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Arquivo : Alix Klineman

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

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Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.


Com show de Naiane, Minas iguala série contra Rexona
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João Batista Junior

Minas comemora: playoff contra Rexona está empatado (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se o jogo em Belo Horizonte deu a entender que o Rexona-Sesc não teria muito trabalho para chegar a mais uma decisão de Superliga, a segunda partida da série semifinal, disputada no Rio, trouxe à luz o melhor voleibol do Camponesa/Minas.

Com uma atuação consistente, as minastenistas venceram por 3 sets a 1, na noite da terça-feira, com parciais de 25-22, 25-21, 21-25, 25-19, e determinaram que a disputa entre as duas equipes precisará de pelo menos quatro partidas para se definir.

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O nome do Minas e do jogo foi Naiane. Mal na primeira partida, a levantadora tem oscilado em todo o campeonato e, nos mata-matas, vinha sendo substituída por Karine com certa frequência. Dessa vez, no entanto, ela encontrou a dose certa para equilibrar o ataque de seu sexteto.

Bem na distribuição de jogadas, Naiane foi a melhor em quadra

Com o passe na mão a maior parte do tempo, Naiane tratou de não sobrecarregar a oposta Destinee Hooker. Se, nos playoffs a norte-americana, atacava mais de 40% das bolas do time, desta vez ela só precisou efetuar 33% das cortadas do Minas. O meio de rede, com Mara e Carol Gattaz, foi bastante (e bem) utilizado pela armadora, que contou também com uma atuação segura da ponteira Rosamaria.

O resultado da boa distribuição da levantadora é que as minastenistas venceram o duelo contra o sistema defensivo contrário e obtiveram 57 pontos no ataque – 16 a mais do que as anfitriãs.

A isso, somem-se a pressão exercida pelo saque mineiro sobre a linha de passe adversária e a tranquilidade da equipe para superar dois momentos adversos: a derrota no terceiro set, depois de começar bem a parcial, e a saída de Jaqueline, que deixou a quadra no quarto set com uma lesão na região lombar.

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Bem marcada na partida, Gabi investe contra bloqueio duplo do Minas

Pelo lado do Rio, que conheceu a segunda derrota nesta Superliga, a primeira em seu reduto, fez muita falta não ter uma definidora de jogadas por excelência – como o Minas tem em Hooker, por exemplo. Num dia em que o passe quebrou, faltou uma atacante de força para consertar a situação, alguém com potência e alcance suficientes para vencer um bloqueio bem montado.

Gabi faz um bom campeonato e tem sido o destaque da equipe nos playoffs, mas a ponteira foi bastante castigada pelas bloqueadoras adversárias. A oposta Monique, maior anotadora do Rexona na competição, também não foi a bola de segurança de Roberta na partida. A melhor atacante de que dispôs a levantadora anfitriã foi a central Juciely, mas a bola de meio sem um bom passe vira exceção – e assim foi de fato.

VITÓRIA DO OSASCO
Num duelo tecnicamente fraco, em que os ralis se caracterizavam mais por erros do que por defesas, o Vôlei Nestlé venceu o Dentil/Praia Clube pela terceira vez na temporada, a primeira em Uberlândia.

As anfitriãs terão razão se reclamarem de dois ou três erros visíveis da arbitragem, mas nenhum deles coloca em xeque a vitória das visitantes: as osasquenses se aproveitaram da persistente instabilidade das adversárias e impuseram um placar de 3 sets a 0 (25-19, 25-22, 25-22).

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Tandara foi a bola de segurança do Osasco contra o Praia (Célio Messias/Inovafoto/CBV)

O time paulista não precisou ser brilhante para chegar à segunda vitória na série. Aliada à boa presença do bloqueio de sua equipe, que marcou dez pontos – cinco da meio de rede Bia –, a pragmática estratégia de Dani Lins deu resultado.

Depois de ficar fora do primeiro jogo por conta de problemas particulares, a levantadora voltou ao time e não hesitou em acionar Tandara: no total, a ponteira efetuou 46 cortadas e fez 20 pontos nesse quesito. A título de comparação, a oposta Bjelica efetuou 26 ataques e obteve dez pontos no fundamento.

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O Praia, com problemas no passe e na virada de bola, chegou a colocar Carla no lugar de Ramirez, pela saída, e tentou três formações distintas na entrada de rede – primeiro com Alix Klineman e Michelle, depois com Ellen no lugar da norte-americana e finalmente com Alix de volta à quadra no lugar de Michelle.

As mudanças tiveram efeito positivo em alguns momentos pontuais do segundo e terceiro sets, mas o time esbarrou na dificuldade para armar contra-ataques.

Assim, mesmo sobrecarregando Tandara, o sexteto de Osasco obteve 44 a 32 em anotações de ataque – uma larga vantagem. Ou: juntas, Tandara e Bjelica marcaram apenas dois pontos a menos em cortadas do que toda a soma do time praiano.

A terceira rodada das semifinais será disputada na sexta-feira. Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube se enfrentam em Osasco, a partir das 19h. Já Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, no Rio, entram em ação às 21h30.


Mineiras começam mal e Rio e Osasco atropelam
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João Batista Junior

Gabi foi o destaque do Rexona na vitória sobre o Minas (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

As equipes mineiras frustraram quem esperava dois jogos parelhos na rodada inaugural das semifinais da Superliga feminina. Na noite da sexta-feira, o Camponesa/Minas e o Dentil/Praia Clube sucumbiram com espantosa facilidade: nem parecia que as minastenistas jogavam em casa contra o Rexona-Sesc, nem que o time de Uberlândia havia saído à frente no marcador, em Osasco.

Os confrontos realçaram a vantagem das duas principais camisas do vôlei feminino nacional, que, graças à campanha na fase classificatória, contam com o fator casa para chegarem à decisão. No caso das cariocas, a distância em relação ao Minas aumentou consideravelmente.

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Contra um sexteto que não perdeu nenhuma vez em seu reduto em toda a temporada da Superliga e só conheceu um revés na competição, o time de Belo Horizonte precisará de, ao menos, duas vitórias em terreno adversário para continuar sonhando com um triunfo na série melhor de cinco. Contudo, os problemas das mineiras diante das atuais campeãs nacionais vão além do mando de quadra.

Sólido como uma rocha, o bom voleibol apresentado pelo Rexona-Sesc na vitória por 3 a 0 se refletiu na progressão aritmética de sua vantagem nas parciais – 25-20, 25-19, 25-18. As cariocas não se importaram com o barulho dos 3,6 mil torcedores no ginásio e jogaram bastante à vontade.

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Bloqueio do Rexona amortece ataque de Hooker: desafio da norte-americana (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Não adiantou, para o time do técnico Paulo Coco, alternar as levantadoras Naiane e Karine durante o jogo: o bloqueio da equipe dirigida por Bernardinho fez boa leitura da estratégia ofensiva das mineiras e pontuou em 13 ocasiões.

Nem mesmo Destinee Hooker teve sossego. No duelo contra bloqueadoras e defensoras do Rio, a oposta norte-americana, como de costume, até foi a maior anotadora do Minas, sendo responsável por 42% das ações de ataque de seu time (percentual bem parecido com o dos jogos contra o Genter/Bauru, nas quartas), mas terminou o confronto com 15 pontos e eficiência de 32% nas cortadas. Os números são razoáveis, mas frustram uma equipe que depende tanto de sua produção.

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Pelo lado carioca, a situação foi bem diferente. A armadora Roberta foi precisa nos levantamentos e generosa na distribuição: tanto a oposta Monique quanto a ponteira Gabi receberam 25 bolas para atacar e nisso o time driblou a marcação adversária.

Gabi, inclusive, teve mais uma atuação de destaque. Eleita a melhor jogadora em votação pela internet, a ponteira mostrou potência e boa visão de jogo no ataque, assinalando 16 pontos nesse quesito – aproveitamento de 64%.

Os dois próximos jogos entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas serão no Rio.

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Virada do Osasco
Numa partida em que o Vôlei Nestlé atuou desfalcado da levantadora Dani Lins, que não jogou por problemas particulares, e em que o Dentil/Praia Clube não contou com as duas centrais titulares, já que Fabiana há três semanas tenta se recuperar da lesão no pé e Walewska sentiu dores no joelho, a vitória foi para quem conseguiu se adaptar às ausências.

Com 26 pontos, Tandara comemora vitória do Osasco (João Neto/Fotojump)

Levantadora substituta, a experiente Carol Albuquerque sofreu com a linha de passe do Osasco no primeiro set. A sérvia Malesevic deu lugar a Gabi na ponta, mas nada parecia dar jeito na recepção do time da casa. Numa passagem de Claudinha pelo saque, as anfitriãs chegaram a conceder três bolas de xeque consecutivas à norte-americana Alix Klineman.

A partir do segundo set, no entanto, o jogo mudou e o Vôlei Nestlé, com o requinte de sofrer apenas 25 pontos nas duas últimas parciais, venceu por 3 sets a 1 (25-27, 25-17, 25-12, 25-13).

O ataque local encontrou brechas no bloqueio e no sistema defensivo das visitantes e foi inapelável. Conquistando 60 pontos em cortadas, Osasco teve aproveitamento quase inacreditável de 58% nesse fundamento.

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Para coroar a vitória paulista, além dos 26 pontos totais efetuados por Tandara, a central Bia anotou dez pontos no bloqueio, um a mais do que todo o time rival somado.

O jogo 2 será em Uberlândia. A segunda rodada da fase será disputada na terça-feira: Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé entram em quadra às 19h e, às 21h30, Rexona-Sesc e Camponesa/Minas fecham a jornada.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Desinteresse dos líderes dá a tônica da reta final da Superliga
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João Batista Junior

Rexona: vitória sobre Praia, mesmo com desfalques (fotos: Alexandre Arruda/Rexona-Sesc)

As últimas semanas da fase classificatória da Superliga foram das mais insossas. A ideia de evitar duelos entre os grandes nas primeiras rodadas e concentrá-los nas últimas teve um efeito diferente do esperado: depois de uma temporada que começou em marcha lenta, com os favoritos tendo pouco trabalho contra os médios e pequenos (o blog chegou a falar sobre isso – relembre), a reta final da competição pouco acrescentou à briga por vagas nos playoffs e teve o agravante de o primeiro colocado de cada naipe já estar disparado na ponta.

Resultado: tanto o Sada Cruzeiro quanto o Rexona-Sesc chegaram às vésperas das quartas de final preocupados em poupar titulares e vendo sem interesse uma disputa cada vez mais esvaziada pelas posições do G8.

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Seleção Brasileira perde mais uma peça-chave após a saída de Bernardinho

Se o Cruzeiro descansou dois titulares para bater o Sesi, sábado passado, e perdeu para a Funvic/Taubaté, na última quarta-feira, com um time quase todo reserva, o Rexona tirou Monique de combate e pôs Drussyla no lugar de Gabi para enfrentar o Dentil/Praia Clube, na noite da sexta-feira, no Rio. E, ainda assim, pela 23ª vez em 23 tentativas, o time de Uberlândia saiu de quadra batido pelas cariocas.

PREJUÍZO DO PRAIA
Para o sexteto comandado pelo técnico Bernardinho, a vitória por 3 sets a 2 (15-25, 25-21, 22-25, 25-22, 16-14) não alterou nada na programação. O time já sabia que ia terminar a fase classificatória em primeiro e, como se desenhava há algumas semanas, vai mesmo pegar o Pinheiros, vice-campeão paulista, na série melhor de três da próxima fase.

(A diferença do time do Rio para a concorrência? Enquanto as cariocas perderam apenas cinco dos pontos possíveis no campeonato, seus perseguidores mais próximos – Praia e Vôlei Nestlé – perderam cinco jogos.)

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Para as vice-campeãs do ano passado, no entanto, a derrota pode ter sido bem cara. Se vencesse, o Dentil/Praia Clube ia garantir o segundo lugar e, por conseguinte, vantagem nos playoffs – só dependeria do fator casa para chegar à final da Superliga. Isso ainda é possível, mas só se o time do Osasco não vencer o Genter Vôlei Bauru, fora de casa, na tarde deste sábado.

MVP do jogo, Buijs investe contra bloqueio praiano

Além do preço que a tabela de classificação ainda pode cobrar, Fabiana também deixou o torcedor do Praia preocupado. A meio de rede se lesionou durante o tie break e deixou a quadra chorando – de acordo com o SporTV, ela sentiu um estiramento na planta do pé.

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Outra preocupação pelo lado praiano – esta, recorrente – é que ficou claro que o lado emocional bloqueou a equipe mais uma vez. O time levou vantagem em todos os fundamentos de pontuação, teve a oposta Ramirez sendo a maior anotadora da partida, com 26 acertos, encontrou um rival desfalcado das duas maiores pontuadoras, mas cometeu erros em momentos importantes (como numa bola de xeque que Alix Klineman mandou para fora, quando as visitantes venciam o quinto set por 11 a 9) e permitiu que o Rexona, num dia em que o resultado pouco lhe importava, pegasse carona na boa atuação de Anne Buijs (eleita a melhor em quadra) e mantivesse o tabu.


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João Batista Junior

Vitória sobre Minas deixou Praia em vantagem sobre Osasco (fotos: Praia Clube)

Não foi o Camponesa/Minas que entrou na briga pela terceira posição da fase classificatória da Superliga feminina, mas o Dentil/Praia Clube que voltou ao segundo posto da competição. O duelo das equipes mineiras, neste sábado, em Uberlândia, contradisse o que os dois sextetos vinham apresentando nas últimas semanas: as minastenistas não mostraram virtude no passe nem força no ataque, enquanto as praianas, que venceram por 3 sets a 1 (25-19, 26-24, 18-25, 25-20), souberam provocar os erros das adversárias e contaram com uma jornada inspirada da ponteira Alix Klineman – que aparentou estar finalmente recuperada das lesões que a assombraram na temporada.

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O Praia termina a rodada com um ponto de vantagem sobre o Vôlei Nestlé, terceiro, e seis à frente do Genter Vôlei Bauru, quarto. Assim, a disputa pela segunda posição, a duas rodadas do fim desse estágio do campeonato, fica restrito ao time de Uberândia e ao de Osasco.

Minas caiu para o quinto lugar e deverá, mesmo, se preparar para uma trilha difícil para chegar à final da Superliga: deve pegar o time de Bauru (que está um ponto à frente), nas quartas de final, e, passando, pode ter o Rexona-Sesc pela frente. Pensando nos mata-matas, a derrota deste sábado foi terrível para a equipe de Belo Horizonte.

Com 21 pontos, Alix Klineman foi a maior pontuadora do jogo

O JOGO
Mesmo cometendo ainda erros de passe e obtendo pontuação no ataque inferior à do adversário (58 a 47), o Praia Clube contou com 30 erros do Minas vencer a partida. Muito das falhas cometidas pelas visitantes resultou da tática do time da casa de começar o duelo testando a recepção de Rosamaria. Isso, logo de cara, desestabilizou a virada minastenista, que teve de correr atrás no placar do primeiro set e passou também a errar no saque.

Claudinha, que foi eleita na internet a melhor jogadora em quadra, quando teve o passe na mão, pôde jogar tanto com as centrais Fabiana e Walewska quanto com a ponteira Alix Klineman. Mais do que os 21 pontos que obteve no confronto, a atacante norte-americana mostrou força e alcance no ataque para superar as bloqueadoras rivais e teve uma de suas melhores atuações nesta edição da Superliga.

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Do outro lado da rede, nem na oposta Destinee Hooker, atacante mais eficiente da Superliga até esta rodada, a levantadora Naiane encontrava boas alternativas para o ataque. O técnico Paulo Coco fez várias substituições na equipe a partir do segundo set, colocou Karine para armar jogadas, pôs a meio de rede Fran e também a ponteira Pri Daroit, e isso mudou um pouco o ritmo do jogo.

O Minas até conseguiu levar a partida para o quarto set, contudo, num dia em que o Praia encontrou a linha de passe adversária desarrumada, conseguiu neutralizar Hooker e recebeu mais de um set de pontos em erros, o destino do duelo foi selado sem a necessidade de tie break.


Vôlei Nestlé “castiga” Ramirez e recupera moral na Superliga
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Carolina Canossa

Bia e Tandara foram os destaques individuais do Vôlei Nestlé (Foto: Marcello Zambrana / Fotojump)

As achapantes derrotas sofridas na semana passada respectivamente contra Camponesa/Minas e Rexona-Sesc colocavam o Vôlei Nestlé e o Dentil/Praia Clube em uma situação bastante peculiar no duelo disputado na noite desta quinta (23), em Osasco: ao vencedor, um respiro e a segunda colocação na tabela da Superliga feminina de vôlei. Ao perdedor, uma nova queda no ânimo e mais motivos de preocupação nesta reta final de fase classificatória.

O que poucos esperavam é que a partida durasse três sets: com um saque consistente e a dupla Tandara e Bia inspirada, o Vôlei Nestlé passou pelo rival com autoridade e parciais de 25-15, 25-22 e 25-22.

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Se não teve nenhuma inovação, a principal arma utilizada pelo time paulista primou pela eficiência: pressionar Daymi Ramirez no saque. Sofrendo até mesmo com o flutuante, a cubana teve uma noite para esquecer e dificultou bastante a vida da levantadora Claudinha. Sem o passe na mão, a armadora usou pouco uma de suas principais armas, as jogadas rápidas com as centrais Fabiana e Walewska.

Ao longo da partida, o técnico Ricardo Picinin até tentou minimizar os erros, colocando a ponta Alix Klineman na linha de passe – geralmente ela fica fora, com a oposta Ramirez compondo a recepção do time ao lado da ponteira Michelle e da líbero Tássia. A estratégia de utilizar quatro passadoras se mostrou relativamente eficiente na segunda parcial, na qual o time se manteve à frente no placar até Tandara brilhar. A atacante brasileira, aliás, fez justamente o que se esperava de Ramirez quando foi o alvo do saque rival: colocou a bola pra cima e virou ataques importantes, mesmo quando precisou encarar um bloqueio montado pela frente.

Ramirez teve noite pra esquecer em Osasco (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Cada vez mais à vontade em Osasco, Tandara ainda foi a responsável por quatro dos dez bloqueios do time e, a cada vez que parava uma atacante rival, saia pulando e gesticulando como se dissesse: “Aqui não!”. É preciso ainda registrar que o time inteiro do Praia fez somente três pontos neste fundamento, exemplificando a queda de nível pela qual a equipe de Uberlândia passa na atualidade.

No terceiro set, muito da sobrevivência do Praia pode ser creditada a Alix Klineman. Foi, aliás, nesta parcial que Ramirez deixou definitivamente a quadra – substituída por Carla, a cubana transpareceu a insatisfação com o próprio desempenho fora de quadra: ao sair do ginásio José Liberatti em direção ao ônibus da equipe, ignorou os pedidos dos torcedores para uma foto e acabou tomando uma sonora vaia.

Por outro lado, era olhar a expressão das jogadoras de Osasco para visualizar o alívio sentido após o bom resultado. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para a equipe sonhar em repetir tal vitória diante de um Rexona ou Minas: os erros individuais se acumulam em uma quantidade maior que a aceitável e falta uma oposta mais consistente – nem Ana Bjelica, que vem jogando, nem a reserva Paula Borgo conseguiram convencer até o momento. De qualquer maneira, o 3 a 0 desta quinta dá um gás daqueles em uma equipe que corre por fora em busca de um título que não vem desde 2012.

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Transmissão online atraiu um bom público (Foto: Reprodução)

Transmissões online

O duelo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube foi o primeiro da atual temporada a contar com transmissão online através do Facebook da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A novidade foi uma iniciativa de última hora tomada pela entidade em resposta a diversos protestos feitos por torcedores, dirigentes e atletas, todos insatisfeitos com o número de jogos que eram disponibilizados pela TV.

Ainda sem narração, a tentativa teve boa qualidade. Os torcedores, que puderam contar com três câmeras para acompanhar a partida e placar em tempo real, também responderam positivamente: durante o terceiro set, mais de 5500 pessoas estiveram online ao mesmo tempo.

Quem estava ligado ainda pôde acompanhar o jogo entre Camponesa/Minas e Fluminense, mostrado ao vivo através do YouTube. Com uma estrutura menor, o jogo contou com apenas uma câmera, teve problemas de atualização no placar e sofreu com uma queda no link, rapidamente corrigida. No momento em que atraiu mais interesse, cerca de 4 mil torcedores acompanhavam o que rolava em quadra. Nada mal para uma primeira experiência, que, esperamos, tem tudo para se repetir e ficar cada vez mais popular.


Rexona confirma favoritismo e conquista quarto título sul-americano
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João Batista Junior

Num jogo de muitos erros, prevaleceu a experiência do Rexona (foto: Tulio Calegari/Dentil Praia)

A vitória do Rexona-Sesc sobre o Dentil/Praia Clube, por 3 a 1 (25-19, 20-25, 25-19, 25-10), neste sábado, em Uberlândia, na final do Campeonato Sul-Americano feminino de Clubes 2017, premiou tanto o componente técnico quanto emocional da equipe carioca. Contou muito a experiência do time dirigido pelo técnico Bernardinho, que, mesmo depois de uma parcial muito ruim, como a segunda, conseguiu manter-se no jogo, aguardando a vez de as adversárias oscilarem.

Foi o terceiro título sul-americano seguido para o clube do Rio de Janeiro, que já venceu a competição quatro vezes e garantiu vaga na disputa do Mundial feminino de Clubes, em maio, no Japão. E foi também a 22ª vitória carioca em 22 jogos nesse confronto, um tabu incômodo para que tanto tem investido na formação de um elenco, como o Praia tem feito.

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O JOGO
Os erros foram uma constante na partida. No set de abertura, o diferencial a favor do time visitante é que ficou mais evidenciada a dificuldade do Praia no passe e de Claudinha para armar contra-ataques. O Rexona, por outro lado, com uma partida correta de Monique e bons momentos da ponteira Anne Buijs, ajustou-se no fim da primeira parcial e saiu em vantagem no marcador.

A situação mudou no segundo set, quando Fabiana cresceu na partida e o bloqueio praiano subiu junto ela, ora efetuando pontos diretos, ora colaborando com o sistema defensivo amortecendo bolas. Enquanto Roberta, pelo lado carioca, ficou sem opções para o levantamento, com Carol bem marcada no meio e as ponteiras pressionadas, as anfitriãs tinham Alix Klineman para atacar bolas altas com eficiência e empatar a partida.

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Com o jogo empatado e o terceiro set indefinido, o lado emocional do Praia foi testado: a arbitragem deixou passar um lance de dois toques de Carol e, de quebra, a reclamação exacerbada das praianas ainda rendeu mais um ponto ao Rexona. Seria injusto, no entanto, colocar na conta do apito a vitória das cariocas nessa parcial, já que o time da casa retomou o equilíbrio no placar e até foi beneficiado por um erro dos árbitros, que não perceberam um desvio no bloqueio de Claudinha num ataque que se perdeu pela linha de fundo.

O mais correto é atribuir a vitória no set que desempatou a partida à melhora na qualidade do saque e da defesa do Rexona. As cariocas tanto diminuíram a velocidade da armação de jogadas do time de Uberlândia, quanto obrigaram as adversárias a atacarem sempre uma bola a mais. Foi desse modo, num momento crucial, que Gabi pontuou num contra-ataque improvável e que Fabiana, na bola seguinte, cometeu um erro numa bola rápida.

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Uma passagem de Anne Buijs no saque, no quarto set, que foi para o serviço com 3-3 no marcador e deixou em placar em 9-3, mostrou para que estante iria o troféu. Enquanto Fabi parecia multiplicar-se na defesa, Gabi e Monique conseguiam sucesso nas largadas atrás do forte bloqueio praiano. Do outro lado da rede, a equipe da casa estava grogue, nas cordas, vacilante na defesa e sem ataque para responder, e acabou nocauteada pelo melhor time do voleibol feminino do Brasil.


No sobe e desce da Superliga, destaque para “presente” de Gabi para Edinara
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João Batista Junior

São Caetano endureceu o jogo contra Rexona (foto: Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

São Caetano endureceu o jogo contra Rexona (foto: Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

A rodada da Superliga não trouxe grandes mudanças na classificação, mas teve, em Belo Horizonte, um resultado surpreendente. O jogo em Manaus teve boa presença de público e uma cena das mais incomuns no final. Já as reclamações contra a arbitragem, no duelo na Vila Leopoldina, mostram por que é preciso implantar a revisão de vídeo nas partidas.

Veja os destaques da quarta rodada do returno da competição, marcada pela ausência ou contusão de vários ponteiros de equipes grandes do país.

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SOBE

Eleita melhor em quadra, Gabi, do Rexona, "premia" Edinara (CBV)

Eleita melhor em quadra, Gabi, do Rexona, “premia” Edinara (CBV)

Gabi e Edinara
Terceiro jogo disputado em Manaus na temporada, a partida entre São Cristóvão Saúde/São Caetano e Rexona-Sesc, na sexta-feira, se destacou por vários motivos: teve o maior público até agora da Superliga feminina (5.497 espectadores), o time carioca suou o uniforme para vencer em cinco sets e o troféu VivaVôlei teve um destino inusitado.

Como é de praxe, a comissão técnica do time vencedor escolheu a melhor jogadora da partida e apontou uma atleta de seu plantel – no caso, a ponteira Gabi. A jogadora assinalou 17 pontos (14 no ataque, três no bloqueio) e foi a segunda pontuadora de sua equipe, perdendo apenas para a também ponteira Anne Buijs, com 18 anotações.

Contudo, Gabi escolheu outra jogadora para ficar com o prêmio: a oposta Edinara, que completou 21 anos na última quarta-feira, e que havia marcado nada menos que 28 pontos no duelo. Um grande gesto da ponteira da seleção brasileira e uma atuação memorável de uma atacante que tem se destacado nas últimas rodadas.

Não é inédito um ganhador de VivaVôlei repassá-lo a um companheiro de equipe que julgue ter atuado melhor na partida. Mas entregar o troféu para um adversário, admito, foi a primeira vez que eu vi. Se você se lembra de outra ocasião como essa, conte o fato na caixa de comentários.

Em busca dos playoffs, Minas venceu Taubaté (Orlando Bento/MTC)

Em busca dos playoffs, Minas venceu Taubaté (Orlando Bento/MTC)

Minas Tênis Clube
Pensando em chegar aos playoffs, o Minas conquistou um resultado importantíssimo. No tie break, venceu em casa a Funvic/Taubaté, time que luta pelo título e que raramente concede pontos aos principais adversários da equipe mineira na luta pelo G8.

O sexteto de Belo Horizonte ocupa a sétima posição da tabela, três pontos e duas vitórias à frente do oitavo, Canoas, cinco pontos a mais do que o Bento Vôlei, nono colocado.

O resultado refletiu a fase de ascensão do time no campeonato: nas últimas cinco rodadas, o Minas Tênis Clube conquistou três vitórias e dez pontos, obtendo um ponto, inclusive, diante do Sesi, em São Paulo, na rodada passada.

Ellen e Rodriguinho
Num momento do campeonato em que vários jogadores lesionados têm desfalcado suas equipes (falaremos deles mais abaixo), dois jogadores tidos como “reservas” foram bem na rodada.

Na sexta-feira, Ellen substitui Alix Klineman e marcou 17 pontos na vitória do Praia Clube sobre o Pinheiros por 3 a 0 – de quebra, ainda foi eleita a melhor jogadora em quadra.

Já no sábado, na vitória do Sada Cruzeiro sobre o Maringá, quando Filipe deixou a quadra contundido, ao término da segunda parcial, Rodriguinho entrou no jogo e obteve nada menos que quatro aces.

DESCE

Times do sul
As cinco equipes da região Sul do país que disputam a Superliga não só foram derrotados na rodada como também não somaram nenhum ponto. A ressalva que cabe é que só o Caramuru/Castro, lanterna da Superliga masculina, que perdeu por 3 a 1 para o JF Vôlei, não enfrentou uma equipe candidata ao título em algum dos naipes.

Canoas não passou pelo Brasil Kirin, mas segue no G8 (Fernando Potrick/Gama)

Canoas não passou pelo Brasil Kirin, mas segue no G8 (Fernando Potrick/Gama)

Por outro lado, a rodada e a situação dos times de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na tabela mostram a distância que existe em relação às principais equipes sudestinas.

O Lebes/Gedore/Canoas perdeu em casa para o Brasil Kirin (3 a 1) e só não saiu do G8 porque o Bento Vôlei/Isabela foi batido pelo Sesi pelo mesmo placar – pela marcha da competição, parece que só haverá lugar para uma das duas equipes gaúchas nos playoffs.

Vice-lanterna, a Copel Telecom Maringá não teve muita chance diante do Sada Cruzeiro e perdeu por 3 a 0, seguindo a quatro pontos do São Bernardo na luta para fugir da seletiva.

Na competição feminina, o Rio do Sul perdeu em casa para o Vôlei Nestlé por 3 a 0 e está na nona posição, sete pontos atrás do oitavo, o Pinheiros.

Ponteiros lesionados
A fase não está boa para alguns dos principais ponteiros da Superliga. Seja pela sequência de partidas, seja por algum acidente de jogo ou de treino, vários titulares da entrada de rede estão lesionados.

Murilo, na Copa Brasil, com proteção no cotovelo (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Murilo, na Copa Brasil, com proteção no cotovelo (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Lucarelli, da Funvic/Taubaté, com uma lesão no calcanhar, e Murilo, do Sesi, ainda não totalmente recuperado de um problema do cotovelo, não jogam há duas semanas, desde as semifinais da Copa Brasil.

Quem também não atua desde a Copa Brasil é a norte-americana Alix Klineman. Ela sofreu uma luxação no dedo mínimo da mão direita durante um treinamento e desfalcou o Dentil/Praia Clube nas duas partidas da semana – contra Rio do Sul e Pinheiros.

E no sábado, o Sada Cruzeiro pôs o time titular para o jogo contra a Copel Telecom Maringá e perdeu Filipe no último ponto do segundo set. O ponteiro saiu do jogo com uma torção no tornozelo direito. Mais tarde, disse nas redes sociais que o pé estava inchado e que deverá fazer exames nesta segunda-feira para ver a gravidade da lesão.

Arbitragem na Vila Leopoldina
Como fez falta o vídeo check, no jogo entre Sesi e Bento Vôlei/Isabela. Dentre muitas reclamações da equipe gaúcha – umas com razão, outras sem motivo –,o lance emblemático foi o que definiu o terceiro set da partida.

Com 1 set a 1 no placar e 24 a 23 para o time da casa no marcador da parcial, a arbitragem anotou como fora uma bola boa do ponteiro Clint, o que levou à virada sesista na partida.

É óbvio que nada indica que a equipe de Bento Gonçalves venceria o jogo nem, sequer, a parcial (ficaria 24 a 24, bom lembrar). Mas para um time que está lutando ponto a ponto por uma vaga no G8, perder um set por conta de uma marcação equivocada do auxiliar e dos árbitros é complicado.


Desfalcado de Alix, ataque do Praia vai bem com Ellen
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João Batista Junior

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Às portas do Campeonato Sul-Americano (que será disputado entre os dias 14 e 18 deste mês, em Uberaba e Uberlândia), o Dentil/Praia Clube segue em busca de seu melhor voleibol na temporada. O time parece ter ainda mais problemas com o passe nesta Superliga do que na anterior e ainda vê suas principais atacantes das pontas sofrerem com lesões – dores nas costas tiraram Ramirez da partida de terça-feira, contra o Rio do Sul, e uma luxação no dedo mínimo da mão direita impediu Alix Klineman de entrar em quadra nesta semana (ela já havia perdido boa parte do primeiro turno por uma contusão no dedo anelar da mesma mão).

Contudo, na noite da sexta-feira, no ginásio Henrique Villaboin, em São Paulo, o sexteto de Uberlândia – com Ramirez e sem Alix – bateu o Pinheiros por 3 sets a 0 (25-23, 25-18, 25-23). Se por acaso, em algum momento da partida, o time visitante chegou a sentir falta da ponteira norte-americana, não foi por causa atuação de Ellen, sua substituta.

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Antes de qualquer dado estatístico, é preciso ressalvar que os dois compromissos do Praia nesta semana não foram contra equipes do primeiro escalão do voleibol nacional. Dito isso, registre-se que tanto contra o Rio do Sul quanto diante do Pinheiros, Ellen foi a maior anotadora do time e, mais importante, sempre com alto aproveitamento no ataque – 57% em Santa Catarina, 54% em São Paulo. No duelo dessa sexta, ela ganhou o VivaVôlei, prêmio já havia ganho no primeiro turno, na vitória mais importante da equipe até aqui na competição – 3 a 2 sobre o Vôlei Nestlé.

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Aí, quando Klineman se recuperar da nova lesão e puder voltar ao time, Ellen deve sair, é a substituição natural. E é quando eu pergunto: como se comportaria o Dentil/Praia Clube, se as duas jogassem juntas?

Já em condições normais, a linha de passe da equipe, que muitas vezes conta até com a oposta Ramirez, costuma sofrer bastante com o saque adversário. Assim, num teste ou numa emergência, admitindo que Claudinha nem sempre vá conseguir trabalhar com a primeira bola, não seria interessante observar ou pôr em prática um esquema tático que priorize o ataque pelas extremidades da rede?

É claro que a equipe não vai desprezar o poderio ofensivo das centrais Fabiana e Walewska, nem falo necessariamente numa mudança no time titular do Praia. Contudo, faria mal testar (TESTAR) um esquema diferente?

PINHEIROS
Por outro lado, ficou claro que o Pinheiros sentiu o peso do adversário que enfrentou: muitas vezes, na afobação para quebrar o passe mineiro, a equipe cometeu erros de saque em momentos cruciais, o que facilitou o trabalho do Praia.

Na primeira parcial, nas vezes em que teve o passe na mão, a levantadora Ananda conseguiu algumas boas combinações com a central Milka, mas sua tônica na partida foi acionar a oposta Bárbara e a ponteira Vanessa Janke – juntas, elas cortaram 58 das 109 bolas atacadas pela equipe, mas só fizeram 15 dos 35 pontos do time nesse fundamento.

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No segundo set, o time disputou e perdeu um jogo de gato e rato: sempre que o Praia abria boa diferença (e começou a parcial com 7 a 1), o Pinheiros se aproximava, encostava, mas cometia algum erro no saque ou no ataque e acabava tendo de correr atrás novamente.

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O terceiro set estava encaminhado para equipe anfitriã, que fez muitas modificações na escalação e abriu 11 a 4 no marcador, mas seu jogo voltou a ficar previsível e esbarrou no bloqueio rival – quesito em que as mineiras obtiveram em toda a partida 15 pontos contra 9.

A esta altura da competição, com margem de sete pontos contra o Rio do Sul, nono colocado, e ainda com um jogo a mais do que as catarinenses para disputar, as paulistanas têm motivo para ficar tranquilas em relação à classificação para os playoffs – mérito de quem, no returno, já venceu tie breaks contra Terracap/BRB/Brasília e Vôlei Nestlé.

Contudo, a oitava posição que ocupam atualmente as deixa em rota de colisão com o líder Rexona-Sesc nas quartas de final. Tirar o sétimo lugar do Fluminense, que está apenas dois pontos adiante, para fugir de um complicado duelo na próxima fase deve ser a maior motivação do Pinheiros nesta reta final de fase classificatória.

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

OUTROS JOGOS
Em Manaus, o Rexona-Sesc sofreu, mas venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 sets a 2 (25-14, 18-25, 23-25, 25-18, 15-9). Com quase 6 mil espectadores, a partida teve o maior público desta Superliga feminina. As cariocas ganharam dois dos três pontos em disputa e mantêm boa vantagem sobre as segundas colocadas – 45 pontos contra 40 do Praia, que jogou uma partida a mais. A ponteira Gabi ganhou o VivaVôlei e, numa atitude inusitada, deu o troféu à oposta rival Edinara, que assinalou nada menos que 28 pontos no confronto – alguém repassar o prêmio a um companheiro de equipe não é novidade, mas a um adversário, talvez tenha sido o primeiro caso.

O Vôlei Nestlé, em Santa Catarina, bateu o Rio do Sul por 3 a 0 (25-21, 25-17, 25-18) e continua em terceiro. O detalhe é que tem dois jogos e três pontos a menos que o representante de Uberlândia, o indica que o time de Osasco, em breve, poderá voltar à vice-liderança.

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Completando a noite de sexta-feira, o Camponesa/Minas venceu pela quinta vez seguida na Superliga, impondo ao Sesi, em Santo André, um 3 a 0 (25-15, 25-16, 25-19). E o Genter Vôlei Bauru, em casa, depois de quatro derrotas consecutivas, reencontrou a vitória num 3 a 1 sobre o Renata Valinhos/Country, lanterna do campeonato, em parciais de 25-17, 23-25, 25-19, 25-16.