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Em ascensão, central Mayany deseja crescer no Minas e sonha com a seleção

Janaína Faustino

2011-01-20T19:06:00

11/01/2019 06h00

Um dos destaques do vice-campeonato do Minas no Mundial de Clubes, Mayany tem se sobressaído também na Superliga (Foto: Divulgação/FIVB)

Aos 22 anos de idade, ela vem se sobressaindo no Minas Tênis Clube, atual vice-líder da Superliga feminina de vôlei, e tem sido elogiada pelos apaixonados torcedores do tradicional clube de Belo Horizonte. Na última partida, por exemplo, quando o time venceu o carioca Fluminense, ela foi a maior pontuadora (com 18 acertos) e levou o Troféu Viva Vôlei para casa. Estamos falando de Mayany, talentosa meio-de-rede nascida em Resende, cidade localizada no sul do estado do Rio, onde foi descoberta pela ex-jogadora Kely Kolasco, medalhista de bronze com a seleção feminina nos jogos de Sidney, em 2000. Em entrevista ao Saída de Rede, ela fala sobre o início da carreira, a caminhada no Minas e o sonho de jogar na seleção principal.

Disputando a Superliga pela segunda vez, Mayany foi descoberta por acaso em sua cidade natal pela ex-central Kely, sua primeira treinadora no projeto Pro-vôlei Resende, em 2013. "Tinha acabado de sair da escola e estava andando na rua com a minha mãe e irmã. A Kely passou, nos viu e convidou para jogar vôlei. Joguei em Resende, no Botafogo e em São José dos Campos. De lá eu fui para o Minas", conta a meio-de-rede, que chegou ao clube mineiro em 2016. Segundo ela, que tem 1,85cm, foi a ex-treinadora quem a incentivou a atuar na posição de central.

Tendo como ídolo no vôlei a central bicampeã olímpica Fabiana, do grande rival estadual Dentil Praia Clube, Mayany foi um dos destaques da campanha do vice-campeonato de sua equipe no último Mundial de Clubes. "Foi muito bom, uma experiência incrível. Tanto como atleta quanto para o clube. Deixamos o nosso máximo no Mundial", salienta, mencionando que espera colaborar ainda mais para o crescimento do Minas nesta Superliga. "Ano passado eu já vinha entrando bastante para jogar. Nesse eu espero ter novas oportunidades".

Ao fazer 18 pontos na vitória de seu time contra o Fluminense, Mayany foi eleita pelo público a melhor jogadora em quadra e levou o Troféu Viva Vôlei (Foto: Gisa Alves)

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O italiano Stefano Lavarini, técnico da equipe, fala sobre a relevância de todo o plantel para o atual momento que o Minas atravessa no campeonato, lançando luz sobre as qualidades da central para o esquema. "A importância da Mayany é a mesma de todas as jogadoras do elenco. Desde a primeira até a última, das que jogam mais às que jogam menos. (…) Ela tem uma qualidade física muito importante e é uma jogadora que salta bastante. (…) Tem uma sensibilidade, um tempo de bloqueio e uma qualidade neste fundamento que dão a ela grande eficiência", explica.

Ainda de acordo com o treinador, a meio-de-rede tem muito potencial e precisa de experiência e rodagem para se desenvolver mais. "Como atacante, é uma jogadora com grande qualidade até porque tem essa vantagem de saltar muito. Mas isso precisa ser melhorado, treinado com continuidade. Porque a experiência é algo que vai colocá-la em condições de atacar bolas mais difíceis e resolver situações de jogo também mais complicadas que não sejam somente quando a bola está na mão da levantadora ou em circunstâncias mais confortáveis. Ela é uma jogadora com uma perspectiva bem importante que está merecendo ficar na quadra mais tempo", elogia Lavarini.

E, como toda atleta, Mayany também deseja alçar voos mais altos em sua embrionária carreira. Pela seleção brasileira sub-23, ela foi campeã do Sul-Americano de 2016, em Lima, no Peru, recebendo, assim como no Mundial de Clubes, o prêmio de uma das melhores centrais da competição. Assim, neste momento em que a equipe verde-amarela necessita tanto passar por um processo de renovação, atuar na seleção principal, para ela, é um sonho. "Jogar na seleção é o sonho de toda jogadora, seja nas categorias de base ou na adulta. Tenho muita coisa para evoluir ainda, mas seria ótimo", finaliza a central.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.