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Arquivo : Terracap/BRB/Brasília

Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Rosamaria renova com Minas e Macris é disputada no mercado
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Sidrônio Henrique

Rosamaria aparece como terceira maior pontuadora da Superliga (foto: Orlando Bento/MTC)

Uma das grandes promessas do voleibol brasileiro, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23 anos, 1,85m, renovou com o Camponesa/Minas e vai defender o clube na próxima temporada. Quem também decidiu ficar onde estava é a levantadora Juma Fernandes, 24 anos, 1,83m, que permanecerá no Genter Bauru Vôlei. Já um dos nomes de maior destaque nesta e nas três edições anteriores da Superliga, a levantadora Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, é prioridade para sua atual equipe, Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e está no radar de outros três times: Hinode/Barueri, Fluminense e Vôlei Nestlé.

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Rosamaria
Encerrada a semifinal da Superliga 2016/2017, a ponteira do Minas, eliminado pelo Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 403 pontos, somente atrás e bem próxima da líder Tandara, do Vôlei Nestlé, que soma 408, e da colega de equipe Destinee Hooker, 404. No início da competição, Rosamaria fazia saída de rede, mas com a chegada da oposta americana Hooker, ainda no primeiro turno, foi deslocada para a entrada, uma antiga recomendação do técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, endossada por seu técnico no Minas, Paulo Coco – assistente de Zé Roberto no selecionado nacional.

Juma seguirá no Bauru (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Juma
A levantadora Juma Fernandes jogou pelo Genter Vôlei Bauru na atual temporada, vinda do Pinheiros. Campeã mundial sub23 com a seleção brasileira em 2015, na Turquia, ela foi escolhida a melhor levantadora e também MVP do torneio. Embora tenha oscilado ao longo da Superliga 2016/2017, Juma é tida como uma das revelações na posição e recebeu elogios, além do seu próprio técnico, Marcos Kwiek, de nomes como Bernardinho e Paulo Coco.

Destaque no Brasília, Macris interessa a outros três clubes (CBV)

Macris
Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento faltando apenas a final da temporada, Macris tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Porém Macris, apontada por Bernardinho como uma levantadora “que taticamente joga muito” e que “é diferente”, também já arrancou elogios de Zé Roberto.

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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O Brasília Vôlei quer mantê-la, mas vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, ela, que encerrou sua segunda temporada no time do Planalto Central, também interessa a outros três times. O Fluminense quer se reforçar para a Superliga 2017/2018 e pensa em Macris. O Hinode/Barueri, que sob o comando de Zé Roberto venceu a Superliga B, está de olho nela. Outro que sondou a levantadora foi o Vôlei Nestlé. Se Dani Lins decidir mesmo dar um tempo no voleibol para engravidar, Macris seria uma opção para a equipe de Osasco.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Minas sobra diante de um limitado Brasília
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Sidrônio Henrique

Minas venceu três sets por dez ou mais pontos de diferença (Fotos: Felipe Costa/Ponto MKT Esportivo)

Não parecia a disputa direta pelo quarto lugar na classificação da Superliga 2016/2017, na noite desta terça-feira (14), em Taguatinga (DF). De um lado, uma equipe coesa, com saque variado, linha de passe segura e ataque eficiente. Do outro, um time que sacava mal, tinha falhas constantes na recepção, problemas na distribuição e não contava com atacantes definidoras. Resultado: Camponesa/Minas 3-1 Terracap/BRB/Brasília Vôlei (25-15, 24-26, 25-15, 25-13). A tradicional equipe de Belo Horizonte agora está em quarto na tabela com 33 pontos – um a mais, apesar de ter um jogo a menos, em relação ao clube do Planalto Central, que caiu para quinto.

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Hooker brilha
Foi uma noite em que a oposta americana Destinee Hooker, do Camponesa/Minas, brilhou. A atacante terminou a partida com 27 pontos, a marca mais alta do jogo, e ficou com o troféu Viva Vôlei. No ataque, virou 23 das 37 bolas que recebeu, um aproveitamento de 62%, conforme as estatísticas do seu clube. Hooker atacou apenas uma vez para fora e foi bloqueada também somente em uma ocasião.

A ponteira Jaqueline Carvalho Endres disputou sua segunda partida como titular na competição – a primeira foi na semana passada, na vitória por 3-0 diante do Rio do Sul. Embora tenha contribuído pouco no ataque – virou sete em 24 tentativas (29%) –, foi decisiva no passe. Ao lado da líbero Léia, cobriu a outra ponteira, Rosamaria Montibeller, praticamente a partida inteira na linha de recepção. Graças ao duo Jaqueline e Léia, a levantadora Naiane pôde trabalhar com o passe na mão a maior parte do tempo.

Brasília Vôlei reagiu apenas no segundo set

Andreia lesionada
No Brasília Vôlei quase nada funcionou. A oposta Andreia Sforzin, que vem tendo dificuldade para pontuar no ataque, ficou no banco. Segundo o técnico Anderson Rodrigues, ela teve uma lesão leve no ombro direito e por isso foi poupada. Entrou apenas uma vez, no final do segundo set, para reforçar o bloqueio e saiu em seguida. Sabrina, originalmente ponteira, foi titular na saída, sendo substituída às vezes por Letícia Bonardi.

Entre as atacantes de bolas altas do time da capital federal, a ponta Amanda foi a mais eficiente, porém com apenas 30% de aproveitamento no fundamento – virou nove vezes em 30. A outra ponteira, Paula Pequeno, marcou oito vezes em 32 tentativas (25%).

“Vergonhoso”
Anderson Rodrigues classificou como “vergonhoso” perder três sets por uma diferença de dez pontos ou mais. O Brasília Vôlei, que fechou o primeiro turno na terceira posição, vai queimando lenha na segunda etapa da Superliga, sem esboçar reação diante das equipes mais fortes. No jogo de ida, disputado no dia 25 de novembro, em Belo Horizonte, o Brasília venceu por 3-0 o Minas, que ainda não contava com Hooker e Jaqueline.

O ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), recebeu 1.200 pessoas

O técnico do Minas, Paulo Coco, destacou o entrosamento cada vez maior de sua equipe, que passou a contar com a americana na metade do primeiro turno e com a ponteira bicampeã olímpica no início do returno. Coco ressaltou ainda a evolução de Rosamaria na função de ponta – ela era oposta e migrou para a entrada de rede com a chegada de Hooker.

A derrota no segundo set, de acordo com o treinador da equipe mineira, deveu-se ao excesso de erros de seu time na reta final da parcial. “Tivemos um problema de distribuição, houve alguns equívocos”, comentou Coco. De fato, pareceu mais desatenção do Minas do que um ajuste do Brasília, como as duas parciais seguintes evidenciaram.

Parada indigesta
Se os confrontos das quartas de final fossem definidos com base na atual classificação, o Camponesa/Minas enfrentaria o próprio Brasília Vôlei. Se avançasse, teria pela frente provavelmente o Rexona-Sesc, que entraria como favorito nos playoffs contra o irregular Pinheiros. Uma parada indigesta para Hooker, Jaqueline e cia.

Faltando cinco rodadas para o final do returno, Paulo Coco ainda sonha com o terceiro lugar na tabela, mas o Minas está nove pontos atrás do Vôlei Nestlé, que ocupa essa posição.

Já o Brasília se vê ameaçado pelo Genter Vôlei Bauru, que acumula 31 pontos e tem uma partida a menos.


Osasco bate Brasília em jornada de erros e emoção
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João Batista Junior

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

A partida entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília, disputada na noite da sexta-feira, em Osasco, deixou as paulistas em vantagem na luta contra o Dentil/Praia Clube pelo segundo lugar na classificação do nacional, enquanto complicou a vida das brasilienses, que lutam para permanecer no G4. Com o Rexona-Sesc disparado na ponta e sete pontos separando Pinheiros, oitavo, e São Cristóvão Saúde/São Caetano, nono colocado, as disputas pela vice-liderança e pelo quarto lugar devem ser as mais interessantes nessa reta final da fase classificatória da Superliga feminina.

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O Vôlei Nestlé venceu por 3 sets a 1 (25-23, 20-25, 25-18, 30-28), pela quinta rodada do returno da competição e foi a 40 pontos na classificação. O Praia, segundo colocado, com 43, já disputou 18 jogos, dois a mais que as osasquenses – que, na semana que vem, enquanto o time de Uberlândia disputa o Sul-Americano, encaram o Fluminense, em casa, na terça-feira, e visitam o Camponesa/Minas, na sexta.

Vencidas pela terceira vez no returno (já haviam perdido para o Pinheiros, em casa, e para o Praia, em jogo antecipado da sétima rodada), as representantes do Planalto Central ainda figuram no quarto lugar, com 32 pontos, mas já se veem seriamente ameaçadas pelo Minas. O time de Belo Horizonte está dois pontos atrás, mas com um jogo a menos, o que faz o duelo entre as duas equipes – terça-feira, no Distrito Federal – ganhar ainda mais relevância. Perto das duas equipes, em sexto, está o Genter Vôlei Bauru, com 28 pontos ganhos, com a mesma quantidade de jogos já disputados que o Minas e com o São Caetano pela frente na rodada que vem.

(Ainda há um terceiro duelo em vista, entre Fluminense e Pinheiros, pelo sétimo posto no campeonato.)

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O JOGO
O confronto entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília acabou sendo mais emocionante do que técnico. Se, por um lado, o final do quarto set foi de prender a respiração, por outro, as duas equipes cometeram erros que foram além dos 27 do time da casa e dos 17 das visitantes: erros de passe e na armação das jogadas de ataque – que não necessariamente se convertem em ponto para o adversário – foram uma constante.

O jogo valeu, de fato, por alguns bons ralis, pelo bom público de 2,6 mil espectadores no ginásio José Liberatti, que empurrou as anfitriãs para cima das rivais, e pela alta pontuação de Tandara.

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Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

A ponteira ganhou o troféu VivaVôlei, obteve 29 acertos, teve aproveitamento de 43% no ataque e foi o que tem sido na temporada: o destaque da equipe de Osasco, a bola de segurança do time. Nas estatísticas utilizadas pela CBV (as mesmas que a Confederação Europeia de Vôlei considera), Tandara é a melhor atacante da Superliga, com 29,6% de eficiência nas cortadas.

Outra que jogadora que teve boa atuação contra o Brasília foi a sérvia Tijana Malesevic. Mesmo sendo mais passadora do que atacante, a ponteira foi a segunda anotadora do time anfitrião na partida, com 16 pontos, e teve 54% de aproveitamento nas cortadas. Ressalte-se ainda a manutenção de sua compatriota na equipe titular, a oposta Ana Bjelica, que, desde as finais da Copa Brasil, está no lugar antes ocupado por Paula Borgo.

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No Terracap/BRB/Brasília, quatro jogadoras assinalaram 14 pontos: a ponteira Amanda, a oposta Andréia e as centrais Vivian e Roberta. Não é incomum no sexteto brasiliense alguma das centrais figurar como maior pontuadora do time nas partidas. Se, por um lado, isso revela a boa temporada da dupla do meio de rede, por outro, demonstra que a levantadora Macris depende bastante da qualidade da recepção para fazer o ataque de sua equipe fluir, o que não aconteceu nessa noite.

As duas equipes tiveram problemas com o passe, mas o prejuízo maior foi das visitantes: se Brasília não conseguia parar as atacantes rivais pela entrada de rede, o Vôlei Nestlé, por outro lado, levou larga vantagem no bloqueio, com 16 a 7 em anotações nesse quesito.


“Vão sofrer até ganhar maturidade”, diz Paula sobre renovação na seleção
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Sidrônio Henrique

PP4 em ação na Superliga: “Amo muito o que faço” (fotos: Shizuo Alves/Ponto MKT Esportivo)

Bicampeã olímpica, ela completa 35 anos no dia 22 de janeiro e ainda é referência em um time que está entre os quatro primeiros colocados da Superliga. Paula Renata Marques Pequeno, a PP4, mantém o corpo torneado como nos tempos em que fazia parte da seleção brasileira. O que perdeu em velocidade e potência, compensa com experiência.

“Amo muito o que faço. Sinto dores todos os dias, mas procuro superar. A motivação está dentro disso, de fazer o que se gosta”, disse ao Saída de Rede essa brasiliense que a partir dos 15 anos passou a integrar grandes equipes do país, tendo atuado também nas ligas da Rússia e da Turquia. Sua carreira atingiu o ápice quando foi escolhida a melhor jogadora da Olimpíada de Pequim. Foi da seleção até Londres 2012 e seguiu firme nos clubes. Parar não está em seus planos. “Enquanto meu físico aguentar e eu amar o voleibol do jeito que amo, vou estar aqui dentro”, comentou a veterana, que desde 2013 joga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei, do qual é capitã.

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Como era o mundo na última vez que Bernardinho não foi técnico de seleção?

Paula Pequeno prevê tempos difíceis para a seleção feminina diante da inevitável renovação que a equipe deve encarar. “Espero que se renove o quanto antes. De alguma maneira essa renovação já deveria ter começado, para que as meninas ganhassem experiência internacional. Acredito que por um bom tempo vão sofrer, até ganhar maturidade”, avaliou.

Para PP4, a ponteira Gabi, do Rexona-Sesc, que vem servindo à seleção desde o ciclo passado, é o principal nome da nova geração. “Acho que é a única que se destaca realmente, uma atleta muito jovem e já jogando num nível elevado há alguns anos. Ela tem alta probabilidade de se dar muito bem e ajudar a seleção”.

Pupilo de Bernardinho, Anderson mira semifinal com o Brasília Vôlei
Bárbara quer levar o Pinheiros à semifinal da Superliga

A derrota para a China nas quartas de final da Rio 2016 refletiu, segundo Paula, além do jogo coeso apresentado pelas orientais, uma primeira fase que pouco exigiu do Brasil. “Talvez o time achasse que estava jogando o suficiente, só que não estava, não tinha um bom parâmetro pelas equipes que enfrentou, mesmo a Rússia não estava bem”. A ponteira que defendeu a seleção brasileira em duas edições dos Jogos Olímpicos foi só elogios às atuais campeãs. “Vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo”, afirmou.

Confira a entrevista que PP4 concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Qual a sua expectativa com o Brasília Vôlei para a Superliga 2016/2017 depois de terminar o primeiro turno em terceiro lugar e se manter entre os quatro primeiros no início do returno?
Paula Pequeno – O ano passado nós terminamos o segundo turno em quinto. Toda temporada que a gente começa é com expectativa de melhora, evolução. Em alguns jogos tivemos resultados muito positivos, conquistamos essa confiança, essa tranquilidade para as partidas mais duras. Vamos ver como terminamos.

A veterana ponteira destaca o momento do Brasília Vôlei

Saída de Rede – Você que está na equipe desde o início, em 2013, diria que esse é o melhor momento? Não só pela colocação na tabela, mas pelo nível de jogo apresentado.
Paula Pequeno – Sem dúvida, é o melhor momento que o time já teve, mas mantemos os pés no chão, o campeonato é longo, há equilíbrio.

Saída de Rede – O que pode ser melhorado? Onde estão as maiores deficiências?
Paula Pequeno – Temos capacidade de ser mais eficientes em todos os fundamentos. Individualmente o time é muito bom, mas como conjunto a gente ainda falha bastante no contra-ataque, a quantidade de erros ainda está muito alta. Não podemos deixar de arriscar, de ir pra cima do adversário, mas ao mesmo tempo precisamos ter uma eficiência maior.

Saída de Rede – Como tem sido trabalhar com o técnico Anderson Rodrigues?
Paula Pequeno – Tem sido uma delícia, somos amigos há mais de 15 anos. Primeiro, começa bem com uma relação de amizade, de confiança, que é muito importante. Tem a relação capitã e técnico que é bacana, a gente consegue levar isso com leveza. Existe cobrança dos dois lados e há também a humildade de um ouvir o outro. No trabalho coletivo, vejo uma resposta muito boa do time.

MVP nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (fotos: FIVB)

Saída de Rede – Você tem quase 35 anos, onde encontra motivação para treinar intensamente e seguir jogando?
Paula Pequeno – É o amor mesmo, eu amo muito o que faço. As pessoas me perguntam, “Paula, quando você vai parar?”, e eu digo: enquanto meu físico aguentar e eu amar o voleibol do jeito que amo, vou estar aqui dentro. Gosto muito de treinar, sinto falta, sou fominha até hoje, me preocupo, me importo, me doo. Sinto dores todos os dias, mas procuro superar. A motivação está dentro disso, de fazer o que se gosta. Eu ainda gosto muito e é isso o que me motiva.

Saída de Rede – Como avalia a eliminação da seleção brasileira feminina nas quartas de final da Rio 2016 pela China?
Paula Pequeno – Foi arriscada a primeira fase porque os nossos adversários (Camarões, Argentina, Japão, Coreia do Sul e Rússia) estavam muito aquém daqueles que a gente encontraria depois. Como foi insuficiente o nível de pressão, o de dificuldade, o nosso time não estava preparado para o que viria pela frente. A primeira fase nos desfavoreceu. Talvez a equipe achasse que estava jogando o suficiente, só que não estava, não tinha um bom parâmetro pelos times que enfrentou, mesmo a Rússia não estava bem. Desta vez os adversários mais fortes seriam China, Sérvia, Estados Unidos e até a Holanda, com algumas surpresas. A seleção brasileira pode ter cometido aquela grande falha que é achar que está preparada. De repente, quando aparece uma dificuldade, toma um susto bem grande. Enquanto a gente se assustava, o outro time jogava.

Paula: “Vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo”

Saída de Rede – O que achou da seleção chinesa?
Paula Pequeno – É extremamente jovem, mas se mostrou muito madura. Uma equipe coesa, com todo mundo jogando coletivamente, se voltando para o time. Eu vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo. E é isso, tiramos a chance de ouro delas em Pequim 2008, aí elas vieram aqui e nos deram o troco. (risos)

Saída de Rede – Há um ano você afirmava que a renovação na seleção feminina te preocupava. Terminado mais um ciclo, o que você diria a respeito do tema?
Paula Pequeno – Olha, eu espero que se renove o quanto antes. Algumas peças vão fazer falta, claro. De alguma maneira essa renovação já deveria ter começado, para que as meninas ganhassem experiência internacional. A partir de agora as mais novas terão que segurar o rojão. Acredito que por um bom tempo vão sofrer, até ganhar maturidade, pois o voleibol internacional é muito diferente da realidade da Superliga. Por mais que joguemos aqui em alto nível, é incomparável com os grandes campeonatos entre seleções.

Sobre Gabi: “É a única que se destaca realmente”

Saída de Rede – Velocidade, alcance, potência…
Paula Pequeno – Isso. É incrível, é muito diferente. Esse início vai ser difícil até a seleção engrenar, mas acredito que com novos talentos a gente consiga renovar legal.

Saída de Rede – Quem você destacaria entre os talentos da nova geração?
Paula Pequeno – Eu apontaria uma grande jogadora entre as mais novas, que é a Gabizinha, do Rio de Janeiro (Rexona-Sesc). Acho que é a única que se destaca realmente, uma atleta muito jovem e já jogando num nível elevado há alguns anos. Ela tem alta probabilidade de se dar muito bem e ajudar a seleção.


Após decepção no 1º turno, Bárbara quer levar o Pinheiros à semifinal
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Sidrônio Henrique

Bárbara Bruch assume a responsabilidade de ser a principal referência do time (foto: Guilherme Zilse)

Depois de um primeiro turno irregular, encerrado na sétima posição, o Pinheiros quer recuperar seu melhor jogo, fechar o returno da Superliga 2016/2017 na quinta colocação e avançar à semifinal. “Sabemos da nossa condição e até onde podemos ir. Olha o que o time fez no Paulista, estava bem, a gente tem que recuperar a confiança pra chegar nas quartas de final como quinto colocado e dali seguir adiante”, disse ao Saída de Rede a principal jogadora da equipe, a oposta Bárbara Bruch, 29 anos, 1,88m, terceira maior pontuadora do torneio até aqui, com 190 pontos – ela é a oitava mais eficiente no ataque e a quarta no bloqueio.

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Camponesa/Minas em alta na volta de Jaqueline às quadras

A referência ao Campeonato Paulista não foi à toa. Na ocasião, o Pinheiros surpreendeu o Bauru na semifinal e chegou à decisão diante do Vôlei Nestlé. Para surpresa do adversário, o clube da capital paulista venceu a primeira partida. O time de Osasco ganhou a segunda e levou a decisão para o golden set, quando confirmou seu favoritismo.

Expectativa
Diante das boas exibições do Pinheiros no Estadual, esperava-se mais da equipe na Superliga. “Foi um baque. Começamos perdendo em casa de 3-0 para o Brasília Vôlei. Antes da metade do primeiro turno, a gente teve que encarar Osasco, Rio (Rexona-Sesc) e Praia (Dentil/Praia Clube). Foi pedreira atrás de pedreira, só pancada. Até colocar as coisas nos eixos, a gente demorou um pouco, começou a se perguntar se tínhamos essa bola toda pra jogar”, comentou.

Érika vive coincidência no Barueri
Destaque na Superliga, Macris espera nova chance na seleção

O primeiro passo foi dado. O Pinheiros foi até Brasília no início do returno e, numa partida decidida pela diferença mínima no tie break, bateu as anfitriãs por 3-2, recuperando dois dos três pontos perdidos na abertura da Superliga. “Precisamos melhorar, aumentar o nosso ritmo e há tempo para isso”, afirmou Bárbara. Nesta sexta-feira (13), às 19h30 (horário de Brasília), em seu ginásio, o Pinheiros enfrentará o Vôlei Nestlé – no primeiro turno, a equipe de Osasco venceu por 3-1.

Terceira maior pontuadora da Superliga, Bárbara marcou 18 vezes contra o Brasília na abertura do returno (foto: Felipe Costa / Ponto MKT Esportivo)

Volta à semifinal
A meta de terminar o segundo turno em quinto e encarar o quarto colocado nos playoffs dá ao clube paulistano a esperança de chegar à semifinal, fase que não alcança desde a Superliga 2010/2011, quando foi eliminado pela Unilever (hoje Rexona-Sesc). “Não é só chegar às quartas de final e basta. Quem disse que não podemos ir mais longe?”, indagou a atacante, que na temporada passada jogou pelo Brasília Vôlei e já passou por Sesi, Minas, o próprio Pinheiros, Osasco e São Caetano.

Para ela, que assume a responsabilidade de ser a principal referência da equipe baseada em sua experiência, falta outra jogadora para ajudar naquela hora em que a recepção não funciona. “Nossa linha de passe é muito boa, jogamos com velocidade, nossas centrais são bastante acionadas, nossas ponteiras atacam bola acelerada, eu também. Mas se o passe quebra, a gente precisa de mais uma atacante para dividir essa responsabilidade, sabe, nos pontos decisivos”.

De central a oposta
Após jogar a maior parte da carreira como central, há dois anos Bárbara voltou a ser oposta, algo que não fazia desde os tempos de infantojuvenil. O retorno à saída de rede foi uma solução emergencial, diante da contusão de uma colega quando jogava no Sesi, sob o comando do técnico Talmo de Oliveira.

“A Monique, que era a oposta titular, tinha torcido o tornozelo. Pensaram em colocar a Bia na saída, mas como o ritmo dela estava muito forte no meio, então eu fui. Aquilo foi uma loucura. Tínhamos um jogo em Osasco, partida com televisão, e eu numa nova posição com um treino de oposta. Eu dizia pra mim mesma, ‘Deus, me ajuda, só não quero dar badá, o resto eu me viro’. Foi assim, eu não tinha nem bola do fundo, mas a gente vai melhorando, acabei me tornando uma oposta”, contou Bárbara, que hoje em dia ri do ocorrido e curte a função.


Destaque na Superliga, Macris espera uma nova chance na seleção
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Sidrônio Henrique

Macris: líder nas nem sempre confiáveis estatísticas, mas elogiada por técnicos de peso (fotos: CBV)

Ignorada na convocação da seleção brasileira em 2016, ano olímpico, a levantadora titular do Terracap/BRB/Brasília Vôlei, Macris Carneiro, destaque na Superliga, espera por uma oportunidade neste novo ciclo. “Tudo é uma colheita daquilo que você vai semeando. Sempre faço meu trabalho, vou me aperfeiçoando para ser o melhor que eu puder. Se eu tiver a chance novamente de ser chamada, será uma honra. O importante é que eu possa somar”, disse ao Saída de Rede.

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Pupilo de Bernardinho, Anderson mira semifinal com o Brasília Vôlei

Logo mais, às 18h deste sábado (7), Macris entrará em quadra na primeira rodada do returno da Superliga 2016/2017, em casa, contra o Pinheiros. Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento ao final do primeiro turno desta temporada, ela tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Mas Macris, que desde a Superliga passada defende o Brasília Vôlei, chama a atenção independentemente de prêmios.

Em ação durante amistoso contra as japonesas em 2015

Elogios
O treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães, afirmou certa vez que ela “é extremamente veloz, com bom posicionamento e chega em bolas que muitas vezes você não acredita que vá chegar”. O técnico do Rexona-Sesc e da seleção masculina, Bernardo Rezende, também já elogiou a agressividade de Macris. Seu treinador no clube da capital federal, Anderson Rodrigues, brinca e diz que a levantadora “arrisca bastante, em certos momentos até demais”.

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Em 2015, sem jamais haver sido convocada nas categorias de base, ela teve sua primeira chance na seleção adulta. Titular da equipe B que foi aos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, Canadá, parecia ter agradado à comissão técnica, mas no ano seguinte, o da Rio 2016, sequer foi chamada para treinar com a seleção.

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“Acredito que eles (comissão técnica) fizeram o que era melhor para aquele time, compreendo as escolhas. Muitas vezes as necessidades de um grupo não são o que eu posso suprir. Talvez pelo meu estilo ou minhas limitações”, comentou resignada.

Macris comemora um ponto com a oposta Andréia

Jogo rápido
Macris, que tem contrato até maio com o Brasília, ressaltou que a equipe de Anderson Rodrigues foi montada para se adaptar ao jogo rápido. “As peças que compõem o time trabalham para isso, que é o meu estilo. Nesta temporada estamos ainda mais velozes”.

O clube do Planalto Central é o seu único fora do estado de São Paulo – ela havia jogado por São Bernardo, São Caetano e Pinheiros. “Gosto muito daqui, do ambiente, da comissão. Mudou o técnico (Manu Arnaut dirigia o time antes), cada um com a sua linha de trabalho. A vivência do Anderson, o que ele tem agregado, tem sido importante para nós. A equipe está mais madura. A (ponteira) Amanda, por exemplo, que no ano passado era coadjuvante, agora é protagonista”, afirmou a paulista de Santo André, 1,78m, que completará 28 anos no dia 3 de março.

Esforço
O terceiro lugar na classificação ao final do primeiro turno, o melhor desempenho na curta história de uma equipe que está apenas na sua quarta temporada, não surpreende Macris. “A princípio pensamos no G8, depois em melhorar a colocação do ano passado, quando ficamos em quinto ao final do returno. Nossa posição na tabela é resultado do nosso esforço. Temos limitações, precisamos treinar bastante, aperfeiçoar nosso jogo, ainda temos muitos altos e baixos. Somos capazes de vencer favoritos, mas ao mesmo tempo de complicar o jogo com adversários tidos como diretos”, analisou.

Na fase inicial da Superliga, o Brasília Vôlei, que conta com veteranas como a ponteira bicampeã olímpica Paula Pequeno e a oposta Andréia Sforzin, acumulou oito vitórias e três derrotas. Venceu equipes de maior orçamento como Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube, mas caiu diante do modesto Rio do Sul.


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Carolina Canossa

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os triunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os trunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Depois de um 2016 tão intenso, chega a ser surpreender a constatação de que o primeiro turno de ambas as Superligas de vôlei acabou. Não parece, mas metade da fase classificatória da competição já foi disputada. Aproveitando o fim do ano e a pausa nos jogos – o tradicional Top Volley, na Suíça, não é disputado desde 2014 -, o Saída de Rede faz uma análise do desempenho de cada um dos participantes da Superliga feminina levando em conta o quesito expectativa vs realidade.

(Nesta quinta (29), será a vez da disputa masculina ser analisada pela equipe do blog)

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Foi impossível escapar das primeiras colocações da tabela ao analisar os times que mais empolgaram na competição até agora. Como deixar ignorar a equipe que, mesmo perdendo sua principal jogadora na temporada anterior (Natália), ainda consegue permanecer na liderança com relativa tranquilidade? Por mais que a substituta Anne Buijs viva altos e baixos, o entrosamento adquirido nos anos anteriores e a capacidade tática do técnico Bernardinho mantêm o Rexona-Sesc à frente dos rivais, com apenas uma derrota – e por 3 a 2 – nos 11 jogos já realizados.

O Vôlei Nestlé, por sua vez, começou a temporada com uma mudança no padrão de investimento. Segundo a própria comissão técnica e os dirigentes do clube, era hora de deixar as “grandes estrelas” um pouco de lado e apostar em jogadoras que podem integrar a geração Tóquio 2020. Está dando certo: depois de um início com algumas derrapadas, o tradicional time paulista foi se acertando e, em que pese o vacilo contra o Dentil/Praia Clube, mostrou sua força ao impor o único resultado negativo ao Rexona até agora.

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Derrapadas também deram o tom do começo de Superliga do Genter Vôlei Bauru. Beneficiado pelo excelente relacionamento e pela expertise do técnico Marcos Kwiek na República Dominicana, o time do interior de São Paulo conseguiu trazer a excelente líbero Brenda Castillo e ainda apostou em Prisilla Rivera e Mari Steinbrecher, duas jogadoras de talento, mas que não viviam a melhor fase. Por enquanto, quem está brilhando mesmo é “baixinha” Thaisinha, de 1,74m, mas Bauru já mostrou que pode fazer estragos na hora do mata-mata.

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Não podemos nos esquecer, claro, do terceiro colocado Terracap/BRB/Brasília. Primeira experiência do ex-oposto da seleção Anderson Rodrigues como técnico, a equipe do Planalto Central fez um primeiro turno consistente, com sete vitórias por sets diretos, resultado que poucos poderiam imaginar no início da competição. Se continuar nesse ritmo, certamente vai se consolidar como aquele rival “encardido” e indesejado na hora dos playoffs.

sinais analise superliga amareloSinal amarelo

Nesse categoria entram os times que, se por um lado não empolgaram, tampouco podem ser classificados como uma decepção até o momento. A lista é encabeçada pelo Camponesa/Minas, que apresentou uma clara melhora após a estreia da oposta Destinee Hooker, em dezembro, e possui perspectivas ainda melhores quando a contratação Jaqueline tiver condições de jogo (logo no início de 2017, espera-se). No papel, é um elenco para incomodar bastante e beliscar um lugar no pódio.

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Vice-campeão paulista, o Pinheiros possui uma campanha igual (cinco vitórias e seis derrotas) ao do Fluminense, time que espantou o mundo do vôlei ao tirar o título carioca do Rexona em setembro. Tratam-se de elencos montados para conseguirem uma vaga entre os oito melhores da competição e nada além disso – mesmo positivos, os resultados dos Estaduais devem ser encarados mais como uma exceção do que como regra.

sinais analise superliga vermelhoSinal vermelho

Depois de chegar pela primeira vez à final da Superliga, o Dentil/Praia Clube não só manteve sua principais atletas como também se reforçou com a central Fabiana. Virou favorito ao título, mas o que estamos vendo em quadra é uma equipe desorganizada e que deixou 2016 com uma péssima impressão, frustrando a torcida. É verdade que os problemas físicos da própria Fabiana e da americana Alix Klineman atrapalharam, mas ainda assim não são justificativas para a quinta posição na tabela. Olhando pelo aspecto positivo, a equipe de Uberlândia é, junto do Minas, a que mais tem espaço para crescer no restante da competição.

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir muito além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Já no Sesi, o intenso corte de investimento está sendo sentido em quadra, com apenas uma vitória até o momento: exceção feita a Lorenne, o elenco desta temporada simplesmente não está funcionando, o que começa a alimentar boatos colocando em dúvida a continuidade do projeto após a Superliga. Quem também está batendo cabeça é Rio do Sul: sem o técnico Spencer Lee, agora assistente em Osasco, o simpático time catarinense perdeu sua principal referência e é outro que está fora da zona de classificação para os playoffs – na última temporada, com uma forte campanha em casa, o time atingiu esse objetivo com facilidade.

Por fim, São Cristóvão Saúde/São Caetano e Renata Valinhos/Country, respectivamente nono e 12º colocados na Superliga, parecem apenas cumprir tabela até o fim da disputa. O simples fato de continuarem investindo em esporte olímpico em momento de crise econômica deve ser louvado, claro, mas outras equipes de orçamento semelhante já mostraram que é possível ir além. Com uma forte Superliga B se desenhando, estes projetos precisam ficar atentos para não serem ainda mais ofuscados no cenário nacional.

E você, o que achou da Superliga até o momento? Deixe sua opinião na caixa de comentários!