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Mesmo com altos e baixos, Minas vence Fluminense e se mantém invicto

Janaína Faustino

08/01/2019 21h44

Apesar de ter permitido a reação carioca a partir do terceiro set, Minas conseguiu a vitória por 3 sets a 1 (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Único invicto e buscando a liderança na Superliga feminina de vôlei, o Minas Tênis Clube, então vice-líder do torneio, enfrentou o Fluminense, quinto colocado, no ginásio da Hebraica, no Rio de Janeiro, em jogo atrasado válido pela quinta rodada da competição. Após bater o arquirrival Dentil Praia Clube na casa do adversário, o time manteve a invencibilidade ao derrotar o Tricolor carioca por 3 sets a 1 (21-25, 11-25, 27-25 e 23-25). Com o triunfo, a equipe chegou aos 25 pontos, com nove vitórias em nove jogos. O time, entretanto, não assumiu a ponta da tabela porque o Praia Clube se recuperou e bateu o Sesi Vôlei Bauru pelo mesmo placar, alcançando 27 pontos e um jogo a mais que o segundo colocado. As cariocas, por outro lado, permaneceram com 16 pontos na classificação geral.

Para a partida, o técnico Stefano Lavarini escalou a mesma equipe que atuou contra o Praia Clube: Macris na armação, Lana e Gabi na entrada de rede, Carol Gattaz e Mayany pelo meio, Bruna Honório na saída e Leia como líbero. Já o treinador Hylmer Dias optou pela levantadora Giovana, as ponteiras Thaisinha e Pri Daroit, as centrais Lara e Letícia Hage, a oposta Joycinha e a líbero Sassá.

Sem a contribuição de Natália, que ainda sente a lesão no joelho, a equipe de Belo Horizonte conseguiu vencer a partida alternando bons e maus momentos. Apesar das oscilações, para tanto, o time contou com um saque eficiente, um sistema defensivo bem ajustado, a força de seu ataque e a incrível velocidade do jogo de sua levantadora Macris. Pressionando a recepção do time da casa com um serviço variado e encaixado, o Minas tirou o passe das mãos da armadora Giovana, que teve grandes problemas para armar as jogadas com suas atacantes. Em dificuldades, a levantadora recorreu às bolas afastadas da rede e, ainda, às bolas altas para a ponteira Thaisinha – "caçada" no passe – e para a oposta Joycinha, facilitando o bloqueio mineiro (foram 13 pontos neste fundamento, sendo 9 somente da central Mayany).

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A armadora Macris, em oposição, jogou praticamente toda a partida com o passe nas mãos e imprimindo incrível velocidade tanto nas bolas de meio e na "china" – com Mayany e Carol Gattaz, respectivamente – quanto nas bolas aceleradas pelas extremidades. Com isso, no começo do duelo, a equipe minastenista se saiu muito bem na virada de bola e nos contra-ataques. Com imensa superioridade técnica, o time de Belo Horizonte esteve concentrado e equilibrado em todos os fundamentos, comandando os dois primeiros sets (para se ter uma ideia, na segunda parcial, a equipe visitante chegou a fazer 23 a 9).

O destaque negativo do Minas foi a queda de rendimento a partir da terceira parcial. Cometendo mais erros de ataque e de saque, e aparentemente desconcentrado em função da pouca resistência oferecida pela equipe mandante nas duas primeiras parciais, o time se desmobilizou e permitiu a reação do Fluminense, que evoluiu bastante tecnicamente com as mudanças efetuadas pelo técnico Hylmer Dias (principalmente com a entrada da levantadora Ju Carrijo e da central Larissa). Com isso, no final da parcial, apesar de ter conseguido encostar no placar, o Minas não teve fôlego para virar o jogo. Assim, bem mais consistente no ataque e participativo na defesa, o Tricolor carioca fez o seu melhor set no confronto, equilibrando mais a partida também no quarto set.

Entretanto, apesar do crescimento, pesou contra o Tricolor carioca o número de erros cometidos em momentos cruciais – somente no primeiro set, o time cedeu 11 pontos de graça ao adversário. Sobretudo na quarta parcial, quando a equipe demonstrou capacidade para vencer e levar o duelo para o tie-break, faltou poder de decisão. Vale mencionar, ainda, a importância do sistema defensivo do time vice-campeão mundial, sobretudo com a líbero Léia, que defendeu bolas fundamentais em ralis que quase sempre foram convertidos em pontos para a equipe. A meio-de-rede Mayany, em grande atuação, saiu do duelo como a maior pontuadora, com 18 acertos no total. Outro destaque foi a oposta Bruna Honório, com 17 bolas no chão. Pelo lado carioca, as jogadoras que se saíram melhor no ataque foram Joycinha, Pri Daroit e Thaisinha, que marcaram 14 pontos cada.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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