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Com Minas Gerais como favorito, Pré-Olímpico segue sem sede definida

Janaína Faustino

13/03/2019 06h00

O estado de Minas Gerais é o favorito para sediar o torneio Pré-Olímpico (Foto: Divulgação/FIVB)

Um mês após o anúncio oficial da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) de que a seleção brasileira feminina disputaria o torneio Pré-Olímpico de agosto em casa, não há ainda uma definição da sede onde Brasil, República Dominicana, Camarões e Azerbaijão buscarão, em confrontos válidos pelo grupo D, a vaga para os Jogos de Tóquio, em 2020.

Procurado pelo Saída de Rede, Marco Túlio Teixeira, vice-presidente da Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV), organizadora do evento, afirmou que como a entidade entrou no processo de implementação apenas em fevereiro – depois que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e as federações dos demais países, sem recursos, abriram mão do direito de receber a competição em função do custo de R$2 milhões –, algumas conversas ainda precisam ser iniciadas.

"Começamos a trabalhar apenas em fevereiro. Como é um projeto de alto custo, algumas definições foram atrapalhadas pelo Carnaval. Por exemplo, está em época de renegociação da FIVB com as TVs. E os direitos de televisão são da FIVB. Então, eles precisam nos dizer qual canal fará as transmissões para que possamos elaborar o projeto comercial. Além disso, como necessariamente precisamos de apoio dos governos estaduais, municipais e até federal, pelas leis de incentivo, estamos conversando com as secretarias", salienta.

Segundo o dirigente, situação semelhante vive a CBV com a Liga das Nações (VNL). Isto porque foi comunicado também pela Federação Internacional que o Brasil receberia três etapas da segunda edição do campeonato. Uma feminina, no primeiro fim de semana das disputas, entre 21 e 23 de maio, contando com Rússia, China e República Dominicana. E duas masculinas: a primeira entre 21 a 23 de junho, contra Alemanha, Bulgária e Rússia, e a segunda entre de 28 a 30 de junho, em que os adversários serão Canadá, França e Itália.

Contudo, ainda não há nenhuma definição acerca destas sedes. "Não se sabe qual canal vai transmitir. Há uma competição para jogar, mas ainda não sabem onde serão os jogos da Liga das Nações. O que tem nos atrapalhado é a televisão. Não temos ideia se a transmissão será de uma TV aberta ou fechada. Isso influencia no interesse dos apoiadores", ressalta, colocando que, por se tratar de um evento olímpico, os patrocinadores que tradicionalmente apoiam a CBV terão prioridade na escolha da sede do torneio classificatório de agosto.

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A entidade, entretanto, segue em negociações com vários estados interessados em receber as partidas, especialmente Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. A previsão é que até o final de março ou início de abril um local possa ser oficialmente anunciado.

Bastante citado em função da organização do último Campeonato Sul-Americano nos naipes feminino e masculino (vencido por Itambé Minas e Sada Cruzeiro, respectivamente), o estado de Minas Gerais carrega certo "favoritismo" na escolha. Mas, Marco Tulio Teixeira frisa que não descarta nenhuma candidatura.

"Como nós estávamos fazendo o Sul-Americano aqui, o primeiro orçamento do projeto foi baseado em custos de Minas Gerais. Mas, normalmente, em um evento desse porte, dependemos de custos de hotel, transporte, ginásio com capacidade mínima, liberação de datas para realização dos jogos. Então, o estado está mais adiantado nesta pesquisa. Mas, mesmo aqui, nós ainda não estivemos na Secretaria de Esportes nem com o governador para saber sobre a possibilidade. Está tudo em aberto", aponta.

Vale lembrar que a Confederação também se dispôs a organizar o evento porque deseja que Brasil e Argentina carimbem logo seus passaportes ainda no torneio classificatório deste ano. Isto abriria a possibilidade de um terceiro país sul-americano participar dos Jogos de Tóquio, já que as últimas vagas serão distribuídas em janeiro de 2020 nas disputas continentais.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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