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Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de grande duelo
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João Batista Junior

Hooker ataca contra bloqueio do Bauru: classificação às semis em dois jogos (foto: Vôlei Bauru)

Favoritos nas quartas de final – tanto pela colocação na fase classificatória quanto pelo elenco que têm –, Rexona-Sesc, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas só precisaram de dois jogos para chegar às semifinais da Superliga feminina. Se o time de Osasco ainda não sabe se vai ter pela frente o também favorito Dentil/Praia Clube ou o bravo Terracap/BRB/Brasília, cariocas e minastenistas já têm por certo que se enfrentarão por uma vaga na final. E aí as expectativas do fã do voleibol são as melhores.

Rexona e Minas fizeram a final da Copa Brasil 2017: vitória carioca (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O Rexona venceu o Minas nas duas partidas que disputaram nesta edição da Superliga, ambas por 3 a 1, e ainda venceu por 3-0 na final da Copa Brasil. Além disso, ressalte-se que o time do Rio só perdeu um jogo em 24 disputados na competição, ao passo que as mineiras sofreram sete reveses. Porém, o crescimento da equipe de Belo Horizonte no decorrer do campeonato, em muito devido às cortadas da oposta Destinee Hooker, leva a crer que as cariocas vão precisar de seu melhor voleibol para chegar a mais uma final.

(O próprio técnico Bernardinho, em entrevista ao Saída de Rede, chegou a dizer que o Minas era o adversário “mais perigoso” e que “se tornou favorito.”)

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A vaga do Camponesa/Minas à semifinal veio contra o Genter Bauru, numa série em que as mineiras abusaram do pragmatismo: tanto na vitória de virada no jogo 1, sábado, quanto no 3-0 da terça-feira, Hooker foi responsável por quase 45% dos ataques de sua equipe (respectivamente, 62/141 e 44/98). Para efeito de comparação: nas derrotas contra Praia e Rexona, no returno, pouco menos de 30% dos levantamentos do time foram para ela, e na vitória sobre o Vôlei Nestlé, esse número ficou em 36%.

A estratégia mineira deu certo contra Bauru e a norte-americana, nos dois compromissos das quartas de final, levou o Minas à vitória e foi a maior pontuadora em ambos os jogos (com, respectivamente, 32 e 20 anotações). As bauruenses até conseguiram equilibrar as duas primeiras parciais do jogo 2, mas erraram muito no passe e perderam consistência no set final.

A nota preocupante para a torcida minastenista é que, se foi o Bauru, quando abriu 2 a 0, quem deu um susto no primeiro jogo, no segundo, quem assustou foi Rosamaria: a ponteira torceu o joelho durante o terceiro set, saiu carregada de quadra e nesta quarta-feira, segundo o SporTV, deve ser examinada para saber do grau da lesão.

Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

No outro jogo da terça-feira, no Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília frustrou o Dentil/Praia Clube em grande estilo. Enquanto em Uberlândia as mineiras ganharam de virada por 3-1, no Planalto Central a história foi diferente.

Amanda foi um dos destaques do Brasília na vitória sobre o Praia (Ricco Botelho/Inovafoto/CBV)

Com um sólido sistema defensivo, que sempre obrigava o adversário a atacar mais vez, o Brasília venceu um equilibrado primeiro set e aproveitou-se da instabilidade praiana nas parciais seguintes.

O time mineiro, ainda desfalcado da central Fabiana, lesionada há dez dias, tentou mudar o ritmo do jogo acionando, por vezes, as reservas Ju Carrijo e Ellen. Mas, com Amanda indo bem no ataque pela entrada de rede e as centrais Vivian e Roberta dominantes no bloqueio, a equipe anfitriã conseguiu igualar a série e levar a decisão da vaga na semifinal para o jogo 3 – que, pela tabela da CBV, será neste sábado, em horário ainda não definido.

GIGANTES ATROPELAM
Se, na primeira rodada, o Pinheiros poderia ter ido mais longe na partida contra o Rexona-Sesc e o Fluminense deu trabalho ao Vôlei Nestlé em duas parciais, na segunda, dá para dizer que os gigantes do vôlei nacional foram pouco testados. Cariocas e osasquenses passaram com folga, quase não foram perturbadas na jornada que as classificou para mais uma semifinal.

Atropelado pelo Rexona-Sesc na reta final do primeiro set, quando uma pequena desvantagem de 12-11 culminou com uma derrota por 25-13, o Pinheiros errou bastante na recepção e, por conseguinte, teve problemas na virada de bola. O time do Rio soube tirar proveito disso, anotando 11 pontos no bloqueio – seis só de Juciely. Gabi obteve 57% de aproveitamento no ataque e foi eleita a melhor em quadra, assim como também o fora no jogo 1.

Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões

Bia comemora: só Osasco não perdeu nenhum set nas quartas de final (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Na outra partida da segunda-feira, o Vôlei Nestlé, com a ponteira Tandara e as centrais Bia e Nati Martins em noite inspirada, pontuou em mais da metade das bolas que atacou, um aproveitamento incomum para uma equipe de voleibol feminino, e aplicou o segundo 3-0 da série. O Fluminense foi fustigado pelo saque adversário e despediu da competição marcando apenas 47 pontos em todo o jogo – número insuficiente para vencer dois sets.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé (20-25, 14-25, 13-25)
Rexona-Sesc 3 x 0 Pinheiros (25-13, 25-20, 25-22)
Terracap/BRB/Brasília 3 x 0 Dentil/Praia Clube (27-25, 25-18, 25-19)
Genter Vôlei Bauru 0 x 3 Camponesa/Minas (22-25, 23-25, 17-25)


Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Vôlei Nestlé “castiga” Ramirez e recupera moral na Superliga
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Carolina Canossa

Bia e Tandara foram os destaques individuais do Vôlei Nestlé (Foto: Marcello Zambrana / Fotojump)

As achapantes derrotas sofridas na semana passada respectivamente contra Camponesa/Minas e Rexona-Sesc colocavam o Vôlei Nestlé e o Dentil/Praia Clube em uma situação bastante peculiar no duelo disputado na noite desta quinta (23), em Osasco: ao vencedor, um respiro e a segunda colocação na tabela da Superliga feminina de vôlei. Ao perdedor, uma nova queda no ânimo e mais motivos de preocupação nesta reta final de fase classificatória.

O que poucos esperavam é que a partida durasse três sets: com um saque consistente e a dupla Tandara e Bia inspirada, o Vôlei Nestlé passou pelo rival com autoridade e parciais de 25-15, 25-22 e 25-22.

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Se não teve nenhuma inovação, a principal arma utilizada pelo time paulista primou pela eficiência: pressionar Daymi Ramirez no saque. Sofrendo até mesmo com o flutuante, a cubana teve uma noite para esquecer e dificultou bastante a vida da levantadora Claudinha. Sem o passe na mão, a armadora usou pouco uma de suas principais armas, as jogadas rápidas com as centrais Fabiana e Walewska.

Ao longo da partida, o técnico Ricardo Picinin até tentou minimizar os erros, colocando a ponta Alix Klineman na linha de passe – geralmente ela fica fora, com a oposta Ramirez compondo a recepção do time ao lado da ponteira Michelle e da líbero Tássia. A estratégia de utilizar quatro passadoras se mostrou relativamente eficiente na segunda parcial, na qual o time se manteve à frente no placar até Tandara brilhar. A atacante brasileira, aliás, fez justamente o que se esperava de Ramirez quando foi o alvo do saque rival: colocou a bola pra cima e virou ataques importantes, mesmo quando precisou encarar um bloqueio montado pela frente.

Ramirez teve noite pra esquecer em Osasco (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Cada vez mais à vontade em Osasco, Tandara ainda foi a responsável por quatro dos dez bloqueios do time e, a cada vez que parava uma atacante rival, saia pulando e gesticulando como se dissesse: “Aqui não!”. É preciso ainda registrar que o time inteiro do Praia fez somente três pontos neste fundamento, exemplificando a queda de nível pela qual a equipe de Uberlândia passa na atualidade.

No terceiro set, muito da sobrevivência do Praia pode ser creditada a Alix Klineman. Foi, aliás, nesta parcial que Ramirez deixou definitivamente a quadra – substituída por Carla, a cubana transpareceu a insatisfação com o próprio desempenho fora de quadra: ao sair do ginásio José Liberatti em direção ao ônibus da equipe, ignorou os pedidos dos torcedores para uma foto e acabou tomando uma sonora vaia.

Por outro lado, era olhar a expressão das jogadoras de Osasco para visualizar o alívio sentido após o bom resultado. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para a equipe sonhar em repetir tal vitória diante de um Rexona ou Minas: os erros individuais se acumulam em uma quantidade maior que a aceitável e falta uma oposta mais consistente – nem Ana Bjelica, que vem jogando, nem a reserva Paula Borgo conseguiram convencer até o momento. De qualquer maneira, o 3 a 0 desta quinta dá um gás daqueles em uma equipe que corre por fora em busca de um título que não vem desde 2012.

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Transmissão online atraiu um bom público (Foto: Reprodução)

Transmissões online

O duelo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube foi o primeiro da atual temporada a contar com transmissão online através do Facebook da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A novidade foi uma iniciativa de última hora tomada pela entidade em resposta a diversos protestos feitos por torcedores, dirigentes e atletas, todos insatisfeitos com o número de jogos que eram disponibilizados pela TV.

Ainda sem narração, a tentativa teve boa qualidade. Os torcedores, que puderam contar com três câmeras para acompanhar a partida e placar em tempo real, também responderam positivamente: durante o terceiro set, mais de 5500 pessoas estiveram online ao mesmo tempo.

Quem estava ligado ainda pôde acompanhar o jogo entre Camponesa/Minas e Fluminense, mostrado ao vivo através do YouTube. Com uma estrutura menor, o jogo contou com apenas uma câmera, teve problemas de atualização no placar e sofreu com uma queda no link, rapidamente corrigida. No momento em que atraiu mais interesse, cerca de 4 mil torcedores acompanhavam o que rolava em quadra. Nada mal para uma primeira experiência, que, esperamos, tem tudo para se repetir e ficar cada vez mais popular.


Sobe e desce da Superliga tem arrancada do Minas e problemas no site da CBV
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João Batista Junior

Camponesa/Minas está a dois pontos do G4 (fotos: Orlando Bento/MTC)

Camponesa/Minas está a dois pontos do G4 (fotos: Orlando Bento/MTC)

Numa semana em que se discutiu amplamente sobre as transmissões da Superliga e a possibilidade de levá-las para a internet (veja mais neste link e neste outro), uma falha no site da CBV deixou os fãs do voleibol a ver navios. O Camponesa/Minas tem crescido na competição feminina e já flerta com o G4, enquanto Rio do Sul obteve marcas bastante negativas. A Copel Telecom Maringá obteve vitórias importantes contra o rebaixamento, enquanto o Sada Cruzeiro teve uma das melhores performances da temporada.

Veja o sobe e desce da Superliga na semana que passou:

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SOBE

Camponesa/Minas
Depois terminar o primeiro turno na sexta posição, com 16 pontos, seis vitórias e cinco derrotas, o Camponesa/Minas parece ter engrenado: enquanto a ponteira Rosamaria segue como um dos destaques da competição, a meio de rede Carol Gattaz continua protagonizando uma boa temporada. Já a oposta Destinee Hooker, que estreou na equipe durante o campeonato, parece bem integrada ao time. Jaqueline, por sua vez, tem entrado no time aos poucos e apresentando uma performance cada vez melhor.

No 3 a 0 aplicado sobre Rio do Sul, na sexta-feira, a ponteira da seleção brasileira obteve 12 acertos, foi a maior anotadora da partida e ganhou o VivaVôlei. O resultado levou o time, atualmente quinto colocado, a cinco vitórias em cinco jogos no returno, com 30 pontos na conta.

Agora, apenas dois separam o Camponesa/Minas quinto colocado, do Terracap/BRB/Brasília, quarto, mas com dois detalhes importantes: as duas equipes se enfrentam na terça-feira, no Planalto Central, num confronto direto por um lugar no G4, e as mineiras disputaram um jogo a menos que as brasilienses.

Evandro, do Sada Cruzeiro, encara bloqueio triplo do Minas

Evandro, do Sada Cruzeiro, encara bloqueio triplo do Minas

Sada Cruzeiro
Líder invicto da Superliga, tendo obtido 50 de 51 possíveis, o Sada Cruzeiro teve, diante do Minas Tênis Clube, no sábado, uma de suas grandes atuações na temporada.

A vitória cruzeirense diante de um rival em franca em ascensão impressionou pela frieza do time nos momentos difíceis e pela qualidade do voleibol apresentado. E, depois de dois sets de placar equilibrado, a cereja no bolo foi um avassalador 25 a 10 na terceira parcial.

Copel Telecom Maringá
Parecia certo que a Copel Telecom Maringá acompanhasse o Caramuru Vôlei/Castro na disputa da seletiva (ou da Taça Ouro, como queira chamar) para continuar na elite do vôlei nacional na temporada que vem. Contudo, os maringaenses mostraram disposição para mudar essa história.

São Bernardo tinha dez pontos na tabela e não somou nenhum nas duas rodadas da semana que passou – perdeu em casa, na quarta-feira, para o Caramuru/Castro, única vitória do lanterna até agora na competição, e para o Sesi, no sábado. E Maringá, que tinha seis pontos, conseguiu uma surpreendente vitória por 3 a 2 contra o JF Vôlei no meio de semana e bateu a equipe de Castro, sábado, em seu ginásio, chegando a 11 pontos.

Ressalte-se que agora, num bom momento no campeonato, Maringá terá São Bernardo pela frente. A partida será no sábado, no ABC Paulista, e pode decidir a vida de quem de fato luta para disputar a Superliga 2017/18.

DESCE

Ataque do Rio do Sul contra bloqueio do Minas: vantagem do time da casa

Ataque do Rio do Sul contra bloqueio do Minas: duelo desigual

Rio do Sul
A fraca atuação do Rio do Sul nesta temporada da Superliga feminina tem várias razões, como a perda do treinador Spencer Lee, que virou assistente técnico no Vôlei Nestlé, e a saída de jogadoras do elenco do ano passado.

No entanto, mesmo com uma campanha de quatro vitórias em 18 partidas, o time tem bons valores individuais, atletas destacadas nas estatísticas – caso da oposta Natiele, terceira maior pontuadora do campeonato, da central Aline Santos, sacadora mais eficiente da competição, da líbero argentina Tati Rizzo, terceira melhor passadora.

Isso mostra que, mesmo na falta de perspectiva de quem não luta mais por um lugar nos playoffs nem contra o rebaixamento, as derrotas sofridas nessa semana foram pesadas demais.

Na quarta-feira, em jogo antecipado da sétima rodada, as catarinenses perderam por 3 a 0, fora de casa, para o Rexona-Sesc, em parciais de 25-10, 25-15, 25-15. A marca de 40 pontos em um jogo foi a pior alcançada por uma equipe nesta Superliga feminina.

Então, o time foi a Belo Horizonte para encarar o Camponesa/Minas, na sexta-feira, e voltou a perder em sets diretos, com parciais de 25-16, 25-10, 25-14, saindo de quadra novamente com apenas 40 pontos marcados

Chamou a atenção também a quantidade de pontos de bloqueio que o time sofreu nas seis parciais que disputou. Com 12 bloqueios das cariocas e 17 das mineiras (29 no total), faltou um para que a média fosse de cinco por set.

Osasco bate Brasília em jogo de erros e emoção

Site da CBV/Superliga
Não bastasse a rodada de quarta-feira não ter sido transmitida pela TV, o fã do voleibol também não pôde contar com a CBV para acompanhar os números das partidas naquele dia.

Um problema no site oficial da Superliga fez com que as informações estatísticas dos jogos da quinta rodada do returno da competição masculina só entrassem no ar no fim da noite da quinta-feira.

Por coincidência, a falha ocorreu justamente numa rodada em que as redes sociais se queixavam do SporTV, que optou por exibir futebol em seus três canais àquela noite, mas também quando se discutia o veto da confederação às transmissões online pelos clubes – para ser específico, o Sesi pretendia mostrar sua partida contra o Montes Claros pelo YouTube, mas foi proibido pela CBV.

CEO explica contrato com a Globo e promete transmissões online

Lara vibra, Mari Cassemiro lamenta: Bauru perdeu quatro match points (Mailson Santana/Fluminense FC)

Lara vibra, Mari Cassemiro lamenta: Bauru perdeu quatro match points (Mailson Santana/Fluminense FC)

Genter Vôlei Bauru
Nos cinco jogos do returno, a equipe de Bauru, sexta colocada na Superliga feminina conquistou apenas uma vitória (contra o Valinhos) e somou cinco pontos. Seu retrospecto estaria bem melhor, se houvesse vencido o Fluminense, na última quinta-feira, no Rio.

O time paulista vencia o jogo por 2 sets a 1 e tinha 24 a 21 no placar do quarto set. Noutras palavras, tinha tudo para conquistar a vitória e somar três pontos. Mas a rede encalhou, a equipe desperdiçou quatro match points (ainda teve 25-24 a seu favor) e sucumbiu na parte final do tie break.

Com efeito, se o time poderia ter chegado aos 30 pontos, junto com o Minas, tendo o Brasília na alça de mira, agora precisa se preocupar também com o Fluminense, sétimo colocado, quatro pontos atrás.


Cinco atacantes baixinhas que provam: tamanho não é documento na Superliga
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Carolina Canossa

Se entre os homens está cada vez mais difícil encontrar um jogador “baixinho” que se destaque fora das funções de líbero ou levantador, na Superliga feminina de vôlei a altura ainda não é um fator tão preponderante assim. Na atual edição do torneio, por exemplo, algumas jogadoras com 1,80 m ou menos de altura estão dando um trabalho danado aos sistemas defensivos dos adversários.

Abaixo, listamos cinco delas por ordem alfabética. Todas são um incentivo para quem ainda está começando a carreira, mas pensa em desistir porque não cresceu  suficiente:

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi (Rexona-Sesc)

Uma atacante de baixa estatura certamente enfrentará maiores dificuldades para estabelecer carreira no vôlei, mas isso não significa que ela possa não brilhar e chegar até mesmo à seleção brasileira. Com 1,80 m, por exemplo, Gabi é um nome constantemente chamado pelo técnico José Roberto Guimarães e até esteve na Olimpíada do Rio. Dona de uma ótima visão de jogo e técnica apurada, ela também agrada  Bernardinho e é titular absoluta do Rexona-Sesc.

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Gabi (Vôlei Nestlé)

Homônima da rival do Rexona (as duas se chamam Gabriela Guimarães), Gabi possui somente 1,73 m, mas isso não a impediu de ser presença constante nas seleções de base, com direito a título mundial infanto-juvenil e sub-23. Contratada pelo Vôlei Nestlé desde 2012, a atleta de 23 anos atualmente tem se revezado com Tandara e a sérvia Malesevic na posição. Na semifinal da Copa Brasil, precisou substituir a brasileira, que sofreu com um problema gastrointestinal, e virou bolas importantes. Apesar de não ter sido o suficiente para evitar a derrota por 3 a 2, a

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

atuação serviu para animar a exigente torcida de Osasco.

Mimi Sosa (Pinheiros)

A missão de uma baixinha no alto nível do vôlei é especialmente inglória se ela ainda quiser ser central. Mas até a função geralmente destinada aos atletas com maior altura tem espaço para quem não cresceu tanto. Que o diga a argentina Mimi Sosa, do Pinheiros, cujos 1,76 m não a impedem de barrar os ataques rivais e ainda fazer uns pontos em jogadas rápidas pelo meio – ela teve o melhor aproveitamento de ataque na primeira metade da Superliga. Líder nata, ela foi uma das principais responsáveis por fazer a seleção feminina da Argentina disputar, no Rio, uma Olimpíada pela primeira vez.

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Thaisinha (Genter Vôlei Bauru)

Se é momento de decisão para o Genter Vôlei Bauru, fique de olho na ponteira de apenas 1,74m: é bem provável que a bola seja levantada para ela. Apesar da baixa estatura, a excelente impulsão, o braço rápido e a força no ataque possibilitam que Thaisinha seja nada menos que a sexta maior pontuadora da competição, com 192 pontos até o momento, número maior que várias colegas de trabalho bem mais altas. Não por acaso, ficou entre as melhores da competição no primeiro turno, em lista divulgada pela própria CBV. Com passagens por equipes tradicionais como Pinheiros, Minas, São Bernardo e São Caetano, ela poderia ganhar uma chance na seleção principal se explorasse

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

melhor o bloqueio e melhorasse o passe.

Sassá (Fluminense)

Sassá é outro exemplo: campeã olímpica em Pequim 2008, a ponteira de 1,78 m é a nona atacante mais eficiente da competição, um feito ainda mais respeitável quando lembramos que ela tem 34 anos. Tendo a recepção como ponto forte, a mineira chegou a ser líbero na última temporada, mas o bom nível ainda apresentado nas cortadas a fez desistir da mudança de posição na reta final da carreira.

E você, diga lá: Quais são as melhores baixinhas do vôlei, na sua opinião?


Praia é a decepção do 1º turno da Superliga; veja quem está em alta
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Carolina Canossa

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os triunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os trunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Depois de um 2016 tão intenso, chega a ser surpreender a constatação de que o primeiro turno de ambas as Superligas de vôlei acabou. Não parece, mas metade da fase classificatória da competição já foi disputada. Aproveitando o fim do ano e a pausa nos jogos – o tradicional Top Volley, na Suíça, não é disputado desde 2014 -, o Saída de Rede faz uma análise do desempenho de cada um dos participantes da Superliga feminina levando em conta o quesito expectativa vs realidade.

(Nesta quinta (29), será a vez da disputa masculina ser analisada pela equipe do blog)

Quem foram os melhores do vôlei feminino em 2016? Confira!

Veja os destaques do vôlei masculino no ano que se encerra

sinais analise superliga verdeSinal verde

Foi impossível escapar das primeiras colocações da tabela ao analisar os times que mais empolgaram na competição até agora. Como deixar ignorar a equipe que, mesmo perdendo sua principal jogadora na temporada anterior (Natália), ainda consegue permanecer na liderança com relativa tranquilidade? Por mais que a substituta Anne Buijs viva altos e baixos, o entrosamento adquirido nos anos anteriores e a capacidade tática do técnico Bernardinho mantêm o Rexona-Sesc à frente dos rivais, com apenas uma derrota – e por 3 a 2 – nos 11 jogos já realizados.

O Vôlei Nestlé, por sua vez, começou a temporada com uma mudança no padrão de investimento. Segundo a própria comissão técnica e os dirigentes do clube, era hora de deixar as “grandes estrelas” um pouco de lado e apostar em jogadoras que podem integrar a geração Tóquio 2020. Está dando certo: depois de um início com algumas derrapadas, o tradicional time paulista foi se acertando e, em que pese o vacilo contra o Dentil/Praia Clube, mostrou sua força ao impor o único resultado negativo ao Rexona até agora.

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Derrapadas também deram o tom do começo de Superliga do Genter Vôlei Bauru. Beneficiado pelo excelente relacionamento e pela expertise do técnico Marcos Kwiek na República Dominicana, o time do interior de São Paulo conseguiu trazer a excelente líbero Brenda Castillo e ainda apostou em Prisilla Rivera e Mari Steinbrecher, duas jogadoras de talento, mas que não viviam a melhor fase. Por enquanto, quem está brilhando mesmo é “baixinha” Thaisinha, de 1,74m, mas Bauru já mostrou que pode fazer estragos na hora do mata-mata.

Cortes nas transmissões do SporTV geram polêmica entre os fãs de vôlei

Não podemos nos esquecer, claro, do terceiro colocado Terracap/BRB/Brasília. Primeira experiência do ex-oposto da seleção Anderson Rodrigues como técnico, a equipe do Planalto Central fez um primeiro turno consistente, com sete vitórias por sets diretos, resultado que poucos poderiam imaginar no início da competição. Se continuar nesse ritmo, certamente vai se consolidar como aquele rival “encardido” e indesejado na hora dos playoffs.

sinais analise superliga amareloSinal amarelo

Nesse categoria entram os times que, se por um lado não empolgaram, tampouco podem ser classificados como uma decepção até o momento. A lista é encabeçada pelo Camponesa/Minas, que apresentou uma clara melhora após a estreia da oposta Destinee Hooker, em dezembro, e possui perspectivas ainda melhores quando a contratação Jaqueline tiver condições de jogo (logo no início de 2017, espera-se). No papel, é um elenco para incomodar bastante e beliscar um lugar no pódio.

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Vice-campeão paulista, o Pinheiros possui uma campanha igual (cinco vitórias e seis derrotas) ao do Fluminense, time que espantou o mundo do vôlei ao tirar o título carioca do Rexona em setembro. Tratam-se de elencos montados para conseguirem uma vaga entre os oito melhores da competição e nada além disso – mesmo positivos, os resultados dos Estaduais devem ser encarados mais como uma exceção do que como regra.

sinais analise superliga vermelhoSinal vermelho

Depois de chegar pela primeira vez à final da Superliga, o Dentil/Praia Clube não só manteve sua principais atletas como também se reforçou com a central Fabiana. Virou favorito ao título, mas o que estamos vendo em quadra é uma equipe desorganizada e que deixou 2016 com uma péssima impressão, frustrando a torcida. É verdade que os problemas físicos da própria Fabiana e da americana Alix Klineman atrapalharam, mas ainda assim não são justificativas para a quinta posição na tabela. Olhando pelo aspecto positivo, a equipe de Uberlândia é, junto do Minas, a que mais tem espaço para crescer no restante da competição.

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir muito além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Já no Sesi, o intenso corte de investimento está sendo sentido em quadra, com apenas uma vitória até o momento: exceção feita a Lorenne, o elenco desta temporada simplesmente não está funcionando, o que começa a alimentar boatos colocando em dúvida a continuidade do projeto após a Superliga. Quem também está batendo cabeça é Rio do Sul: sem o técnico Spencer Lee, agora assistente em Osasco, o simpático time catarinense perdeu sua principal referência e é outro que está fora da zona de classificação para os playoffs – na última temporada, com uma forte campanha em casa, o time atingiu esse objetivo com facilidade.

Por fim, São Cristóvão Saúde/São Caetano e Renata Valinhos/Country, respectivamente nono e 12º colocados na Superliga, parecem apenas cumprir tabela até o fim da disputa. O simples fato de continuarem investindo em esporte olímpico em momento de crise econômica deve ser louvado, claro, mas outras equipes de orçamento semelhante já mostraram que é possível ir além. Com uma forte Superliga B se desenhando, estes projetos precisam ficar atentos para não serem ainda mais ofuscados no cenário nacional.

E você, o que achou da Superliga até o momento? Deixe sua opinião na caixa de comentários!


Rexona sobra e atropela diante da desorganização do Praia Clube
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Sidrônio Henrique

Atletas do Rexona comemoram ponto: time sufocou o adversário (foto: Divulgação / Dentil/Praia Clube)

A última rodada do primeiro turno da Superliga feminina 2016/2017 reservou a reedição da final da edição passada para os fãs de voleibol. Mas quem esperava um jogo equilibrado entre Rexona-Sesc e Dentil/Praia Clube se decepcionou. O atual campeão, Rexona, que na temporada anterior chegou ao seu décimo primeiro título, simplesmente atropelou um desorganizado Praia Clube, fazendo 3-0 (25-20, 25-11, 25-21), na noite desta quarta-feira (21), em Uberlândia. Foi a 18ª vitória da equipe comandada por Bernardinho em dezoito confrontos com o rival mineiro na história da competição.

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O vice-campeão da Superliga 2015/2016, que para esta temporada ampliou o poderio do seu já forte elenco com a contratação da central bicampeã olímpica Fabiana Claudino e que no papel poderia quebrar a hegemonia do time carioca, demonstrou apatia e jamais ameaçou o adversário, mesmo quando este se acomodava, como no final da terceira parcial.

Sincronia na relação bloqueio-defesa
Ressalte-se a boa atuação do Rexona, que sacou com eficiência e exibiu um bem estruturado sistema defensivo, com sincronia na relação bloqueio-defesa, resultando em diversos contra-ataques, quase sempre bem aproveitados. O Praia Clube não conseguiu se organizar, cometendo erros infantis, vários deles com a levantadora titular, Claudinha, e também com sua reserva, Ju Carrijo. O ataque mineiro foi presa fácil do bloqueio, tendo sido parado 15 vezes em apenas três sets, além de ter sido amortecido em diversas ocasiões – as estatísticas disponibilizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) oferecem informações limitadas, não fornecendo números para certos aspectos do jogo.

A equipe carioca marcou 15 pontos de bloqueio, quatro deles com Juciely (foto: Divulgação / Dentil/Praia Clube)

O time carioca fechou o primeiro turno na liderança, após 11 rodadas, com 31 pontos em 33 possíveis, somando 10 vitórias e apenas uma derrota – por 2-3, como visitante, para o arquirrival Vôlei Nestlé. Já a equipe de Uberlândia, independentemente do resultado do confronto desta quinta-feira (22) entre Vôlei Nestlé e Genter Vôlei Bauru, terminará a primeira etapa em quinto lugar, com oito vitórias e três derrotas. O Praia Clube, comandado pelo técnico Ricardo Picinin, montou um time para brigar pela liderança e está, ainda que momentaneamente, fora do G4.

Ausências
Não cabe justificar a derrota pela ausência da ponta americana Alix Klineman, que sofreu uma luxação no dedo anelar da mão direita e está fora desde a sexta rodada, ainda em recuperação – a jogadora recebeu autorização da comissão técnica para antecipar seu recesso de fim de ano e está com a família nos Estados Unidos. Mesmo sem Alix, maior pontuadora da edição anterior da Superliga, o Praia Clube deveria ter apresentado um voleibol mais consistente.

Pelo Rexona, a central Carol, embora recuperada de uma infecção urinária que atingiu seus rins e a obrigou a ficar internada por três dias, não entrou em quadra devido à falta de ritmo. Ela não joga desde a nona rodada.

Monique ganhou o troféu Viva Vôlei (foto: CBV)

Maiores pontuadoras
A ponteira Gabi, do Rexona, foi a principal pontuadora da partida, marcou 13 vezes, oito no ataque e cinco no bloqueio. O troféu Viva Vôlei, dado à melhor da partida por meio de votação na internet, ficou com a oposta Monique, que fez 12 pontos, sendo oito de ataque.

A ponta holandesa Anne Buijs, quinta maior pontuadora da Rio 2016 e oitavo melhor aproveitamento entre as atacantes na Olimpíada, ainda se adapta ao voleibol brasileiro, mas teve boa atuação diante do Praia Clube. Ela marcou 11 pontos, nove no ataque.

Pelo lado mineiro, a central Fabiana foi quem liderou na pontuação, com 10. Bastante marcada, ela foi acionada 20 vezes por Claudinha ou Ju Carrijo, mas só converteu oito, sendo parada ou amortecida com frequência pelo bloqueio. A também central Walewska anotou oito vezes, sendo seis no ataque.

Dificuldade com bolas altas
Que as meios de rede tenham sido as maiores pontuadoras do Praia Clube em um confronto em que a equipe ficou a dever é um sinal de alerta para as atacantes de bolas altas. Entre estas, quem marcou mais vezes foi a ponteira Michelle, com seis pontos em 23 tentativas. Um aproveitamento baixo, ainda que o passe ruim do time a tenha obrigado a atacar contra um bloqueio quase sempre bem montado.

O Dentil/Praia Clube volta à quadra para a primeira rodada do returno no dia 6 de janeiro, às 19h30 (horário de Brasília), em casa, contra o lanterna Renata Valinhos/Country. Três dias depois, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, o Rexona-Sesc começa a segunda etapa, às 19h30, diante do Fluminense, oitavo colocado.


Sobe e desce da Superliga tem boa sequência do Bauru e quadra úmida no Rio
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João Batista Junior

Bauru chegou a sete vitórias consecutivas na Superliga e ocupa terceiro lugar (foto: Neide Carlos)

Bauru chegou a sete vitórias consecutivas na Superliga e ocupa terceiro lugar (foto: Neide Carlos)

Numa rodada em que o vôlei marcou ótima presença na grade de programação da TV fechada, uma partida marcada para a TV aberta teve de ser adiada. No feminino, Genter Vôlei Bauru e Rio do Sul percorrem caminhos opostos, enquanto, na competição masculina, um ginásio lotado recebeu a primeira partida da história da Superliga no Pará.

Veja o sobe e desce do campeonato nacional:

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SOBE

GENTER BAURU
Depois de um começo hesitante, o Genter Vôlei Bauru reagiu e é hoje a equipe com maior sequência vencedora na Superliga feminina. A equipe dirigida por Marcos Kwiek perdeu dois dos três primeiros jogos, mas, com sete vitórias consecutivas – a últimas delas, na quinta-feira, sobre o Terracap/BRB/Brasília, por 3 a 0 (25-18, 25-19, 28-26) –, passou a ocupar terceira posição na tabela: o time tem 23 pontos, um a menos que o Vôlei Nestlé, segundo, e à frente do Dentil/Praia Clube, quarto, graças ao set average.

O destaque do time é a líbero dominicana Brenda Castillo, que foi contratada para esta temporada. Se, de acordo com as estatísticas da CBV, o Genter Vôlei Bauru é a equipe que mais defende na competição, isso é reflexo direto da atuação da defensora caribenha, que também lidera as estatísticas individuais do campeonato nesse quesito.

Ginásio Mangueirinho, em Belém, teve casa cheia para duelo paulista (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Ginásio Mangueirinho, em Belém, teve casa cheia para duelo paulista (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

JOGO EM BELÉM
O duelo entre Brasil Kirin e Sesi, com vitória do time campineiro por 3 sets a 1, em jogo atrasado da oitava rodada, levou quase 7,5 mil pessoas ao ginásio Mangueirinho, em Belém, na última quarta-feira. Levando em consideração que São Caetano e Praia Clube, há algumas semanas, puseram 4 mil espectadores em Manaus, fica claro que o público da região Norte do país, que jamais havia recibo partidas da Superliga, não precisa de jogos da seleção brasileira para demonstrar interesse pelo voleibol, o que é bastante convidativo para quem pensa em investir na modalidade.

VÔLEI NA TV
Se a transmissão de Vôlei Nestlé vs. Rexona-Sesc, na última terça-feira, no SporTV, foi criticada nas redes sociais e aqui no blog por conta da excessiva cobertura à chegada de sobreviventes do voo da Chapecoense ao Brasil – material que bem poderia ter aguardado o telejornal da emissora –, é preciso ressaltar o espaço que o vôlei recebeu na programação do canal nestes últimos dias.

Na décima rodada da Superliga, o SporTV transmitiu nada menos que sete jogos – quatro do naipe masculino, três do feminino. Contando com o clássico da terça e com partida em Belém, na quarta, já são cinco dias consecutivos em que a emissora transmite ao vivo alguma partida.

E nesta semana, o canal vai exibir Bento Vôlei/Isabela vs. Lebes/Gedore/Canoas nesta segunda-feira, depois Brasil Kirin vs. Sada Cruzeiro (quarta), Dentil/Praia Clube vs. Rexona-Sesc ( também na quarta) e Vôlei Nestlé vs. Genter Vôlei Bauru (quinta-feira).

Certamente, a única queixa do fã do voleibol é que, para isso ocorrer, seja preciso o futebol nacional entrar de férias…

DESCE

A chuva tirou o jogo entre Fluminense e Praia Clube do Hebraica e da TV (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

A chuva tirou o jogo entre Fluminense e Praia Clube do Hebraica e da TV (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

JOGO NO RIO
Se o SporTV transmitiu sete jogos da décima rodada da Superliga, a RedeTV! só conseguiu exibir um dos dois jogos que costuma transmitir. E não foi por culpa dela.

Por causa de umidade na quadra do Hebraica, sábado, no Rio, o jogo entre Fluminense e Dentil/Praia Clube mudou de local e de horário. Se a bola ia subir às 14h10, a forte chuva que caiu sobre a capital carioca adiou o encontro para 19h, no Ginásio das Laranjeiras, o que tirou o duelo da grade de programação da RedeTV!

Noutras palavras, apesar do trabalho para tentar enxugar o piso do ginásio, um problema estrutural custou às duas equipes e seus patrocinadores um tempo precioso de exposição na TV aberta.

FUNVIC/TAUBATÉ
Para quem é a atual tricampeã paulista e tem três campeões olímpicos no elenco (o oposto Wallace, o ponteiro Lucarelli e o central Éder), além do levantador Raphael e do ponta Lucas Lóh, que também integraram a seleção brasileira no ciclo olímpico que passou, a campanha da Funvic/Taubaté é decepcionante.

No último sábado, o time foi batido pelo Sada Cruzeiro por 3 a 0 e chegou à terceira derrota em dez partidas. O time ocupa a quinta posição do campeonato, colocação bem modesta, se levar em conta que o Brasil Kirin, que perdeu peças importantes da temporada passada, e o Montes Claros, de investimento menor, estão à frente.

RIO DO SUL
O bom começo do Rio do Sul na Superliga feminina parece, neste momento, muito distante da realidade. Se o time largou com duas vitórias em três partidas, uma delas, inclusive, sobre o bom time de Brasília, o fato é que as catarinenses vivem um momento de declínio na competição e venceram apenas um de seus últimos sete compromissos – um suado 3 a 2 sobre o lanterna Valinhos.

Vinda de um revés em casa por sets diretos contra o Bauru, a equipe foi ao ABC Paulista e perdeu, na noite desse domingo, por 3 a 0 para o São Cristóvão Saúde/São Caetano – parciais de 25-17, 25-21, 25-20. O resultado manteve o Rio do Sul na nona posição do campeonato, quatro pontos atrás do Fluminense, último time da zona de classificação aos playoffs, e agora apenas um ponto à frente do próprio São Caetano.


Brasília, Bauru, Juiz de Fora e Montes Claros em alta na Superliga
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Sidrônio Henrique

Brasília em alta: time de Paula, Macris e Andreia vem de duas vitórias em sets diretos (fotos: CBV)

 

Times de porte médio estão em ascensão; deslize dos mesários, decepção carioca e briga no Paraná entre o que não vai bem na Superliga. Confira o sobe e desce da competição:

SOBE

Interior de Minas Gerais
Depois de começar a Superliga Masculina 2016/2017 com duas derrotas, o time de Juiz de Fora, que quase foi rebaixado para a Superliga B ao final da temporada passada, engrenou e venceu suas últimas quatro partidas. O destaque do JF Vôlei é o oposto Renan Buiatti, 26 anos, 2,17m, disparado o maior pontuador do torneio após seis rodadas, com 128 pontos. A equipe está em sexto na classificação.

O outro time do interior mineiro, o Montes Claros Vôlei, aprontou nesta segunda-feira (28): quebrou a invencibilidade do Funvic Taubaté na casa do adversário. De nada adiantou o elenco estelar do Taubaté, que conta com os campeões olímpicos Wallace, Lucarelli e Éder, além de selecionáveis como Raphael, Lucas Loh e Mário Jr. O Montes Claros, liderado pelo eficiente oposto Luan, venceu por 3-1, chegou aos 12 pontos e agora é o quinto na tabela, com quatro vitórias.

Brasília Vôlei
“Brasília Vôlei, eu acredito” é o verso que ecoa no pequeno ginásio do Sesi, em Taguatinga, no Distrito Federal, quando o time da MVP olímpica Paula Pequeno joga diante da sua torcida. Tem valido a pena acreditar. PP4 tem motivo de sobra para abrir aquele sorrisão famoso. Aliás, as meninas do Terracap/BRB/Brasília Vôlei podem sorrir bastante. O time está em terceiro lugar, atrás apenas do undecacampeão Rexona-Sesc e do estrelado Dentil/Praia Clube, deixando para trás, ao menos momentaneamente, o Vôlei Nestlé e seu orçamento parrudo. Nas duas últimas rodadas, a equipe treinada pelo campeão olímpico Anderson Rodrigues não perdeu sets. Primeiro, em casa, despachou exatamente o Vôlei Nestlé. Depois, foi a Belo Horizonte e passou pelo Camponesa/Minas.

Com 1,74m, Thaisinha é uma das maiores pontuadoras da Superliga

Genter Vôlei Bauru
Três vitórias seguidas e o quinto lugar na Superliga deixam leve a atmosfera no clube do interior paulista. A última vítima foi o modesto São Cristóvão Saúde/São Caetano, mas mesmo nesse esperado triunfo o time do técnico Marcos Kwiek mostrou consistência, não deu chance ao adversário. Conhecido por seu competente trabalho à frente da seleção feminina da República Dominicana, na qual se mantém como técnico, Kwiek assumiu o Bauru no meio da temporada passada, para apagar um incêndio. Nesta, tendo a chance de fazer suas contratações, ele repatriou a veterana ponta/oposta Mari Steinbrecher e trouxe duas dominicanas, a ponteira Prisilla Rivera e a líbero Brenda Castillo. Esta última, por sinal, é um dos destaques da Superliga. Aos poucos, o Bauru vai mostrando a cara e promete incomodar os grandes. Olho também na ponta Thaisinha, que mesmo com apenas 1,74m é a quarta maior pontuadora da competição, somando 89 pontos em seis rodadas.

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DESCE

Mesários na Hebraica
Neste sábado (26), mais um erro envolvendo a mesa e outra vez em um jogo em que o mando de quadra era do Fluminense, no ginásio da Hebraica, no Rio de Janeiro. No terceiro set da partida entre o time da casa e o Vôlei Nestlé, a mesa deu um ponto a mais para a equipe de Osasco. O erro foi corrigido, mas provocou certo tumulto. A falha lembra algo ocorrido na primeira rodada, quando o Rexona-Sesc encarou o Flu. No primeiro set, a mesa deu um ponto a mais para o tricolor, enlouquecendo o técnico adversário, Bernardinho, que com o punho crispado berrava impropérios. Ficou por aquilo mesmo. Erro bisonho!

Fluminense pressiona, mas ainda não decolou no torneio

Fluminense
Não que a equipe carioca, que voltou à elite do vôlei feminino brasileiro após mais de 30 anos, estivesse entre os favoritos. Longe disso. O time é “jogueiro”, como se diz na gíria do esporte, pressiona os adversários, a exemplo do que se viu diante do favorito Vôlei Nestlé, mas até agora não fez nada demais. Inclusive deixou escapar sets que poderia ter ganhado, como as duas últimas parciais contra a equipe de Osasco – depois de um bom momento na partida, no final do terceiro set a levantadora Pri Heldes desperdiçou uma bola de xeque concedendo match point ao adversário e em seguida encaixotou a central Letícia Hage diante do bloqueio paulista. O Fluminense, que surpreendeu ao vencer o Rexona no estadual, ainda está devendo na Superliga. Um time que tem potencial para chegar aos playoffs, mas que por enquanto amarga o nono lugar na tabela, com somente duas vitórias em seis jogos.

Briga no Paraná
A partida entre São Bernardo Vôlei e Caramuru Vôlei/Castro teria passado despercebida não fosse pelo clima belicoso que quase culminou numa troca de sopapos, como o SdR mostrou na semana passada, depois de ouvir os dois lados. A rivalidade vem desde a Superliga B. São Bernardo, do ABC paulista, e Caramuru, da cidade de Castro, no interior do Paraná, lutam para evitar o rebaixamento. Os paulistas estão em décimo lugar, com apenas uma vitória, justamente nessa partida, por 3-2. O estreante Caramuru segura a lanterna, com apenas aqueles dois sets vencidos em vinte disputados.


Gangorra da Superliga tem favoritos em alta e público pequeno no Rio
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João Batista Junior

Wallace: 23 pontos contra Maringá (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Wallace: 23 pontos contra Maringá (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Se não apresentou grandes novidades, a segunda rodada da Superliga trouxe algumas constatações: os favoritos aos troféus em disputa ainda não correram nenhum sério risco de derrota no campeonato, o vôlei masculino do Paraná e o feminino de São Paulo precisam melhorar na competição e o torcedor carioca ainda não se animou com a temporada.

Veja os principais destaques da segunda rodada do nacional:

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SOBE

FAVORITAS E FAVORITOS
Nes
te início de Superliga, os principais candidatos ao título nos dois naipes passaram incólumes pelas duas primeiras rodadas. No feminino, Rexona-Sesc, Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé (já com três partidas disputadas), não perderam ponto para ninguém. O mesmo vale para Taubaté Funvic, Sesi e Sada Cruzeiro, que só estreou no último sábado, no masculino.

GABRIEL E RENAN
Embora seus times ainda não tenham vencido nenhuma vez, o ponteiro Gabriel, do Lebes/Gedore/Canoas, e o oposto Renan, do JF Vôlei, começaram bem a competição – pelo menos, em termos individuais – e deixaram boa impressão nesta rodada.

Contra o Sesi, Gabriel teve 69% de aproveitamento nas cortadas e acabou complicando a vida do time da Vila Leopoldina no terceiro set.

Já Renan liderou o time de Juiz de Fora contra o Sada Cruzeiro, que estava desfalcado do ponteiro Leal e do central Simón. Apesar do placar de 3-0 para os cruzeirenses, foi graças em muito à eficiência do oposto, vice-campeão mundial em 2014 com a seleção brasileira, que o JF Vôlei só perdeu as duas primeiras parciais por contagem mínima.

Suelle fala sobre desentendimento no Pinheiros e futuro na carreira

Paula Borgo comemora contra o Pinheiros (João Neto/Fotojump)

Paula Borgo comemora contra o Pinheiros (João Neto/Fotojump)

PAULA BORGO E TANDARA
A dupla do Vôlei Nestlé foi arrasadora contra o Pinheiros. Perdendo por 1 set a 0 a reedição da decisão estadual, as duas conduziram o time de Osasco à virada: Paula, com 25 pontos, foi a maior anotadora do jogo e Tandara, com 19, ganhou o troféu VivaVôlei. As duas tiveram mais de 60% de aproveitamento no ataque.

BRASÍLIA
Vindo de São Paulo com uma importante vitória sobre o Pinheiros na bagagem, o Terracap/BRB/Brasília não aliviou a barra do jovem time do Sesi e emplacou,
no sábado, mais um 3 a 0 na Superliga. Comandada pela ponteira campeã olímpica Paula, a equipe brasiliense não permitiu que as visitantes ultrapassassem os 18 pontos em nenhuma das parciais. Aliás, só a oposta Lorenne, com 15 acertos, obteve mais do que cinco pontos pelo lado sesista.

MONTES CLAROS
Se Brasília larga bem no feminino, Montes Claros faz o mesmo no campeonato masculino. A equipe do norte de Minas jogou duas partidas em casa e tem 100% de aproveitamento. Nesta segunda rodada, a vítima foi o Minas Tênis Clube
: com direito a oito pontos de bloqueio do central Robinho, o time da casa bateu a equipe da capital por 3 sets a 1.

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DESCE

PÚBLICO NO RIO
Mesmo com o Rexona-Sesc defendendo o título nacional e o Fluminense voltando à divisão principal do voleibol brasileiro, o torcedor carioca não parece muito empolgado. Pelo menos, não o bastante para ir ao ginásio.

Na quinta-feira, no Tijuca Tênis Clube, 416 espectadores assistiram à fácil vitória do time comandado pelo técnico Bernardinho sobre o Renata Valinhos/Country. Na sexta, 390 torcedores foram ao Clube Hebraica para ver o Fluminense bater o Rio do Sul em sets diretos. Foram os dois menores públicos registrados até aqui na Superliga feminina 2016/17.

(Na competição masculina, o menor público é do jogo entre Juiz de Fora e Brasil Kirin, na abertura da competição, que teve presença de 358 pessoas na arquibancada.)

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Minas não teve dificuldade para superar São Caetano (Orlando Bento)

Minas não teve dificuldade para superar São Caetano (Orlando Bento)

PAULISTAS
A rodada da Superliga feminina foi especialmente complicada para as equipes do estado com maior número de representantes na competição. Dos sete times paulistas no campeonato das mulheres, só o Vôlei Nestlé venceu – ainda assim, contra o Pinheiros, que é de São Paulo e entra também na conta dos vencidos.

O Renata Valinhos/Country caiu para o Rexona-Sesc, no Rio, sem marcar mais do que 15 pontos em nenhum set. Em Belo Horizonte, o Camponesa/Minas bateu o São Cristóvão Saúde/São Caetano em sets diretos, assim como o Dentil/Praia Clube, em Uberlândia, encontrou pouca resistência no Genter Vôlei Bauru. E o Sesi, em Brasília, não teve melhor sorte nem muita chance diante do time da casa.

PARANAENSES
Derrotados na primeira rodada, os times do Paraná voltaram a perder no último sábado.

No interior paulista, o Copel Telecom Maringá até conseguiu equilibrar as parciais, mas perdeu por 3 sets a 1 para o Taubaté Funvic. Aos 21 pontos marcados pelo oposto Marcílio, o time da casa respondeu com 23 anotações de Wallace e um placar de 8 a 2 em aces.

Já em Campinas, o novato Caramuru Vôlei/Castro enfrentou o Brasil Kirin. Numa jornada inspirada do ponteiro Diogo, com 20 pontos no total e 70% de aproveitamento no ataque, o time campineiro venceu em sets diretos.

Ressalte-se, no entanto, que a tabela não deu refresco aos paranaenses nesse início de campeonato: na terceira rodada, Maringá vai receber o Brasil Kirin, enquanto Caramuru/Castro terá a visita do Sada Cruzeiro.