Zé Roberto e Bernardinho não descartam seleção e ainda negociam com CBV
Em tese (mas só "em tese"), não há urgência para que a CBV defina se José Roberto Guimarães e Bernardinho continuarão ou não no comando das seleções. Não é a confederação que diz isso, mas o calendário: a temporada de clubes está só começando e as equipes nacionais não deverão voltar à pauta antes de maio do ano que vem.
Até havia expectativa de que a renovação de contrato com os treinadores ou a decisão da confederação brasileira de procurar novos técnicos se desse até o fim da semana passada, mas as negociações prosseguem. O diretor de seleções da CBV, o ex-jogador Renan Dal Zotto, já disse que a intenção da entidade é prosseguir com ambos. "Nós queremos que os dois fiquem, agora está nas mãos deles", como afirmou para o Saída de Rede, o que faz pensar que agora exista, por parte da confederação, uma espera. E é claro que há boas razões para que espere.
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Desde a chegada de Bernardinho (em 2001) e de Zé Roberto (em 2003), as seleções adultas de vôlei do Brasil chegaram a um nível inédito de excelência. Por mais que brasileiras e brasileiros tenham encontrado Gamova, Ting Zhu, Stanley ou Muserskiy pela frente e tenham, numa ou noutra oportunidade, caído, trata-se de um período que talvez nenhum outro esporte tenha experimentado por essas terras. Há evidente exceção quanto futebol dos tempos de Pelé e Garrincha, e à F1 de Senna e Piquet, mas não há concorrência com outras modalidades em nível olímpico.
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Noutro aspecto, além de pensar que faltam três anos e dez meses para as Olimpíadas de Tóquio, que começam em julho de 2020, é preciso lembrar que em 2018 a seleção brasileira masculina tentará retomar a hegemonia em campeonatos mundiais e que a feminina buscará um título que lhe falta. E é imperioso alertar que farão isso com equipes certamente bastante modificadas em relação às que estiveram na Rio 2016, consequência da renovação que deverá ocorrer aos elencos de ambas as equipes.
Para que manter o voleibol brasileiro no topo ou, ao menos, entre os melhores do mundo justo num momento em que há premente necessidade de renovação nas seleções, é compreensível que a CBV tenha optado pela extensão dos contratos e deixado a decisão, nas palavras de Renan Dal Zotto, nas mãos de Bernardinho e de Zé Roberto.
Há que se compreender, por um lado, que os dois treinadores pesem muitos fatores antes de chegar à resposta – por exemplo, o levantador Bruno disse em entrevista recente que a família pediu a Bernardinho que escolhesse entre a seleção e o Rexona-Sesc. Mas é preciso também que a definição no comando das seleções se dê o quanto antes: mal acabou um ciclo olímpico e já há desafios batendo à porta.
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