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Taubaté capitaliza erros do Sesi e decide Superliga pela primeira vez
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João Batista Junior

Frustrado em duas semis, Taubaté é finalista desta Superliga (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Na primeira vez em que chegou às semifinais da Superliga, a Funvic/Taubaté foi eliminada pelo Sesi, na temporada 2014/2015, com duas partidas decididas em quatro sets. Na segunda vez, ano passado, o time do Vale do Paraíba caiu diante do Brasil Kirin num lance em que o central Deivid, no tie break do jogo desempate, tomou um cartão vermelho por pegar a placa errada para substituição. Mas, na noite de quinta-feira, em São Caetano do Sul, os tricampeões paulistas deram um passo adiante e conquistaram o bilhete para a decisão do campeonato nacional.

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A Funvic/Taubaté venceu o Sesi no jogo 4 por 3 sets a 1 (25-17, 25-19, 22-25, 25-22) e fechou o playoff em 3 a 1. Foi o terceiro grande triunfo do time do interior sobre a equipe da Vila Leopoldina nesta temporada: antes dessas semifinais, decidiram o Campeonato Paulista e a Copa Brasil, e os representantes do Vale do Paraíba levaram os dois troféus para casa.

Depois de duas partidas bem disputadas nesse mata-mata e definidas em cinco sets, o jogo que apontou o adversário do Sada Cruzeiro na decisão foi, tecnicamente falando, bem pobre, repleto de erros e pontuado pelo momento bisonho em que o central Riad, do Sesi, frustrado por ter tido seu bloqueio explorado por Lucarelli, rasgou a rede na reta final da segunda etapa.

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As duas equipes entraram em quadra dispostas a resolver seus problemas no saque, mas isso propiciou longas sequências de serviços errados. Nos dois primeiros sets, Taubaté, com uma virada de bola relativamente tranquila, conseguiu aproveitar as falhas dos anfitriões e ficou – a exemplo da partida anterior – a um set da classificação.

Distribuição de bolas de Raphael é um dos pontos altos do Taubaté

Nos dois sets seguintes, o sexteto sesista cresceu na força do bloqueio e também graças a um reforço que, há alguns dias, parecia improvável: Douglas Souza.

Retornando de uma lesão abdominal sofrida há pouco mais um mês, o ponteiro campeão olímpico foi acionado pelo técnico Marcos Pacheco e mostrou o quanto fez falta ao Sesi nessas semifinais.

Douglas entrou na partida no lugar de Murilo, durante o segundo set, e permaneceu em quadra nas parciais seguintes, em substituição a Fábio. Auxiliando a linha de passe e atacando com potência, ele terminou o jogo com 11 acertos e 55% de aproveitamento nas cortadas. Para comparar: Lucarelli, que jogou os quatro sets e foi eleito o melhor em quadra na votação pela internet, também obteve 11 anotações e pontuou em 45% das tentativas no ataque.

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O Sesi, na primeira metade do quarto set, abriu boa vantagem e fez crer que o duelo seguiria para o tie break. No entanto, o time paulistano esbarrou novamente nos erros (foram 38 ao todo contra 30 dos rivais) e a Funvic/Taubaté, com boa distribuição de bolas do levantador Raphael, virou a parcial definitiva, que valeu um lugar na final da Superliga.

A partida entre Sada Cruzeiro e Funvic/Taubaté será disputada no próximo dia 7, domingo, a partir das 10h, no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.


Melhor do mundo, Ting Zhu conquista a Europa com o VakifBank
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João Batista Junior

Gigante na seleção da China,Ting Zhu (5) se firma no VakifBank (fotos CEV)

Se já não bastasse conquistar a medalha de ouro na Rio 2016 como MVP do torneio olímpico feminino de vôlei, igualando seu feito da Copa do Mundo 2015, Ting Zhu repetiu a dose com o VakifBank na Liga dos Campeões feminina 2016/2017.

No domingo, em Treviso (Itália), em sua primeira temporada no voleibol europeu, a ponteira chinesa, de 22 anos de idade, conduziu a equipe turca ao terceiro título continental de sua história e ganhou o prêmio de melhor jogadora das finais – honraria que já coube, noutras temporadas, a jogadoras do naipe da italiana Francesca Piccinini, da sul-coreana Kim Yeon Koung e da russa Ekaterina Gamova.

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Depois de passar pelo Eczacibasi VitrA, sábado, nas semifinais, por 3 a 0, o VakifBank venceu o Imoco Volley Conegliano na final da Champions League também em sets diretos (parciais de 25-19, 25-13, 25-23), fechando uma campanha invicta de dez vitórias no torneio.

Optando jogar pelas pontas, a levantadora Naz Aydemir só acionou nove vezes as centrais Kübra Akman e Milena Rasic em toda a partida – total inferior a 10% do número de cortadas VakifBank na decisão. Mas o ataque da equipe turca não sentiu falta da primeira bola.

Veterana e novata levam Rexona ao 12º título da Superliga

Protegida na recepção pela líbero Örge e pela ponta norte-americana Kim Hill, Zhu jogou à vontade no ataque, assinalando 22 pontos contra o Conegliano, dez deles apenas no duro terceiro set.

Carrasco do Brasil nas Olimpíadas, Zhu computou 46 acertos nesse fim de semana do Final Four, sete a mais que a segunda pontuadora, Nataliya Goncharova, oposta do Dínamo Moscou. A MVP marcou 7,67 pontos por set, sendo a única atleta com média superior a cinco anotações por parcial nas finais, e teve um aproveitamento de 57% no ataque.

No jogo de bolas altas, melhor para o VakifBank, de Lonneke Slöetjes

Além de Zhu, as outras duas atacantes das extremidades da rede destacaram-se pelo VakifBank: a oposta Lonneke Slöetjes teve 48% de rendimento no ataque, assinalando 14 pontos no total, enquanto Hill, pela entrada, marcou 11 pontos, sendo nove em cortadas.

Drussyla agradece a chance e diz: “Sempre sonhei com essa oportunidade”

Atual campeão italiano, o Imoco Volley se classificou direto da fase de grupos direto para o Final Four, com o carimbo de “representante da cidade sede” a viagem de trem entre Conegliano e Treviso dura menos de 20 minutos, informa o Google. Na disputa contra o VakifBank, o sistema defensivo anfitrião perdeu a batalha contra as atacantes rivais, e o passe, por sua vez, também não ajudou muito a levantadora polonesa Skorupa.

Só no terceiro set, quando Ortolani foi para a saída de rede e Carolina Costagrande começou a parcial em quadra – atuando como ponteira – foi que o Conegliano conseguiu  equilibrar as ações e ameaçou estender a partida. Mas, na reta final, o time falhou no contra-ataque e teve de se contentar com o vice-campeonato.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc

O terceiro lugar da competição ficou com o Eczacibasi VitrA, que não pôde contar com Thaisa, afastada do restante da temporada por lesão. As campeãs mundiais do ano passado bateram o Dínamo Moscou por 3 sets a 1 (25-19, 19-25, 25-23, 25-22).


Veterana e novata levam Rexona ao 12º título na Superliga
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João Batista Junior

O Rexona precisou de cinco sets conquitar a Superliga (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Melhor campanha da fase classificatória e sobrevivente de uma semifinal enfartante contra o Minas, o Rexona-Sesc levantou a Superliga feminina, neste domingo, com a força de seu trabalho coletivo – fator característico da equipe durante toda a competição. Mas, na vitória sobre o Vôlei Nestlé, neste domingo, no Rio, por 3 sets a 2 (25-19, 22-25, 25-22, 18-25, 15-6), além da boa relação bloqueio e defesa, da distribuição de bolas no ataque e da paciência para esperar pelo erro adversário, virtudes que acompanharam as cariocas por todo o campeonato, registrem-se também atuação da ponteira Drussyla e da central Juciely. De quebra, foi o décimo título nacional para a líbero Fabi e a ponteira reserva Regiane.

Osasco, há cinco anos sem conquistar a Superliga, valorizou a vitória do Rio e, por consequência, o clássico. O time paulista oscilou bastante durante a fase classificatória, mas cresceu no mata-matas e levou a partida final até o quinto set, quando não suportou a pressão do voleibol do Rio.

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Juciely (primeiro plano) foi o nome do jogo no tie break

Se Gabi foi a principal jogadora do Rexona na campanha e nos playoffs, Drussyla foi a mão mais segura do ataque carioca na decisão. A mais jovem das titulares em quadra, a ponteira começou a partida caçada pelo saque osasquense, mas permaneceu no jogo e mostrou coragem e eficiência nas cortadas. Quando a vitória carioca no tie break estava estabelecida, com 12-5 no placar, errou um passe mas definiu no ataque contra um triplo. Ela e Monique foram o desafogo de Roberta nas horas mais difíceis da partida.

Vale salientar a importância de Drussyla não apenas no duelo deste domingo, mas também nas semifinais, quando assumiu a titularidade no lugar da holandesa Anne Buijs e ajudou a equipe naquela difícil empreitada contra o Camponesa/Minas, marcando 38 pontos na soma das duas últimas partidas.

Juciely, de 36 anos, numa partida de cinco sets, foi bem nas primeiras parciais e destruidora no tie break. Quando o placar do quinto set apontava 9 a 3, a meio de rede havia assinalado nada menos que seis pontos só na parcial.

Sada está na 7ª final consecutiva de Superliga

Tandara encara bloqueio do Rexona

Tandara, como se esperava, foi a melhor atacante do Vôlei Nestlé, mas o sistema defensivo do Rexona tratou diminuir o estrago que ela poderia provocar e ainda anulou as demais opções de ataque do Osasco: as sérvias Malesevic e Bjelica começaram a partida como titulares, mas deram lugar a Gabi e Paula Borgo, enquanto o passe quebrado não deu muita chance para Dani Lins jogar com o meio.

Osasco completa cinco anos sem conquistar a Superliga. A Unilever, por outro lado, se despede da Superliga com mais um troféu: a parceria da multinacional com o Rio durou 20 anos, rendeu 12 títulos nacionais e chegará ao fim daqui a três semanas, no Mundial de Clubes de Kobe.

Sesi ganha sobrevida nas semifinais da Superliga

Arbitragem
É desagradável gastar tempo falando sobre arbitragem, mas, mais uma vez, é necessário. Como se já não houvesse provas suficientes para defender a adoção do vídeo check na Superliga, os árbitros cometeram dois erros importantes que influenciaram na definição das duas primeiras parciais –
ainda apareceram no quarto set.

No primeiro set, com 15 a 15 no marcador, não foi anotado um desvio no bloqueio carioca num ataque de Bia. A partir dali, a rede do Osasco encalhou e o Rexona-Sesc abriu margem decisiva no placar da parcial.

Já na segunda etapa, com 22 a 22, Gabi, do Vôlei Nestlé, não conseguiu explorar o bloqueio adversário, mas o ponto foi anotado a seu favor mesmo assim. Houve alguma polêmica sobre ter havido um toque do Rexona na rede ou não, mas a anotação foi, mesmo, o de desvio no bloqueio.

Um otimista talvez prefira dizer que o árbitro não influenciou no resultado, o que não deixa de ser verdade. Mas é preciso acentuar que, numa temporada em que houve tanto clamor pela revisão de vídeo nos jogos, a final feminina não fugiu à regra das queixas contra as decisões dos árbitros.


Fair play, Theo e Rafa dão sobrevida ao Sesi nas semifinais da Superliga
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João Batista Junior

Lucas Lóh (5): fair play em momento decisivo (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Numa semana em que um gesto de fair play do zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, levantou debates sobre ética no esporte, uma atitude semelhante marcou a vitória do Sesi, fora de casa, na noite desta sexta-feira, sobre a Funvic/Taubaté.

No jogo 3 das semifinais da Superliga, o placar do primeiro set apontava 34 a 33 para o time local, quando uma cortada dos visitantes caiu além da quadra adversária. Ao mesmo tempo em que a bola viajava, Lucas Lóh tocou na rede na descida do bloqueio. Os sesistas reclamaram, o árbitro ficou na dúvida, mas o ponteiro encerrou qualquer discussão acusando o toque.

O set prosseguiu e o Sesi venceu por 37 a 35, com 41 minutos de duração – o mais longo do campeonato. Taubaté, mais adiante, chegou a virar para 2 a 1, mas foi batido por 3 sets a 2 (37-35, 21-25, 19-25, 25-21, 15-10).

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É meramente matemático dizer que o ponto possivelmente evitado por Lóh fecharia o set e, pela marcha do placar, poderia ter levado o jogo a um 3-0 em favor da Funvic. Contudo, antes que culpem a honestidade do jogador pelo revés na parcial e que ponham em xeque uma atitude altamente desportiva num jogo de campeonato profissional, é preciso lembrar que (1) o erro dele não foi ter se acusado, mas, sim, ter tocado na rede e, sobretudo, (2) os anfitriões, muito antes desse lance, tinham a parcial completamente na mão.

O Sesi estava perdendo o primeiro set por 20 a 15 e, depois, por 24 a 21. Foi quando Raphael, tendo a opção de Lucarelli pela entrada de rede, acionou duas vezes Wallace pelo fundo de quadra, e o oposto não conseguiu pôr a bola no chão. Essa escolha equivocada do levantador no momento crucial explica melhor a derrota do time da casa num set praticamente ganho do que um lance em que a equipe poderia ter levado vantagem num momento de dúvida do árbitro.

Rio x Osasco: relembre cinco protagonistas em decisões de Superliga

Já a virada do sexteto da Vila Leopoldina no jogo, essa, sim, tem muito mais a ver com os méritos da equipe vencedora do que com equívocos dos vencidos.

Destaque na vitória do Sesi, Theo encara o bloqueio duplo

Com a corda no pescoço e a um set da eliminação, o técnico Marcos Pacheco colocou o ponteiro Fábio e o levantador Rafael, respectivamente, no lugar de Vaccari e de Bruno. As mudanças surtiram efeito: a defesa do Sesi, que não estava conseguindo parar as cortadas dos rivais, melhorou e o ataque, com outro armador, ganhou novo ritmo.

Mas, sobretudo, se o Sesi conseguiu vencer no Ginásio do Abaeté pela primeira vez nesta temporada, o nome de Theo é o que deve ser gravado como o do melhor da partida (aliás, ele foi, mesmo, escolhido o melhor do jogo na votação pela internet).

Mais do que os 31 pontos que marcou, com direito a dois aces, três no bloqueio e pouco mais de 50% de aproveitamento no ataque, o oposto do Sesi participou até da linha de recepção do time. Quando Taubaté distribuía pancadas no saque e vencia os passadores sesistas, Theo virou o quarto homem no passe e, em determinado momento, chegou até a recepcionar o serviço e pontuar no ataque pela entrada de rede.

A série prossegue na próxima quinta-feira. O jogo 4 será em São Caetano do Sul. Já o jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será na noite deste sábado, em Contagem (MG), às 21h30.


Rio x Osasco: relembre cinco protagonistas em decisões de Superliga
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João Batista Junior

Mari foi um dos destaques do Osasco (imagem: UOL)

Quando Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé entrarem em quadra na manhã do domingo, será a 11ª vez que Rio e Osasco decidem a Superliga feminina. Da temporada 2004/2005 para cá, só em duas ocasiões a final do campeonato nacional não foi disputada entre as duas equipes. A vantagem na contabilidade desse duelo é carioca, com sete títulos contra três das osasquenses.

A dois dias de mais uma final na história do clássico do voleibol brasileiro, o Saída de Rede relembra cinco jogadoras que se destacaram nas partidas decisivas entre Rio e Osasco.

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Mari
Num tempo em que a final do campeonato não era em jogo único, mas em melhor de cinco, Mari foi um dos grandes nomes do Finasa/Osasco na conquista do troféu da temporada 2004/2005. A equipe contava com Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Arlene, Valeskinha, Érika e era dirigida por José Roberto Guimarães. A MVP do Grand Prix 2008, que mais tarde migraria para a entrada de rede, ainda atuava como oposta.

No playoff decisivo diante do Rexona – que tinha Fernanda Venturini, Leila, Sassá, Jaqueline, Fabiana –, o time paulista abriu 1 a 0 na série, com uma vitória por 3 a 2 no Rio. No jogo 2, em Osasco, partida que deixou o time da casa muito perto da conquista, Mari protagonizou um lance dos mais polêmicos: com 18 a 17 para as visitantes no tie break, ela atacou para fora uma bola pela entrada de rede. Enquanto o segundo árbitro marcou ponto para o time carioca, o primeiro refutou a anotação de seu colega de arbitragem e deu desvio no bloqueio.

“Pedradas” da sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final

As reclamações do Rexona, como se supõe, foram veementes, mas o jogo prosseguiu e set acabou com 25-23 para Osasco, com Mari sendo eleita a melhor jogadora em quadra.

A disputa acabou no jogo 3, com uma fácil vitória osasquense por 3 a 0 no Ginásio Caio Martins, em Niterói.

Ao lado de Gabi, Fofão exibe medalha do decacampeonato do Rexona (Alexandre Arruda/CBV)

Fofão
A longeva carreira de Fofão terminou em maio de 2015, com 44 anos de idade, no Mundial feminino de Clubes, em Zurique. Sua despedida das quadras brasileiras, no entanto, ocorreu algumas semanas antes, como campeã da Superliga.

Líder com folga na fase classificatória, tudo levava a crer que o Rexona-AdeS não deixaria escapar o decacampeonato nacional naquele ano. Embora não tivesse encontrado uma oposta confiável em toda a campanha, o time contava com a distribuição de bolas e a qualidade no levantamento de Fofão.

Gabi e Drussyla: prontas para serem protagonistas na final da Superliga

A decisão em jogo único foi disputada na Arena da Barra (o mesmo palco da final deste domingo, agora rebatizada como “Jeunesse Arena”), no Rio. Além da tradição e rivalidade de cariocas e osasquenses, havia em jogo um duelo particular: pelo segundo ano consecutivo, as levantadoras campeãs olímpicas como titulares da seleção, Fofão (2008) e Dani Lins (2012), se enfrentavam na final. E, assim como em 2014 (ano em que Dani defendia o Sesi), foi a medalhista de ouro de Pequim quem levou a melhor.

O time da casa atropelou o Osasco (então, Molico/Nestlé) e venceu por 3 a 0, em pouco mais de uma hora e meia de partida. E Fofão, capitã da equipe, encerrou sua história nas Superligas levantando o troféu da temporada 2014/2015.

Hooker brilhou no título do Osasco, na temporada 2011/12 (João Pires/Vipcomm)

Destinee Hooker
Principal atacante da Seleção dos EUA em todo o ciclo olímpico para Londres 2012, a oposta Destinee Hooker atuou pelo Osasco (então, Sollys/Nestlé) na temporada 2011/2012 da Superliga. Foi uma passagem rápida e vitoriosa pela equipe paulista.

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Jogadora mais eficiente no ataque em toda a competição, Hooker brilhou na final do campeonato. Em pleno Maracanãzinho, a norte-americana não deu chance à defesa da Unilever e anotou 20 pontos, com mais de 50% de aproveitamento nas cortadas. O jogo durou menos de 1h20 e terminou com 3 a 0 para Osasco. Como curiosidade, vale dizer que esse foi o último jogo de Fernanda Venturini, que jogava no time do Rio, no voleibol.

Sarah Pavan foi bicampeã da Superliga pela Unilever (Reprodução/internet)

Sarah Pavan
Se o Osasco levantou o troféu em 2012 com uma oposta dos Estados Unidos, na temporada 2012/2013, foi a vez de a Unilever buscar reforço na América do Norte. Vinda de uma boa passagem no voleibol italiano, a oposta canadense Sarah Pavan (que disputou as Olimpíadas do Rio 2016 no vôlei de praia) correspondeu às expectativas do torcedor carioca.

A decisão daquele ano, que tinha gosto de revanche para o time comandando por Bernardinho, foi em São Paulo, no Ibirapuera. O Sollys/Nestlé tinha várias jogadoras da seleção campeã de Londres 2012 (Fernanda Garay, Sheilla, Adenizia, Thaisa e Jaqueline) e chegou a abrir 2 a 0. Contudo, uma reação rápida e furiosa devolveu à Unilever o trono do vôlei feminino brasileiro – e, até aqui, não o perdeu mais, conquistando ainda os outros três nacionais disputados desde então.

Terceira pontuadora daquele campeonato, Pavan marcou 22 pontos na partida e brilhou junto com Natália. No ano seguinte, mesmo sem se destacar tanto na final, a canadense se despediu da torcida do Brasil com uma vitória sobre o Sesi e mais um título na conta do clube carioca.

Natália já se destacou pelos dois lados do clássico (divulgação; FIVB)

Natália
Não é estranho encontrar jogadoras no vôlei brasileiro que contabilizem passagens tanto pelo Rio quanto pelo Osasco. Também não é raro notar campeãs pelas duas equipes. Mas destaque, mesmo, em finais pelos dois lados, talvez só Natália.

Jogadora a jogadora, quem leva a melhor no Rexona x Vôlei Nestlé?

Na decisão da temporada 2009/2010, um famoso cartão amarelo no terceiro set despertou uma gigantesca Natália, na partida entre Sollys/Osasco e Unilever, no Ibirapuera. Jogando na saída de rede, a atacante marcou 28 pontos e foi a maior anotadora na vitória osasquense por 3 sets a 2.

Já na final da temporada 2012/2013, a mesma em que Sarah Pavan foi destaque, Natália também assinalou 22 pontos e ajudou a Unilever a levantar o título. Foi sua primeira grande atuação desde as duas cirurgias na perna, em 2011, para retirar um tumor.

Sua recuperação total só se confirmou na temporada 2014/2015, quando foi a principal atacante do Rexona-AdeS no título conquistado sobre o Osasco – confronto que rendeu o último troféu a Fofão. Natália, na ocasião, obteve 16 acertos e foi a pontuadora máxima da peleja.

E em 2017, quem você acha que será protagonista no clássico?


De volta ao vôlei, Cimed faz investimento de R$ 10 mi e parceria com a CBV
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Carolina Canossa

Hoje técnico da seleção masculina, Renan comandou o projeto da Cimed em Florianópolis (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)

Numa época em que as vacas emagreceram bastante no esporte olímpico brasileiro, e que atletas e entidades se queixam da queda brusca de investimentos, o voleibol nacional encontrou um parceiro de peso na iniciativa privada. Ou melhor, reencontrou.

Trata-se do Grupo Cimed, que até as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, pretende investir R$ 10 milhões na modalidade. O montante inclui também o valor que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) receberá da empresa do ramo farmacêutico em uma parceria que substitui a recém-encerrada união com a Nivea.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc

Jogadora a jogadora, quem leva a melhor na final da Superliga: Rexona ou Vôlei Nestlé?

“A Cimed é um parceiro que vai fornecer toda a parte de suplementos e remédios para todas as seleções em Saquarema, da base ao adulto”, afirma o diretor comercial e de marketing da CBV, Douglas Jorge. “A gente está fechado com eles para todos os eventos de quadra e acertando para a praia. Assim, eles vão pegar o guarda-chuva completo”, explicou o dirigente.

Entre as temporadas 2005/2006 e 2011/2012, a Cimed patrocinou a equipe mais premiada do vôlei masculino do Brasil naquele período. O time de Florianópolis, que na primeira metade do projeto teve como técnico e dirigente Renan Dal Zotto (treinador da seleção masculina desde janeiro), conquistou quatro Superligas e o Sul-Americano de Clubes de 2009. Dentre os atletas que passaram por aquela equipe estão os campeões olímpicos Bruno e Lucão, além dos medalhistas de prata Sidão e Thiago Alves.

Afastada da modalidade desde então, a empresa já havia dado sinais de que estaria novamente interessada no vôlei em fevereiro, quando fechou um acordo para estampar sua marca nas camisas de líbero, backdrops e placas de quadra do Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro e tricampeão mundial. Para a CBV, o retorno ajuda a minimizar parte da perda do aporte financeiro oriundo de seu maior patrocinador, o Banco do Brasil.

Levantador Bruno engrenou na carreira jogando pela Cimed (Foto: Divulgação/CBV)

“Com relação aos nossos patrocínios, apesar de sofrermos uma redução de valores com nosso principal apoiador (o Banco do Brasil), conseguimos manter um plano até Tóquio 2020. Não diria que estamos em uma posição confortável, mas realmente vamos conseguir ter um projeto para brigar por medalhas”, garantiu Douglas Jorge, obedecendo à política da CBV, não diz o valor injetado na confederação pelos patrocinadores.

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Além da Cimed, a CBV terá como parceiros, até 2020, Gatorade, Mikasa, Asics e, apesar da redução dos valores, o Banco do Brasil. A Gol tem contrato com a entidade até 2018. Já a Delta e a Sky, cujos contratos vencem neste ano, podem renová-los com a confederação até 2019. E o rol dos patrocinadores não deve parar por aí.

“Ainda temos uma cota livre, que são os ‘naming rights’ da Superliga, algo que conseguimos retomar agora e que antes não podíamos usar devido a contratos com TV”, afirmou Douglas Jorge. “Assim que vendermos, vamos fazer várias benfeitorias na Superliga”, prometeu o dirigente.

* Colaborou João Batista Jr.


No melhor jogo da semifinal, Taubaté amplia vantagem sobre Sesi
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João Batista Junior

Wallace supera bloqueio do Sesi na vitória do Taubaté (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

A segunda rodada das semifinais da Superliga masculina chega ao fim com as duas melhores campanhas da fase classificatória abrindo 2 a 0. Se o Sada Cruzeiro, na quinta-feira, precisou controlar os nervos para superar o Brasil Kirin, a Funvic/Taubaté, na noite do sábado, venceu o Sesi numa partida que teve intensidade e polêmica como ingredientes.

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Os tricampeões paulistas bateram a equipe da Vila Leopoldina por 3 sets a 2, em parciais de 25-23, 21-25, 18-25, 25-19, 15-13. O jogo foi disputado no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, porque a Vila Leopoldina tem capacidade de público inferior à mínima exigida pela CBV, que é de 2 mil pessoas.

O duelo não teve longos ralis, mas isso não significa que a partida não tenha sido de boa qualidade, tecnicamente falando. Se as defesas não tiveram vez, a culpa foi dos atacantes: eficientes, os dois times foram bem nas cortadas, com 56% de aproveitamento para o Sesi contra 51% do Taubaté nesse quesito. Pensando ainda que o saque, em vários momentos, foi uma arma eficaz para os dois sextetos, dá para avaliar que esse foi, até aqui, o melhor jogo das semifinais da Superliga masculina. Conquistou a vitória o lado que cometeu menos erros (33 para o time do interior contra 42 da equipe da capital) e que, sobretudo, teve maior repertório de jogadas nas extremidades da rede.

Campeão mundial dá adeus às quadras

Quando teve o passe na mão, Raphael, do Taubaté, fez uma distribuição bem generosa. Para driblar o sistema defensivo rival, o armador ora optava pela entrada, ora pela saída de rede: o ponta Lucarelli e o oposto Wallace foram acionados, respectivamente, em 27 e 26 ocasiões, perfazendo juntos 53 das 89 cortadas efetuadas por sua equipe.

Sesi precisa quebrar escrita em Taubaté para seguir vivo nas semifinais

Por sua vez, Bruno, que deve ter sentido falta de Douglas Souza – fora de combate já há algumas semanas, como o SdR trouxe em primeira mão –, levantou 40% das bolas para o oposto Théo, e, quando o passe chegava redondo, procurava os centrais Lucão e Riad. A bola de primeiro tempo é uma das especialidades do levantador da seleção, mas foi uma delas, no quinto set, quando Lucão foi bloqueado por Otávio, que deixou o Sesi em maus lençóis, com desvantagem de 8 a 5 no placar.

Antes do tie break, porém, um erro da arbitragem gerou muita reclamação por parte dos anfitriões.

Minas perdoa demais e empurra “operário” Rexona para mais uma final

No quarto set, com 8 a 6 para Taubaté, Wallace sacou para fora, mas o lance ganhou anotação de ace. Os sesistas reclamaram bastante – o técnico Marcos Pacheco e o líbero Serginho eram os mais exaltados. Vale ressaltar, contudo, que, no primeiro set, com 14 a 12 para os visitantes, a situação foi inversa, com um saque errado de Bruno sendo marcado como bola dentro. A drástica diferença é que o levantador não foi além do serviço seguinte, enquanto o oposto permaneceu distribuindo pancadas no saque até sua equipe chegar a 11 a 6 no placar.

Personificados no mesmo fiscal de linha em ambas as oportunidades, os dois erros mostram, mais uma vez, que o voleibol de alto nível precisa da revisão de vídeo. O fato de cada uma das equipes haver conquistado um ponto indevido mostra que não houve dolo ou má-fé dos árbitros, mas o auxílio eletrônico teria evitado a polêmica.

A próxima partida será disputada na sexta-feira que vem, em Taubaté. Nesta temporada, juntando Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, a Funvic/Taubaté venceu o Sesi nas quatro partidas que disputou em casa. Se mantiver a escrita, fecha a série. O jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será no sábado, em Contagem (MG).


Brasil Kirin tira sossego do rival, mas Sada Cruzeiro segue firme
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João Batista Junior

Cruzeiro venceu Brasil Kirin e está a uma vitória da final (fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Poucas vezes, nesta temporada da Superliga, o Sada Cruzeiro foi realmente testado ou fustigado. A única derrota da equipe ocorreu em Taubaté, quando o primeiro lugar da fase classificatória já estava assegurado e o sexteto que entrou em quadra mesclava reservas e atletas ainda das categorias de base. No mais, foram 25 vitórias, 18 delas em sets direitos, com flagrante superioridade técnica sobre a concorrência e raras partidas decididas com algum suspense.

Hooker de volta à seleção dos EUA? “É muito cedo para falar algo”, diz Kiraly

Dentro desse panorama, a recompensa ao esforço do Brasil Kirin, no segundo jogo da série semifinal, foi levar o confronto até o quarto set e, ao menos, tirar os multicampeões do sossego. É pouco para quem precisa vencer três vezes para chegar à final do campeonato, mas é o que o time, que perdeu titulares da temporada passada (Wallace Martins, Demián González e Lucas Lóh), pode fazer.

O Cruzeiro venceu o duelo da noite de quinta-feira, em Campinas, por 3 sets a 1, em parciais de 25-21, 25-19, 21-25, 25-22. A série agora está 2 jogos a 0 e basta uma vitória para que os mineiros cheguem à sétima final consecutiva na competição.

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A partida parecia cumprir um roteiro já bem conhecido: graças a uma virada de bola eficiente e a uma relação bloqueio e defesa que irrita qualquer adversário, o Sada Cruzeiro abriu 2 sets a 0 no placar. Para variar, Leal, que terminou o jogo com 18 pontos no total e aproveitamento de 57% no ataque, comandava a equipe. O ponteiro, no entanto, não brilhava sozinho, já que os centrais Isac e, principalmente, Simón também se destacavam nas cortadas.

Era uma vitória que parecia bem encaminhada, mas o jogo tomou novo rumo quando o Brasil Kirin ganhou o terceiro set.

Bruno Temponi deu trabalho ao bloqueio do Cruzeiro

Se o oposto Rivaldo não estava numa de suas melhores jornadas, os ponteiros Diogo e Bruno Temponi estavam. Com boa atuação no ataque, os titulares da entrada de rede assinalaram 32 pontos para o Brasil Kirin. O saque campineiro passou a perturbar a recepção adversária e William precisou se acostumar rapidamente a jogar sem o passe na mão.

Incomodado com a reação da equipe dirigida pelo técnico Horácio Dileo e vendo a possibilidade de jogar um tie break diante de um rival embalado pela torcida, o Sada Cruzeiro demonstrou nervosismo incomum na quarta parcial, refletido em dois momentos.

Primeiro, logo no início do set, Evandro foi substituído por Alan e discutiu com o técnico Marcelo Mendez, que lhe cobrava por um erro no lance anterior. Depois, na reta final do set, os suplentes mineiros correram para a quadra (!), apontando ao árbitro que a marca da bola no piso indicava um ataque para fora de Diogo.

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O Brasil Kirin, que chegou a estar quatro pontos atrás no marcador da parcial, igualou o placar em 22 a 22, mas sucumbiu. As esperanças da equipe de Campinas no jogo (e talvez na série) acabaram em 50 segundos, que foi o tempo suficiente para Rivaldo errar um saque e o bloqueio do time celeste pontuar duas vezes.

A terceira partida será disputada no próximo sábado, 22, em Contagem (MG), a partir das 21h30. O jogo 2 da outra semifinal, entre Sesi e Funvic/Taubaté, será às 21h30 deste sábado.


Time de Zé Roberto cumpre seu papel e sobe à primeira divisão
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João Batista Junior

Com o Barueri, Zé Roberto volta à Superliga A (foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)

Formado por José Roberto Guimarães para disputar e vencer a Superliga B feminina, o Hinode/Barueri cumpriu seu dever com louvor. O time dispunha no elenco de jogadoras com passagem por grandes clubes do país, como a levantadora Ana Cristina, as ponteiras Érika e Suelle, a central Fê Ísis, a líbero Dani Terra: sob o comando do técnico da seleção brasileira, a equipe venceu as nove partidas que disputou na competição, perdendo apenas dois sets em todo o campeonato, e levantou o título.

Apesar de contar com um elenco claramente superior aos adversários, técnico e jogadoras do Hinode fizeram questão de ressaltar que o bom resultado só veio depois de muito trabalho. “As pessoas acham que não, mas seis meses é pouco para fazer um projeto como esse, juntar jogadoras que não se conhecem. Mas tivemos um propósito, o seguimos à risca e, agora, a sensação é de dever cumprido”, destacou a ponteira Suelle, principal definidora da equipe de Zé Roberto na final.

Suelle investe contra bloqueio do Curitibano (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Questionado sobre tamanha cobrança, o treinador deixou claro o pensamento que o levou tão longe na carreira – Zé Roberto é o único treinador campeão olímpico nos dois naipes, masculino e feminino. “Temos que pensar que a régua sobe sempre e elas sabiam da responsabilidade”, afirmou o técnico, que lembrou que o Barueri, informalmente, encarou alguns times que estão na elite do voleibol brasileiro. “Conseguimos fazer alguns amistosos antes, como contra São Caetano, por exemplo, e jogamos de igual pra igual. Foi uma satisfação muito grande, pois jogamos em um nível legal e com seriedade”, observou.

Será a estreia do Barueri na Superliga e também o retorno do Zé Roberto à divisão de elite do voleibol nacional. O último trabalho do treinador no torneio foi na temporada 2013/2014, quando chegou às semifinais com o Vôlei Amil/Campinas.

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Na noite desta segunda-feira, o Barueri venceu em casa o BRH-Sulflex/Curitibano por 3 sets a 0 (25-10, 25-11, 25-20). No o jogo único da final da divisão de acesso, a diferença matemática das parciais (as duas primeiras, principalmente) estabeleceu a distância entre a primeira e a última colocadas da fase de classificação do torneio.

A equipe paranaense tem como maiores destaques a meio de rede Valeskinha, ouro em Pequim 2008, o técnico Jorge Edson, central reserva no time campeão olímpica em Barcelona 1992, e a diretora Cristina Pirv, ex-jogadora. Com várias atletas jovens no plantel, o time perdeu todos os jogos da primeira fase, passou na sétima posição, mas cresceu no playoffs e chegou à final – o limite para qualquer um dos seis rivais do Barueri.

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Público de gente grande intimida rivais
Mais do que o ocorrido dentro da quadra, chamou atenção o público presente no ginásio José Côrrea: cinco mil pessoas, número de fazer inveja à Superliga A e até mesmo a alguns times do Campeonato Paulista de futebol. “Eu sabia do potencial desta cidade. Vivo aqui e sei como o público recebe esse tipo de iniciativa. Era uma questão de começar”, destacou Zé Roberto.

Capitã e principal atleta do Curitibano, a central Valeskinha confessou que suas companheiras de equipe se sentiram intimidadas em tal cenário. “As jogadoras mais jovens sentiram a final, então não conseguimos jogar e nem mostrar o que sabemos fazer”, avaliou a campeã olímpica.

Valeskinha: “Precisamos ter orgulho de onde chegamos”

Apesar da contundente derrota, o clima na equipe paranaense era de comemoração após a partida, com muitos sorrisos e poses para fotos. “Não é porque perdemos que tínhamos que ficar chorando. Precisamos ter orgulho de onde chegamos, mas sempre querendo mais e mais”, comentou Valeskinha, lembrando que o time do Paraná teve seu elenco formado às pressas e só começou efetivamente a treinar para a Superliga B duas semanas antes do início da competição.

O Curitibano ainda tem uma chance para figurar na Superliga A da temporada que vem. Para isso, a equipe precisa disputar a Taça Ouro, seletiva promovida pela CBV, que contará com as duas últimas colocadas da Superliga 2016/2017, Sesi e Renata Valinhos/Country, e será aberto a todas as equipes que disputaram a Superliga B. A data e o local ainda serão divulgados, mas é provável que o torneio seja realizado em agosto.

Colaborou Carolina Canossa, em Barueri

*Atualizado às 10h15 de 11/04


Enquanto Minas coloca hegemonia do Rexona em xeque, Tandara sepulta Praia
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João Batista Junior

Tandara brilhou nas semifinais contra o Praia (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O Vôlei Nestlé oscilou na fase classificatória da Superliga feminina de Vôlei: o time perdeu cinco jogos e só conseguiu garantir a segunda posição da tabela – tradução: a vantagem do fator casa nos mata-matas – na última rodada. No entanto, a equipe cresceu nos playoffs, passou pelo Fluminense sem conceder nenhum set, nas quartas, e superou o Dentil/Praia Clube, nas semifinais, sem perder nenhuma partida. Agora, pode assistir de camarote à definição de seu adversário na decisão do campeonato nacional.

É claro que, nos três duelos semifinais contra o Praia, o Vôlei Nestlé contou com atuações sólidas da central Bia – a melhor meio de rede da competição – e teve na oposta sérvia Ana Bjelica uma pontuadora consistente, que assinalou 14 pontos em cada um dos dois jogos em casa e 13 no jogo 2, em Uberlândia. Mas seria injusto não intitular Tandara como a protagonista do sexteto e da série.

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Na vitória por 3 sets a 1 dessa sexta-feira (25-18, 23-25, 26-24, 25-11), em Osasco, Tandara foi, pela terceira vez nos três confrontos do playoff, a maior anotadora em quadra. Com os 27 pontos que assinalou na partida, ela chegou à marca de 74 acertos na série, o que lhe rendeu a ótima média de 6,72 pontos por set e aproveitamento de 47% no ataque. São números que coroam o ótimo campeonato que a atacante tem feito e que deixam o torcedor osasquense com esperança de reconquistar um título que não levanta há cinco anos.

Do outro lado da rede, é preciso dizer que, no jogo em que foram eliminadas, as atuais vice-campeãs da Superliga lutaram com as armas como puderam, mas foram assombradas por dois fantasmas que as perseguiram pela temporada toda: as lesões e a instabilidade emocional.

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Voltando de uma contusão no pé, a central Fabiana entrou em quadra a partir do segundo set e não saiu mais. Fez o que pôde, mas era nítido que não estava no ideal da forma física – marcou quatro pontos, um no ataque e três de bloqueio. A oposta reserva Malu, de acordo a reportagem do SporTV, deixou a área de jogo logo após o primeiro set no que parecia ser uma crise alérgica. A líbero Tássia chegou a passar mal durante a partida, reclamando de queda de pressão. A oposta Ramirez, antes do início de uma das parciais, precisou de socorro do fisioterapeuta.

Claudinha observa ponto adversário: nada deu certo contra Osasco (João Pires/Fotojump)

Em suma: mais uma vez, o Dentil/Praia Clube não pôde extrair o melhor de seu elenco devido à parte física.

Quando o time de Uberlândia conseguiu aproveitar-se de erros do Vôlei Nestlé e venceu uma parcial, suas chances de reação, no entanto, pararam na dura derrota sofrida no terceiro set, quando teve vantagem de 24-22. O revés cobriu de desânimo uma equipe já combalida. O quarto set, contra um adversário cabisbaixo e exaurido, virou mero protocolo para Osasco.

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Na final, o Vôlei Nestlé enfrenta quem vencer, ou melhor, quem sobreviver ao embate entre Camponesa/Minas e Rexona-Sesc.

A acirrada disputa entre mineiras e cariocas, que só terminará na semana que vem, seja na terça-feira, no jogo 4, em Belo Horizonte, seja no hipotético jogo 5, sexta-feira, no Rio, traz uma questão para Osasco: é bom descansar duas semanas para uma final em partida única, que será dia 23 deste mês, ou faz mal chegar a uma decisão com menos ritmo de jogo do que a equipe rival?

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Minas comemora: vaga na final está a uma vitória de distância (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

VIRADA DO MINAS
Eis que “de repente, não mais que de repente”, o Rexona-Sesc, de apenas uma derrota na fase de classificação e de vitória fora de casa na abertura das semifinais, se vê a um passo de cair para o Camponesa/Minas nos playoffs. Se as atuais campeãs pareciam fadadas ao quinto triunfo consecutivo pela campanha até aqui, sua supremacia tem sido vigorosamente contestada pelas minastenistas nesta série.

A vitória das visitantes no jogo 3, no Rio, por 3 sets a 2 (25-21, 13-25, 21-25, 25-23, 15-8) ajuda a explicar por que o time de Belo Horizonte virou o placar do confronto para 2 a 1.

Destinee Hooker, que já disse, em entrevista ao blog, ter voltado para o vôlei brasileiro para ser campeã, é a mão pesada do sexteto, e por isso não espanta que tenha anotado 20 pontos e tenha sido a maior pontuadora da partida. Contudo, a matemática revela que a virada na série passou por uma mudança de postura e estratégia na distribuição da levantadora Naiane.

Já falamos a respeito disso no comentário sobre a segunda rodada das semifinais: tanto nas duas partidas contra o Genter Bauru, pelas quartas, quanto na derrota sofrida na primeira partida desta série, em Minas, a armadora acionou a oposta em mais de 40% dos levantamentos. Por outro lado, no jogo seguinte, o índice caiu para 33% e, nesse último, para 30%.

Com a maior participação das demais atacantes (a ponta Rosamaria, por exemplo, voltou a definir bolas importantes no ataque, assim como a central Carol Gattaz), o jogo do Minas tem fluído mais e o bloqueio carioca, pontuado menos. Se, no 3 a 0 do jogo 1, o Rexona-Sesc alcançou a média de 4,33 pontos por set nesse quesito, esse número caiu 3,5 na partida da terça-feira e 2,0 no duelo da sexta-feira.

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Rosamaria enfrenta bloqueio de Monique e Juciely (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Outros dois fatores importantes para a virada das quartas colocadas na fase classificatória foram o serviço e o passe. Percebendo que tanto Naiane quanto Roberta, levantadora do Rexona-Sesc, precisariam ter o passe na mão, as duas equipes forçaram bastante no saque, e a marcha do placar no terceiro jogo foi reflexo disso.

Vendo que o Minas sacava melhor na primeira etapa e criava problemas para o passe de sua equipe, Bernardinho tirou a ponteira Anne Buijs e pôs Drussyla para compor a linha de recepção junto com Gabi e Fabi. Quando o Rexona melhorou no saque, as visitantes optaram por proteger Rosamaria no passe, mas deixaram um latifúndio para a líbero Léia tomar conta, e nisso as anfitriãs assumiram a dianteira no marcador.

A situação mudou novamente quando a recepção carioca caiu de rendimento e, mais uma vez, ficou nítida a carência do time de atacante de força. Nisso, o Camponesa/Minas, com boa relação bloqueio e defesa e tendo Hooker e Rosamaria para pontuar no contra-ataque, definiu a partida e deixou o Rexona-Sesc na inusitada situação de precisar vencer o próximo compromisso a qualquer custo para levar a série ao jogo desempate.