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Arquivo : Montes Claros

Em plena discussão sobre ranking, grandes escancaram superioridade
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João Batista Junior

Lucarelli, Wallace e Éder juntos: ranking não trouxe equilíbrio (foto: Rafinha Oliveira/Taubaté)

Numa semana em que o debate em torno do ranking de jogadores voltou à tona, o fã do vôlei viu Sada Cruzeiro, Sesi e Funvic/Taubaté chegarem a um passo das semifinais da Superliga masculina. E, para que a faca e o queijo pareçam estar ainda mais ao alcance dos grandes, o trio jogará em casa na próxima rodada dos playoffs, o que diminui drasticamente as expectativas de quem sonha (ou sonhava) com séries extensas nessas quartas de final – isso talvez caiba apenas ao duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, que, pelo jogo 1, tende a ir além da terceira partida.

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A CBV alega que o ranking dos jogadores serve para trazer equilíbrio ao certame, diminui a ação do poder econômico na disputa. Na teoria, isso deveria tornar a Superliga – um campeonato de apenas 12 clubes em cada naipe – uma competição de difícil prognóstico, já que os principais atletas do país estariam espalhados por diversos clubes.

Os atletas alegam que o sistema não atende ao fim pretendido, prejudica quem quer jogar no país e não emparelha os pratos da balança do voleibol nacional: os maiores orçamentos, com ou sem as limitações de ranking, seguem numa dianteira que os médios e os pequenos não alcançam.

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Entre as mulheres, as jogadoras de pontuação máxima se queixaram publicamente nesta semana, ao passo que os homens, nesta sexta-feira, vão decidir/saber como funcionará seu campeonato na temporada que vem.

Se precisassem encontrar um argumento contrário às intenções do ranking e, portanto, alinhado à premissa de que os mandatários do vôlei nacional falham em insistir nessa trilha, os jogadores poderiam citar os playoffs da Superliga masculina atual. Os principais elencos do país, recheados de campeões olímpicos e/ou mundiais pela seleção, dão pouca esperança de sucesso a equipes de patamar de investimento inferior: a prática depõe contra o ideal do equilíbrio.

Théo acionado na saída de rede: 21 pontos contra o Minas

OS JOGOS
O Minas Tênis Clube recebeu, em Belo Horizonte, um rival contra quem já havia disputado três partidas na temporada e decidido todas em cinco sets, um adversário combalido, sem seu principal atacante da entrada de rede – Douglas Souza, lesionado no abdômen. Era a ocasião propícia para os minastenistas colocarem o Sesi em dificuldades, talvez pensando num playoff discutido em quatro, cinco partidas, ou, até, temendo a eliminação, já que o ponteiro campeão na Rio 2016 talvez nem volte às quadras antes do final da Superliga. Mas não foi o que aconteceu.

O bloqueio mineiro funcionou bem, anotou 18 pontos (seis de cada um dos centrais, Flávio e Pétrus). Ocorre, no entanto, que o time não foi além disso, não conseguiu explorar a presença de Alan, oposto improvisado como ponteiro, nem a baixa pontuação de Murilo, que voltou ao time titular e, longe ainda da melhor forma física, assinalou somente quatro pontos.

Depois de alguma instabilidade nos dois primeiros sets (vitória apertada na primeira parcial, derrota dilatada na segunda), o time paulista aproveitou-se do saque ineficaz do time da casa. Com uma virada de bola segura e Théo assinalando 21 pontos, o Sesi dobrou a vantagem que tinha no duelo e vai jogar na Vila Leopoldina pensando em encerrar a série pela via mais curta.

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Canoas lutou, mas não passou pelo Cruzeiro (Fernando Potrick/Gama)

Por sua vez, o Lebes/Gedore/Canoas tem bons valores, como o ponteiro Gabriel, que foi repatriado do voleibol austríaco e começou o campeonato muito bem, o central Iálisson, de passagem recente pelo Taubaté, e o jovem ponta Alisson Melo, sétimo atacante mais eficiente da Superliga. Mas, dentro do esperado, a equipe não tem sido páreo para o Sada Cruzeiro nos playoffs.

Jogando em casa na segunda partida da série, o time gaúcho até abriu o marcador, teve Alisson Melo assinalando 17 pontos, sendo três em aces, quesito em que empatou com o central Giovanni. A questão é que, do outro lado da rede, havia um time experiente o bastante para esperar e provocar os erros do rival (e foram 35 ao todo). Leal e os centrais Isac e Simón marcaram, respectivamente, 16, 13 e 12 pontos, e a virada foi inevitável.

A série volta para Contagem, no sábado, às 21h30, e só vai novamente ao Rio Grande do Sul em caso de vitória do Canoas.

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Renan no ataque contra Taubaté: a bola de segurança do JF (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

A outra partida já realizada na segunda rodada foi entre Funvic/Taubaté e JF Vôlei. Se, em Juiz de Fora, os sétimos colocados da fase classificatória chegaram perto de vencer um set, em Taubaté, não ficaram só no quase. Renan, que defendeu a seleção brasileira no ciclo olímpico passado, marcou 26 dos 48 pontos de ataque de sua equipe, teve aproveitamento de 63% nas cortadas.

Pela boa atuação de seu oposto, os visitantes (ajudados pelos erros que Taubaté cometia – 25 ao todo) ganharam um set. Mas, como só tinham Renan em jornada inspirada, não puderam levar o jogo para o tie break.

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Taubaté teve um inusitado problema com o líbero Mário Jr., que jogou socorrendo-se com um colírio, de palmo em palmo, para aliviar uma irritação nos olhos, mas cumpriu o roteiro e venceu: Wallace, com 20 pontos, e Lucas Lóh, com 60% de aproveitamento no ataque, comandaram o time. Lucarelli, que perdeu boa parte do returno, anotou 12 pontos e parece estar aproveitando os jogos contra a equipe de Juiz de Fora para adquirir ritmo de jogo.

A terceira partida, que será na segunda-feira, mais uma vez em Taubaté, pode ser também a última da série.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Minas 1 x 3 Sesi (25-27, 25-19, 21-25, 18-25)
Lebes/Gedore/Canoas 1 x 3 Sada Cruzeiro (25-23, 18-25, 15-25, 14-25)
Funvic/Taubaté 3 x 1 JF Vôlei (25-15, 14-25, 25-18, 26-24)
Brasil Kirin x Montes Claros – sábado, às 14h10


Entre um susto e outro, favoritos vencem (e Cruzeiro passeia) nos playoffs
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João Batista Junior

Cruzeiro não teve problemas para vencer Canoas (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Em casa ou fora de seus domínios, os favoritos começaram as quartas de final da Superliga masculina dando um passo na direção da próxima fase. Todos venceram: o Sesi, que flertou com a derrota e salvou-se em cima da hora, a Funvic/Taubaté e o Brasil Kirin, que tiveram de suar a camisa na quadra adversária, e o Sada Cruzeiro, que atropelou.

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A rodada inaugural dos playoffs acentuou o favoritismo cruzeirense ao título. O time nem precisou jogar no mesmo nível do voleibol apresentado no sábado retrasado, na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil Kirin, para vencer o Lebes/Gedore/Canoas pelo mesmo placar. Em quadra, a diferença entre o dono da melhor campanha na competição e o oitavo colocado foi resultado do excessivo número de erros dos visitantes e, sobretudo, da eficiência do ataque anfitrião (aproveitamento de 61%).

Sem conseguir parar as cortadas do time da casa – que teve Leal e Evandro atacando juntos 35 bolas e pontuando em 22 delas – e fustigado pelo bloqueio mineiro, que amorteceu muitas investidas dos adversários e propiciou vários contra-ataques, o sexteto gaúcho acabou cometendo 26 erros, concedendo mais que um set inteiro em falhas num jogo de três parciais. O segundo compromisso dessa disputa será em Canoas.

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Sesi: da derrota iminente à virada sobre Minas (Karen Griz/Sesi-SP)

Num caminho oposto ao do Cruzeiro, o Sesi só acordou quando já perdia por 2 a 0 do Minas Tênis Clube. Com o ponteiro Alan no lugar de Murilo, que ainda se recupera de uma lesão no cotovelo e entrou em rápidas passagens a partir do segundo set, o time paulista teve problemas no passe e, em consequência, na virada de bola. O sistema defensivo mineiro levava tanta vantagem sobre o ataque sesista que os muitos contra-ataques desperdiçados nas duas primeiras parciais não fizeram falta aos visitantes.

O ritmo do jogo mudou quando o levantador Rafa e o central Aracaju entraram, respectivamente, no lugar de Bruno e Lucão. Théo e Douglas Souza cresceram na partida e, exigido, o Minas descobriu que seus erros (foram 43 em toda a partida) seriam punidos: no tie break, o time teve o match point na mão, mas o cubano Yordan Bisset atacou para fora. Mesmo jogando mal e contando com um pouco de sorte, a vitória é um alívio para o Sesi, que vai disputar o jogo 2 da série em Belo Horizonte.

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Já para Funvic/Taubaté e Brasil Kirin, que começaram atuando em território adversário, o fator casa pode garantir uma rápida classificação às semifinais. Teoricamente, é claro.

Lucarelli em ação contra JF Vôlei (Rafinha Oliveira/Vôlei Taubaté)

Taubaté enfrentou um valente JF Vôlei – que o havia batido há uma semana – e teve muito trabalho para vencer os dois primeiros sets: em ambas as parciais, os tricampeões paulistas abriram vantagem e viram os rivais, com um bom bloqueio, reagirem perigosamente.

Com o apoio da torcida, o sexteto de Juiz de Fora talvez merecesse conquistar uma parcial, que fosse. Contudo, prevaleceu a experiência do segundo colocado da fase classificatória, que contou com a volta de Lucarelli – recuperado de lesão – ao time titular. Os visitantes frearam o crescimento dos anfitriões e superaram uma equipe que sobrecarregou o oposto Renan e não teve força para lutar no terceiro set.

Agora, para poder voltar a jogar em casa, os mineiros têm a ingrata missão de vencer, ao menos, um dos dois próximos duelos, que serão disputados no interior de São Paulo.

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Na matemática e na tabela, a situação do Brasil Kirin é igual à da Funvic/Taubaté: venceu o Montes Claros em Minas e, agora, ganhar as duas próximas partidas em casa é o que lhe basta para avançar na competição. A diferença é que a missão da equipe campineira (teoricamente, repito) tende a ser mais complicada do que a do time do Vale do Paraíba.

Rivaldo, do Brasil Kirin, investe contra bloqueio do Montes Claros: vitória apertada em Minas (Fredson Souza)

Os quatro sets do primeiro duelo entre quarto e quinto colocados da Superliga foram definidos por vantagem mínima no placar. Isso não quer dizer, no entanto, que a partida tenha sido um suspense de tirar o fôlego: o Brasil Kirin venceu um jogo mais equilibrado do que emocionante – exceção, talvez, à virada paulista na quarta parcial, depois de estar perdendo por 18 a 13.

Montes Claros conseguiu 62 a 51 em pontos de ataque, mas, longe de fazer uma boa partida, colaborou com a vitória dos visitantes cometendo 35 erros contra 26. Um reflexo da má atuação dos mineiros foi Maurício Souza ter obtido seis aces: o central estava numa ótima jornada no serviço (é verdade) e tem um flutuante que bagunça a linha de passe adversária (outra verdade), mas conquistar SEIS pontos de saque nesse estilo é exagero.

Contudo, se o Brasil Kirin não teve vida fácil, mesmo diante de um adversário em dia instável, não será surpresa se a série se estender para além do jogo 3, embora as duas próximas partidas sejam em Campinas.

Resultados da 1ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sada Cruzeiro 3 x 0 Lebes/Gedore/Canoas (25-20, 25-17, 25-17)
Sesi 3 x 2 Minas Tênis Clube (20-25, 23-25, 25-23, 25-23, 18-16)
JF Vôlei 0 x 3 Funvic/Taubaté (27-29, 23-25, 18-25)
Montes Claros 1 x 3 Brasil Kirin (23-25, 27-25, 25-27, 23-25)


Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina
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Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

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Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como “macho-alfa”, a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi “sem grandes sustos”? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.


Sem forçar, Sada Cruzeiro sobra e chega ao tetracampeonato sul-americano
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Sidrônio Henrique

Time mineiro se impôs por meio do saque, bloqueio e defesa (fotos: Ana Flávia Goulart/Sada Cruzeiro)

Logo que o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes começou, o colega João Batista Junior, aqui do Saída de Rede, lembrava: ganhar o torneio é quase obrigação dos brasileiros. Mesmo sem colocar muita pressão sobre os adversários ao longo da competição, o Sada Cruzeiro, tricampeão mundial e tetra na Superliga, fez o esperado, conquistou seu quarto título continental e carimbou o passaporte para a disputa do Mundial 2017, em dezembro, na Polônia. Na final, disputada na tarde deste sábado (25), em Montes Claros (MG), a equipe mineira superou o argentino Bolívar por 3-0 (26-24, 25-23, 25-23). As parciais apertadas podem levar a crer num confronto equilibrado, mas o time de Leal, Simon e William Arjona foi nitidamente superior.

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A verdade é que o multicampeão Sada Cruzeiro sobrou, ganhou como e quando quis. Sem jogar na rotação máxima, a equipe brasileira sequer parecia estar numa final. Quando desacelerava, o adversário encostava. No entanto, em várias passagens, o saque dos pontas Leal e Rodriguinho e do central Isac levava os argentinos de volta à realidade. Aliás, foi um ace do ponteiro Filipe que encerrou a partida. O Cruzeiro se impôs por meio da relação entre saque, bloqueio e defesa. Venceu a competição sem perder nenhum set.

Piá, do Bolívar, tem seu ataque amortecido pelo Sada Cruzeiro

O Bolívar, vencedor do torneio em 2010, seis vezes campeão nacional e que fechou a fase de classificação da liga argentina na liderança, tentou complicar a vida do time comandado por Marcelo Mendez variando o saque. Curto, longo, forçado, entre os passadores, na paralela… O serviço argentino incomodou a linha de passe cruzeirense e consequentemente dificultou o trabalho do levantador William em diversos momentos do jogo, mas a superioridade técnica do Sada colocou as coisas nos eixos.

Vindo de uma inesperada batalha em cinco sets diante do anfitrião Montes Claros na semifinal, o Bolívar teve no oposto Thomas Edgar, que foi a Londres 2012, Mundial 2014 e Copa do Mundo 2015 com a seleção da Austrália, sua principal arma. O líbero Alexis González foi outro com atuação destacada. O time, que tem o ponta brasileiro Piá, conta com jogadores com participação em Jogos Olímpicos, como o levantador Demian González, o central Pablo Crer e o líbero Alexis González. O central Max Gauna e o ponta Lucas Ocampo também já atuaram pela seleção argentina. O veterano ponteiro búlgaro Todor Aleksiev foi a Pequim 2008 e Londres 2012 (nesta última a seleção do seu país terminou em quarto lugar), além de participar dos Mundiais 2010 e 2014.

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Leal e Edgar foram os maiores pontuadores da decisão, com 15 pontos cada um. Rodriguinho marcou 11 pontos. Leal, ponta cubano naturalizado brasileiro, foi escolhido o melhor jogador da competição, que teve a participação de sete equipes.

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Na disputa do bronze, o argentino UPCN superou os donos da casa por 3-0 (25-22, 25-19, 25-23). A nota negativa do dia ficou por conta do baixo público no ginásio Tancredo Neves, que tem capacidade para 5 mil pessoas, mas recebeu apenas 1,4 mil para a final, com ingresso a R$ 40 num sábado de Carnaval.

Foi o 26º título brasileiro em 31 edições do Sul-Americano de Clubes. As outras cinco conquistas ficaram com os argentinos.


Favorito, Sada Cruzeiro passeia na semifinal e vê rival se desgastar
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João Batista Junior

Sada Cruzeiro vai tentar, no sábado, o quarto título sul-americano (foto: Léo Fontes/O Tempo)

Se, por questões técnicas, o Sada Cruzeiro já era favorito ao título sul-americano, depois da sexta-feira, pelas semifinais do torneio, essa condição se impõe também na questão física. Enquanto o time celeste cumpriu seu dever, batendo a UPCN/San Juan, da Argentina, por 3 sets a 0 (25-21, 25-19, 25-23), logo no começo da noite, o Bolivar, também argentino, precisou suar a camisa para evitar um vexame diante do Montes Claros e vencer por 3 a 2 (28-26, 25-21, 23-25, 24-26, 15-10).

A partida entre Sada Cruzeiro, que busca o quarto título, e Bolívar, que quer o segundo troféu continental, será disputada neste sábado, a partir das 17h30 (horário de Brasília) e terá transmissão do SporTV. Um atrativo a mais é que as duas equipes lideram a competição nacional de seus respectivos países.

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SADA CRUZEIRO VS. UPCN
Nem William, levantador do Cruzeiro, nem Brajkovic, da UPCN, se deram bem com as bolas rápidas na partida que abriu as semifinais do Sul-Americano. A diferença é que, enquanto o armador argentino só podia socorrer-se com o oposto búlgaro Nikolay Uchikov, o brasileiro tinha Evandro e, principalmente, Leal para trabalhar o ataque com bolas altas. Com efeito, os atacantes cruzeirenses anotaram 46 pontos contra 34 dos adversários.

A UPCN conseguia equilibrar a partida sempre que seu saque diminuía a velocidade do ataque mineiro. Ou, como no segundo set, quando o Cruzeiro pareceu mais interessado em ganhar nas provocações do que na bola. No mais, a técnica dos atuais campeões mundiais prevaleceu.

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O bloqueio do Cruzeiro não obteve mais pontos do que do adversário (6 a 5), mas foi fundamental na reta final da segunda etapa – especificamente, numa rede com Leal, Simón e Alan (oposto que entrou na inversão), a partir da qual o time deslanchou no placar.

A vitória veio num set em que o time comandado por Marcelo Mendez abriu boa margem, mas permitiu uma reação adversária. Foi decisivo, naquele instante, o banco de reservas: o central Éder Levi entrou no jogo e atrapalhou a vida do líbero Garrocq com seu saque.

Líder na Argentina, o Bolivar sofreu para bater Montes Claros, quinto na Superliga (reprodução: Facebook/Bolivar Voley)

MONTES CLAROS VS. BOLIVAR
Contra o favorito Bolivar, que conta com a qualidade e a força do oposto australiano Thomas Edgar, o Montes Claros precisava, a qualquer custo, dificultar o passe do adversário e o trabalho do levantador Demián González (vice-campeão brasileiro na temporada passada com o Brasil Kirin e reserva da seleção argentina nas Olimpíadas do Rio).

Só que, além de Edgar, o líder da liga argentina tem nomes como o ponta Aleksiev, quarto colocado em Londres com a seleção búlgara, e os centrais Pablo Crer e Max Gauna, ambos com experiência na seleção argentina, sendo, pois, uma equipe com reserva técnica para sair de situações complicadas. Ao menos, teoricamente.

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Quando a bola subiu, González dispôs do atacante australiano pela saída de rede e dos pontas Aleksiev e Piá (brasileiro), sem dar muita chance ao bloqueio e à defesa do Montes Claros – foram 16 pontos do ataque do Bolivar na primeira parcial contra apenas 12 dos brasileiros.

A linha de passe do time anfitrião não viveu uma boa jornada e também não melhorou com a entrada do ponta Alê no lugar de Bob Dvoranen. O que deu vida ao Pequi Atômico foram as falhas cometidas pelo adversário, especialmente no terceiro e no quarto sets: em duas parciais decididas além do 25º ponto, os argentinos concederam muito mais pontos em erros do que os brasileiros (11 a 6 no terceiro set, 10 a 6 no quarto).

No quinto set, no auge do esgotamento físico dos dois times, o técnico Marcelinho Ramos manteve em quadra o sexteto que vencera a parcial anterior, com o levantador Índio e o oposto Wanderson, que haviam entrado no lugar de Murilo Radke e Luan Weber numa inversão. O Bolivar, apesar dos reveses nas parciais anteriores, fez uma leitura melhor da partida, percebeu que o ideal era esperar o erro do adversário ou acreditar num ponto de bloqueio em vez de apostar na virada de bola ou rifar o saque. E foi isso o que deu certo.


A história diz: ganhar o sul-americano é (quase) obrigação dos brasileiros
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João Batista Junior

Montes Claros e Cruzeiro: peso do favoritismo brasileiro no Sul-Americano (foto: Fredson Souza/MCV)

Disputado desde 1970, o Campeonato Sul-Americano masculino de Clubes, a exemplo da versão feminina, sofreu um longo hiato entre 1993 e 2008. Contudo, diferentemente do torneio das mulheres, em que a queda vertiginosa do vôlei peruano tornou a competição uma mera burocracia para o Brasil preencher o nome de seu representante no Mundial de Clubes da FIVB, a competição entre os homens sempre promete alguma disputa entre brasileiros e argentinos.

Noutras palavras, com Sada Cruzeiro e Montes Claros, pelo Brasil, UPCN e Bolivar, pela Argentina, o título continental deste ano irá para o currículo de um dos quatro – Bohemios (Uruguai), San Martin (Bolívia) e Unilever (Peru) são meros coadjuvantes, verão as semifinais da arquibancada.

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UPCN comemora sul-americano de 2013: única vitória argentina no Brasil (foto: UPCN)

Das 30 edições já realizadas do sul-americano masculino, cinco foram levantadas por equipes argentinas e três dessas conquistas datam de 2009 para cá, na fase, digamos, moderna da competição. O Bolívar foi campeão em 2010, enquanto a UPCN/San Juan venceu em 2013 e 2015 – o primeiro de seus títulos, inclusive, foi conquistado em Belo Horizonte, na única vez em que um time argentino venceu a competição em solo brasileiro.

Antes deles, só o Gimnasia y Esgrima Buenos Aires (não confundir com o de La Plata), em 1974, e o Ferro Carril Oeste, em 1987, haviam levado o troféu para a Argentina. Todos os outros 25 vieram para o Brasil.

DOMÍNIO BRASILEIRO
O primeiro campeão continental foi o Randi Esporte Clube, em 1970, em Assunção. Primeiro clube-empresa do voleibol nacional, o time de Santo André chegou a contar com Antônio Carlos Moreno e foi também a primeira equipe adulta em que jogou o ex-levantador José Roberto Guimarães. O Randi foi um dos precursores da Pirelli, uma das grandes equipes do Brasil da década seguinte.

Jornal do Brasil noticia título da Atlântica e festeja Bernard: “estrela do jogo” (reprodução: Jornal do Brasil)

Ao título do Randi, seguiram-se dois do Botafogo, que ainda venceria mais uma vez, em 1977. O clube carioca tinha no elenco nomes como Carlos Arthur Nuzman e Bebeto de Freitas, e foi quem mais jogadores cedeu à seleção brasileira que disputou os Jogos de Munique 1972.

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Porém, o dominou da primeira década do sul-americano masculino coube, mesmo, ao Club Athletico Paulistano. Entre 1973 e 1980, o clube conquistou cinco títulos e ainda hoje é um dos maiores vencedores da história do torneio – empata com o Banespa.

Na década de 1980, o período mais importante para a popularização do vôlei no Brasil, três equipes de três estados distintos disputavam a supremacia continental: a Pirelli, de São Paulo, foi campeã em 1981 e 1983. O Minas venceu em 1984 e 1985. E a Atlântica, do Rio, conquistou os troféus de 1982 e 1987.

Água mole em pedra dura…

O primeiro título da Atlântica, aliás, foi na única vez que o Rio de Janeiro recebeu o sul-americano. Era uma época, diga-se, em que o vôlei até gozava de boa cobertura da imprensa escrita, e a conquista mereceu uma página inteira do caderno de Esportes do Jornal do Brasil da edição do dia 6 de junho de 1982.

Diante de 2,5 mil espectadores no Maracanãzinho, a Atlântica-Boavista venceu a Pirelli por 3 a 0, com folgadas parciais de 15-6, 15-6, 15-5. O time da casa tinha Bernardinho, Renan Dal Zotto, Marcus Vinícius Freire, Bernard Rajzman (saudado pelo Jornal do Brasil como “a estrela do jogo”, graças ao êxito de seu saque “Jornada nas Estrelas”). Os paulistas tinham William, então levantador titular da seleção, Montanaro.

Bernard e Renan estavam num dia muito inspirado”, reconheceu José Carlos Brunoro, técnico da Pirelli, logo depois da partida.

Com elenco de estrelas, Banespa dominou o vôlei brasileiro no início dos anos 1990 (reprodução: E.C.Banespa)

Depois do período de equilíbrio de forças no Sul-Americano, eis que surgiu o Banespa para conquistar todos os troféus continentais entre 1988 e 1992 – e igualar-se ao Paulistano como maior vencedor da competição. O clube, em 1991. ano em que se sagrou campeão continental batendo a Associação Atlética Frangosul (RS), chegou a reunir nomes como jogadores como Marcelo Negrão, Tande, Maurício, Giovane, Amauri e Montanaro, como se vê na foto do livro “80 anos de história – Esporte Clube Banespa”.

O RETORNO
Com a volta do Mundial de Clubes da FIVB, em 2009, a Confederação Sul-Americana de Vôlei animou-se, novamente, a promover seu torneio. Assim, em outubro daquele ano, Santa Catarina recebeu a competição continental, e o título foi para o time da casa, a Cimed, que dominava o vôlei nacional naquele tempo, com Bruno, Lucão, Éder, Thiago Alves, que entre a temporada 2005/2006 e 2009/2010, conquistou também quatro Superligas.

Twitter vira palco de alfinetadas entre clubes e atletas de vôlei

Cimed comemora o título sul-americano de 2009 (Guto Kuerten)

Depois da vitória do Bolivar em 2010, foi a vez de o Sesi levantar o troféu, em 2011. Com Wallace Martins, Serginho, Murilo e Rodrigão, o time da Vila Leopoldina venceu o torneio pentagonal que valeu o título sul-americano, batendo a argentina UPCN na última rodada, sem chegar a sofrer 20 pontos em nenhum set na competição.

A partir daí, entre 2012 e 2016, o troféu continental passou a alternar-se entre a estante do Sada Cruzeiro, em 2012, 2014 e 2016, e da UPCN/San Juan, em 2013 e 2015. A notável diferença é que o time cruzeirense, com William, Leal, Wallace, Éder, Isac, Filipe, Serginho, conseguiu, em 2013, um título que jamais havia pertencido a qualquer clube do vôlei masculino sul-americano, o de campeão mundial. Repetiu a dose em 2015 e, já com Simón e Evandro no lugar de Éder e Wallace, conquistou o terceiro título mundial em 2016.


Sobe e desce da Superliga tem arrancada do Minas e problemas no site da CBV
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João Batista Junior

Camponesa/Minas está a dois pontos do G4 (fotos: Orlando Bento/MTC)

Camponesa/Minas está a dois pontos do G4 (fotos: Orlando Bento/MTC)

Numa semana em que se discutiu amplamente sobre as transmissões da Superliga e a possibilidade de levá-las para a internet (veja mais neste link e neste outro), uma falha no site da CBV deixou os fãs do voleibol a ver navios. O Camponesa/Minas tem crescido na competição feminina e já flerta com o G4, enquanto Rio do Sul obteve marcas bastante negativas. A Copel Telecom Maringá obteve vitórias importantes contra o rebaixamento, enquanto o Sada Cruzeiro teve uma das melhores performances da temporada.

Veja o sobe e desce da Superliga na semana que passou:

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SOBE

Camponesa/Minas
Depois terminar o primeiro turno na sexta posição, com 16 pontos, seis vitórias e cinco derrotas, o Camponesa/Minas parece ter engrenado: enquanto a ponteira Rosamaria segue como um dos destaques da competição, a meio de rede Carol Gattaz continua protagonizando uma boa temporada. Já a oposta Destinee Hooker, que estreou na equipe durante o campeonato, parece bem integrada ao time. Jaqueline, por sua vez, tem entrado no time aos poucos e apresentando uma performance cada vez melhor.

No 3 a 0 aplicado sobre Rio do Sul, na sexta-feira, a ponteira da seleção brasileira obteve 12 acertos, foi a maior anotadora da partida e ganhou o VivaVôlei. O resultado levou o time, atualmente quinto colocado, a cinco vitórias em cinco jogos no returno, com 30 pontos na conta.

Agora, apenas dois separam o Camponesa/Minas quinto colocado, do Terracap/BRB/Brasília, quarto, mas com dois detalhes importantes: as duas equipes se enfrentam na terça-feira, no Planalto Central, num confronto direto por um lugar no G4, e as mineiras disputaram um jogo a menos que as brasilienses.

Evandro, do Sada Cruzeiro, encara bloqueio triplo do Minas

Evandro, do Sada Cruzeiro, encara bloqueio triplo do Minas

Sada Cruzeiro
Líder invicto da Superliga, tendo obtido 50 de 51 possíveis, o Sada Cruzeiro teve, diante do Minas Tênis Clube, no sábado, uma de suas grandes atuações na temporada.

A vitória cruzeirense diante de um rival em franca em ascensão impressionou pela frieza do time nos momentos difíceis e pela qualidade do voleibol apresentado. E, depois de dois sets de placar equilibrado, a cereja no bolo foi um avassalador 25 a 10 na terceira parcial.

Copel Telecom Maringá
Parecia certo que a Copel Telecom Maringá acompanhasse o Caramuru Vôlei/Castro na disputa da seletiva (ou da Taça Ouro, como queira chamar) para continuar na elite do vôlei nacional na temporada que vem. Contudo, os maringaenses mostraram disposição para mudar essa história.

São Bernardo tinha dez pontos na tabela e não somou nenhum nas duas rodadas da semana que passou – perdeu em casa, na quarta-feira, para o Caramuru/Castro, única vitória do lanterna até agora na competição, e para o Sesi, no sábado. E Maringá, que tinha seis pontos, conseguiu uma surpreendente vitória por 3 a 2 contra o JF Vôlei no meio de semana e bateu a equipe de Castro, sábado, em seu ginásio, chegando a 11 pontos.

Ressalte-se que agora, num bom momento no campeonato, Maringá terá São Bernardo pela frente. A partida será no sábado, no ABC Paulista, e pode decidir a vida de quem de fato luta para disputar a Superliga 2017/18.

DESCE

Ataque do Rio do Sul contra bloqueio do Minas: vantagem do time da casa

Ataque do Rio do Sul contra bloqueio do Minas: duelo desigual

Rio do Sul
A fraca atuação do Rio do Sul nesta temporada da Superliga feminina tem várias razões, como a perda do treinador Spencer Lee, que virou assistente técnico no Vôlei Nestlé, e a saída de jogadoras do elenco do ano passado.

No entanto, mesmo com uma campanha de quatro vitórias em 18 partidas, o time tem bons valores individuais, atletas destacadas nas estatísticas – caso da oposta Natiele, terceira maior pontuadora do campeonato, da central Aline Santos, sacadora mais eficiente da competição, da líbero argentina Tati Rizzo, terceira melhor passadora.

Isso mostra que, mesmo na falta de perspectiva de quem não luta mais por um lugar nos playoffs nem contra o rebaixamento, as derrotas sofridas nessa semana foram pesadas demais.

Na quarta-feira, em jogo antecipado da sétima rodada, as catarinenses perderam por 3 a 0, fora de casa, para o Rexona-Sesc, em parciais de 25-10, 25-15, 25-15. A marca de 40 pontos em um jogo foi a pior alcançada por uma equipe nesta Superliga feminina.

Então, o time foi a Belo Horizonte para encarar o Camponesa/Minas, na sexta-feira, e voltou a perder em sets diretos, com parciais de 25-16, 25-10, 25-14, saindo de quadra novamente com apenas 40 pontos marcados

Chamou a atenção também a quantidade de pontos de bloqueio que o time sofreu nas seis parciais que disputou. Com 12 bloqueios das cariocas e 17 das mineiras (29 no total), faltou um para que a média fosse de cinco por set.

Osasco bate Brasília em jogo de erros e emoção

Site da CBV/Superliga
Não bastasse a rodada de quarta-feira não ter sido transmitida pela TV, o fã do voleibol também não pôde contar com a CBV para acompanhar os números das partidas naquele dia.

Um problema no site oficial da Superliga fez com que as informações estatísticas dos jogos da quinta rodada do returno da competição masculina só entrassem no ar no fim da noite da quinta-feira.

Por coincidência, a falha ocorreu justamente numa rodada em que as redes sociais se queixavam do SporTV, que optou por exibir futebol em seus três canais àquela noite, mas também quando se discutia o veto da confederação às transmissões online pelos clubes – para ser específico, o Sesi pretendia mostrar sua partida contra o Montes Claros pelo YouTube, mas foi proibido pela CBV.

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Lara vibra, Mari Cassemiro lamenta: Bauru perdeu quatro match points (Mailson Santana/Fluminense FC)

Lara vibra, Mari Cassemiro lamenta: Bauru perdeu quatro match points (Mailson Santana/Fluminense FC)

Genter Vôlei Bauru
Nos cinco jogos do returno, a equipe de Bauru, sexta colocada na Superliga feminina conquistou apenas uma vitória (contra o Valinhos) e somou cinco pontos. Seu retrospecto estaria bem melhor, se houvesse vencido o Fluminense, na última quinta-feira, no Rio.

O time paulista vencia o jogo por 2 sets a 1 e tinha 24 a 21 no placar do quarto set. Noutras palavras, tinha tudo para conquistar a vitória e somar três pontos. Mas a rede encalhou, a equipe desperdiçou quatro match points (ainda teve 25-24 a seu favor) e sucumbiu na parte final do tie break.

Com efeito, se o time poderia ter chegado aos 30 pontos, junto com o Minas, tendo o Brasília na alça de mira, agora precisa se preocupar também com o Fluminense, sétimo colocado, quatro pontos atrás.


Camponesa/Minas em alta na volta de Jaqueline às quadras
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João Batista Junior

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Depois de quase cinco meses parada e com apenas duas sessões de treinamento para se ambientar ao novo time, Jaqueline retornou às quadras na noite da segunda-feira, pela rodada inaugural do returno da Superliga. Na vitória do Camponesa/Minas sobre o Genter Vôlei Bauru por 3 sets a 2 (25-21, 25-20, 22-25, 19-25, 15-11), em Belo Horizonte, a ponteira começou o jogo no banco de reservas e entrou em quadra no decorrer dos quatro primeiros sets. “Ainda não treinei com a (levantadora) Naiane em nenhum momento. Acabei recebendo três bolas, virei uma, então, eu estou feliz”, resumiu a jogadora.

Foi gostosa essa sensação de poder entrar para ajudar um pouco. Infelizmente, não foi da maneira como eu queria. Eu queria ganhar aquele (quarto) set, mas não deu. A equipe complementou no quinto set, mostrou que, independentemente das dificuldades, tem como buscar o placar e reverteu aquela situação difícil”, comentou a atacante, referindo-se ao tie break, que chegou a estar 8 a 3 para as visitantes.

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Mesmo entrando em poucas passagens, Paulo Coco explicou que Jaqueline, que não jogava desde as Olimpíadas do Rio, não entrou com o intuito de apenas para adquirir ritmo jogo. Nas vezes em que acionou a ponteira, o treinador queria também “dar uma descansada na Rosamaria”, que, com dor de garganta, “jogou no sacrifício” – e, ainda assim, foi a ganhadora do troféu VivaVôlei e maior anotadora do time, com 19 pontos.

Obviamente, Jaqueline vai ter que evoluir (no condicionamento físico), é o foco no momento. Tecnicamente, a gente sabe que ela não deixa nada a desejar. Então, na verdade, ela começa a contribuir, (mesmo) fora de condições, para que esse ritmo venha pouco a pouco. A gente não tem pressa”, garantiu Paulo Coco.

Paulinho me tirou e disse ‘Jaque, não dá pra você ficar jogando, você simplesmente saltou ontem (domingo) pra jogar hoje, você tem três cirurgias no joelho’, e eu entendi que realmente é dessa maneira, eu tenho que ir aos poucos, mesmo”, reconheceu Jaqueline, que já havia defendido o Minas na temporada 2014/2015.

O resultado deixou a equipe da casa na sexta posição do campeonato e pôs o time paulista no quinto lugar. Veja como foi o sobe e desce da primeira rodada do returno da Superliga, a primeira de 2017:

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SOBE

CAMPONESA/MINAS
A vitória do Camponesa/Minas diante de um adversário que faz ótima campanha, como o Genter Bauru, mostra que a equipe mineira está em ascensão. O clube investiu pesado, contratando a oposta norte-americana Destinee Hooker e a ponteira Jaqueline, e ainda conta com uma boa superliga da atacante Rosamaria, e com uma líbero com experiência olímpica, como Léia. Como o returno está só começando, ninguém duvide de que a equipe vá brigar para ficar entre os quatro primeiros da fase classificatória.

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

LEBES/GEDORE/CANOAS
Depois de perder as seis primeiras partidas que disputou no campeonato, o Lebes/Gedore/Canoas, nos últimos seis jogos, venceu cinco e fez 14 pontos, indicando que dificilmente deixará de jogar os playoffs.

Nesta rodada, o time gaúcho subiu da sétima para a sexta posição na tabela com uma vitória por 3 a 2 (20-25, 25-23, 15-25, 25-18, 15-10) sobre o Montes Claros, que estava na terceira posição e caiu para o quinto lugar.

OS GRANDES
Assim como na rodada de abertura da Superliga, a jornada inaugural do returno ofereceu pouco risco aos principais candidatos ao título, seja do naipe masculino, seja do feminino.

O Rexona-Sesc bateu o Fluminense por 3 sets a 1 e se mantém na liderança, quatro pontos à frente do Vôlei Nestlé, segundo. O time de Osasco foi a Manaus e venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 a 0, mesmo placar do jogo em que o Dentil/Praia Clube, agora terceiro colocado, bateu o Renata Valinhos/Country.

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Na competição masculina, o Sada Cruzeiro se deu o luxo de poupar vários titulares e ainda assim superou o São Bernardo em sets diretos. A Funvic/Taubaté, diante do Caramuru Vôlei/Castro, também venceu sem conceder nenhum set. Já o Sesi, apesar da resistência oferecida pela Copel Telecom Maringá, conquistou três pontos numa vitória por 3 a 1. O mesmo se aplicou ao Brasil Kirin diante do JF Vôlei, em Campinas. Com o revés sofrido pelo Montes Claros, essas quatro equipes voltam a ocupar as quatro primeiras posições na tabela.

DESCE

MINAS TÊNIS CLUBE
Num confronto direto pela oitava vaga às quartas de final, o Minas Tênis Clube perdeu no tie break para o Bento Vôlei/Isabela (25-22, 15-25, 23-25, 25-21, 15-13). Os mineiros ainda são os oitavos, mas só dois pontos à frente dos representantes de Bento Gonçalves, em nono.

A equipe mineira, que até participou do mundial de clubes 2016, perdeu sete das 12 partidas que disputou e não consegue uma boa sequência no campeonato. Para complicar, a tabela não promete ajudar muito o time nas próximas rodadas. A partir da semana que vem, Minas enfrenta, pela ordem, Montes Claros, Sesi, Funvic/Taubaté, Brasil Kirin e Sada Cruzeiro, justamente os cinco primeiros colocados da competição.

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Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

TERRACAP/BRB/BRASÍLIA
A única surpresa da rodada feminina foi a derrota do Terracap/BRB/Brasília diante do Pinheiros. No Distrito Federal, o time da casa jogou desfalcado da ponteira Paula Pequeno, que sentiu dores no joelho, e perdeu por 3 sets a 2 (25-21, 19-25, 25-23, 20-25, 16-14). Depois de até ocuparem a segunda posição na tabela, as brasilienses caíram para o quarto lugar e, das últimas três partidas, só venceram uma – em casa, contra o São Cristóvão Saúde/São Caetano, décimo colocado, em jogo de cinco sets.

JF VÔLEI
Uma derrota para o Brasil Kirin não foge das expectativas do JF Vôlei. No entanto, com o 3 a 1 sofrido no sábado, a equipe de Juiz de Fora amargou o quarto revés consecutivo, o quarto jogo sem somar ponto à tábua de classificação. Com isso, o time caiu do sexto para o sétimo lugar e terá como próximo adversário o Sada Cruzeiro.

Mais do que o resultado: em cada uma das duas últimas partidas, apenas o oposto Renan chegou a dois dígitos na pontuação, reflexo do mau aproveitamento da equipe no ataque (36,7% contra a Funvic/Taubaté e 45,1% contra o Brasil Kirin).


Lá se foi o primeiro turno da Superliga: alguém segura o Sada Cruzeiro?
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João Batista Junior

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

A Superliga masculina está na metade da fase classificatória e, no ritmo que vai o campeonato, a resposta à interrogação do título pode ser “ninguém”. Invicto, o Sada Cruzeiro não teve sua posição hegemônica no voleibol nacional perturbada. Só o Sesi, alentado pela torcida na Vila Leopoldina, conseguiu ganhar dois sets dos campeões mundiais (tradução: beliscaram um ponto precioso), mas nada além disso.

Entre os que não disputam a competição pensando em desbancar o líder, mas têm pretensões a médio e longo prazo, as equipes do interior mineiro têm feito um campeonato muito bom. Dos representantes da região Sul, o Lebes/Gedore/Canoas é quem começa a despontar como sério candidato aos playoffs, enquanto os paranaenses figuram nas últimas posições.

Dentro das pretensões e possibilidades de cada uma das 12 equipes da Superliga masculina, o Saída de Rede avaliou o desempenho de todas.

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sinais analise superliga verdeSinal verde

Mesmo perdendo dois titulares das últimas temporadas (o central Éder e o oposto Wallace) e jogando longe de seus domínios em nove dos 11 compromissos que teve até aqui, o Sada Cruzeiro dominou amplamente a primeira metade do campeonato. Com os recém-contratados Simón (central) e Evandro (oposto) se integrando à equipe e com a boa rodagem que a comissão técnica deu ao elenco, especialmente no que se refere aos reservas Alan (oposto), Fernando Cachopa (levantador) e Rodriguinho (ponteiro), o time obteve 32 de 33 pontos possíveis e tem nada menos que três vitórias a mais que seus perseguidores mais próximos.

Pelo andar da carruagem, mesmo com todo o returno por jogar, vai ser difícil o time sair da ponta da tabela, bem como não chegar, pelo menos, a mais uma final. Se bater o Sada Cruzeiro virou uma façanha, imagine ganhar três vezes desse time – que será a missão de quem encará-lo nas quartas de final ou semifinais, séries disputadas em melhor de cinco.

Duas equipes que fizeram um primeiro turno além das expectativas foram Montes Claros e JF Vôlei.

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A equipe de Montes Claros conseguiu, de algum modo, embaralhar as cartas da Superliga masculina. O time surpreendeu com vitórias seguidas sobre Funvic/Taubaté e Brasil Kirin e ocupa a terceira posição do campeonato, com oito vitórias. Dado que seu aporte financeiro é substancialmente inferior ao das grandes equipes, surpreende que se possa dizer, a essa altura do campeonato, que o “Pequi Atômico”, como é chamado, poderá chegar bem aos playoffs e com boa chance de não entrar em rota de colisão com o Sada Cruzeiro nas quartas e semifinais.

Quem também surpreende positivamente é o JF Vôlei. Lanterna na temporada 2015/16, a equipe de Juiz de Fora precisou vencer um torneio seletivo para se manter na divisão principal do vôlei brasileiro. Obtida a vaga, teve reforços na base do Cruzeiro, repatriou o oposto Renan e fez uma metade de Superliga muito além das previsões mais otimistas. Mesmo perdendo os três últimos jogos que disputou, a equipe está na sexta posição, com seis vitórias e 16 pontos, situação relativamente confortável para chegar aos mata-matas, já que o nono colocado está seis pontos e três vitórias atrás.

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sinais analise superliga amareloSinal Amarelo

Sesi e Brasil Kirin não devem passar apuro para chegar aos mata-matas, mas ainda não empolgaram o torcedor nem demonstraram em quadra que possam destronar o colecionador mineiro de troféus.

O Sesi trouxe de volta para o Brasil, nesta temporada, o levantador Bruno e o meio de rede Lucão, e, com os pontas Douglas Souza e Murilo, o líbero Serginho e os centrais Aracaju e Riad, montou um elenco que bem poderia contestar a hegemonia cruzeirense.

No entanto, o time tem convivido com lesões e, mesmo no segundo lugar da tabela, não conseguiu se livrar de fato da concorrência para mostrar que seja a equipe que possa bater os atuais campeões – com 26 pontos, tem tantas vitórias quanto Montes Claros, Funvic/Taubaté e Brasil Kirin.

Já o time de Campinas, atual vice-campeão nacional, até poderia estar fazendo uma campanha abaixo da que tem feito, pois perdeu titulares da temporada passada, como Lucas Lóh, Wallace Martins e Demián Gonzalez. Só que Brasil Kirin tem demonstrado que pode ir além da quinta posição que ocupa no momento, com oito vitórias e 22 pontos, porque tem conseguido jogar boas partidas e ainda tem muito chão para terminar a fase classificatória.

Outras duas equipes na faixa intermediária dessa análise são o Lebes/Gedore/Canoas e o São Bernardo.

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

O time campeão gaúcho teve um começo muito complicado na competição, encarou uma sequência pesada de jogos e só na sétima rodada obteve a primeira vitória. Depois disso, exceto por um revés em casa contra o São Bernardo, o time mostrou plenas condições de chegar aos playoffs e terminou o turno na sétima posição, com 15 pontos e quatro vitórias.

O São Bernardo, apesar da décima posição, deu mostra de que pode conquistar o bilhete para mais um ano na elite do vôlei nacional. Semifinalista da última Superliga B, o clube só está na divisão principal da Superliga por convite da CBV – que quase não conseguiu fechar o campeonato deste ano com 12 clubes. Com a eliminação para a Climed/Atibaia no Paulista, era de se esperar que o time tivesse de se contentar com a lanterna no nacional. Mas, não.

A equipe do ABC paulista, com três vitórias e nove pontos, fez campanha melhor do que a dos paranaenses (venceu a ambos, inclusive) e, a quatro pontos do oitavo colocado, pode até se dizer na luta por uma vaga nos playoffs. Só não pode vacilar, porque Maringá, penúltimo, está a três pontos de distância.

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sinais analise superliga vermelhoSinal vermelho

A Funvic/Taubaté montou um senhor time de voleibol para a Superliga – ao menos no papel. Além de tirar dois titulares de longa data do Cruzeiro – Wallace e Éder –, o clube conta no elenco com os ponteiros Lucarelli e Lucas Lóh, o levantador Raphael, o líbero Mário Jr. Noutras palavras, tem atletas que passaram recentemente pela seleção brasileira e três dele, até, foram campeões olímpicos.

Contudo, a campanha do time, que veio credenciado pelo tricampeonato paulista, teve muitas oscilações e duas contundentes derrotas em sets diretos contra Sada Cruzeiro e Sesi. Resultado, o time está no quarto lugar, um ponto atrás de Montes Claros, um à frente do time de Campinas, muito aquém das expectativas iniciais.

Quem também está no G8 e não faz boa campanha é o Minas Tênis Clube. Longe de quando fazia bons duelos contra o Sada Cruzeiro, o representante de BH foi superado, inclusive, pelos mineiros Montes Claros e JF Vôlei. Isso, registre-se, numa temporada em que o time participou do Mundial de Clubes.

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O Minas até tem esboçado uma reação, com três vitórias nas últimas quatro rodadas, mas o oitavo lugar que ocupa, com seis derrotas, três pontos à frente do nono colocado, é muito pouco para a tradição que o clube tem no vôlei nacional.

Depois de vencer dois dos três primeiros jogos, o Bento Vôlei/Isabela ganhou somente uma das últimas oito partidas que disputou – exatamente sobre o lanterna Caramuru Vôlei/Castro. A equipe gaúcha ainda pode repetir do feito da temporada passada, quando chegou às quartas de final, já que está na nona posição e tem 11 rodadas pela frente. Mas vai precisar melhorar um bocado e, inclusive, conseguir bons resultados longe de Bento Gonçalves, já que todos os dez pontos que conquistou até aqui foram em casa.

Por fim, as equipes paranaenses. Copel Telecom Maringá e Caramuru Vôlei/Castro são, respectivamente, décimo primeiro e décimo segundo colocados. O Maringá, que, a exemplo do São Bernardo, disputa a Superliga graças a um convite, venceu só dois jogos e o Caramuru, campeão da Superliga B, tem somente dois pontos ganhos, fruto dois tie breaks perdidos em casa. São dois times que, sem maiores pretensões no campeonato, talvez já pensem na seletiva (que a CBV chama de “Taça Ouro”) para se manterem na divisão principal no ano que vem.


Após tragédia, Chapecó brilha com destaque individual na Superliga
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Carolina Canossa

Luan Weber conhecia duas das vítimas do acidente de avião (Foto: Divulgação/Montes Claros)

Luan Weber conhecia duas das vítimas do acidente de avião (Foto: Divulgação/Montes Claros)

Se o futuro da Chapecoense nos gramados é desafiador por conta da queda do avião que matou 71 pessoas no dia 29 de novembro, a cidade catarinense tem no vôlei um motivo de alegria enquanto tenta se reerguer. Apesar de o Estado não contar com nenhuma equipe na Superliga masculina, um jogador que cresceu ali tem chamado a atenção pelas excelentes atuações mostradas na disputa: Luan Weber, oposto do Montes Claros Vôlei.

Nascido em Seara, a 42 km de Chapecó, Luan se mudou ainda bebê para o município que recentemente ficou mundialmente conhecido por conta da tragédia envolvendo a equipe de futebol. Começou lá sua carreira no vôlei, onde conseguiu suas primeiras convocações para as seleções de base, e conhecia dois dos jornalistas que estavam no avião, Rafael Henzel, que sobreviveu e voltou ao Brasil nesta terça (13), e Cleberson Fernando da Silva, assessor de imprensa da Chapecoense, que não resistiu aos ferimentos causados pelo acidente.

“São fatalidades em que nós não acreditamos ainda. A cidade que abraçava o futebol hoje lamenta profundamente. Que Deus conforte as famílias”, comentou o atleta em entrevista exclusiva ao Saída de Rede.

#ForçaChape: Superliga se solidariza com equipe catarinense. 

Ainda que involuntariamente e em menor proporção, a história de Luan pode inspirar os sobreviventes da tragédia a se reerguerem. O jogador, de 25 anos, perdeu boa parte das temporadas 2013/2014 e 2015/2016 devido a sérios problemas no joelho que o afastaram durante meses das quadras.

“A vida de atleta está relacionada a momentos como esse. Tive a infelicidade de me lesionar, mas me recuperei bem e graças a Deus estou dando sequência ao meu trabalho. Sempre fui persistente e dedicado quanto à recuperação e nunca me deixei abalar. Hoje, sigo firme nos meus objetivos e o principal é ajudar a minha equipe a fazer uma boa campanha. O resto é consequência desse trabalho”, destacou.

Carrasco do Brasil em Londres 2012 é pego no doping

Literatura no vôlei: a fraca difusão do conhecimento

E que trabalho: decorridas nove rodadas da competição, Luan é o terceiro maior pontuador da Superliga, com 150 pontos. É uma média de 16,6 pontos por jogo, mas, se considerarmos somente o desempenho dele nos jogos contra os principais favoritos ao título (Sada Cruzeiro, Brasil Kirin, Funvic/Taubaté e Sesi), a média sobe para excelentes 22,25 pontos por partida.

Oposto teve excelentes pontuações quando enfrentou os favoritos ao título

Oposto teve excelentes pontuações quando enfrentou os favoritos ao título

Ao ser questionado sobre sua performance, Luan adota uma postura modesta e prefere ressaltar o aspecto coletivo. “Montes Claros tem mostrado o seu valor desde que começou a Superliga. É um time mais homogêneo e em evolução. Vim para mostrar trabalho e estou fazendo isso”, comentou o atacante, que não está preocupado com o reforço de marcação que deve esperá-lo nas próximas partidas da competição. “É normal, estou ciente disso. Meu papel é esse: pontuar e ajudar a equipe da melhor forma. Tenho total liberdade para arriscar e ajudar o Montes Claros a dar sequência. O momento agora é treinar forte para dar sequência (ao trabalho) no segundo turno e mostrar a força do nosso time”, afirmou.

Perguntado se possui algum parentesco com Javier Weber, medalhista olímpico e técnico com passagem pelo comando da seleção argentina, Luan mostrou sua faceta bem-humorada. “Acabo sempre falando que ele é algum tio distante”, brinca o jogador, antes de esclarecer que a semelhança dos sobrenomes é apenas uma coincidência. Mas não há como negar: o sonho dele é se tornar o segundo Weber conhecido mundialmente graças ao vôlei. “Sonhava em jogar contra grandes atletas e hoje tenho esse privilégio. Amo o que eu faço e almejo um dia jogar pela seleção, ao lado desses jogadores para poder mostrar meu trabalho”, comentou.

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O próximo desafio de Luan e do Montes Claros é no sábado (17), contra o lanterna Caramuru Vôlei/Castro, às 20 horas (horário de Brasília) em Castro (PR). Vice-campeão da Superliga em 2009/2010, o time é o atual quinto colocado na tabela de classificação.