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Juciely desafia o tempo e segue como referência no esporte
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Sidrônio Henrique

Juciely conquistou mais uma Superliga este ano (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Com velocidade e tempo de bloqueio impressionantes, eficiente no ataque, Juciely Barreto é, aos 36 anos, referência entre as meios de rede brasileiras. Não se surpreenda se o técnico José Roberto Guimarães convocá-la para a seleção neste ciclo. Juciely desafia o tempo. Terá 39 anos em Tóquio 2020. Mesma idade que a também central americana Danielle Scott tinha em Londres 2012. “Eu penso nela, viu”, diz ao Saída de Rede a mineira da cidade de João Monlevade, admitindo que a estrangeira duas vezes vice-campeã olímpica é um exemplo. “Quando reflito sobre quanto chão teremos até lá, pergunto a mim mesma: ‘será que dá?’ Hoje em dia a resposta é ‘não sei’, mas até bem pouco tempo era ‘não’. Se o Zé Roberto me chamar, vamos conversar”.

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Quem acompanhou a decisão da Superliga 2016/2017, domingo passado, com a vitória do Rexona-Sesc por 3-2 sobre o Vôlei Nestlé, a viu fazer a diferença na reta final da partida. Só no tie break foram seis pontos, o último deles marcado quando sua equipe chegou a nove no placar e ela foi para o saque. Ao longo do torneio, a veterana esbanjou regularidade e muitas vezes foi o desafogo da levantadora Roberta Ratzke. “Eu peço bola mesmo, quero ajudar. Ali no tie break era a nossa temporada resumida em 15 pontos”, relembra.

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Jucy sabe que a renovação deve ser a tônica na seleção, mas sem deixar de lado a experiência de algumas peças, numa mescla que possa garantir sucesso. Contra si, além do tempo que ela insiste em desafiar, a exigência constante de esforço extra diante dos ataques e bloqueios mais altos no cenário internacional. Se a convocação não vier, segue a vida no clube. Já são sete temporadas no atual Rexona-Sesc – venceu seis Superligas com o time carioca (já havia ganhado uma com o Minas Tênis Clube) e deve permanecer. Parar não está em seus planos.

Vôlei entrou tarde em sua vida
Ser apontada como uma das principais centrais do País parece estranho para alguém com um minguado 1,84m e que descobriu o voleibol tão tarde. Tinha 18 anos quando, em 1999, começou no Usipa, clube de Ipatinga (MG), a pouco mais de 100 quilômetros de João Monlevade, onde vivia com os pais, que moram lá até hoje. “Eu brincava de vôlei na escola, gostava, mas não pensava em ser jogadora. Até que alguém me viu e fui parar no Usipa, achavam que eu tinha que ser central”, conta a atleta.

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Em 2000 foi para o Macaé. Chamou a atenção do Minas Tênis Clube e no ano seguinte seguiu para a tradicional equipe de Belo Horizonte – um timaço onde jogavam, entre outras, Fofão, Cristina Pirv, Ângela Moraes, Érika, Elisângela e Ana Maria Volponi, além das juvenis Fabiana e Sheilla, sob o comando do treinador Antônio Rizola. Ganharam a Superliga derrotando o BCN Osasco de José Roberto Guimarães na final.

Ângela Moraes lidera volta olímpica em 2002 no Mineirinho: ídolo de Juciely (foto: CBV)

Pouco experiente, estando apenas na sua terceira temporada na modalidade, treinava mais do que jogava. Encontrou naquele time, na época MRV Minas, seu grande ídolo no vôlei: a central Ângela Moraes, de 1,81m. “Eu parava só para ficar olhando ela treinar. A Ângela me influenciou de todas as formas, eu ficava tentando fazer tudo igualzinho a ela, que atacava uma china linda, incrível na velocidade de perna e de braço. Ela tinha também uma bola de dois tempos que era única: ela quicava no tempo frente e atacava uma chutada. Essa eu tentei fazer muitas vezes e nunca consegui”, conta Juciely.

Oposta?
No segundo ano no MRV Minas não jogou, apenas treinava. “Queriam me transformar em oposta, diziam que eu era baixa demais para ser meio de rede, mas eu não levava jeito para atacar na saída. Tenho todos os cacoetes de atacante de meio, tinha que ser central, apesar de pequena”. A baixa estatura é compensada com velocidade e impulsão. Aliás, a jogadora do Rexona-Sesc diz que não sabe o quanto salta. “Não sei qual é a minha impulsão ou o meu alcance, mas sei que salto bastante”. Os dados no site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) estão longe da realidade.

Fique por dentro do mercado do vôlei

Passou uma temporada em Osasco, depois foram duas no Brasil Telecom, de Brasília. Voltou ao Minas para mais um ano. Então, no período seguinte, 2008/2009, novamente no Brasil Telecom, desta vez em Brusque (SC), ela acredita que explodiu de vez. “A partir daquela temporada em Brusque, comecei a jogar bem mesmo”. A equipe contava com jogadoras como Fabíola e Elisângela. Ao lado de Nati Martins, atualmente no Vôlei Nestlé, Juciely formava a dupla de centrais titulares.

Com o troféu da Superliga 2016/2017 (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Despertando o interesse de Bernardinho
O Brasil Telecom quase foi responsável por uma das maiores zebras da história da Superliga. Após eliminar o Pinheiros nas quartas de final, o time de Brusque encarou simplesmente na série melhor de três partidas da semifinal a equipe de Bernardinho, na época Rexona-Ades. O primeiro jogo, em Santa Catarina, foi vencido pelo Brasil Telecom por 3-2. No seguinte, em pleno Tijuca Tênis Clube, no Rio, a equipe visitante abriu 2-0, para desespero do técnico multicampeão. O Rexona viraria a partida e venceria o jogo seguinte, mas o adversário impôs respeito. Jucy chamou tanto a atenção que recebeu um convite de Bernardinho para jogar no Rio de Janeiro.

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“Minha pontuação no ranking das atletas não me ajudou e eu não me encaixava no Rexona. Fui jogar na temporada seguinte no São Caetano/Blausiegel, que tinha também a Fofão, a Sheilla, a Mari”, recorda a central.

Que times foram bem e que times decepcionaram na Superliga

Porém, no período 2010/2011, finalmente pôde jogar no Rexona. “Aquele time patrocinado pela Blausiegel acabou e fomos Sheilla, Mari e eu jogar no Rio, treinadas pelo Bernardinho”. Começava para Juciely uma história que segue até hoje. Várias atletas entraram e saíram da equipe, mas a meio de rede mineira segue firme.

Recebendo prêmio de melhor central no GP 2015 (foto: FIVB)

Primeira convocação e cortes
Após sua temporada inicial no Rexona, veio também sua primeira convocação para a seleção adulta – jamais havia sido chamada nas categorias de base. “Com o Bernardo cresci a ponto de me tornar uma atleta da seleção brasileira. O Zé Roberto apontou muitos caminhos, me deu soluções quando comecei a disputar jogos internacionais, onde a realidade é completamente diferente. São grandes técnicos”, elogia Jucy, sem esquecer de afagar os dois.

Dos cortes sofridos na seleção, ela fala com resignação. “É algo doloroso, é um sonho que fica para trás, mas é um risco com o qual o atleta convive”.

Ficar fora da Olimpíada de Londres, em 2012, “doeu demais”, admite a atleta, que no entanto ressalta: “Apesar de ter sofrido, tinha consciência que a Adenízia estava melhor, ela vinha jogando muito bem”. O corte da lista de jogadoras que foi ao Mundial 2014 era esperado, pois Juciely sofria com uma lesão no joelho esquerdo.

Alegria e tristeza na Rio 2016
A participação na Rio 2016, apesar do desfecho triste, com a queda diante da China nas quartas de final, é lembrada com carinho por ser a única em Jogos Olímpicos. “Quando você entra na vila olímpica, percebe que aquele sonho se realizou”. A presença dos pais e dos amigos no Maracanãzinho foi extremamente importante para ela.

Giovane: “No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título”

Questionada se a chave muito tranquila da primeira fase na Olimpíada havia preparado suficientemente o time para o duelo nas quartas, ela rebate: “Tínhamos consciência de que o mata-mata seria muito difícil. A (ponteira) Ting Zhu saiu do passe no segundo set, a (técnica) Lang Ping fez umas mudanças e a gente não conseguiu mais acompanhar o ritmo delas”.

Juciely comemora um ponto durante a Rio 2016 (foto: FIVB)

Saque perdido
A central fica com a voz embargada quando relembra o saque desperdiçado no final do tie break diante da China. O Brasil perdia por 11-12 das orientais e Juciely, no serviço, buscou uma paralela, mas a bola foi para fora – a oposta Sheilla Castro erraria outro no rodízio seguinte.

“O meu erro ainda me revolta. Como pude errar aquele saque? Não dormi aquela noite, chorei muito. Nos dias seguintes, sempre que alguém me abordava, falando do jogo, eu caía no choro. Fui pro interior do Rio, um lugar onde ninguém me conhecia, depois fui pra Minas, ficar com meus pais. Nós todas (jogadoras) procuramos respostas para aquela derrota contra a China e não temos. As chinesas jogaram demais”, afirma Jucy.

Mundial de Clubes
O foco agora é o Mundial de Clubes, de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. A chave, com o VakifBank da Turquia e o Dínamo Moscou, é complicada, mas ela se mantém otimista, mesmo sabendo o quanto é difícil enfrentar bloqueios mais elevados ou tentar conter atacantes mais altas. “É outro nível, muito puxado, tenho que me desdobrar. No Grand Prix 2015 ganhei o prêmio de melhor central e fiquei me perguntando como poderia ter sido a melhor no meio de tanta mulher alta”. Às vezes não é preciso ser alta para ser grande.


Taubaté capitaliza erros do Sesi e decide Superliga pela primeira vez
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João Batista Junior

Frustrado em duas semis, Taubaté é finalista desta Superliga (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Na primeira vez em que chegou às semifinais da Superliga, a Funvic/Taubaté foi eliminada pelo Sesi, na temporada 2014/2015, com duas partidas decididas em quatro sets. Na segunda vez, ano passado, o time do Vale do Paraíba caiu diante do Brasil Kirin num lance em que o central Deivid, no tie break do jogo desempate, tomou um cartão vermelho por pegar a placa errada para substituição. Mas, na noite de quinta-feira, em São Caetano do Sul, os tricampeões paulistas deram um passo adiante e conquistaram o bilhete para a decisão do campeonato nacional.

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A Funvic/Taubaté venceu o Sesi no jogo 4 por 3 sets a 1 (25-17, 25-19, 22-25, 25-22) e fechou o playoff em 3 a 1. Foi o terceiro grande triunfo do time do interior sobre a equipe da Vila Leopoldina nesta temporada: antes dessas semifinais, decidiram o Campeonato Paulista e a Copa Brasil, e os representantes do Vale do Paraíba levaram os dois troféus para casa.

Depois de duas partidas bem disputadas nesse mata-mata e definidas em cinco sets, o jogo que apontou o adversário do Sada Cruzeiro na decisão foi, tecnicamente falando, bem pobre, repleto de erros e pontuado pelo momento bisonho em que o central Riad, do Sesi, frustrado por ter tido seu bloqueio explorado por Lucarelli, rasgou a rede na reta final da segunda etapa.

Giovane: “No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título”

As duas equipes entraram em quadra dispostas a resolver seus problemas no saque, mas isso propiciou longas sequências de serviços errados. Nos dois primeiros sets, Taubaté, com uma virada de bola relativamente tranquila, conseguiu aproveitar as falhas dos anfitriões e ficou – a exemplo da partida anterior – a um set da classificação.

Distribuição de bolas de Raphael é um dos pontos altos do Taubaté

Nos dois sets seguintes, o sexteto sesista cresceu na força do bloqueio e também graças a um reforço que, há alguns dias, parecia improvável: Douglas Souza.

Retornando de uma lesão abdominal sofrida há pouco mais um mês, o ponteiro campeão olímpico foi acionado pelo técnico Marcos Pacheco e mostrou o quanto fez falta ao Sesi nessas semifinais.

Douglas entrou na partida no lugar de Murilo, durante o segundo set, e permaneceu em quadra nas parciais seguintes, em substituição a Fábio. Auxiliando a linha de passe e atacando com potência, ele terminou o jogo com 11 acertos e 55% de aproveitamento nas cortadas. Para comparar: Lucarelli, que jogou os quatro sets e foi eleito o melhor em quadra na votação pela internet, também obteve 11 anotações e pontuou em 45% das tentativas no ataque.

Zé Roberto chama nove jogadoras em sua 1ª convocação pós-Olimpíada

O Sesi, na primeira metade do quarto set, abriu boa vantagem e fez crer que o duelo seguiria para o tie break. No entanto, o time paulistano esbarrou novamente nos erros (foram 38 ao todo contra 30 dos rivais) e a Funvic/Taubaté, com boa distribuição de bolas do levantador Raphael, virou a parcial definitiva, que valeu um lugar na final da Superliga.

A partida entre Sada Cruzeiro e Funvic/Taubaté será disputada no próximo dia 7, domingo, a partir das 10h, no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.


Espaço do leitor: como é ver o Final Four da Champions League de vôlei?
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Carolina Canossa

Americana Kimberly Hill atendeu os fãs muito bem (Fotos: Arquivo pessoal)

Enquanto os fãs brasileiros de vôlei estavam ligadíssimos na decisão da Superliga feminina de vôlei, Fernando Rodrigues (@ferciccone) desfrutava de uma experiência especial. Aproveitando as férias na Europa, ele decidiu acompanhar de perto as partidas decisivas da Champions League, o principal torneio de clubes da Europa. Sortudo, ficou em um lugar próximo ao da técnica campeã olímpica Lang Ping e teve a oportunidade de conversar com José Roberto Guimarães, dono de três ouros olímpicos e atual treinador da seleção brasileira.

Como foi a experiência? A estrutura é boa? Que jogadoras foram simpáticas ou antipáticas com os fãs? No relato abaixo, escrito especialmente para o Saída de Rede, Fernando conta tudo:

''Quando marquei minhas férias, fiquei um pouco triste: iria perder a final da Superliga feminina! Moro no Rio de Janeiro e com certeza iria assistir o jogo. Foi então que descobri que o Final Four da Champions League feminina seria em Treviso (Itália), a um ''pulo'' da Suíça, meu destino principal – seis horas de trem é um ''pulo'' para nós, brasileiros, né?

Fique por dentro do mercado do vôlei!

Os ingressos estavam quase esgotados, mas consegui comprar um pacote especial que dava direito a todos os quatro jogos! Terra do tiramisu e da Benetton, a região de Treviso tem um clube de vôlei, o Imoco Conegliano. Desde que cheguei, achei as pessoas bem empolgadas com as chances da ''Panteras'', apelido carinhoso dada ao time, apesar do cansaço da disputa do Campeonato Italiano. O ginásio PalaVerde, que fica em Villorba (25 minutos de ônibus partindo do centro de Treviso), é bom, mas de porte médio: não devem caber ali mais do que cinco mil pessoas.

Na entrada, os torcedores turcos eram os mais animados, tanto do Eczacibasi quanto do Vakifbank. Muita cantoria e fotos, tudo em um clima bem amigável! Conversei com alguns torcedores do Eczacibasi, que lamentavam e comentavam ainda com bastante choque da lesão da brasileira Thaisa. Já os torcedores do Vakif só falavam um nome: Zhu! Eram vários chineses na torcida turca, com as bandeiras dos dois países convivendo lado a lado na arquibancada.

Zé Roberto e Lang Ping estavam presentes no ginásio italiano

Ao entrar fui premiado com um lugar bem perto dos técnicos José Roberto Guimarães e Lang Ping. Conversamos um pouco. Fiquei impressionado com a educação e simpatia do Zé! Perguntei a ele qual seu palpite para a final da Superliga que iria acontecer no dia seguinte e ele chutou bem que o Rexona levaria de novo. Quis saber quem seria nossa oposta no próximo ciclo. Ele não disse nomes, mas se mostrou animado e avisou que vem coisa boa por aí. Sobre a possibilidade de a Hooker  jogar na seleção brasileira, ele lembrou que ela precisa se naturalizar e atuar dois anos no Brasil! Será que dá tempo de jogar Tóquio-2020? Ele só riu…

O primeiro dia foi muito animado com as torcidas turcas e italiana empurrando os times o tempo todo. O evento estava bem organizado, com lojinha pra quem queria comprar coisas do Conegliano. Como fiquei na torcida do Vakif, me deram uma camisa deles pra torcer também. Foi incrível ver aquelas seleções do mundo jogando tão de perto, a quadra era muito próxima da arquibancada. No geral, as jogadoras me pareceram bem cansadas. O Eczacibasi mesmo se arrastou. Como muitos parentes e amigos das jogadoras também estavam na torcida, elas subiam até lá depois das partidas para falar com eles.

O feito de Lang Ping e a necessidade de valorizar as mulheres no vôlei

A torcida local ficou louca com a ida do Conegliano à final e, assim, o ginásio ficou ainda mais cheio para o segundo dia de competições. Conversei com alguns torcedores de lá e muitos tinham a camisa da seleção americana por causa da central Rachael Adams, que jogou dois anos na cidade. Mas a rainha da torcida deles era a holandesa Robin de Kruijf! Na final, o time italiano bem que tentou fazer um jogo duro contra o Vakif, mas sem chance: Zhu estava inspiradíssima e pegando muito forte na bola. A cerimônia de premiação foi rápida e bem animada, com um clima bem amistoso também entre as jogadoras. Enfim, foi uma festa muito linda! Que venha o Mundial de clubes com partidas emocionantes!

Holandesa Robin de Kruijf era a mais assediada pelos torcedores

Pontos negativos:

– Mesmo quem comprou pela internet tinha que levar a entrada impressa, o que deu bastante confusão entre os torcedores estrangeiros que não sabiam disso…
– Não houve transporte público para voltar ao centro de Treviso ao término dos jogos do primeiro dia, por volta de um sábado às 22h30
– Algumas jogadoras me pareceram bem antipáticas com os fãs. Maja Poljak e Nataliya Goncharova, do Dínamo de Moscou, se negaram a bater fotos, por exemplo. A Maja, aliás, estava bem brava por perder pro Conegliano.
– Já a Zhu atendeu somente os chineses…

Pontos positivos:

– Mesmo com o problema dos ingressos não impressos, a organização do evento resolveu tudo na hora de forma bem atenciosa
– A maioria das pessoas do staff falava inglês. Fico me perguntando: como seria para um estrangeiro assistir a final da nossa Superliga?
– A lojinha de produtos e as comidinhas da lanchonete do ginásio eram boas, variadas e baratas. Havia até champanhe!
– Algumas jogadoras foram muito queridas com o público, caso da Kimberly Hill, Rachael Adams, Serena Ortolani, Naz Aydemir, Monica De Gennaro… Mas a mais simpática de todas era a a turca Gözde Kırdar Sonsirma''

Se você também quer relatar alguma experiência bacana com o vôlei, entre em contato conosco através do nosso Facebook.


Giovane: “No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título”
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Carolina Canossa

Giovane está de volta à elite do voleibol brasileiro (Fotos: Divulgação/CBV)

Como jogador, o nome dele já está história. Mas Giovane Gávio quer ir além e repetir os feitos da juventude na função de treinador. Comandante do Sesi na campanha do título na Superliga 2010/2011, ele agora está à frente de um novo projeto, o Sesc-RJ, que no sábado de Aleluia garantiu um lugar na elite do voleibol brasileiro ao vencer a Série B do campeonato nacional.

Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Giovane contou que a conquista teve um gostinho especial, já que entre 2013 e 2016 não esteve em nenhuma função à beira da quadra no dia a dia – apesar de ter comandado a seleção brasileira masculina sub-21 em parte deste período, o trabalho não exigiu uma dedicação tão longa como acontece no clube. ''Foi uma retomada de ritmo, mas um caminho muito feliz, pois é isso o que eu gosto de fazer e me proponho na vida'', comentou o ídolo.

Wiiliam pede dispensa, mas quer voltar à seleção ainda este ano

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O nome do Sesc tem sido alvo de várias especulações na atual abertura do mercado do vôlei, com expectativa de grande investimento. Giovane, porém, tratou de deixar claro que sua perspectiva para a temporada 2017/2018 é outra.

''Claro que não vamos trabalhar para perder, mas neste primeiro ano nosso objetivo não é lutar pelo título. Se formos analisar friamente, nome por nome, o Sada Cruzeiro, a Funvic Taubaté e o Sesi devem ficar na nossa frente se conseguirem manter o nível dos elencos atuais. Nossa zona de briga talvez seja com o Minas, o Montes Claros, o Brasil Kirin…'', afirmou.

Treinador comandou a seleção sub-21 e em 2017 estará à frente da sub-23

Giovane preferiu não confirmar a chegada de nenhum jogador, mas confirmou a permanência de três peças importantes na campanha da Superliga B, o levantador Everaldo, o oposto Paulo Victor e o central Thiago Barth. ''Traçamos um perfil de time com jogadores mais jovens, que podem ser convocados pra seleção agora ou futuramente, mas que dentro de três ou quatro anos serão protagonistas do voleibol brasileiro. É em cima disso que a gente vai montar o time'', destacou.

Seleção de base

Antes do início da próxima Superliga, porém, Giovane tem um outro desafio importante: comandar a seleção sub-23 no Mundial da categoria, programado para agosto, no Egito. Para ele, o torneio será uma grande oportunidade de dar rodagem internacional a novos talentos.

''Esse é o nosso desafio, colocá-los para jogar, pois esses jovens estão muito bem treinados e precisam aprender a tomar decisões'', afirmou o técnico. Para ele, alguns nomes de potencial nesta nova geração são os do levantador Fernando Cachopa, os pontas Douglas Souza, Vaccari e Fabio, o ponteiro/oposto Kaio e o central Rômulo. ''É uma geração muito bacana, com jogadores que, de uma certa forma, já estão assumindo responsabilidades em seus clubes. Isso é bom pra gente. Na seleção, eles terão espaço para aparecer mais ainda'', garantiu.


Zé Roberto chama nove jogadoras em sua 1ª convocação pós-Olimpíada
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Carolina Canossa

Zé Roberto terá quatro torneios com a seleção em 2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães anunciou nesta quarta-feira (26) os nomes das primeiras atletas convocadas para a temporada 2017 do vôlei. Ao todo, seis jogadoras foram convocadas para os torneios da temporada e outras três para um período de treinamentos.

De olho no Montreux Volley Masters, Grand Prix, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões, Zé Roberto chamou a líbero Léia, a levantadora Naiane, a ponteira Rosamaria e a central Mara, todas do Camponesa/Minas, além da central Adenízia, do Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália), e da líbero Suelen, do Foppapedretti Bergamo (Itália).

Já a ponteira/oposta Edinara e sua companheira de São Cristóvão Saúde/São Caetano, Fernanda Tomé, foram convidadas para treinar com o restante do grupo. O mesmo aconteceu com a ponta Amanda, um dos destaques da última Superliga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei.

Que times foram bem e que times decepcionaram na Superliga recém-encerrada?

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Essas nove jogadoras se apresentarão na próxima segunda-feira (1), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

A convocação da seleção feminina deve ser completada ao longo das próximas semanas com as jogadoras que demandam um maior período de descanso ou que estão encerrando suas temporadas nos clubes mais tarde, caso das atletas do Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé.


Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Superliga feminina: quem decepcionou e quem foi além do esperado?
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Carolina Canossa

Rexona se reinventou para levar o título de novo (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Ao mesmo tempo em que já começam a fazer projeções com os patrocinadores e propostas para as jogadoras que desejam manter ou contratar, as 12 equipes que participaram da recém-encerrada Superliga feminina de vôlei analisam o que funcionou e o que deixou a desejar na temporada. Quem cumpriu o que queria? Quem decepcionou? Quem foi além do imaginado?

Elas arrasaram! Confira nossa seleção da Superliga 2016/2017

Nós, do Saída de Rede, também fizemos um balanço do desempenho dos clubes na competição levando em conta o que eles desejavam e aquilo que, de fato, conseguiram. Vejam abaixo nossas conclusões:

Terminam a Superliga em alta

Rexona-Sesc
O título este ano veio com mais dificuldades que em temporadas anteriores. Por outro lado, ao contrário da edição 2015/2016, não havia uma matadora como Natália para ser a bola de segurança da equipe. A solução foi se reinventar mais uma vez para conquistar a 12ª taça de sua história, a última ao lado do patrocinador que bancou o projeto 20 anos atrás.

Vôlei Nestlé
A queda no investimento que teve como consequência as saídas de Thaísa e Adenízia preocupou os torcedores de Osasco antes do início da Superliga. Cerca de 70% do elenco foi reformulado, mas a aposta em um misto de veteranas com atletas em busca de consolidação se revelou positiva para a equipe comandada por Luizomar de Moura. O próprio técnico admite que o grupo não estava entre os favoritos, mas ainda assim o time chegou perto da taça. Mais especificamente, a um set dela.

Erros de arbitragem mancham a Superliga: o que se faz para mudar essa realidade?

Veterana e novata levam Rexona ao 12º título da Superliga

Camponesa/Minas
Não se deixe enganar pela tabela de classificação: se por um lado a campanha do tradicional clube de Belo Horizonte foi pior que a da Superliga anterior (quarto contra terceiro lugar), por outro o time empolgou a torcida como há muito não acontecia e quase eliminou o papa-títulos Rexona na semifinal. O pecado foi só ter fechado o elenco com a competição em andamento (alô, Hooker! alô, Jaque!) , o que fez a equipe cair para o quarto lugar na tabela de classificação e antecipou um confronto na semifinal que poderia muito bem ter sido a decisão, contra as cariocas. Que fique a lição para a próxima temporada.

Genter Vôlei Bauru
Taí um projeto que tem tudo para dar frutos cada vez melhores nos próximos anos: depois de uma primeira temporada humilde na Superliga A, deu novo passo e, com mais investimento, alcançou os playoffs com facilidade. A quinta colocação reflete um trabalho bem feito, dadas as atuais possibilidades econômicas do projeto. Se continuar assim, não vai demorar muito para fazer parte do seleto grupo de candidatos ao pódio.

Campeão olímpico em 2004, Anderson foi uma grata surpresa como treinador (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Terracap/BRB/Brasília
Mais um projeto que soube gerir bem os recursos que tinha à disposição. Não por acaso, derrubou alguns favoritos ao longo da fase classificatória e ameaçou o Praia Clube nas quartas de final. A aposta no ex-jogador Anderson Rodrigues como técnico se revelou acertada e o trabalho dele à frente da equipe foi uma grata surpresa para os fãs de vôlei.

Permanecem no mesmo patamar

Fluminense
A iniciativa do clube carioca em voltar a investir no vôlei feminino após 25 anos é louvável por si só. A despeito de limitações orçamentárias, o Flu conseguiu pinçar boas peças no mercado, caso da ponteira Sassá, da oposta Renatinha e da central Letícia Hage – e a força do elenco apareceu na final do Campeonato Carioca, com uma vitória no tie-break e o fim da hegemonia do Rexona. Não foi ruim, mas os motivos citados acima deixam a sensação de que o time poderia ter ido mais longe…

Fair play de Lucas Loh e Theo fazem Sesi sobreviver na Superliga masculina

Pinheiros
A turbulência causada com a troca de técnico em dezembro de 2015 continuou com a saída de sua principal contratação, Suelle, antes mesmo do início da Superliga. Não ofereceu grande resistência aos principais candidatos ao título, exceto o Vôlei Nestlé, mas cumpriu o ''feijão com arroz'' contra os times mais fracos e ficou longe de qualquer possibilidade de rebaixamento.

São Cristóvão Saúde/São Caetano
Não é de hoje que está acomodado na elite do voleibol brasileiro, sem subir ou descer de patamar. É uma situação parecida com a do Pinheiros, outra fonte de talentos, com a diferença que a equipe do ABC Paulista não tem alcançado os playoffs recentemente. Uma pena, pois trata-se de um trabalho sério e que poderia aparecer mais na principal competição do Brasil.

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Praia investiu alto, mas resultados estiveram longe de aparecer (Foto: Divulgação/CBV)

Gostinho de frustração

Dentil/Praia Clube
Sem dúvida, a grande decepção da temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro. Depois de ser vice-campeão no ano passado, investiu alto para reforçar o elenco, com destaque para a chegada de Fabiana, ex-capitã da seleção brasileira feminina. Lesões à parte, o que se viu em quadra, porém, foi um time perdido, com raríssimos momentos de brilho e que psicologicamente desabava com facilidade. Fez uma Superliga que deve ficar como lição para que os erros não se repitam no futuro.

Rio do Sul/Equibrasil
Sensação do campeonato de 2015/2016, onde foi quase imbatível em casa sofreu uma forte queda com a saída do competente técnico Spencer Lee, que foi ser assistente do Vôlei Nestlé. Com apenas cinco vitórias em 22 partidas, sequer pôde sonhar em estar nos playoffs. Para piorar, sofreu com atrasos no pagamento das atletas.

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Sesi
A decepção por não ter passado pelas quartas com um elenco com Fabiana e Jaqueline na Superliga anterior fez a diretoria do Sesi promover um corte radical na verba destinada ao vôlei feminino nesta temporada. A aposta era em um time barato e jovem, tendo em vista a formação de talentos para os próximos anos. Objetivo nobre, sem dúvida, mas nem tal opção nem os gastos menores são justificativas para uma campanha tão fraca, com apenas sete pontos conquistados em 66 possíveis.

Renata Valinhos/Country
É um projeto esforçado, mas que precisa de ajustes para deixar de ser saco de pancadas e permanecer na elite do voleibol brasileiro. Caso contrário, uma hora os patrocinadores vão cansar de investir. Infelizmente, as performances nesta Superliga não ajudaram e o time do interior paulista voltou a ocupar a última posição da tabela. Trata-se de um resultado semelhante ao da temporada passada, com a diferença que em 2015/2016 houve uma vitória a mais.


William pede dispensa da seleção, mas quer voltar ainda este ano
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Sidrônio Henrique

Levantador do Sada Cruzeiro, William Arjona foi campeão olímpico na Rio 2016 (fotos: CBV)

William Arjona pediu dispensa da seleção. O levantador do Sada Cruzeiro, campeão olímpico na Rio 2016, contou ao Saída de Rede que pediu ao técnico da seleção, Renan Dal Zotto, para ficar com a família após o encerramento da Superliga 2016/2017. A final do torneio, para a qual o time mineiro está classificado, aguardando a definição do adversário, será no dia 7 de maio, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.

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“O Renan falou comigo, disse que queria contar com os campeões olímpicos, mas expliquei a ele que estou há quatro anos sem tirar férias, que preciso de um tempo para ficar com minha família. Eu havia dito a minha mulher (Bruna) que se eles (a família) segurassem a barra de ficar todo aquele período de preparação para a Rio 2016 sem mim, eu compensaria no ano seguinte”, comentou William. O atleta tem dois filhos pequenos: Nina, 3 anos, e Cauã, 2.

Arena da Baixada, em Curitiba, receberá as finais da Liga Mundial 2017

À disposição no segundo semestre
O levantador ressaltou que seu pedido de dispensa foi somente para a convocação para a Liga Mundial. A competição será disputada de 2 de junho a 8 de julho, com as finais na Arena da Baixada (de 4/7 a 8/7), estádio de futebol localizado em Curitiba. “No segundo semestre teremos a Copa dos Campeões e o Sul-Americano, e eu estarei à disposição”, completou.

A ausência do nome do armador do Sada Cruzeiro chamou a atenção numa lista que veio a público na sexta-feira (21), no hotsite da Liga Mundial 2017. Naquela mesma data, o SdR divulgou a informação. Os levantadores na relação de jogadores são Bruno Rezende, do Sesi, Raphael Oliveira, do Funvic Taubaté, e Murilo Radke, do Montes Claros.

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Bruno, na seleção desde meados da década passada, foi campeão mundial em 2010 e olímpico em 2016. Rapha fez seu nome nos tempos áureos do Trentino, da Itália, e foi reserva de Bruno na campanha que culminou com a prata no Mundial 2014. Radke, o menos experiente dos três, vinha sendo chamado pelo ex-treinador Bernardinho e foi titular na seleção B que ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, sob o comando de Rubinho.

Renan Dal Zotto foi anunciado como novo técnico da seleção pela CBV em janeiro

“Nem todos serão convocados”
O Saída de Rede questionou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se a lista no site da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) corresponde aos convocados para a temporada ou se são apenas inscritos – já houve divergência entre a lista apresentada no site em anos anteriores e a convocação anunciada posteriormente. O supervisor da seleção masculina, Fernando Maroni, informou que a relação “é de pré-inscritos” e que “nem todos serão convocados”. Na noite desta segunda-feira (24), o técnico Renan Dal Zotto confirmou os nomes do central Maurício Souza e do líbero Tiago Brendle, ambos do Brasil Kirin, equipe eliminada na semifinal da Superliga no sábado passado.

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Há poucas caras novas na lista do site da Liga Mundial. Dos 21 relacionados, apenas quatro nunca passaram pela seleção A: o ponta Rodriguinho, do Sada Cruzeiro, o líbero Thales, do Lebes/Gedore/Canoas, o central Otávio, do Funvic Taubaté, e o oposto Rafael Araújo, destaque da liga polonesa pelo MKS Bedzin – os dois últimos foram da seleção B do Pan 2015. Entre os veteranos, um velho conhecido que esteve ausente em convocações recentes, o líbero Mário Júnior, do Taubaté, campeão mundial em 2010 e vice em 2014, que segundo o SdR apurou foi bem avaliado pela comissão técnica. No entanto, o preferido é Tiago Brendle, que desde o final do ciclo passado despontava como sucessor de Serginho, decano da posição que se retirou da seleção após o ouro na Rio 2016, quando foi escolhido MVP.

O nome do líbero Mário Júnior está na lista da Liga Mundial

Quase todos os campeões na Rio 2016 mantidos
Dez dos 12 campeões olímpicos no Rio de Janeiro estão na lista dos 21 pré-inscritos para a Liga Mundial. Somente Serginho e William Arjona não aparecem. Como sede das finais do torneio, o Brasil já está assegurado entre os seis finalistas, ou seja, poderia utilizar a fase de classificação para dar experiência aos mais novos. A cada etapa da Liga Mundial, 14 jogadores podem ser inscritos. Se os dez da Rio 2016 confirmarem presença e forem sempre relacionados, sobra pouco espaço para eventuais novidades.

Os doze atletas convidados por Renan Dal Zotto no dia 10 de abril para treinar em Saquarema (RJ), no centro de treinamento da CBV, estão lá desde domingo (23). Desses, quatro estão na relação do hotsite da Liga Mundial 2017: o levantador Murilo Radke, o líbero Thales e os opostos Rafael Araújo e Renan Buiatti – este último do JF Vôlei.


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João Batista Junior

Gigante na seleção da China,Ting Zhu (5) se firma no VakifBank (fotos CEV)

Se já não bastasse conquistar a medalha de ouro na Rio 2016 como MVP do torneio olímpico feminino de vôlei, igualando seu feito da Copa do Mundo 2015, Ting Zhu repetiu a dose com o VakifBank na Liga dos Campeões feminina 2016/2017.

No domingo, em Treviso (Itália), em sua primeira temporada no voleibol europeu, a ponteira chinesa, de 22 anos de idade, conduziu a equipe turca ao terceiro título continental de sua história e ganhou o prêmio de melhor jogadora das finais – honraria que já coube, noutras temporadas, a jogadoras do naipe da italiana Francesca Piccinini, da sul-coreana Kim Yeon Koung e da russa Ekaterina Gamova.

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Depois de passar pelo Eczacibasi VitrA, sábado, nas semifinais, por 3 a 0, o VakifBank venceu o Imoco Volley Conegliano na final da Champions League também em sets diretos (parciais de 25-19, 25-13, 25-23), fechando uma campanha invicta de dez vitórias no torneio.

Optando jogar pelas pontas, a levantadora Naz Aydemir só acionou nove vezes as centrais Kübra Akman e Milena Rasic em toda a partida – total inferior a 10% do número de cortadas VakifBank na decisão. Mas o ataque da equipe turca não sentiu falta da primeira bola.

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Protegida na recepção pela líbero Örge e pela ponta norte-americana Kim Hill, Zhu jogou à vontade no ataque, assinalando 22 pontos contra o Conegliano, dez deles apenas no duro terceiro set.

Carrasco do Brasil nas Olimpíadas, Zhu computou 46 acertos nesse fim de semana do Final Four, sete a mais que a segunda pontuadora, Nataliya Goncharova, oposta do Dínamo Moscou. A MVP marcou 7,67 pontos por set, sendo a única atleta com média superior a cinco anotações por parcial nas finais, e teve um aproveitamento de 57% no ataque.

No jogo de bolas altas, melhor para o VakifBank, de Lonneke Slöetjes

Além de Zhu, as outras duas atacantes das extremidades da rede destacaram-se pelo VakifBank: a oposta Lonneke Slöetjes teve 48% de rendimento no ataque, assinalando 14 pontos no total, enquanto Hill, pela entrada, marcou 11 pontos, sendo nove em cortadas.

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Atual campeão italiano, o Imoco Volley se classificou direto da fase de grupos direto para o Final Four, com o carimbo de “representante da cidade sede” a viagem de trem entre Conegliano e Treviso dura menos de 20 minutos, informa o Google. Na disputa contra o VakifBank, o sistema defensivo anfitrião perdeu a batalha contra as atacantes rivais, e o passe, por sua vez, também não ajudou muito a levantadora polonesa Skorupa.

Só no terceiro set, quando Ortolani foi para a saída de rede e Carolina Costagrande começou a parcial em quadra – atuando como ponteira – foi que o Conegliano conseguiu  equilibrar as ações e ameaçou estender a partida. Mas, na reta final, o time falhou no contra-ataque e teve de se contentar com o vice-campeonato.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc

O terceiro lugar da competição ficou com o Eczacibasi VitrA, que não pôde contar com Thaisa, afastada do restante da temporada por lesão. As campeãs mundiais do ano passado bateram o Dínamo Moscou por 3 sets a 1 (25-19, 19-25, 25-23, 25-22).


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Carolina Canossa

Com um jogo muito coletivo, Rexona se sagrou campeão de novo (Foto: Inovafoto/CBV)

Um dia após o final da Superliga feminina, é hora de começar as avaliações de tudo o que aconteceu no torneio. E, claro, eleger quem foram as melhores atletas em quadra. Enquanto a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) prefere basear suas escolhas nas estatísticas, optamos por não dar toda esta importância aos números, já que eles muitas vezes não refletem fatos que ocorreram em quadra, além de ignorarem o poder decisivo de uma atleta.

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Dito isto, vamos à seleção do Saída de Rede:

(Fotos: CBV)

Levantadora: Macris (Terracap/BRB/Brasília)

Começamos por aquela que foi a posição mais difícil de ter uma vencedora nesta Superliga. Isso porque não houve uma levantadora que tenha sido uma unanimidade ao longo da competição: todas, sem exceção, alteraram bons momentos com erros táticos e/ou técnicos. De uma maneira em geral, porém, chamou a atenção Macris, que ajudou o Brasília a fazer uma ótima campanha mesmo com uma oposta em má fase e com Paula Pequeno não sendo mais a mesma de antes. Às vezes, seu estilo acelerado compromete, mas consegue aliar bem essa velocidade com inteligência na hora de distribuir as jogadas

Oposta: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Mandou um recado para quem tinha dúvidas se poderia repetir as atuações de sua primeira passagem no Brasil, o que inclui a equipe do SdR: sim, a americana ainda tem muita lenha para queimar. Potente e com boa técnica, ajudou o Minas a subir de patamar e, mesmo tendo estreado apenas na oitava rodada, foi a segunda maior pontuadora da competição, 26 pontos atrás de Tandara

Ponteira 1: Tandara (Vôlei Nestlé)

Falando em Tandara, ela não poderia deixar de aparecer nesta lista. Em excelente forma física, também aprendeu a encarar menos bloqueios montados e se destacou no saque. Manteve ainda um nível razoável na recepção e foi a maior responsável pela equipe de Osasco ter ficado a apenas um set do título da Superliga

Ponteira 2: Drussyla (Rexona-Sesc)

Há 20 dias, seria inimaginável pensar que a jovem atleta do Rio figuraria nesta lista. Mas não há como deixar de reconhecer o excelente trabalho feito por ela na reta final da competição, quando foi alçada ao time titular no lugar da holandesa Anne Buijs. Ajudou a reestabilizar o passe do time em um momento difícil na semifinal contra o Minas, virou bolas importante no ataque e teve emocional para não se deixar levar depois de erros no primeiro set da final. Foi uma gigante em quadra.

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Central 1: Juciely (Rexona-Sesc)

Outra que jogou uma enormidade quando o Rexona mais esteve ameaçado, seja no bloqueio ou no ataque. Aos 36 anos, ainda consegue se manter entre as melhores atletas do Brasil na posição (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Central 2: Bia (Vôlei Nestlé)

Foi um problemaço para os rivais quando esteve na rede, já que tem uma ótima noção de tempo para bloquear e leitura das atacantes rivais. Se conseguir atacar com a mesma eficiência, algo que ainda não acontece mesmo com uma levantadora com a qual está acostumada (Dani Lins), será presença certa na seleção nos próximos anos

Líbero: Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Talentosíssima, a dominicana conseguiu o feito de estar entre as melhores da competição mesmo tendo parado nas quartas de final. Foi a dona do fundo de quadra de um time cujas ponteiras apresentaram problemas para receber as bolas, além de fazer defesas de encher os olhos

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Técnico: Bernardinho (Rexona-Sesc)

Chega ao seu 12º título em 20 anos de competição. Precisa dizer mais? Precisa: na maioria destas conquistas, incluindo a deste ano, contou com um investimento menor que o dos principais adversários. Seus times, porém, se destacam pela coletividade e linearidade de jogo – mesmo quando as coisas não dão certo, o Rexona é capaz de esquecer um set ruim e apresentar um novo ritmo na etapa seguinte, como se nada tivesse acontecido. Tem ainda um talento especial para apostar em jovens talentos na hora certa, como ocorreu com Drussyla desta vez

MVP: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Esse posto poderia muito bem ficar com Tandara, mas optamos por Hooker pela superação apresentada depois de alguns anos em baixa no exterior. Voltou a ser uma estrela de primeiro nível no vôlei internacional, está mais madura psicologicamente e seguramente é um dos nomes mais disputados por times do mundo inteiro no mercado pra próxima temporada. Pena que já avisou que não permanece no Brasil…

Menções honrosas (ou ''quem poderia estar na seleção da Superliga, mas faltou espaço''): Amanda (Terracap/BRB/Brasília), Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano), Fabi (Rexona-Sesc), Gabi (Rexona-Sesc), Lorenne (Sesi), Mara (Camponesa/Minas) e Roberta (Rexona-Sesc).

Concorda? Discorda? Qual é a sua seleção da Superliga feminina 2016/2017?