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Arquivo : Thaísa Menezes

Champions League: Fenerbahçe, de Natália, complica a vida do time de Thaisa
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João Batista Junior

Fenerbahçe comemora vitória em jogo duro contra Eczacibasi (foto: Fenerbahçe)

O Fenerbahçe largou em vantagem contra o Eczacibasi VitrA, nos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina. Nesta quinta-feira, em Istambul, o time da ponteira Natália venceu atuais campeãs mundiais por 3 sets a 2 (16-25, 25-22, 25-19, 21-25, 15-12) e está a uma vitória por qualquer placar, no jogo 2, para garantir presença no Final Four. À equipe da central Thaisa, restam duas possibilidades: conquistar uma vitória de três pontos (por 3 a 0 ou 3 a 1) para ficar com a vaga nas semifinais ou devolver a derrota por 3 a 2 e levar a disputa para o Golden Set.

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Foi o quarto jogo entre as duas equipes na temporada e a terceira vitória consecutiva do Fenerbahçe – que também levou a melhor nas semifinais da Copa da Turquia e no duelo returno da liga turca.

O Eczacibasi não precisa de malabarismo matemático para voltar às finais da Champions League – campeão em 2015, foi eliminado pelo VakifBank no ano passado, ainda nos playoffs de 12. Mas, predicados do Fenerbahçe à parte, será decepcionante se um clube com um elenco como esse (com Thaisa, Rachael Adams, Jordan Larson, Kosheleva, Boskovic, Ognjenovic) cair tão cedo na competição continental, ainda mais colecionando derrotas para equipes conterrâneas (perdeu duas vezes para o VakifBank na fase de grupos).

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Thaisa (6) e Kosheleva no bloqueio, Natália no ataque: vantagem da ponteira do Fenerbahçe (CEV)

Com 22 pontos, Natália empatou com a craque sul-coreana Kim Yeon Koung como maior anotadora do Fenerbahçe. A pontuadora máxima do jogo, apesar do revés no placar, foi a oposta sérvia Tijana Boskovic, com 24 acertos – e 51% de aproveitamento no ataque. A meio de rede Thaisa, com oito pontos no total, teve atuação apagada no ataque: em 12 tentativas, a brasileira pontuou três vezes, errou quatro e sofreu um ponto de bloqueio.

O jogo da volta será no próximo dia 4, também em Istambul. Quem vencer essa série encara, nas semifinais, o ganhador do confronto entre Volero Zürich e VakifBank, que também se enfrentaram nesta quinta-feira, na Suíça.

O time da casa até saiu na frente do marcador, mas sucumbiu diante de uma ótima atuação da oposta holandesa Lonneke Slöetjes e perdeu por 3 sets a 1 (15-25, 25-20, 25-17, 25-21).

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Zivkovic enfrentou o VakifBank no lugar de Fabíola (CEV)

A oposta ucraniana do time suíço, Olesia Rykhliuk, teve uma pontuação elevada (24 anotações), mas não superou os 26 pontos de Slöetjes, que teve ainda 62% de aproveitamento nas cortadas. A ponteira brasileira Mari Paraíba, do Volero, entrou no decorrer do terceiro e quarto sets para sacar e ficar no fundo de quadra – saiu sem pontos marcados. Fabíola, levantadora titular da equipe de Zurique, lesionou o joelho antes da partida e não atuou no confronto – a sérvia Zivkovic jogou em seu lugar.

O jogo 2, em Istambul, será no dia 5 de abril e bastam dois sets ao VakifBank, atual vice-campeão europeu, para chegar ao Final Four.

No outro duelo dessa fase, o Dínamo Moscou venceu o Liu Jo Nordmeccanica Modena, na Itália, por 3 a 0 (25-22, 25-13, 25-13) e está, matematicamente, na mesma situação do VakifBank para o jogo da volta, dia 5, na Rússia.

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Muserskiy no bloqueio contra o Zaksa: classificação russa

MASCULINO
O Belogorie Belgorod, da Rússia, repetiu nesta semana o placar de 3 a 1 (parciais de 25-22, 20-25, 26-24, 25-21) sobre o Zaksa Kedzierzyn-Kozle e se classificou aos playoffs de 6 da Champions League masculina. O levantador brasileiro Marlon, contundido, desfalcou o Belgorod.

O resultado está longe de ser considerado “zebra”, dada a tradição do tricampeão europeu Belgorod, mas chama a atenção a facilidade com que o quarto colocado da liga russa eliminou o líder da PlusLiga (o campeonato polonês). O central Dmitry Muserskiy foi o maior anotador da equipe visitante, com 14 acertos e 67% de aproveitamento no ataque.

Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de jogão

Na próxima fase, o Belogorie Belgorod faz um duelo russo com o Zenit Kazan. Os atuais bicampeões europeus venceram o Arkas Spor Izmir, dos ponteiros brasileiros Mauricio Borges e João Paulo Bravo, por 3 a 0 nas duas partidas. O jogo 1 ainda não tem data marcada, mas será entre os dias 4 e 6 de abril.


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


“Ensinou 90% do que sei”, diz Thaísa sobre Bernardinho
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Sidrônio Henrique

Thaísa Menezes elogiou o treinador (Fotos: FIVB e Eczacibasi)

Já faz tempo que a central bicampeã olímpica Thaísa Menezes jogou na equipe do Rexona, no Rio de Janeiro, mas o aprendizado com o técnico multicampeão Bernardo Rezende definitivamente marcou a atleta. “Noventa por cento das coisas que eu sei, foi ele quem me ensinou. Eu só tenho a agradecer tudo o que fez por mim. Bernardinho sempre me apoiou muito, me respeitava muito”, disse Thaísa em um vídeo postado em sua conta do aplicativo Snapchat, respondendo a perguntas de fãs. Atualmente ela defende o Eczacibasi, time turco que há quase um mês sagrou-se campeão mundial de clubes.

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A meio de rede jogou no Rexona por três temporadas, de 2005 a 2008, quando ainda era juvenil, transferindo-se em seguida para o arquirrival Osasco, que atualmente utiliza o nome fantasia Vôlei Nestlé. Ela ficou oito anos no clube paulista, até decidir jogar no exterior.

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No mesmo vídeo, Thaísa disse que voltaria a jogar no Rexona. “Atleta é assim, não tem essa de eu nunca mais jogo em tal lugar. Amei jogar no Rio”, afirmou a central de 29 anos e 1,96m.


Discurso de Zé Roberto contraria necessidade de renovação
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Sidrônio Henrique

Zé Roberto fez um excelente trabalho contra a Holanda (Foto: Divulgação/FIVB)

José Roberto Guimarães está no comando da seleção feminina desde 2003 (Fotos: FIVB)

Renovar uma equipe considerada potência, saber a hora de deixar de lado grandes nomes certamente não são tarefas fáceis, mas isso inevitavelmente ocorre nas principais seleções e não seria diferente com o time feminino do Brasil. O técnico José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico, foi confirmado na semana passada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) no comando da seleção feminina até a Olimpíada de Tóquio 2020, mas entre as diversas declarações dadas à imprensa pelo treinador uma causa certa preocupação. “Não estou convencido de que algumas jogadoras não possam vir a jogar pela seleção. São jovens e privilegiadas no aspecto físico, a tentativa de fazê-las jogar sempre vai existir. A Sheilla e a Fabiana têm bola para continuar jogando”, afirmou Zé Roberto, durante entrevista coletiva.

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No caminho para a Rio 2016, o técnico optou por correr o menor risco possível e mexeu pouco na equipe ao longo do ciclo, além de tomar decisões no mínimo arriscadas, como incluir apenas uma oposta de ofício, Sheilla, longe da sua melhor forma, e ainda levar a levantadora Fabíola à Olimpíada apenas dois meses e meio após ela dar à luz. Espera-se, portanto, que Zé Roberto não assuma essa mesma postura na nova fase de seu trabalho com a CBV. A central e capitã Fabiana e a oposta Sheilla já declararam que não vestirão mais a camisa amarela para cuidar da vida pessoal. Thaísa, por sua vez, deu sinais claros de que sua relação com o técnico está desgastada e pode seguir o mesmo caminho. Outras jogadoras, como Jaqueline e Dani Lins, ainda não deram uma resposta definitiva para a questão.

"Trenzinho" para cumprimentar a torcida é a marca registrada da seleção feminina na Rio 2016 (Fotos: FIVB)

Fabiana e Sheilla deram adeus à seleção, Dani Lins ainda não se decidiu

Antecedentes
Não é a primeira vez que o treinador insiste com quem afirma já ter dado sua contribuição à seleção. Ele demonstrou dificuldade para desapegar de atletas veteranas, tendo pedido mais de uma vez para a levantadora Fofão seguir após o ouro de Pequim 2008, além de ter chamado a central Walewska para a Copa dos Campeões 2013.

Possível substituta de Sheilla tem história de superação e já acumula fãs

Independentemente da boa forma, como era o caso de Walewska, a seleção é, antes de tudo, um grande compromisso – Walewska, ainda hoje jogando em alto nível, disse mais de uma vez que seu ciclo com a seleção já havia se encerrado e que isso era algo muito bem resolvido para ela. Bicampeã olímpica, a líbero Fabi despediu-se da seleção e colocou um ponto final em sua bela história com a equipe.

Motivação e rendimento
Talvez Fabiana ainda tenha algo a oferecer, afinal ela e Thaisa formam uma das melhores duplas de meios de rede de todos os tempos. Mas será que Fabiana, que disse adeus à seleção após a derrota para a China no Maracanãzinho e terá 35 anos em Tóquio 2020, ainda tem motivação para estar no time e continuará a render? Não dá para comparar eventuais novatas com grandes veteranas, mas sem rodagem as mais jovens nunca despontarão.

Campanha chinesa no Rio só conheceu duas vitórias em cinco jogos (fotos: FIVB)

Campeã na Rio 2016, seleção chinesa apostou na renovação

No caso de Sheilla, que disputou sua primeira grande competição com a seleção no Mundial 2002, seria mesmo ela privilegiada no aspecto físico, como disse Zé Roberto? Por mais importante que tenha sido Sheilla (jamais serão esquecidas suas atuações em Pequim 2008 e em Londres 2012), não seria o momento de dar espaço para novas opções, tendo quatro anos para avaliações até Tóquio 2020? Sheilla foi reserva na temporada de clubes mais recente e, por decisão sua, não jogará na próxima. Na Olimpíada de 2020 ela terá 37 anos.

Menos mal que o técnico, no comando da seleção feminina desde 2003, também parece estar de olho nas mais jovens. “Na base temos jogadoras novas aparecendo, acho que temos um futuro promissor pela frente”, disse durante a coletiva. Adversários na busca por títulos, como China, Sérvia e Estados Unidos, investem constantemente em renovação. Não é mudar simplesmente por mudar. Renovar exige planejamento e sabemos que Zé Roberto tem uma equipe capaz de assisti-lo nesse processo, além da sua inegável competência. O problema está na insistência em nomes que já deram o seu melhor, fizeram muito pela seleção e inclusive disseram adeus. Para que surjam jogadoras capazes de defender o Brasil, elas precisam de espaço.


Gabi se espelha na seleção de 2008 para lutar pelo ouro no Rio
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Sidrônio Henrique

Gabi: “Seleção tem que buscar a melhor condição física possível e um jogo mais rápido” (foto: FIVB)

Um dos nomes de maior destaque do vôlei brasileiro neste ciclo olímpico e aposta do técnico José Roberto Guimarães para a Rio 2016, a ponteira Gabriela Guimarães, 22 anos, 1,76m, espelha-se numa equipe que encantou o mundo quando ela dava seus primeiros passos nesse esporte: a seleção feminina de 2008. Gabi tinha 14 anos e começava a jogar vôlei na escola, em Belo Horizonte, quando algumas das suas atuais colegas do time comandado por Zé Roberto, como Sheilla, Fabiana, Thaisa e Jaqueline, estavam a caminho do primeiro ouro do voleibol feminino brasileiro numa Olimpíada. A equipe chegou ao topo do pódio em Pequim 2008 com oito vitórias e apenas um set perdido, numa campanha marcada pela superioridade física das brasileiras.

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“A seleção tem que buscar o que conseguiu em 2008, a melhor condição física possível, além de um jogo mais rápido. Casar a parte física e técnica será essencial para alcançar nossos objetivos”, disse Gabi ao Saída de Rede, antes do início do Grand Prix. Quatro anos depois, nos Jogos de Londres, a preparação mais atribulada ao longo do ciclo cobrou a fatura e o bicampeonato olímpico quase escapou – o Brasil se superou para derrotar as russas nas quartas de final e as americanas na decisão. No início deste ano, Zé Roberto comentou durante uma entrevista que a seleção chegou a Londres tendo cumprido apenas 70% da carga programada de treinamento, isso numa comparação com o planejamento executado para Pequim. Diante da média de idade elevada da equipe e da velocidade e força dos principais adversários, cresce ainda mais em importância o condicionamento físico, tema que o blog abordou domingo passado.

Para Gabi, que disputou o Mundial 2014 e vai para sua primeira Olimpíada, enfrentar seleções como Estados Unidos, Rússia e China exige demais da equipe, tanto no aspecto físico quanto psicológico. “Times assim te sugam o tempo inteiro, puxam muito do seu físico e também psicologicamente. Veja os EUA, com uma equipe alta, jovem, jogadoras completas. Temos que estar bem no condicionamento físico e fazer um jogo veloz”, comentou a ponteira.

Finais do GP
A seleção feminina está desde segunda-feira em Istambul, Turquia, onde treina até sexta-feira. No sábado (2), o time embarca rumo a Bangcoc, Tailândia, para a disputa das finais do Grand Prix. As seis equipes classificadas foram divididas em duas chaves de três times, com os dois primeiros avançando às semifinais. O Brasil está no mesmo grupo de Tailândia e Rússia. O outro tem EUA, China e Holanda. A equipe de Zé Roberto estreia às 8h (horário de Brasília) do dia 6 contra as donas da casa e joga no dia seguinte, no mesmo horário, contra as russas. O SporTV transmite as finais. O Brasil tenta seu 11º título do Grand Prix, mas a prioridade é a preparação para os Jogos Olímpicos.

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A agonia do passe brasileiro
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Sidrônio Henrique

Juciely se destacou em jornada irregular do Brasil (foto: FIVB)

A seleção brasileira feminina de vôlei entrou em quadra na tarde deste sábado (18) em Macau, China (madrugada no Brasil), com a obrigação de se recuperar diante da Bélgica, time de segunda linha do concorrido cenário europeu. A vitória, que se esperava em sets diretos, veio em quatro, de virada (23-25, 25-19, 25-15, 25-18), pela segunda rodada do segundo final de semana do Grand Prix. O passe brasileiro tornou o jogo difícil em alguns momentos e entregou um set em um confronto que, em tese, deveria ter sido mais tranquilo.

O Brasil, que vinha de uma derrota de 2-3 para a Sérvia na véspera, começou a partida contra as belgas com Dani Lins, Sheilla, Thaisa, Juciely, Natália, Gabi e Léia. Esta última, que havia se destacado na semana anterior, desta vez teve atuação apenas regular – a líbero chegou a entregar uma bola de xeque. A dupla de ponteiras Natália e Gabi tornou a recepção mais frágil. Na primeira parcial, depois de estar perdendo por 19-20, o Brasil fez quatro pontos seguidos e chegou a 23-20, mas graças aos erros de passe entregou um set que parecia ganho.

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A inconstância do passe brasileiro, evidenciada ontem pelo forte saque sérvio, continuou exposta mesmo diante do às vezes razoável serviço belga. No final da segunda parcial, Jaqueline entrou em quadra no lugar de Natália para dar mais equilíbrio ao fundamento. A bicampeã olímpica não saiu mais e, ainda que a recepção brasileira tenha passado por turbulências, como na primeira metade do quarto set, o conjunto foi suficiente para garantir a vitória sobre a seleção de Lise Van Hecke, ex-Vôlei Nestlé. O Brasil tem quatro vitórias em cinco jogos, tendo perdido contra o único adversário forte que encarou até aqui.

A central Juciely, bastante acionada quando a recepção funcionava, foi a melhor jogadora em quadra, com 19 pontos, sendo seis de bloqueio (a equipe fez 11 nesse fundamento, contra nove do adversário). A oposta Sheilla também marcou 19 pontos, enquanto Van Hecke liderou para as belgas com 16. Tandara, reserva de Sheilla que tem entrado nas inversões, fez hoje seu primeiro e único ponto no torneio.

Ataque comprometido
A fragilidade do passe deve estar tirando o sono de José Roberto Guimarães. Certamente, o torcedor que interrompeu o seu para ver o jogo não gostou do que viu. Sem o passe na mão de Dani Lins, o Brasil é um time limitado, sentindo a falta de uma definidora com potência para colocar a bola no chão.

O Brasil volta à quadra na madrugada deste domingo (19), às 4h30 pelo horário de Brasília, e vai encarar a China, que na sequência enfrentaria a Sérvia. As chinesas, que no primeiro final de semana do GP derrotaram os EUA por 3-1, são uma das favoritas ao ouro na Rio 2016.

ATUALIZAÇÃO – Às 8h10
A China derrotou a Sérvia por 3-2 (27-25, 17-25, 20-25, 25-22, 15-9). A seleção sérvia jogou a maior parte do tempo com suas reservas. A equipe chinesa permanece invicta com cinco vitórias.

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Thaísa diz que os EUA são o time a ser batido
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Sidrônio Henrique

Brazil's Thaisa Menezes spikes

Thaísa ataca no Mundial 2014 (fotos: FIVB)

Bicampeã olímpica, a seleção brasileira feminina de vôlei fez a final em Pequim 2008 e em Londres 2012 contra o mesmo adversário, os Estados Unidos. Se na primeira decisão o Brasil entrou em quadra como favorito, há quatro anos as americanas eram pule de dez. Ainda bem que favoritismo não ganha jogo e o Brasil levou mais um ouro para casa. Para Thaísa Menezes, titular absoluta no meio de rede, nas Olimpíadas do Rio 2016 os EUA continuarão sendo o adversário a ser batido.

“Os EUA têm um jogo muito rápido, que é algo fora do padrão para a gente. Para mim, o time a ser batido é o das americanas”, disse ao Saída de Rede a jogadora de 1,96m, reserva em Pequim e titular em Londres, uma das melhores do mundo na posição, ela que completa 29 anos neste domingo, dia 15. “Mas ao mesmo tempo, sabemos que na cabeça dos adversários nós somos o time a ser batido, pois somos as atuais campeãs, somos bicampeãs olímpicas”, pondera a melhor central do Mundial 2014 e MVP do Grand Prix 2013.

No ano passado, sem a presença da central, que passou por cirurgia nos dois joelhos e ficou cinco meses longe das quadras, o Brasil enfrentou o time titular das EUA, na casa delas, nas finais do Grand Prix. Mas apenas Dani Lins, das então titulares da seleção brasileira, estava presente. As americanas venceram por 3-0.

A lembrança mais recente de Thaísa contra os EUA é amarga, outra derrota por 3-0, na semifinal do Mundial 2014, quando as oponentes destruíram o favoritismo brasileiro. Quanto aos Jogos Olímpicos, as recordações são doces para ela e para os torcedores, com duas vitórias em duas finais consecutivas. As americanas até derrotaram o Brasil por 3-1 na primeira fase em Londres, mas em partidas decisivas a última vitória delas sobre as brasileiras em Olimpíadas foi um 3-0 na disputa do bronze em Barcelona 1992.

Russas e chinesas
Além dos EUA, ela aponta Rússia e China como adversários complicados. “A Rússia é só bola alta, mas é um time muito forte. Já a China tem um jogo misto porque tem tanto bola rápida com as duas centrais e a oposta quanto bola de força daquela ponteira muito alta”, analisa Thaísa, referindo-se a ponteira Ting Zhu, 21 anos, 1,95m, melhor atacante do Mundial 2014 e MVP da Copa do Mundo 2015.

Se o time brasileiro chegou a Pequim em um estágio bastante superior aos adversários, principalmente por causa do condicionamento físico, em Londres foi preciso superação, principalmente na épica batalha das quartas de final contra as arquirrivais russas, partida em que Thaísa marcou 24 pontos.

Entre outros prêmios individuais, ela foi MVP do GP 2013 e melhor central do Mundial 2014

O Brasil chegará ao Rio com um time mais ajustado do que aquele que desembarcou em Londres? “A gente estava muito bem (em 2012), tanto que falávamos, ‘eu não sei o que está acontecendo, estamos destruindo no treino, mas na quadra não está saindo’. A gente estava bem, mas não estava fluindo. Acredito que vamos chegar bem na hora da competição, sim, vamos chegar fortes”.

No seu caso, Thaísa está em melhor forma, seis quilos mais magra do que quando se apresentou para a concentração há quatro anos. “Isso faz muita diferença”, observa.

Os dois lados da moeda
A central destacou a importância da torcida, mas pediu mais carinho com o time nos momentos de adversidade. “A torcida ajuda muito, mas quando a gente começa a ficar em dificuldade, a perder, não apoiam, às vezes até vaiam. A gente vai ter dificuldade, todos os times estão treinando muito forte. Para superar as dificuldades a gente precisa de ajuda, a torcida é muito importante. A gente sabe bem o que é, passamos por isso em Londres e a gente ouviu cada besteira que vocês nem imaginam, então a gente já está esperando os dois lados da moeda”, afirma.

Não é apenas a parte física ou o apoio da torcida que preocupam Thaísa. Ela quer ver o time focado. “A gente vai ter que se fechar, focar, se blindar para tudo o que vem de fora. Só assim para a gente ganhar esse campeonato, que vai ser muito difícil”.

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