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Caso Unilever: encerramento de patrocínio é triste, mas não o fim do mundo
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Carolina Canossa

Apoio do Rexona será encerrado com o Mundial de clubes, em maio (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX)

A bomba solta por Fernanda Venturini na segunda (13) teve sua confirmação oficial no fim da tarde desta quarta (14): depois de 20 anos, a Unilever decidiu sair do vitorioso projeto iniciado em Curitiba e amadurecido no Rio de Janeiro. O ponto final da parceria será dado no Mundial de Clubes, programado para maio, no Japão.

Claro que a chegada de uma notícia como esta jamais será boa. Diante das dificuldades cada vez maiores neste período de ressaca olímpica, perder um apoiador de tal porte pode significar a saída de atletas de alto nível do país, sem contar com o menor incentivo na formação de jogadoras. Porém, não deve ser tratado como o fim do mundo. Explico as razões:

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– A saída não foi repentina. Boatos de uma possível mudança de estratégia no marketing da Unilever já estavam ocorrendo há pelo menos um ano e meio. A empresa, por exemplo, teve a sensibilidade de fazer uma transição adequada com o Sesc para não deixar profissionais sem trabalho de uma hora para outra, diferente do que já aconteceu em outras rupturas. Para quem não se lembra, em 2014 a Amil chegou a anunciar a substituição do técnico José Roberto Guimarães por Paulo Coco apenas uma semana antes de retirar o investimento, pegando as próprias atletas de surpresa;

– Apesar de ainda não estar claro qual será o nível de investimento do Sesc na próxima temporada, o time continuará na ativa. Mesmo que o orçamento seja menor, há a esperança de ao menos jovens atletas terem uma oportunidade de despontar em alto nível. Vale destacar que o Sesc já apoia um time masculino no Rio, comandado por Giovane Gávio, com um dinheiro razoável para a disputa da Superliga B;

Projeto começou no Paraná, onde ficou até 2003 (Fotos: Divulgação)

– O Rexona não é o primeiro e, infelizmente, não será a última equipe a passar por isso no vôlei nacional. Mas, ainda assim, o esporte continua. Pouco após a conquista do primeiro ouro olímpico no feminino, em Pequim 2008, o Bradesco decidiu romper o apoio dado a Osasco através da Finasa. Houve um certo pânico da época, mas o time está na ativa até hoje ao lado de um novo patrocinador, a Nestlé, que em 2011/2012 praticamente repetiu a escalação da seleção brasileira na equipe.

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A situação do vôlei brasileiro de clubes é perfeita? Longe disto. Há muita coisa a ser feita ainda. Aumentar a visibilidade dos patrocinadores, inclusive com a menção dos nomes deles pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, é essencial. Mas, culpar apenas isso e a crise econômica vivida pelo Brasil pela saída da Unilever do vôlei, é analisar a situação de forma rasa.

Amil encerrou o projeto no vôlei uma semana após anunciar troca de técnicos

Isso porque crises econômicas não são exatamente uma novidade no país, que já viveu outros momentos de finanças em baixa desde 1997, data do início do apoio da Unilever ao time de Bernardinho. Além disso, nunca a Globo se dispôs a falar os nomes reais das equipes em quadra, sempre apelando para denominação de clubes ou das cidades nas quais são sediados. Ainda assim, a empresa permaneceu no jogo durante 20 anos e, quem conhece um mínimo de marketing e ambiente corporativo, sabe que isso não aconteceu por solidariedade. Se não desse retorno, eles certamente não teriam ficado tanto tempo no projeto. O mesmo acontece com outros times e grandes empresas que investem no esporte: ninguém colocaria dinheiro (que não é pouco) no vôlei se o produto não fosse bom.

Ciclos acabam e estratégias mudam. É da vida. Ao invés de se lamentar e promover uma “caça às bruxas”, quem gosta de vôlei precisa trabalhar (ou cobrar) mudanças no que não está bom. Só assim o Brasil continuará a crescer na modalidade.


Fernanda Venturini revela: Unilever vai deixar o vôlei
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João Batista Junior

Venturini lamenta o fim do apoio de 20 anos: “No Brasil, o esporte não é muito estimulado” (Foto: Reprodução/Facebook)

Em entrevista transmitida online pela Revista Veja, no final da tarde desta segunda-feira (13), a ex-levantadora Fernanda Venturini trouxe uma bomba para o mundo do voleibol: esta será a última Superliga da Unilever. “Depois de 20 anos, a Unilever, Rexona-Sesc este ano, está saindo, é uma pena. Foram 20 anos sensacionais, uma empresa fantástica”, acentuou.

Esposa do técnico Bernardinho, treinador do Rexona, Venturini ressaltou que “no Brasil, o esporte não é muito estimulado”, e comparou a situação daqui com a da maior potência esportiva do mundo, os Estados Unidos.

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Você vê: nos EUA, são 300 universidades onde jogam vôlei. É surreal olhar lá fora e querer comparar aqui. Então, a gente não tem nenhum incentivo. Lá, você bota uma menina pra jogar vôlei numa escolinha, você paga uma grana, mas sabe que ela vai pra uma universidade de graça. Então, o vôlei lá vale ouro. Como futebol americano, beisebol e basquete pegam muita bolsa masculina, no feminino, sobra muito para o vôlei”, explicou Venturini. “Hoje, no Brasil, não tem incentivo do governo, da prefeitura. A gente incentiva quando? Quando vai ter uma Olimpíada, um Mundial, coisa assim pontual”, comparou.

Time de Bernardinho é o maior campeão brasileiro, com 11 títulos (Foto: Alexandre Arruda)

Participando da Superliga desde 1997, quando a sede do projeto ainda era em Curitiba, a Unilever conquistou 11 títulos nacionais e quatro sul-americanos. A equipe, que joga nesta temporada como Rexona-Sesc, venceu a Copa Brasil e a Supercopa, foi quinta colocada no Mundial de Clubes e terminou a fase classificatória do nacional na liderança – pega o Pinheiros nas quartas de final.

Entre os dias 8 e 14 de maio, o time sediado no Rio de Janeiro ainda joga o Mundial de Clubes de Kobe, no Japão. A competição terá a participação também do Vôlei Nestlé, que jogará como uma das quatro equipes convidadas pela FIVB.


Erros em excesso minam força do Minas na reta final da fase classificatória
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Carolina Canossa

Minas não passou em dois dos três grandes testes neste returno (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Foram dois “banhos de água fria”: depois de um fim de 2016 e um começo de 2017 formidáveis, o Camponesa/Minas perdeu ritmo e não conseguiu se consolidar como o mais forte candidato a derrubar a hegemonia do Rexona-Sesc na Superliga nacional. Depois de cair contra o Dentil/Praia Clube no fim de semana, o time do técnico Paulo Coco perdeu para a equipe carioca na noite desta terça (7) por 3 sets a 1, parciais de 25-27, 25-20, 27-25 e 25-21.

Em comum, ambas as partidas foram marcadas por um número excessivo de erros do Minas. Contra-ataques infrutíferos e falhas ao melhor estilo “deixa-que-eu-deixo” na defesa pouco a pouco estão minando as atuações do time e a confiança das jogadoras. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Minas chegou a liderar a terceira parcial por 20-14, mas entregou o set de bandeja para as adversárias. Na quarta etapa, a vantagem chegou a ser de 9-6 antes da virada.

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Em números: somando-se as duas últimas partidas da equipe, foram 57 pontos cedidos em erros, quase 30% do total. É muita coisa para um time que já mostrou ter potencial para ser campeão. Para isso, porém, será preciso jogar em alto nível o tempo inteiro, o que não aconteceu em dois dos três grandes testes deste returno (a exceção ficou por conta do duelo contra o Vôlei Nestlé).

O problema, claro, não se resume aos pontos perdidos. A levantadora Naiane, por exemplo, claramente está com dificuldades para acionar a oposta Destinee Hooker de maneira eficiente. Já as ponteiras Jaqueline, Pri Daroit e Rosamaria não conseguem formar uma dupla titular de confiança: quando uma está bem, duas se apresentam mal. Atualmente, somente a famosa china de Carol Gattaz pode ser considerada uma bola de confiança.

Os recentes reveses colocam em risco até mesmo a quarta posição na tabela, algo que parecia inimaginável há pouquíssimo tempo, no Carnaval. Por sorte, a próxima partida da equipe será contra o lanterninha Renata Valinhos/Country, enquanto o Genter Vôlei Bauru, quarto colocado no momento, terá um difícil confronto contra o Vôlei Nestlé.

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Drussyla (camisa 17) e Monique foram os destaques do Rexona (Foto: Alexandre Arruda)

Rexona

Não se pode, é claro, tirar os méritos do Rexona na partida realizada na Arena Jeunesse. De Hooker bem marcada a Monique inspirada, o time mais uma vez deixa claro que fez a lição de casa mostrando uma linearidade que não existe nos demais adversários. E ainda houve um bônus: a jovem Drussyla, que substituiu Gabi a partir do terceiro set e segurou muito bem os bons saques mineiros.

Transmissão web

Diante da falta de interesse do SporTv em transmitir a partida entre Rexona e Minas, a CBV proporcionou aos interessados as imagens do duelo através de sua página no Facebook. Em que pese ainda não haver narradores, comentaristas e replays, o trabalho tem sido bem feito, com sinal constante (ao menos no computador em que eu estava assistindo, houve pequenos cortes somente no início do duelo).

Uma pena apenas que, depois de um furor inicial, o público parece ter desanimado: o jogo desta terça, por exemplo, começou com 2800 espectadores online, número que foi caindo ao longo da transmissão. No último ponto, somente cerca de 370 pessoas estavam acompanhando.


Picinin nega problema psicológico e aponta solução para a retomada do Praia
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Carolina Canossa

Técnico acredita que seu time está oscilando demais em quadra (Fotos: Divulgação/CBV)

A torcida do Dentil/Praia Clube está preocupada (e com razão). O grande elenco montado para a temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro não tem conseguido jogar no nível que se espera e, como consequência, o time foi completamente dominado nas duas últimas partidas que fez, contra o Rexona-Sesc, pela final do Sul-Americano, e diante de Vôlei Nestlé, na Superliga feminina.

Ao término da partida em Osasco, o técnico Ricardo Picinin reuniu suas jogadoras no centro da quadra em um círculo e tentou passar palavras de incentivo para as rodadas finais da fase classificatória da competição nacional, essenciais para o planejamento de um clube que investiu alto em busca de seu primeiro título de relevância.

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Mesmo com a frustração com o resultado ainda visível em seu rosto, o treinador atendeu ao Saída de Rede com serenidade antes de ir ao vestiário. Questionado se o motivo para o rendimento abaixo do esperado poderia estar em fatores psicológicos, ele negou. “Não chega a ser um problema de cabeça. É que, durante os jogos, temos que buscar mais a regularidade. A gente sabe que no feminino existem oscilações, mas precisamos minimizar isso para fazer um jogo de alto nível do início do fim”, analisou.

Elenco do Praia ainda não rendeu o esperado

Apesar da declaração, o próprio Picinin admitiu que o 22º resultado negativo (terceiro apenas na atual temporada) nos 22 jogos que fazem a história de Praia e Rexona teve um efeito negativo sobre suas comandadas. “Essa derrota em casa para o Rio abateu um pouco o time e agora oscilamos bastante. Mas é essa irregularidade que precisa ser melhorada”, apontou.

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No José Liberatti, Picinin ficou especialmente incomodado com a derrota no segundo set: o 20 a 16 que o Praia sustentava acabou se convertendo em um 22 a 25. “Demos uma bobeada e permitimos que Osasco virasse. Em um jogo de duas grandes equipes, tudo pode acontecer”, comentou o treinador.

E é bom que a equipe de Uberlândia desperte logo: neste sábado (4), o time volta à ativa diante do ascendente Camponesa/Minas, em briga direta pela terceira posição – e o consequente direito de só encarar o Rexona em uma eventual final – na tabela. “Temos que pensar jogo a jogo. Independente de qualquer coisa, é treinar, tentar continuar evoluindo e melhorar para chegarmos bem aos playoffs, pois isso é o importante”, afirmou.


Qual time leva mais público aos ginásios da Superliga? Descubra
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Carolina Canossa

Duelo entre Brasil Kirin e Sesi em Belém (PA) foi o maior público da Superliga 2016/2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Medalhistas olímpicos (incluindo 21 campeões), estrangeiros de alto nível, técnicos gabaritados e jogos emocionantes. Motivos não faltam para o torcedor assistir pessoalmente a partidas da atual edição das Superligas masculina e feminina de vôlei. Mas quem será que consegue atrair a maior quantidade de pessoas?

O Saída de Rede foi atrás desta resposta e chegou a conclusões surpreendentes. Após analisarmos o público de todos os jogos da competição disputados até a última sexta-feira (17), descobrimos que o time que mais recebe apoio quando tem o mando do jogo é o Copel/Telecom/Maringá, que provavelmente nem vai disputar os playoffs. Atualmente 10º colocado na tabela, o time presidido pelo levantador Ricardinho (que também continua atuando) costuma atrair 2933 pessoas cada vez que joga no ginásio Chico Neto.

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Em seguida aparece outro time sem grandes estrelas, o Montes Claros Vôlei. Com uma média de 2813 presentes a cada duelo em casa, a torcida do norte de Minas mostra que a fama de “fanática” é real. Em terceiro lugar, está o Vôlei Brasil Kirin, cuja média acabou impulsionada pelas 7450 pessoas que compareceram ao ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), para ver o duelo contra o Sesi, maior público da disputa até o momento.

Norte também impulsiona o campeão de público feminino

Programar partidas para cidades que dificilmente recebem jogos de vôlei também se revelou uma estratégia eficaz na Superliga feminina. Já sem chances de ir ao mata-mata, o São Cristóvão Saúde/São Caetano lidera a média de pessoas por jogo na competição graças à iniciativa de levar os confrontos contra Dentil/Praia Clube, Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc para Manaus. Ao todo, são 1854 torcedores por jogo da equipe, média que desaba para 388 se consideramos apenas os confrontos que foram realizados na cidade do ABC Paulista.

Após eventos com o ginasta Arthur Zanetti em Manaus, time do ABC Paulista mandou três jogos com excelente público na capital do Amazonas (Foto: Divulgação)

Técnico de São Caetano, Hairton Cabral é só elogios para a iniciativa que foi liderada pelo vice-presidente do clube, Marcel Ferraz Camilo, após eventos com o ginasta Arthur Zanetti na região. “Pra gente foi muito bom. Percebemos um público carente de voleibol, mas que gosta muito do esporte. Me surpreendeu como as pessoas lá acompanham, conheciam todos nós. Fomos muito bem recebidos lá e esperamos ter outras parcerias como esta nas próximas temporadas”, destacou o experiente treinador. “A gente só tem uma ideia da grande dimensão da Superliga quando saímos de São Paulo”, complementou.

Se levarmos em conta somente as partidas realizadas nas proximidades em que o clube está sediado,  Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé aparecem praticamente empatados na primeira posição, com respectivamente 1641 e 1640 pessoas por jogo – o time de Belo Horizonte, aliás, viu o interesse do público aumentar gradativamente após a contratação de duas estrelas de porte mundial, a oposta americana Destinee Hooker e a ponteira brasileira Jaqueline Carvalho.

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Outras conclusões interessantes:

– Vencedor das últimas quatro temporadas, o Rexona-Sesc tem uma média de público baixa quando joga em casa, no Tijuca Tênis Clube: 828 pessoas em um espaço em que oficialmente cabem 2300. Curiosamente, porém, o time atrai muito público quando é visitante: esteve em quadra no maior público registrado por Renata Valinhos/ Country, Genter Vôlei Bauru, Rio do Sul e Dentil/Praia Clube, por exemplo.

Chegada de Hooker e Jaque impulsionou média de público do Camponesa/Minas (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

– Ciente do interesse que desperta, a diretoria do Rexona já anunciou que jogará as três últimas partidas da fase classificatória e as quartas de final em um espaço maior, a Arena da Barra. Para estas partidas, serão abertos dois níveis do ginásio, disponibilizando uma capacidade para 4700 pessoas

– Fenômeno parecido com o do Rexona ocorre com o Sesi, no masculino. O quarteto formado por Bruno, Murilo, Lucão e Serginho atrai muita gente para as partidas em que a equipe paulistana joga fora de casa, mas em seus próprios domínios a média é baixa: 692 pessoas por jogo. A explicação aqui, porém, tem a ver com o espaço: o ginásio da Vila Leopoldina abriga somente 800 pessoas

– Os jogos do masculino, em geral, tem atraído mais público que os do feminino: reflexo do fato de mais jogadoras badaladas estarem atuando fora do Brasil que entre os homens?

– Os excelentes públicos nas partidas realizadas na região Norte do país mostram que a iniciativa deveria ser repetida mais vezes. Aliás, boa parte dos Estados brasileiros sequer contam com times na competição. Público para prestigiar o vôlei há, basta trabalhar para levar a modalidade até as pessoas.

Confira as médias de público de cada um dos times da Superliga:

Masculino
2933 pessoas por jogo –  Copel/Telecom/Maringá
2813 – Montes Claros
2548 – Vôlei Brasil Kirin (sem a partida realizada no Pará, o número cai para 1847)
1907 – Funvic Taubaté
1641 – Sada Cruzeiro
1325 – Bento Vôlei/Isabela
937 – Minas
760 – Caramuru/Vôlei Castro
692 – Sesi-SP
642 – São Bernardo
460 – Lebes Gedore Canoas
388 – JF Vôlei

Feminino
1854 pessoas por jogo – São Cristóvão Saúde/São Caetano (sem os duelos de Manaus, a média vai para 388)
1641 – Camponesa/Minas
1640 – Vôlei Nestlé
1439 – Dentil/Praia Clube
1136 – Rio do Sul (sem o jogo contra o Rexona, que teve 4278 torcedores, a média cai para 743)
1246 – Genter Vôlei Bauru
1121 – Terracap/BRB/Brasília
982 – Renata Valinhos/Country
828 – Rexona-Ades
595 – Sesi
529 – Pinheiros
488 – Fluminense


Semis reforçam favoritismo do Rexona contra o Praia no Sul-americano
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Carolina Canossa

Argentinas sofreram com o “paredão” do Rexona (Foto: Neto Talmeli/Divulgação)

A zebra não deu as caras: conforme o esperado, a final do Sul-americano feminino de vôlei contará com os dois representantes brasileiros na competição, o Rexona-Sesc e o Dentil/Praia Clube. Neste sábado (18), às 19 horas (de Brasília), as duas equipes decidirão em Uberlândia quem será o representante do continente no Mundial de clubes, programado para maio, no Japão.

Em sua semi, o Rexona mal tomou conhecimento do Villa Dora, da Argentina, despachado em menos de uma hora de jogo por 25-10, 25-06 e 25-17. O Praia, por sua vez, chegou a flertar com o perigo diante do San Martín, do Peru, mas também triunfou em parciais diretas: 25-18, 25-23 e 25-13.

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Em que pese terem enfrentado somente adversários muito inferiores tecnicamente no torneio, o que dificulta a análise, é possível jogar o favoritismo (de novo) para a equipe carioca: muito mais consistente, o Rexona em nenhum momento ameaçou se complicar neste Sul-americano. Contra o próprio San Martin na primeira fase, por exemplo, as parciais foram de 25-16, 25-11 e 25-16. Vale lembrar ainda que o time comandado pelo técnico Bernardinho jamais perdeu para o Praia nos 21 jogos oficiais já realizados.

Com um saque pouco agressivo, as mineiras tiveram dificuldades para marcar o San Martin e só passaram pelo primeiro set com relativa tranquilidade porque as experientes centrais Walewska e Fabiana fizeram tudo o que desejaram na defesa peruana. Na segunda etapa, porém, a levantadora Claudinha não teve a bola na mão, o que dificultou as ações ofensivas do Praia, que chegou a estar atrás por 13-17. O comando do placar só foi retomado com a passagem da ponteira Michelle pelo saque. No terceiro set, foi preciso recorrer novamente ao talento de Fabiana para se assegurar na decisão.

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Se não comprometeram nesta sexta, as falhas apresentadas pelo Praia não podem se repetir na grande decisão caso o time queira ter alguma chance contra o Rexona, que ainda contou com a vantagem de conseguir descansar suas titulares na metade final do duelo contra o Villa Dora. Depois de entrar na semi com força máxima, a equipe carioca contou com a fragilidade da recepção argentina para abrir vantagem nos dois primeiros sets abusando do combo saque-bloqueio. Estava tão fácil que quem fechou a segunda etapa foi Fabi: ao passar de toque uma bola para o outro lado da quadra, a líbero viu as argentinas se atrapalharem e não conseguirem devolver a bola.

Foi apenas com o time praticamente todo reserva em quadra, já no terceiro set, que as cariocas deram uma vacilada e, após cometerem muitos erros, até permitiram ao Villa Dora abrir dois pontos de vantagem. Nada, porém, que não fosse rapidamente corrigido e comprometesse a classificação (e o descanso das titulares) para mais uma final continental.

Transmissão online

Internautas protestaram contra o SporTV porque queriam a transmissão de Camponesa/Minas x Vôlei Nestlé (Foto: Reprodução Facebook)Diante da defasagem de nível técnico e o consequente resultado previsível nas duas semis do Sul-Americano, o “SporTv” optou por passar os jogos apenas pela internet. Não sem protestos, é claro: desde durante a tarde, fãs de vôlei usaram as redes sociais do canal para reclamarem da não-transmissão da vitória do Camponesa/Minas sobre o Vôlei Nestlé, em duelo da Superliga também realizado esta noite, por 25-20, 25-19 e 25-22 – um resultado “decepcionante” para quem esperava outro jogo cardíaco como o ocorrido na Copa Brasil.

Apesar disso, o narrador e comentaristas do Sul-americano não ignoraram o jogo em BH e, inclusive, informaram os internautas sobre o resultado das parciais. Mesmo que com apenas uma câmera, o SporTv provou ser possível usar o streaming para mostrar decentemente partidas que, por qualquer motivo, não tenham entrado na grade de programação da TV. Tomara que a experiência se repita em outras oportunidades.


Edinara vai das brincadeiras com bexiga a homenagem de jogadora da seleção
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Carolina Canossa

Top 10 entre as atacantes da Superliga, Edinara diz gostar tanto de jogar como oposta quanto de ponteira (Foto: CBV)

Ao receber o Troféu VivaVôlei, dado à melhor jogadora da partida, após a vitória do Rexona-Sesc sobre o São Cristóvão Saúde/São Caetano, a ponteira Gabi Guimarães não teve dúvidas: chamou Edinara Brancher, oposta do time adversário e entregou o prêmio a ela. O simpático gesto, um reconhecimento da jogadora da seleção aos 28 pontos feitos pela rival, colocou os holofotes em cima da jovem de 21 anos que vem se destacando nesta Superliga pelo braço rápido e alcance do ataque.

A boa atuação contra as atuais campeãs da disputa não foi um fato isolado para Edinara: na derrota Dentil/Praia Clube, a catarinense chegou aos 30 pontos. Os números passam a impressão que ela não se intimida diante de clubes e atletas mais badalados, mas a própria atacante admite que não é bem assim. “Na hora, me dá um frio na barriga”, comentou Edinara, em entrevista exclusiva para o Saída de Rede. Qual o segredo então para jogar bem? “É entrar sem responsabilidade. Como eu sou nova, não tenho responsabilidade dentro de quadra e isso me tranquiliza bastante, faz com que eu consiga soltar meu jogo”, complementou.

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Empresário espanta boatos e diz que Sheilla está firme em não voltar nesta temporada

Preparada desde os 17 anos pelo São Caetano, clube que tem tradição de revelar boas jogadoras, Edinara tem sido tratada com cuidado especial pelo experiente técnico Hairton Cabral. Além de colocar a jovem diariamente para treinar passe, visando deixá-la uma atleta mais completa, ele está tentando blindá-la do excesso de “palpites” alheios.

Atleta foi presença constante nas seleções de base do Brasil (Foto: Reprodução/Facebook)

“As pessoas não fazem nem por maldade, mas de repente todo mundo começa a querer ajudar de uma forma ou de outra, vira muita informação e ela ainda não consegue assimilar tudo. Não pode se empolgar, senão acaba estragando. É como no malabarismo: você começa com uma bola, duas, três, cinco, aí passa pro facão… mas até chegar lá, é preciso ir acrescentando aos poucos”, explica.

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Na visão dele, se Edinara conseguir se manter “com os pés no chão”, tem tudo para se tornar um nome de destaque nos próximos anos. “Ela está surpreendendo a cada dia, superando expectativas. Estou muito esperançoso com ela, não só pensando no São Caetano, mas no voleibol brasileiro”, admitiu.

Edinara se disse surpresa com a atitude de Gabi

Vôlei com bexiga

Descoberta aos 12 anos enquanto brincava de vôlei na escola em Anchieta (SC), Edinara conta que sua paixão pelo esporte vem de anos antes: “Quando eu era mais nova, meus pais compravam bexigas e ficavam brincando comigo”.

A relação com os familiares é tão boa que, por pouco, não prejudicou a carreira da jovem quando ela teve que mudar para o ABC Paulista. “No começo foi super difícil, ficava sempre doente, ligava pra minha mãe… Acho que era saudade, pois nunca tinha estado longe de casa. A cada poucos dias tinha que ir pra minha casa, mas aí fui me acostumando e agora está de boa”, contou.

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Cursando faculdade de nutrição em paralelo à tentativa de explodir no vôlei, Edinara confessou ter ficado sem graça quando Gabi decidiu lhe entregar o Viva Vôlei. “Fiquei sem reação na hora em que ela disse: ‘Toma, você merece’. Respondi: ‘Sério?’. Não sabia se pegava, se não pegava…”, divertiu-se.

Fã da própria Gabi, além de Jaqueline e Sheilla, Edinara mostra, ao falar sobre os próximos passos na carreira, que está ouvindo os conselhos de Hairton Cabral. “Tenho que ter humildade e pés no chão em primeiro lugar. Se eu ficar de nariz empinado, com o tempo isso acaba terminando”, resumiu.


Cinco atacantes baixinhas que provam: tamanho não é documento na Superliga
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Carolina Canossa

Se entre os homens está cada vez mais difícil encontrar um jogador “baixinho” que se destaque fora das funções de líbero ou levantador, na Superliga feminina de vôlei a altura ainda não é um fator tão preponderante assim. Na atual edição do torneio, por exemplo, algumas jogadoras com 1,80 m ou menos de altura estão dando um trabalho danado aos sistemas defensivos dos adversários.

Abaixo, listamos cinco delas por ordem alfabética. Todas são um incentivo para quem ainda está começando a carreira, mas pensa em desistir porque não cresceu  suficiente:

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi (Rexona-Sesc)

Uma atacante de baixa estatura certamente enfrentará maiores dificuldades para estabelecer carreira no vôlei, mas isso não significa que ela possa não brilhar e chegar até mesmo à seleção brasileira. Com 1,80 m, por exemplo, Gabi é um nome constantemente chamado pelo técnico José Roberto Guimarães e até esteve na Olimpíada do Rio. Dona de uma ótima visão de jogo e técnica apurada, ela também agrada  Bernardinho e é titular absoluta do Rexona-Sesc.

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Gabi (Vôlei Nestlé)

Homônima da rival do Rexona (as duas se chamam Gabriela Guimarães), Gabi possui somente 1,73 m, mas isso não a impediu de ser presença constante nas seleções de base, com direito a título mundial infanto-juvenil e sub-23. Contratada pelo Vôlei Nestlé desde 2012, a atleta de 23 anos atualmente tem se revezado com Tandara e a sérvia Malesevic na posição. Na semifinal da Copa Brasil, precisou substituir a brasileira, que sofreu com um problema gastrointestinal, e virou bolas importantes. Apesar de não ter sido o suficiente para evitar a derrota por 3 a 2, a

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

atuação serviu para animar a exigente torcida de Osasco.

Mimi Sosa (Pinheiros)

A missão de uma baixinha no alto nível do vôlei é especialmente inglória se ela ainda quiser ser central. Mas até a função geralmente destinada aos atletas com maior altura tem espaço para quem não cresceu tanto. Que o diga a argentina Mimi Sosa, do Pinheiros, cujos 1,76 m não a impedem de barrar os ataques rivais e ainda fazer uns pontos em jogadas rápidas pelo meio – ela teve o melhor aproveitamento de ataque na primeira metade da Superliga. Líder nata, ela foi uma das principais responsáveis por fazer a seleção feminina da Argentina disputar, no Rio, uma Olimpíada pela primeira vez.

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Thaisinha (Genter Vôlei Bauru)

Se é momento de decisão para o Genter Vôlei Bauru, fique de olho na ponteira de apenas 1,74m: é bem provável que a bola seja levantada para ela. Apesar da baixa estatura, a excelente impulsão, o braço rápido e a força no ataque possibilitam que Thaisinha seja nada menos que a sexta maior pontuadora da competição, com 192 pontos até o momento, número maior que várias colegas de trabalho bem mais altas. Não por acaso, ficou entre as melhores da competição no primeiro turno, em lista divulgada pela própria CBV. Com passagens por equipes tradicionais como Pinheiros, Minas, São Bernardo e São Caetano, ela poderia ganhar uma chance na seleção principal se explorasse

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

melhor o bloqueio e melhorasse o passe.

Sassá (Fluminense)

Sassá é outro exemplo: campeã olímpica em Pequim 2008, a ponteira de 1,78 m é a nona atacante mais eficiente da competição, um feito ainda mais respeitável quando lembramos que ela tem 34 anos. Tendo a recepção como ponto forte, a mineira chegou a ser líbero na última temporada, mas o bom nível ainda apresentado nas cortadas a fez desistir da mudança de posição na reta final da carreira.

E você, diga lá: Quais são as melhores baixinhas do vôlei, na sua opinião?


Copa Brasil: apresentação de alto nível do Rexona freia retomada do Minas
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Carolina Canossa

Selfie da líbero Fabi já virou tradição no Rexona (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Selfie coletiva comandada pela líbero Fabi já virou tradição no Rexona (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Sinônimo de tradição no voleibol brasileiro, o Minas tem investido alto para voltar a ocupar uma posição de protagonista no esporte. A parceria com o Leites Camponesa, por exemplo, levou a Belo Horizonte duas grandes jogadoras do cenário internacional: a oposta americana Destinee Hooker e a ponteira brasileira Jaqueline Carvalho, que recentemente se uniram a um elenco promissor, que conta com Carol Gattaz, Léia, Rosamaria, Naiane e Pri Daroit. No comando está Paulo Coco, profissional experiente que foi duas vezes campeão olímpico como assistente de José Roberto Guimarães na seleção brasileira.

Os resultados não tardaram a acontecer: na noite deste sábado (28), o Minas voltou a disputar um título de relevância nacional, a Copa Brasil. A empolgante vitória sobre o Vôlei Nestlé animou os fãs de esporte a ponto de alguns torcedores do Rexona-Sesc, adversário da final, dizerem no Facebook do Saída de Rede que nem ficariam tristes em caso de derrota…

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Só que contra um papa-títulos como a equipe carioca é preciso ter muito mais que vontade: tem que jogar próximo do 100% o tempo inteiro. E não foi desta vez que o Minas conseguiu. Na verdade, quem fez uma apresentação de excelente nível foi justamente o Rexona, com poucos erros, linearidade nas ações e eficiência na virada de bolas de todas as atacantes. Uma performance com o selo Bernardinho de qualidade, coroada por um 3 a 0 (25-15, 25-21 e 25-20) no placar.

Sem conseguir incomodar as rivais no saque, o Minas permitiu que a levantadora Roberta acionasse à vontade a oposta Monique e as ponteiras Anne Buijs e Gabi – exceto no começo do terceiro set, as três ignoraram o bloqueio mineiro, que é o melhor da Superliga e foi decisivo na vitória contra Osasco. O serviço do Rexona, por outro lado, fez estragos na linha de passe do Minas, infernizando Pri Daroit. Nem a líbero Léia escapou do sofrimento, especialmente com os rasantes direcionados para o seu lado direito.

Bloqueio do Minas, que é o melhor da Superliga, foi praticamente ignorado pelas atacantes do time carioca

Bloqueio do Minas, que é o melhor da Superliga, foi praticamente ignorado pelas atacantes do time carioca

Paulo Coco apelou ao banco para tentar mudar os rumos da partida, substituindo a levantadora Naiane pela experiente Karine e Rosamaria por Jaqueline. Com elas em quadra, o Minas melhorou, mas não o suficiente para anular outra característica do Rexona: é raro que as jogadoras da equipe carioca sofram uma queda brusca na performance, ainda que  errem, sejam pressionadas pelo adversário ou se envolvam em alguma polêmica com a arbitragem. É como se elas se esquecessem rapidamente o que passou e voltassem a se concentrar no que está dando certo, uma característica que foge ao padrão do voleibol feminino.

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Apesar da decepção da derrota em sets diretos, os torcedores do Minas não devem desanimar: a Copa Brasil provou que o time pode sim ir longe na Superliga. Só para ficar nas contratações mais badaladas, Hooker tem mostrado que talento não se esquece e Jaqueline que pode contribuir demais no volume de jogo – aliás, não entendi o porquê de Coco praticamente ter ignorado a formação com ela e Rosamaria em quadra ao mesmo tempo. Desde que as estrelas chegaram, o Minas só perdeu duas vezes, ambas justamente para o Rexona, que, por atuações como a deste sábado, segue como o time a ser batido no Brasil.

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Vôlei Nestlé trabalha por convite no Mundial feminino de clubes
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Carolina Canossa

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

O Mundial feminino de clubes femininos de vôlei será disputado apenas em maio, mas a movimentação nos bastidores para participar da competição já está a toda. E tem clube brasileiro de olho em um dos quatro convites que serão dados pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei)…

Trata-se do Vôlei Nestlé. Enquanto as quadras estavam vazias por conta das festividades de fim de ano, a direção do time sediado em Osasco trabalhou intensamente para conseguir levar o clube à competição na cidade de Kobe (Japão). Porém, procurada pela reportagem do SdR, a equipe ainda não respondeu ao nosso questionamento sobre o tema. O mesmo aconteceu com a FIVB.

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Praia é a decepção do primeiro turno da Superliga. Como foi o seu time?

A força de um patrocinador de renome internacional é um trunfo para o Vôlei Nestlé, que nesta temporada preferiu apostar em um elenco formado por jogadoras com potencial para estarem na Olimpíada de 2020 lideradas por três atletas consagradas: a levantadora Dani Lins, a líbero Camila Brait e a ponteira/oposta Tandara. O time encerrou o primeiro turno da Superliga na segunda posição, atrás apenas do arquirrival Rexona-Sesc.

Dos oito participantes do Mundial feminino de clubes 2017, quatro serão definidos por convites. A outra metade das vagas será dada ao campeão asiático (NEC Red Rockets (Japão)), ao “clube-sede” (Hisamitsu Springs (Japão)), ao campeão europeu (ainda a ser definido) e ao campeão sul-americano (ainda a ser definido). Vale destacar que a disputa continental entre os times latinos vai acontecer de 12 a 19 de fevereiro nas cidades mineiras de Uberlândia e Uberaba, com participação do Dentil/Praia Clube (sede) e do Rexona (atual campeão da disputa e da Superliga).

Em 2016, o Mundial de clubes femininos de vôlei aconteceu nas Filipinas: único representante verde-amarelo na disputa, o Rexona lutou bastante contra times de maior orçamento, mas acabou eliminado ainda na primeira fase – o título ficou com o Eczacibasi, da Turquia, onde atua a central brasileira Thaisa, que foi convidado pela organização justamente por ter levado o Mundial de 2015.

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Três times brasileiros já se sagraram campeões mundiais de vôlei feminino: o próprio Vôlei Nestlé (2012), o Leite Moça/Sorocaba (1994) e o Sadia (1991).