Saída de Rede

Jogo de abertura do Mundial Masculino 2018 será a céu aberto

Sidrônio Henrique

16/11/2017 06h00

Itália vs. Brasil no Foro Itálico, em 2015, diante de 11 mil pessoas, com vitória dos anfitriões por 3-2 (foto: FIVB)

Ginásio para quê, não é mesmo? Estádio de futebol com teto retrátil ou jogo a céu aberto? Desta vez a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) escolheu a segunda opção e a abertura do Mundial Masculino 2018 será realizada no Foro Itálico, em Roma, no dia 9 de setembro. O torneio, que pela primeira vez na história terá dois países como sede, Itália e Bulgária, inicialmente estava programado para o período de 10 a 30 de setembro, mas terá o jogo inicial um dia antes, aproveitando o fato de ser um domingo.

A disputa de partidas oficiais fora do cenário ideal, um ginásio, tem sido alvo constante de críticas. Após um confronto em 2015 no mesmo Foro Itálico onde a abertura do Mundial 2018 será realizada, o então auxiliar técnico Rubinho (Bernardinho cumpria suspensão de 10 partidas) reclamava que jogar a céu aberto, com fatores como o vento, atrapalhava os jogadores, que perdiam as referências, prejudicando o nível técnico. Uma partida nessas condições está ainda sujeita a chuva, mas é pouco provável que ocorra naquele período.

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Você viu acima que não é a primeira vez que o Foro Itálico será o local de partidas de vôlei. Em 2014, pela Liga Mundial, a Itália enfrentou ali a Polônia. No ano seguinte, também na Liga Mundial, foi a vez daquele jogo contra o Brasil (vitória italiana por 3-2, com 16-14 no tie break).

Como ainda não houve o sorteio dos grupos, não se sabe quem será o adversário da Itália no jogo inicial do Mundial 2018, que terá 24 participantes (veja lista abaixo). O horário também não foi divulgado. A FIVB informou ao Saída de Rede que “não há uma data definida para o sorteio das chaves, mas que isso ocorrerá em breve”.

Abertura do Europeu 2017 na Polônia: público de 65 mil pessoas viu a Sérvia marcar 3-0 no time da casa (CEV)

Chamariz
Em 2014, no Mundial na Polônia, a abertura foi realizada no Estádio Nacional de Varsóvia, palco normalmente destinado ao futebol, diante de 62 mil espectadores. Construído entre 1929 e 1938, o Foro Itálico, um complexo esportivo, tem seus traços inspirados na arquitetura da Cidade Eterna e capacidade para 11 mil pessoas no estádio que será utilizado no jogo inicial do Mundial. O local recebe as partidas de tênis do Masters 1000 de Roma, mas também já sediou jogos de vôlei de praia.

A ideia da Federação Internacional de Vôlei, claro, é chamar a atenção da mídia. A abertura de 2014, em Varsóvia, teve os direitos de transmissão, negociados à parte em relação ao restante do torneio, vendidos para emissoras de 167 países. No entanto, a FIVB jamais divulgou quantos chegaram, de fato, a transmitir o jogo. No Brasil, por exemplo, foi exibido apenas na TV por assinatura, no caso pelo SporTV, no seu canal número 3, que na época sequer tinha a opção HD como os canais 1 e 2.

Partida decisiva do Mundial 1949, em Praga, entre URSS e Tchecoslováquia. Vitória dos soviéticos por 3-1 (Reprodução/Internet)

Histórico
Os três primeiros mundiais de vôlei foram disputados em locais abertos: o torneio masculino de 1949, em Praga, na então Tchecoslováquia, bem como em 1952, em Moscou, na antiga União Soviética, o campeonato dos homens e o das mulheres.

Uma partida de esporte tipicamente indoor disputada ao ar livre ainda pode soar como inusitada, mas não tem a atmosfera aventureira daquele duelo entre Brasil e URSS no Maracanã, em 1983. O jogo amistoso que reuniu os finalistas do Mundial 1982 tinha o apelo da revanche para os brasileiros e, por causa da chuva e do esforço exigido aos jogadores, ganhou ares de empreitada romântica. Outros tempos. O Brasil venceu por 3-1, com 95 mil espectadores.

Em duas partidas amistosas disputadas em estádios em setembro de 2016, o líbero Serginho fez sua despedida da seleção brasileira, contra Portugal, em Curitiba e em Brasília. Recentemente, os fãs de voleibol acompanharam não uma partida, mas todas das finais da Liga Mundial 2017 em mais um estádio de futebol com teto retrátil, assim como o de Varsóvia. Foi em julho, na Arena da Baixada, em Curitiba, com público de até 24 mil pessoas. Em agosto, na abertura do Europeu 2017, os poloneses repetiram a dose no Estádio Nacional, desta vez para 65 mil espectadores.

Fachada do Pala Alpitour, em Turim, onde serão disputadas a terceira fase e as finais do Mundial 2018 (Reprodução/Internet)

Distribuição das sedes
Com as cidades-sede já definidas, a FIVB deve confirmar nas próximas semanas o local de cada grupo. Foram escolhidas seis cidades italianas e três búlgaras. Na Bulgária, o torneio terá jogos na capital Sofia, Varna e Ruse. Na Itália, além da abertura em Roma, haverá partidas em Florença, Bolonha, Bari, Milão e Turim – esta última palco da terceira fase e das finais.

Na primeira fase, com quatro chaves, a competição deverá ter um grupo em Bari, outro em Florença, um em Sofia e ainda um dividido entre Varna e Ruse. Na segunda, também com quatro chaves, a disputa seria em Bolonha, Milão, Sofia e Varna. Dali em diante, quem permanecer jogará em Turim.

O Brasil, tricampeão mundial e atual vice-campeão, se classificou ao vencer o Sul-Americano 2017 (CSV)

Formato
A fórmula é parecida com a do Mundial 2014: três fases e as finais. Serão 94 jogos no total. Inicialmente, as equipes serão divididas em quatro grupos de seis seleções, com as quatro primeiras avançando para a segunda etapa. Vem então a mudança em relação ao torneio anterior: em vez de duas chaves com oito times, serão quatro grupos de quatro equipes. Classificam-se para a terceira etapa os vencedores de cada chave, bem como o melhor segundo colocado dos dois grupos em cada país. A fase seguinte terá duas chaves de três seleções, com os dois melhores de cada garantindo presença nas semifinais.

O Mundial Feminino 2018, que será realizado no Japão, de 29 de setembro a 20 de outubro, ainda não teve as cidades-sede anunciadas.

Os 24 países classificados para o Mundial Masculino 2018, por confederação continental, são:
América do Sul – Brasil e Argentina
Norceca (América do Norte, Central e Caribe) – Estados Unidos, Canadá, Rep. Dominicana, Cuba e Porto Rico
Europa – Itália (sede), Bulgária (sede), Polônia (atual campeã), França, Holanda, Rússia, Sérvia, Eslovênia, Finlândia e Bélgica
Ásia – Irã, Japão, China e Austrália
África – Tunísia, Egito e Camarões

Sobre o autor

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos. João Batista Junior - Já cobriu campeonatos mundiais e a Liga Mundial. Sidrônio Henrique - Trabalhou para publicações da Europa e da América do Norte, produziu conteúdo para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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