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Giovane: "No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título"

Carolina Canossa

27/04/2017 06h00

Giovane está de volta à elite do voleibol brasileiro (Fotos: Divulgação/CBV)

Como jogador, o nome dele já está história. Mas Giovane Gávio quer ir além e repetir os feitos da juventude na função de treinador. Comandante do Sesi na campanha do título na Superliga 2010/2011, ele agora está à frente de um novo projeto, o Sesc-RJ, que no sábado de Aleluia garantiu um lugar na elite do voleibol brasileiro ao vencer a Série B do campeonato nacional.

Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Giovane contou que a conquista teve um gostinho especial, já que entre 2013 e 2016 não esteve em nenhuma função à beira da quadra no dia a dia – apesar de ter comandado a seleção brasileira masculina sub-21 em parte deste período, o trabalho não exigiu uma dedicação tão longa como acontece no clube. "Foi uma retomada de ritmo, mas um caminho muito feliz, pois é isso o que eu gosto de fazer e me proponho na vida", comentou o ídolo.

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O nome do Sesc tem sido alvo de várias especulações na atual abertura do mercado do vôlei, com expectativa de grande investimento. Giovane, porém, tratou de deixar claro que sua perspectiva para a temporada 2017/2018 é outra.

"Claro que não vamos trabalhar para perder, mas neste primeiro ano nosso objetivo não é lutar pelo título. Se formos analisar friamente, nome por nome, o Sada Cruzeiro, a Funvic Taubaté e o Sesi devem ficar na nossa frente se conseguirem manter o nível dos elencos atuais. Nossa zona de briga talvez seja com o Minas, o Montes Claros, o Brasil Kirin…", afirmou.

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Giovane preferiu não confirmar a chegada de nenhum jogador, mas confirmou a permanência de três peças importantes na campanha da Superliga B, o levantador Everaldo, o oposto Paulo Victor e o central Thiago Barth. "Traçamos um perfil de time com jogadores mais jovens, que podem ser convocados pra seleção agora ou futuramente, mas que dentro de três ou quatro anos serão protagonistas do voleibol brasileiro. É em cima disso que a gente vai montar o time", destacou.

Seleção de base

Antes do início da próxima Superliga, porém, Giovane tem um outro desafio importante: comandar a seleção sub-23 no Mundial da categoria, programado para agosto, no Egito. Para ele, o torneio será uma grande oportunidade de dar rodagem internacional a novos talentos.

"Esse é o nosso desafio, colocá-los para jogar, pois esses jovens estão muito bem treinados e precisam aprender a tomar decisões", afirmou o técnico. Para ele, alguns nomes de potencial nesta nova geração são os do levantador Fernando Cachopa, os pontas Douglas Souza, Vaccari e Fabio, o ponteiro/oposto Kaio e o central Rômulo. "É uma geração muito bacana, com jogadores que, de uma certa forma, já estão assumindo responsabilidades em seus clubes. Isso é bom pra gente. Na seleção, eles terão espaço para aparecer mais ainda", garantiu.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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