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Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina

Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

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Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como ''macho-alfa'', a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi ''sem grandes sustos''? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.