas importantes. O duelo voltou a ficar equilibrado e, após salvar um set point, o Rio conseguiu a vitória graças a uma substituição ousada da comissão técnica, que promoveu a inversão 5-1 mesmo sem ter usado nenhuma reserva até então. No saque, a levantadora Camila Adão fez um belíssimo trabalho, forçando Mari Paraíba a “quinar” e, na sequência, tirando o passe da mão da levantadora, o que ocasionou um erro de Carcaces. Fim de jogo e vaga na decisão assegurada.

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Outra montanha pela frente

Apesar da ótima apresentação deste sábado, o torcedor mais consciente do Rexona sabe que o time não é o favorito na final. Contando com estrelas mundiais do porte da chinesa Ting Zhu, da holandesa Lonneke Sloetjes, da americana Kimberly Hill e da sérvia Milena Rasic, o VakifBank tem sido o melhor time deste fim de temporada. Campeão europeu em abril, o clube turco mal tomou conhecimento do Rio no encontro das duas equipes ainda na fase de grupos e venceu por 3 sets a 1.

Sacar bem o tempo inteiro será fundamental para as brasileiras, assim como contar com um volume de jogo altíssimo no bloqueio e na defesa, qualidade já mostrada pelas comandadas de Bernardinho. Vencer a final é tarefa duríssima, mas não impossível para um time que já chegou mais longe que qualquer análise de elenco poderia supor.

O entrosamento é outro ponto positivo do Rexona, que manteve cinco jogadoras que estiveram naquela final de 2013: a levantadora Roberta (agora titular), a ponteira Gabi, as centrais Juciely e Carol e a líbero Fabi. Será que desta vez elas saem com a medalha de ouro no peito? Deixe a sua opinião nos comentários.

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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