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Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

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Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.


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João Batista Junior

Tandara brilhou nas semifinais contra o Praia (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O Vôlei Nestlé oscilou na fase classificatória da Superliga feminina de Vôlei: o time perdeu cinco jogos e só conseguiu garantir a segunda posição da tabela – tradução: a vantagem do fator casa nos mata-matas – na última rodada. No entanto, a equipe cresceu nos playoffs, passou pelo Fluminense sem conceder nenhum set, nas quartas, e superou o Dentil/Praia Clube, nas semifinais, sem perder nenhuma partida. Agora, pode assistir de camarote à definição de seu adversário na decisão do campeonato nacional.

É claro que, nos três duelos semifinais contra o Praia, o Vôlei Nestlé contou com atuações sólidas da central Bia – a melhor meio de rede da competição – e teve na oposta sérvia Ana Bjelica uma pontuadora consistente, que assinalou 14 pontos em cada um dos dois jogos em casa e 13 no jogo 2, em Uberlândia. Mas seria injusto não intitular Tandara como a protagonista do sexteto e da série.

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Na vitória por 3 sets a 1 dessa sexta-feira (25-18, 23-25, 26-24, 25-11), em Osasco, Tandara foi, pela terceira vez nos três confrontos do playoff, a maior anotadora em quadra. Com os 27 pontos que assinalou na partida, ela chegou à marca de 74 acertos na série, o que lhe rendeu a ótima média de 6,72 pontos por set e aproveitamento de 47% no ataque. São números que coroam o ótimo campeonato que a atacante tem feito e que deixam o torcedor osasquense com esperança de reconquistar um título que não levanta há cinco anos.

Do outro lado da rede, é preciso dizer que, no jogo em que foram eliminadas, as atuais vice-campeãs da Superliga lutaram com as armas como puderam, mas foram assombradas por dois fantasmas que as perseguiram pela temporada toda: as lesões e a instabilidade emocional.

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Voltando de uma contusão no pé, a central Fabiana entrou em quadra a partir do segundo set e não saiu mais. Fez o que pôde, mas era nítido que não estava no ideal da forma física – marcou quatro pontos, um no ataque e três de bloqueio. A oposta reserva Malu, de acordo a reportagem do SporTV, deixou a área de jogo logo após o primeiro set no que parecia ser uma crise alérgica. A líbero Tássia chegou a passar mal durante a partida, reclamando de queda de pressão. A oposta Ramirez, antes do início de uma das parciais, precisou de socorro do fisioterapeuta.

Claudinha observa ponto adversário: nada deu certo contra Osasco (João Pires/Fotojump)

Em suma: mais uma vez, o Dentil/Praia Clube não pôde extrair o melhor de seu elenco devido à parte física.

Quando o time de Uberlândia conseguiu aproveitar-se de erros do Vôlei Nestlé e venceu uma parcial, suas chances de reação, no entanto, pararam na dura derrota sofrida no terceiro set, quando teve vantagem de 24-22. O revés cobriu de desânimo uma equipe já combalida. O quarto set, contra um adversário cabisbaixo e exaurido, virou mero protocolo para Osasco.

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Na final, o Vôlei Nestlé enfrenta quem vencer, ou melhor, quem sobreviver ao embate entre Camponesa/Minas e Rexona-Sesc.

A acirrada disputa entre mineiras e cariocas, que só terminará na semana que vem, seja na terça-feira, no jogo 4, em Belo Horizonte, seja no hipotético jogo 5, sexta-feira, no Rio, traz uma questão para Osasco: é bom descansar duas semanas para uma final em partida única, que será dia 23 deste mês, ou faz mal chegar a uma decisão com menos ritmo de jogo do que a equipe rival?

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Minas comemora: vaga na final está a uma vitória de distância (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

VIRADA DO MINAS
Eis que “de repente, não mais que de repente”, o Rexona-Sesc, de apenas uma derrota na fase de classificação e de vitória fora de casa na abertura das semifinais, se vê a um passo de cair para o Camponesa/Minas nos playoffs. Se as atuais campeãs pareciam fadadas ao quinto triunfo consecutivo pela campanha até aqui, sua supremacia tem sido vigorosamente contestada pelas minastenistas nesta série.

A vitória das visitantes no jogo 3, no Rio, por 3 sets a 2 (25-21, 13-25, 21-25, 25-23, 15-8) ajuda a explicar por que o time de Belo Horizonte virou o placar do confronto para 2 a 1.

Destinee Hooker, que já disse, em entrevista ao blog, ter voltado para o vôlei brasileiro para ser campeã, é a mão pesada do sexteto, e por isso não espanta que tenha anotado 20 pontos e tenha sido a maior pontuadora da partida. Contudo, a matemática revela que a virada na série passou por uma mudança de postura e estratégia na distribuição da levantadora Naiane.

Já falamos a respeito disso no comentário sobre a segunda rodada das semifinais: tanto nas duas partidas contra o Genter Bauru, pelas quartas, quanto na derrota sofrida na primeira partida desta série, em Minas, a armadora acionou a oposta em mais de 40% dos levantamentos. Por outro lado, no jogo seguinte, o índice caiu para 33% e, nesse último, para 30%.

Com a maior participação das demais atacantes (a ponta Rosamaria, por exemplo, voltou a definir bolas importantes no ataque, assim como a central Carol Gattaz), o jogo do Minas tem fluído mais e o bloqueio carioca, pontuado menos. Se, no 3 a 0 do jogo 1, o Rexona-Sesc alcançou a média de 4,33 pontos por set nesse quesito, esse número caiu 3,5 na partida da terça-feira e 2,0 no duelo da sexta-feira.

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Rosamaria enfrenta bloqueio de Monique e Juciely (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Outros dois fatores importantes para a virada das quartas colocadas na fase classificatória foram o serviço e o passe. Percebendo que tanto Naiane quanto Roberta, levantadora do Rexona-Sesc, precisariam ter o passe na mão, as duas equipes forçaram bastante no saque, e a marcha do placar no terceiro jogo foi reflexo disso.

Vendo que o Minas sacava melhor na primeira etapa e criava problemas para o passe de sua equipe, Bernardinho tirou a ponteira Anne Buijs e pôs Drussyla para compor a linha de recepção junto com Gabi e Fabi. Quando o Rexona melhorou no saque, as visitantes optaram por proteger Rosamaria no passe, mas deixaram um latifúndio para a líbero Léia tomar conta, e nisso as anfitriãs assumiram a dianteira no marcador.

A situação mudou novamente quando a recepção carioca caiu de rendimento e, mais uma vez, ficou nítida a carência do time de atacante de força. Nisso, o Camponesa/Minas, com boa relação bloqueio e defesa e tendo Hooker e Rosamaria para pontuar no contra-ataque, definiu a partida e deixou o Rexona-Sesc na inusitada situação de precisar vencer o próximo compromisso a qualquer custo para levar a série ao jogo desempate.


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João Batista Junior

Minas comemora: playoff contra Rexona está empatado (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se o jogo em Belo Horizonte deu a entender que o Rexona-Sesc não teria muito trabalho para chegar a mais uma decisão de Superliga, a segunda partida da série semifinal, disputada no Rio, trouxe à luz o melhor voleibol do Camponesa/Minas.

Com uma atuação consistente, as minastenistas venceram por 3 sets a 1, na noite da terça-feira, com parciais de 25-22, 25-21, 21-25, 25-19, e determinaram que a disputa entre as duas equipes precisará de pelo menos quatro partidas para se definir.

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O nome do Minas e do jogo foi Naiane. Mal na primeira partida, a levantadora tem oscilado em todo o campeonato e, nos mata-matas, vinha sendo substituída por Karine com certa frequência. Dessa vez, no entanto, ela encontrou a dose certa para equilibrar o ataque de seu sexteto.

Bem na distribuição de jogadas, Naiane foi a melhor em quadra

Com o passe na mão a maior parte do tempo, Naiane tratou de não sobrecarregar a oposta Destinee Hooker. Se, nos playoffs a norte-americana, atacava mais de 40% das bolas do time, desta vez ela só precisou efetuar 33% das cortadas do Minas. O meio de rede, com Mara e Carol Gattaz, foi bastante (e bem) utilizado pela armadora, que contou também com uma atuação segura da ponteira Rosamaria.

O resultado da boa distribuição da levantadora é que as minastenistas venceram o duelo contra o sistema defensivo contrário e obtiveram 57 pontos no ataque – 16 a mais do que as anfitriãs.

A isso, somem-se a pressão exercida pelo saque mineiro sobre a linha de passe adversária e a tranquilidade da equipe para superar dois momentos adversos: a derrota no terceiro set, depois de começar bem a parcial, e a saída de Jaqueline, que deixou a quadra no quarto set com uma lesão na região lombar.

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Bem marcada na partida, Gabi investe contra bloqueio duplo do Minas

Pelo lado do Rio, que conheceu a segunda derrota nesta Superliga, a primeira em seu reduto, fez muita falta não ter uma definidora de jogadas por excelência – como o Minas tem em Hooker, por exemplo. Num dia em que o passe quebrou, faltou uma atacante de força para consertar a situação, alguém com potência e alcance suficientes para vencer um bloqueio bem montado.

Gabi faz um bom campeonato e tem sido o destaque da equipe nos playoffs, mas a ponteira foi bastante castigada pelas bloqueadoras adversárias. A oposta Monique, maior anotadora do Rexona na competição, também não foi a bola de segurança de Roberta na partida. A melhor atacante de que dispôs a levantadora anfitriã foi a central Juciely, mas a bola de meio sem um bom passe vira exceção – e assim foi de fato.

VITÓRIA DO OSASCO
Num duelo tecnicamente fraco, em que os ralis se caracterizavam mais por erros do que por defesas, o Vôlei Nestlé venceu o Dentil/Praia Clube pela terceira vez na temporada, a primeira em Uberlândia.

As anfitriãs terão razão se reclamarem de dois ou três erros visíveis da arbitragem, mas nenhum deles coloca em xeque a vitória das visitantes: as osasquenses se aproveitaram da persistente instabilidade das adversárias e impuseram um placar de 3 sets a 0 (25-19, 25-22, 25-22).

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Tandara foi a bola de segurança do Osasco contra o Praia (Célio Messias/Inovafoto/CBV)

O time paulista não precisou ser brilhante para chegar à segunda vitória na série. Aliada à boa presença do bloqueio de sua equipe, que marcou dez pontos – cinco da meio de rede Bia –, a pragmática estratégia de Dani Lins deu resultado.

Depois de ficar fora do primeiro jogo por conta de problemas particulares, a levantadora voltou ao time e não hesitou em acionar Tandara: no total, a ponteira efetuou 46 cortadas e fez 20 pontos nesse quesito. A título de comparação, a oposta Bjelica efetuou 26 ataques e obteve dez pontos no fundamento.

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O Praia, com problemas no passe e na virada de bola, chegou a colocar Carla no lugar de Ramirez, pela saída, e tentou três formações distintas na entrada de rede – primeiro com Alix Klineman e Michelle, depois com Ellen no lugar da norte-americana e finalmente com Alix de volta à quadra no lugar de Michelle.

As mudanças tiveram efeito positivo em alguns momentos pontuais do segundo e terceiro sets, mas o time esbarrou na dificuldade para armar contra-ataques.

Assim, mesmo sobrecarregando Tandara, o sexteto de Osasco obteve 44 a 32 em anotações de ataque – uma larga vantagem. Ou: juntas, Tandara e Bjelica marcaram apenas dois pontos a menos em cortadas do que toda a soma do time praiano.

A terceira rodada das semifinais será disputada na sexta-feira. Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube se enfrentam em Osasco, a partir das 19h. Já Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, no Rio, entram em ação às 21h30.


Praia confia em saque consistente e virada de bola para empatar semifinal
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Carolina Canossa

Picinin fez várias substituições, mas o Praia não reagiu em Osasco (Fotos: Divulgação/CBV)

Depois da vitória por 27-25 no primeiro set, o Dentil/Praia Clube rolou ladeira abaixo: acuado pelas atacantes do Vôlei Nestlé,  o time foi atropelado com o placar de 25-17, 25-12 e 25-13 nas três etapas finais da primeira semi da Superliga feminina de vôlei, realizada na última sexta (31), em Osasco.

O que teria acontecido com a equipe de Uberlândia, que agora precisa de três vitórias nos próximos quatro jogos para voltar à decisão do torneio?

Técnico do Praia, Ricardo Picinin mais uma vez negou a maior desconfiança da torcida: a influência de fatores psicológicos. Na visão dele, o grande problema foi a capacidade de as rivais virarem bolas mesmo quando as condições de ataque não eram as ideais.

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Osasco e Rio atropelam times mineiros na abertura das semifinais

“Eles souberam aproveitar a qualidade do próprio saque e a gente não. Osasco rodou várias bolas que estava com o passe estourado, de atrás da linha dos três e a gente, por desatenção e até um pouco de insegurança, não conseguiu transformar isso em pontos. Lá em Uberlândia tem que ser diferente”, afirmou o treinador, referindo-se à segunda partida da série melhor-de-cinco, programada para esta terça, às 19 horas, na cidade mineira.

A levantadora Claudinha concorda e acrescenta que o Praia também sofreu para marcar as principais atletas adversárias – para efeito de comparação, as ponteiras do time paulista, Tandara e Gabi, tiveram respectivamente 62% (23 de 37) e 75% (12/16) de aproveitamento no ataque, enquanto a americana Alix Klineman e Michelle Pavão ficaram com 26% (10/38) e 35% (6/17) de eficiência no fundamento.

Atacantes da equipe paulista, como Tandara, tiveram enorme liberdade na sexta

“No primeiro set, mesmo com a dificuldade com o saque delas, colocávamos a bola pra cima e trabalhávamos. Depois, acho que o time se perdeu um pouco em estar sacando bem e em não conseguir marcar a principal jogadora naquele momento. Aí, Osasco cresceu no jogo”, analisou a armadora. Para ela, os altos e baixos não são uma exclusividade do Praia. “Acontece com todos os times. Vejo muito equilíbrio na Superliga e, quem começa sacando bem, abre uma vantagem forte. É pensar nisso: temos que forçar o saque, mas com consciência”, complementou.

Tanto Claudinha quanto Picinin se apegam ao fator casa para equilibrar a série. “Da mesma forma que Osasco é muito forte em São Paulo, somos muito fortes em Uberlândia. Nossa equipe joga muito bem lá”, observou o técnico.

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Fabiana segue fora, mas Wal volta ao time

No ginásio José Liberatti, o Praia Clube não pôde contar com suas duas meios de rede titulares, Fabiana e Walewska, devido a problemas físicos. Mas esta noite, em Minas, ao menos parte do problema será minimizado, com a volta da central de 37 anos.

“Foi uma opção da comissão técnica de poupar a Wal da primeira semi, pois ela já vinha desde o fim do returno e das quartas contra o Brasília com um incômodo no joelho. Fizemos isso para que ela pudesse jogar 100% no restante da série, que é muito grande”, explicou Picinin, que revelou ainda ter diminuído a carga de treinos de Alix e da oposta cubana Daymi Ramirez antes do primeiro mata-mata contra Osasco.

E quanto a Fabiana, que sofre com uma fascite plantar no pé esquerdo? Aí, o assunto já é mais complicado…

“Quando ela estiver 100%, ela vai retornar. O foco é a atleta se sentir bem, então não temos um prazo bem definido”, destacou Picinin. Como isso ainda não aconteceu, a ex-capitã da seleção brasileira participará de mais um jogo somente dando apoio desde a arquibancada, como fez no José Liberatti.

Além do jogo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube, a terça-feira terá o segundo duelo entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, a partir das 21h30, no Tijuca Tênis Clube.


Mineiras começam mal e Rio e Osasco atropelam
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João Batista Junior

Gabi foi o destaque do Rexona na vitória sobre o Minas (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

As equipes mineiras frustraram quem esperava dois jogos parelhos na rodada inaugural das semifinais da Superliga feminina. Na noite da sexta-feira, o Camponesa/Minas e o Dentil/Praia Clube sucumbiram com espantosa facilidade: nem parecia que as minastenistas jogavam em casa contra o Rexona-Sesc, nem que o time de Uberlândia havia saído à frente no marcador, em Osasco.

Os confrontos realçaram a vantagem das duas principais camisas do vôlei feminino nacional, que, graças à campanha na fase classificatória, contam com o fator casa para chegarem à decisão. No caso das cariocas, a distância em relação ao Minas aumentou consideravelmente.

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Contra um sexteto que não perdeu nenhuma vez em seu reduto em toda a temporada da Superliga e só conheceu um revés na competição, o time de Belo Horizonte precisará de, ao menos, duas vitórias em terreno adversário para continuar sonhando com um triunfo na série melhor de cinco. Contudo, os problemas das mineiras diante das atuais campeãs nacionais vão além do mando de quadra.

Sólido como uma rocha, o bom voleibol apresentado pelo Rexona-Sesc na vitória por 3 a 0 se refletiu na progressão aritmética de sua vantagem nas parciais – 25-20, 25-19, 25-18. As cariocas não se importaram com o barulho dos 3,6 mil torcedores no ginásio e jogaram bastante à vontade.

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Bloqueio do Rexona amortece ataque de Hooker: desafio da norte-americana (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Não adiantou, para o time do técnico Paulo Coco, alternar as levantadoras Naiane e Karine durante o jogo: o bloqueio da equipe dirigida por Bernardinho fez boa leitura da estratégia ofensiva das mineiras e pontuou em 13 ocasiões.

Nem mesmo Destinee Hooker teve sossego. No duelo contra bloqueadoras e defensoras do Rio, a oposta norte-americana, como de costume, até foi a maior anotadora do Minas, sendo responsável por 42% das ações de ataque de seu time (percentual bem parecido com o dos jogos contra o Genter/Bauru, nas quartas), mas terminou o confronto com 15 pontos e eficiência de 32% nas cortadas. Os números são razoáveis, mas frustram uma equipe que depende tanto de sua produção.

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Pelo lado carioca, a situação foi bem diferente. A armadora Roberta foi precisa nos levantamentos e generosa na distribuição: tanto a oposta Monique quanto a ponteira Gabi receberam 25 bolas para atacar e nisso o time driblou a marcação adversária.

Gabi, inclusive, teve mais uma atuação de destaque. Eleita a melhor jogadora em votação pela internet, a ponteira mostrou potência e boa visão de jogo no ataque, assinalando 16 pontos nesse quesito – aproveitamento de 64%.

Os dois próximos jogos entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas serão no Rio.

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Virada do Osasco
Numa partida em que o Vôlei Nestlé atuou desfalcado da levantadora Dani Lins, que não jogou por problemas particulares, e em que o Dentil/Praia Clube não contou com as duas centrais titulares, já que Fabiana há três semanas tenta se recuperar da lesão no pé e Walewska sentiu dores no joelho, a vitória foi para quem conseguiu se adaptar às ausências.

Com 26 pontos, Tandara comemora vitória do Osasco (João Neto/Fotojump)

Levantadora substituta, a experiente Carol Albuquerque sofreu com a linha de passe do Osasco no primeiro set. A sérvia Malesevic deu lugar a Gabi na ponta, mas nada parecia dar jeito na recepção do time da casa. Numa passagem de Claudinha pelo saque, as anfitriãs chegaram a conceder três bolas de xeque consecutivas à norte-americana Alix Klineman.

A partir do segundo set, no entanto, o jogo mudou e o Vôlei Nestlé, com o requinte de sofrer apenas 25 pontos nas duas últimas parciais, venceu por 3 sets a 1 (25-27, 25-17, 25-12, 25-13).

O ataque local encontrou brechas no bloqueio e no sistema defensivo das visitantes e foi inapelável. Conquistando 60 pontos em cortadas, Osasco teve aproveitamento quase inacreditável de 58% nesse fundamento.

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Para coroar a vitória paulista, além dos 26 pontos totais efetuados por Tandara, a central Bia anotou dez pontos no bloqueio, um a mais do que todo o time rival somado.

O jogo 2 será em Uberlândia. A segunda rodada da fase será disputada na terça-feira: Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé entram em quadra às 19h e, às 21h30, Rexona-Sesc e Camponesa/Minas fecham a jornada.


Lucarelli é a melhor notícia da classificação de Taubaté às semifinais
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João Batista Junior

Recuperado, Lucarelli foi o destaque no jogo 3 das quartas (foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

A Funvic/Taubaté fez valer seu favoritismo nas quartas de final e não demorou mais do que três partidas para eliminar o JF Vôlei. Nas semifinais da Superliga masculina, a equipe do Vale do Paraíba vai enfrentar o Sesi, que também só precisou de três jogos para superar o Minas Tênis Clube. Eles estão no mesmo barco do Sada Cruzeiro, que também bateu o Lebes/Gedore/Canoas sem mais delongas. Em resumo: os mata-matas começaram em ritmo de aquecimento para os três principais elencos da competição.

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No jogo 3 da série, nesta segunda-feira, Taubaté aplicou um 3 a 0 sobre a equipe de Juiz de Fora, com parciais de 25-21, 25-18, 25-14. Com o passe na mão e Lucarelli acertando 68% no ataque, o levantador Raphael pôde trabalhar com tranquilidade.

A recuperação do ponteiro da seleção, aliás, foi a grande notícia para Taubaté nestas quartas de final. Ele sofreu uma lesão no pé, em janeiro, durante a Copa Brasil, e perdeu boa parte do returno. Agora, Lucarelli – que foi eleito o melhor jogador da partida – chegará às semifinais com ritmo de jogo.

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Apesar da atuação apagada na despedida, com apenas oito anotações no ataque em 22 tentativas, o oposto Renan pode comemorar a boa temporada que teve: além de se despedir como maior pontuador da Superliga, o atacante também conquistou o título mundial de clubes como reserva de Evandro, pelo Sada Cruzeiro.

O JF, que, além de Renan, contou também com vários jogadores da base cruzeirense, termina a competição em sétimo lugar. Nada mal para quem, na temporada passada, foi lanterna e precisou vencer a seletiva para se manter na divisão principal do voleibol nacional.

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O duelo entre Funvic/Taubaté e Sesi reedita as três últimas finais de Campeonato Paulista e da Copa Brasil deste ano. Em todas as ocasiões, o time do interior levou a melhor. A outra semifinal será disputada entre Sada Cruzeiro e o vencedor do playoff entre Brasil Kirin e Montes Claros, que jogam em Campinas, na quinta-feira, a terceira partida da série – os paulistas vencem por 2 a 0.

Nas semifinais, o Rexona volta ao Tijuca (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV )

SEMIFINAIS FEMININAS
A CBV divulgou nesta segunda-feira a tabela das semifinais da Superliga feminina. Chama a atenção que não haja previsão de jogos transmitidos pela RedeTV! nas quatro primeiras rodadas da fase. Como a emissora só transmite partidas nas noites de quinta-feira e tardes de sábado, apenas um eventual quinto jogo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube caberia nesses parâmetros – isso, se o hipotético confronto for à tarde.

Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal

Nos compromissos em que Rexona-Sesc for mandante, o ginásio utilizado será o do Tijuca, e não a Arena da Barra, onde a equipe havia jogado nas rodadas finais da fase classificatória e nas quartas de final.

Veja como ficou a tabela das semifinais da Superliga feminina:

Jogo 1
31.3 (sexta-feira) – 19h: Vôlei Nestlé x Dentil/Praia Clube
31.3 (sexta-feira) – 21h30: Camponesa/Minas x Rexona-Sesc

Jogo 2
04.4 (terça-feira) – 19h: Dentil/Praia Clube x Vôlei Nestlé
04.4 (terça-feira) – 21h30: Rexona-Sesc x Camponesa/Minas

Jogo 3
07.4 (sexta-feira) – 19h: Vôlei Nestlé x Dentil/Praia Clube
07.4 (sexta-feira) – 21h30: Rexona-Sesc x Camponesa/Minas

Jogo 4 (se necessário)
11.4 (terça-feira) – horário a definir: Dentil/Praia Clube x Vôlei Nestlé
11.4 (terça-feira) – horário a definir: Rexona-Sesc x Camponesa/Minas

Jogo 5 (se necessário)
14.4 (sexta-feira) – horário a definir: Rexona-Sesc x Camponesa/Minas
15.4 (sábado) – horário a definir: Vôlei Nestlé x Dentil/Praia Clube


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Seleção masculina perde mais uma peça-chave após saída de Bernardinho

Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


Desinteresse dos líderes dá a tônica da reta final da Superliga
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João Batista Junior

Rexona: vitória sobre Praia, mesmo com desfalques (fotos: Alexandre Arruda/Rexona-Sesc)

As últimas semanas da fase classificatória da Superliga foram das mais insossas. A ideia de evitar duelos entre os grandes nas primeiras rodadas e concentrá-los nas últimas teve um efeito diferente do esperado: depois de uma temporada que começou em marcha lenta, com os favoritos tendo pouco trabalho contra os médios e pequenos (o blog chegou a falar sobre isso – relembre), a reta final da competição pouco acrescentou à briga por vagas nos playoffs e teve o agravante de o primeiro colocado de cada naipe já estar disparado na ponta.

Resultado: tanto o Sada Cruzeiro quanto o Rexona-Sesc chegaram às vésperas das quartas de final preocupados em poupar titulares e vendo sem interesse uma disputa cada vez mais esvaziada pelas posições do G8.

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Seleção Brasileira perde mais uma peça-chave após a saída de Bernardinho

Se o Cruzeiro descansou dois titulares para bater o Sesi, sábado passado, e perdeu para a Funvic/Taubaté, na última quarta-feira, com um time quase todo reserva, o Rexona tirou Monique de combate e pôs Drussyla no lugar de Gabi para enfrentar o Dentil/Praia Clube, na noite da sexta-feira, no Rio. E, ainda assim, pela 23ª vez em 23 tentativas, o time de Uberlândia saiu de quadra batido pelas cariocas.

PREJUÍZO DO PRAIA
Para o sexteto comandado pelo técnico Bernardinho, a vitória por 3 sets a 2 (15-25, 25-21, 22-25, 25-22, 16-14) não alterou nada na programação. O time já sabia que ia terminar a fase classificatória em primeiro e, como se desenhava há algumas semanas, vai mesmo pegar o Pinheiros, vice-campeão paulista, na série melhor de três da próxima fase.

(A diferença do time do Rio para a concorrência? Enquanto as cariocas perderam apenas cinco dos pontos possíveis no campeonato, seus perseguidores mais próximos – Praia e Vôlei Nestlé – perderam cinco jogos.)

Satisfeita, CBV busca patrocinadores para expandir transmissões online

Para as vice-campeãs do ano passado, no entanto, a derrota pode ter sido bem cara. Se vencesse, o Dentil/Praia Clube ia garantir o segundo lugar e, por conseguinte, vantagem nos playoffs – só dependeria do fator casa para chegar à final da Superliga. Isso ainda é possível, mas só se o time do Osasco não vencer o Genter Vôlei Bauru, fora de casa, na tarde deste sábado.

MVP do jogo, Buijs investe contra bloqueio praiano

Além do preço que a tabela de classificação ainda pode cobrar, Fabiana também deixou o torcedor do Praia preocupado. A meio de rede se lesionou durante o tie break e deixou a quadra chorando – de acordo com o SporTV, ela sentiu um estiramento na planta do pé.

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Outra preocupação pelo lado praiano – esta, recorrente – é que ficou claro que o lado emocional bloqueou a equipe mais uma vez. O time levou vantagem em todos os fundamentos de pontuação, teve a oposta Ramirez sendo a maior anotadora da partida, com 26 acertos, encontrou um rival desfalcado das duas maiores pontuadoras, mas cometeu erros em momentos importantes (como numa bola de xeque que Alix Klineman mandou para fora, quando as visitantes venciam o quinto set por 11 a 9) e permitiu que o Rexona, num dia em que o resultado pouco lhe importava, pegasse carona na boa atuação de Anne Buijs (eleita a melhor em quadra) e mantivesse o tabu.