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Arquivo : Ricardo Picinin

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

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Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.


Praia confia em saque consistente e virada de bola para empatar semifinal
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Carolina Canossa

Picinin fez várias substituições, mas o Praia não reagiu em Osasco (Fotos: Divulgação/CBV)

Depois da vitória por 27-25 no primeiro set, o Dentil/Praia Clube rolou ladeira abaixo: acuado pelas atacantes do Vôlei Nestlé,  o time foi atropelado com o placar de 25-17, 25-12 e 25-13 nas três etapas finais da primeira semi da Superliga feminina de vôlei, realizada na última sexta (31), em Osasco.

O que teria acontecido com a equipe de Uberlândia, que agora precisa de três vitórias nos próximos quatro jogos para voltar à decisão do torneio?

Técnico do Praia, Ricardo Picinin mais uma vez negou a maior desconfiança da torcida: a influência de fatores psicológicos. Na visão dele, o grande problema foi a capacidade de as rivais virarem bolas mesmo quando as condições de ataque não eram as ideais.

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“Eles souberam aproveitar a qualidade do próprio saque e a gente não. Osasco rodou várias bolas que estava com o passe estourado, de atrás da linha dos três e a gente, por desatenção e até um pouco de insegurança, não conseguiu transformar isso em pontos. Lá em Uberlândia tem que ser diferente”, afirmou o treinador, referindo-se à segunda partida da série melhor-de-cinco, programada para esta terça, às 19 horas, na cidade mineira.

A levantadora Claudinha concorda e acrescenta que o Praia também sofreu para marcar as principais atletas adversárias – para efeito de comparação, as ponteiras do time paulista, Tandara e Gabi, tiveram respectivamente 62% (23 de 37) e 75% (12/16) de aproveitamento no ataque, enquanto a americana Alix Klineman e Michelle Pavão ficaram com 26% (10/38) e 35% (6/17) de eficiência no fundamento.

Atacantes da equipe paulista, como Tandara, tiveram enorme liberdade na sexta

“No primeiro set, mesmo com a dificuldade com o saque delas, colocávamos a bola pra cima e trabalhávamos. Depois, acho que o time se perdeu um pouco em estar sacando bem e em não conseguir marcar a principal jogadora naquele momento. Aí, Osasco cresceu no jogo”, analisou a armadora. Para ela, os altos e baixos não são uma exclusividade do Praia. “Acontece com todos os times. Vejo muito equilíbrio na Superliga e, quem começa sacando bem, abre uma vantagem forte. É pensar nisso: temos que forçar o saque, mas com consciência”, complementou.

Tanto Claudinha quanto Picinin se apegam ao fator casa para equilibrar a série. “Da mesma forma que Osasco é muito forte em São Paulo, somos muito fortes em Uberlândia. Nossa equipe joga muito bem lá”, observou o técnico.

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Fabiana segue fora, mas Wal volta ao time

No ginásio José Liberatti, o Praia Clube não pôde contar com suas duas meios de rede titulares, Fabiana e Walewska, devido a problemas físicos. Mas esta noite, em Minas, ao menos parte do problema será minimizado, com a volta da central de 37 anos.

“Foi uma opção da comissão técnica de poupar a Wal da primeira semi, pois ela já vinha desde o fim do returno e das quartas contra o Brasília com um incômodo no joelho. Fizemos isso para que ela pudesse jogar 100% no restante da série, que é muito grande”, explicou Picinin, que revelou ainda ter diminuído a carga de treinos de Alix e da oposta cubana Daymi Ramirez antes do primeiro mata-mata contra Osasco.

E quanto a Fabiana, que sofre com uma fascite plantar no pé esquerdo? Aí, o assunto já é mais complicado…

“Quando ela estiver 100%, ela vai retornar. O foco é a atleta se sentir bem, então não temos um prazo bem definido”, destacou Picinin. Como isso ainda não aconteceu, a ex-capitã da seleção brasileira participará de mais um jogo somente dando apoio desde a arquibancada, como fez no José Liberatti.

Além do jogo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube, a terça-feira terá o segundo duelo entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, a partir das 21h30, no Tijuca Tênis Clube.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Picinin nega problema psicológico e aponta solução para a retomada do Praia
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Carolina Canossa

Técnico acredita que seu time está oscilando demais em quadra (Fotos: Divulgação/CBV)

A torcida do Dentil/Praia Clube está preocupada (e com razão). O grande elenco montado para a temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro não tem conseguido jogar no nível que se espera e, como consequência, o time foi completamente dominado nas duas últimas partidas que fez, contra o Rexona-Sesc, pela final do Sul-Americano, e diante de Vôlei Nestlé, na Superliga feminina.

Ao término da partida em Osasco, o técnico Ricardo Picinin reuniu suas jogadoras no centro da quadra em um círculo e tentou passar palavras de incentivo para as rodadas finais da fase classificatória da competição nacional, essenciais para o planejamento de um clube que investiu alto em busca de seu primeiro título de relevância.

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Mesmo com a frustração com o resultado ainda visível em seu rosto, o treinador atendeu ao Saída de Rede com serenidade antes de ir ao vestiário. Questionado se o motivo para o rendimento abaixo do esperado poderia estar em fatores psicológicos, ele negou. “Não chega a ser um problema de cabeça. É que, durante os jogos, temos que buscar mais a regularidade. A gente sabe que no feminino existem oscilações, mas precisamos minimizar isso para fazer um jogo de alto nível do início do fim”, analisou.

Elenco do Praia ainda não rendeu o esperado

Apesar da declaração, o próprio Picinin admitiu que o 22º resultado negativo (terceiro apenas na atual temporada) nos 22 jogos que fazem a história de Praia e Rexona teve um efeito negativo sobre suas comandadas. “Essa derrota em casa para o Rio abateu um pouco o time e agora oscilamos bastante. Mas é essa irregularidade que precisa ser melhorada”, apontou.

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No José Liberatti, Picinin ficou especialmente incomodado com a derrota no segundo set: o 20 a 16 que o Praia sustentava acabou se convertendo em um 22 a 25. “Demos uma bobeada e permitimos que Osasco virasse. Em um jogo de duas grandes equipes, tudo pode acontecer”, comentou o treinador.

E é bom que a equipe de Uberlândia desperte logo: neste sábado (4), o time volta à ativa diante do ascendente Camponesa/Minas, em briga direta pela terceira posição – e o consequente direito de só encarar o Rexona em uma eventual final – na tabela. “Temos que pensar jogo a jogo. Independente de qualquer coisa, é treinar, tentar continuar evoluindo e melhorar para chegarmos bem aos playoffs, pois isso é o importante”, afirmou.


Vôlei Nestlé “castiga” Ramirez e recupera moral na Superliga
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Carolina Canossa

Bia e Tandara foram os destaques individuais do Vôlei Nestlé (Foto: Marcello Zambrana / Fotojump)

As achapantes derrotas sofridas na semana passada respectivamente contra Camponesa/Minas e Rexona-Sesc colocavam o Vôlei Nestlé e o Dentil/Praia Clube em uma situação bastante peculiar no duelo disputado na noite desta quinta (23), em Osasco: ao vencedor, um respiro e a segunda colocação na tabela da Superliga feminina de vôlei. Ao perdedor, uma nova queda no ânimo e mais motivos de preocupação nesta reta final de fase classificatória.

O que poucos esperavam é que a partida durasse três sets: com um saque consistente e a dupla Tandara e Bia inspirada, o Vôlei Nestlé passou pelo rival com autoridade e parciais de 25-15, 25-22 e 25-22.

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Se não teve nenhuma inovação, a principal arma utilizada pelo time paulista primou pela eficiência: pressionar Daymi Ramirez no saque. Sofrendo até mesmo com o flutuante, a cubana teve uma noite para esquecer e dificultou bastante a vida da levantadora Claudinha. Sem o passe na mão, a armadora usou pouco uma de suas principais armas, as jogadas rápidas com as centrais Fabiana e Walewska.

Ao longo da partida, o técnico Ricardo Picinin até tentou minimizar os erros, colocando a ponta Alix Klineman na linha de passe – geralmente ela fica fora, com a oposta Ramirez compondo a recepção do time ao lado da ponteira Michelle e da líbero Tássia. A estratégia de utilizar quatro passadoras se mostrou relativamente eficiente na segunda parcial, na qual o time se manteve à frente no placar até Tandara brilhar. A atacante brasileira, aliás, fez justamente o que se esperava de Ramirez quando foi o alvo do saque rival: colocou a bola pra cima e virou ataques importantes, mesmo quando precisou encarar um bloqueio montado pela frente.

Ramirez teve noite pra esquecer em Osasco (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Cada vez mais à vontade em Osasco, Tandara ainda foi a responsável por quatro dos dez bloqueios do time e, a cada vez que parava uma atacante rival, saia pulando e gesticulando como se dissesse: “Aqui não!”. É preciso ainda registrar que o time inteiro do Praia fez somente três pontos neste fundamento, exemplificando a queda de nível pela qual a equipe de Uberlândia passa na atualidade.

No terceiro set, muito da sobrevivência do Praia pode ser creditada a Alix Klineman. Foi, aliás, nesta parcial que Ramirez deixou definitivamente a quadra – substituída por Carla, a cubana transpareceu a insatisfação com o próprio desempenho fora de quadra: ao sair do ginásio José Liberatti em direção ao ônibus da equipe, ignorou os pedidos dos torcedores para uma foto e acabou tomando uma sonora vaia.

Por outro lado, era olhar a expressão das jogadoras de Osasco para visualizar o alívio sentido após o bom resultado. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para a equipe sonhar em repetir tal vitória diante de um Rexona ou Minas: os erros individuais se acumulam em uma quantidade maior que a aceitável e falta uma oposta mais consistente – nem Ana Bjelica, que vem jogando, nem a reserva Paula Borgo conseguiram convencer até o momento. De qualquer maneira, o 3 a 0 desta quinta dá um gás daqueles em uma equipe que corre por fora em busca de um título que não vem desde 2012.

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Transmissão online atraiu um bom público (Foto: Reprodução)

Transmissões online

O duelo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube foi o primeiro da atual temporada a contar com transmissão online através do Facebook da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A novidade foi uma iniciativa de última hora tomada pela entidade em resposta a diversos protestos feitos por torcedores, dirigentes e atletas, todos insatisfeitos com o número de jogos que eram disponibilizados pela TV.

Ainda sem narração, a tentativa teve boa qualidade. Os torcedores, que puderam contar com três câmeras para acompanhar a partida e placar em tempo real, também responderam positivamente: durante o terceiro set, mais de 5500 pessoas estiveram online ao mesmo tempo.

Quem estava ligado ainda pôde acompanhar o jogo entre Camponesa/Minas e Fluminense, mostrado ao vivo através do YouTube. Com uma estrutura menor, o jogo contou com apenas uma câmera, teve problemas de atualização no placar e sofreu com uma queda no link, rapidamente corrigida. No momento em que atraiu mais interesse, cerca de 4 mil torcedores acompanhavam o que rolava em quadra. Nada mal para uma primeira experiência, que, esperamos, tem tudo para se repetir e ficar cada vez mais popular.


Rexona sobra e atropela diante da desorganização do Praia Clube
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Sidrônio Henrique

Atletas do Rexona comemoram ponto: time sufocou o adversário (foto: Divulgação / Dentil/Praia Clube)

A última rodada do primeiro turno da Superliga feminina 2016/2017 reservou a reedição da final da edição passada para os fãs de voleibol. Mas quem esperava um jogo equilibrado entre Rexona-Sesc e Dentil/Praia Clube se decepcionou. O atual campeão, Rexona, que na temporada anterior chegou ao seu décimo primeiro título, simplesmente atropelou um desorganizado Praia Clube, fazendo 3-0 (25-20, 25-11, 25-21), na noite desta quarta-feira (21), em Uberlândia. Foi a 18ª vitória da equipe comandada por Bernardinho em dezoito confrontos com o rival mineiro na história da competição.

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O vice-campeão da Superliga 2015/2016, que para esta temporada ampliou o poderio do seu já forte elenco com a contratação da central bicampeã olímpica Fabiana Claudino e que no papel poderia quebrar a hegemonia do time carioca, demonstrou apatia e jamais ameaçou o adversário, mesmo quando este se acomodava, como no final da terceira parcial.

Sincronia na relação bloqueio-defesa
Ressalte-se a boa atuação do Rexona, que sacou com eficiência e exibiu um bem estruturado sistema defensivo, com sincronia na relação bloqueio-defesa, resultando em diversos contra-ataques, quase sempre bem aproveitados. O Praia Clube não conseguiu se organizar, cometendo erros infantis, vários deles com a levantadora titular, Claudinha, e também com sua reserva, Ju Carrijo. O ataque mineiro foi presa fácil do bloqueio, tendo sido parado 15 vezes em apenas três sets, além de ter sido amortecido em diversas ocasiões – as estatísticas disponibilizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) oferecem informações limitadas, não fornecendo números para certos aspectos do jogo.

A equipe carioca marcou 15 pontos de bloqueio, quatro deles com Juciely (foto: Divulgação / Dentil/Praia Clube)

O time carioca fechou o primeiro turno na liderança, após 11 rodadas, com 31 pontos em 33 possíveis, somando 10 vitórias e apenas uma derrota – por 2-3, como visitante, para o arquirrival Vôlei Nestlé. Já a equipe de Uberlândia, independentemente do resultado do confronto desta quinta-feira (22) entre Vôlei Nestlé e Genter Vôlei Bauru, terminará a primeira etapa em quinto lugar, com oito vitórias e três derrotas. O Praia Clube, comandado pelo técnico Ricardo Picinin, montou um time para brigar pela liderança e está, ainda que momentaneamente, fora do G4.

Ausências
Não cabe justificar a derrota pela ausência da ponta americana Alix Klineman, que sofreu uma luxação no dedo anelar da mão direita e está fora desde a sexta rodada, ainda em recuperação – a jogadora recebeu autorização da comissão técnica para antecipar seu recesso de fim de ano e está com a família nos Estados Unidos. Mesmo sem Alix, maior pontuadora da edição anterior da Superliga, o Praia Clube deveria ter apresentado um voleibol mais consistente.

Pelo Rexona, a central Carol, embora recuperada de uma infecção urinária que atingiu seus rins e a obrigou a ficar internada por três dias, não entrou em quadra devido à falta de ritmo. Ela não joga desde a nona rodada.

Monique ganhou o troféu Viva Vôlei (foto: CBV)

Maiores pontuadoras
A ponteira Gabi, do Rexona, foi a principal pontuadora da partida, marcou 13 vezes, oito no ataque e cinco no bloqueio. O troféu Viva Vôlei, dado à melhor da partida por meio de votação na internet, ficou com a oposta Monique, que fez 12 pontos, sendo oito de ataque.

A ponta holandesa Anne Buijs, quinta maior pontuadora da Rio 2016 e oitavo melhor aproveitamento entre as atacantes na Olimpíada, ainda se adapta ao voleibol brasileiro, mas teve boa atuação diante do Praia Clube. Ela marcou 11 pontos, nove no ataque.

Pelo lado mineiro, a central Fabiana foi quem liderou na pontuação, com 10. Bastante marcada, ela foi acionada 20 vezes por Claudinha ou Ju Carrijo, mas só converteu oito, sendo parada ou amortecida com frequência pelo bloqueio. A também central Walewska anotou oito vezes, sendo seis no ataque.

Dificuldade com bolas altas
Que as meios de rede tenham sido as maiores pontuadoras do Praia Clube em um confronto em que a equipe ficou a dever é um sinal de alerta para as atacantes de bolas altas. Entre estas, quem marcou mais vezes foi a ponteira Michelle, com seis pontos em 23 tentativas. Um aproveitamento baixo, ainda que o passe ruim do time a tenha obrigado a atacar contra um bloqueio quase sempre bem montado.

O Dentil/Praia Clube volta à quadra para a primeira rodada do returno no dia 6 de janeiro, às 19h30 (horário de Brasília), em casa, contra o lanterna Renata Valinhos/Country. Três dias depois, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, o Rexona-Sesc começa a segunda etapa, às 19h30, diante do Fluminense, oitavo colocado.


Para técnico do Dentil, favoritismo na temporada continua sendo do Rexona
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Carolina Canossa

Picinin diz que Praia chega à Supercopa bem, mas não no nível desejado (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Picinin diz que Praia chega à Supercopa bem, mas não no nível desejado (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Claudinha, Daymi Ramirez, Alix Klineman, Michelle, Walewska, Fabiana e Tássia como líbero. Não há, hoje, elenco mais bem montado entre os times brasileiros de voleibol feminino que o do Dentil/Praia Clube. Ainda assim, o técnico Ricardo Picinin não concorda com aqueles que dizem que sua equipe é a grande favorita na temporada que está começando agora.

“Nós temos uma boa equipe e todo mundo sabe da qualidade que ela tem, mas daí a falar que é favorito é uma outra história”, comentou o treinador, em entrevista exclusiva ao Saída de Rede. O primeiro grande desafio de Picinin e do Dentil é já nesta sexta-feira (7), quando, às 18h15, o time disputa a Supercopa contra o Rexona-Sesc em seu ginásio em Uberlândia. É justamente o time do técnico Bernardinho que Picinin aponta como o adversário a ser batido. “O favorito continua sendo o Rio, que tem ganhado todos os títulos nos últimos dez anos”, destacou.

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Foi justamente o Rexona o responsável por impedir que o Praia conquistasse seus primeiros títulos nacionais. Na temporada passada, ambas as equipes chegaram às finais da Copa Brasil e da Superliga, vencidas pelas cariocas respectivamente por 3 a 0 e 3 a 1. Para mudar essa história já a partir da Supercopa, o clube mineiro não só manteve as principais estrelas de seu elenco como também contratou a bicampeã olímpica e capitã da seleção brasileira Fabiana.

“O time está bem preparado para essa fase de treinamentos. Não estamos no ideal, pois é muito cedo e a temporada está começando. Acho que a equipe vai chegar (para a Supercopa) jogando um bom voleibol, mas ainda não no nível que a gente quer que chegue”, explicou Picinin.

Ao menos no papel, elenco do Dentil é o melhor do país na atualidade (Foto: Divulgação)

Ao menos no papel, elenco do Dentil é o melhor do país na atualidade (Foto: Divulgação)

Ao falar dos últimos meses, o técnico se diz feliz com o “trabalho bem feito”, mas prefere focar no futuro. “Aquilo lá é só pra gente contar história, não vai nos dar nada esse ano. Estamos trabalhando para fazer mais uma boa temporada”, finalizou.

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O QUE? Supercopa feminina de vôlei
QUEM? Dentil/Praia Clube x Rexona/Sesc
QUANDO? Hoje, sexta, às 18h15
ONDE? Ginásio do Praia, em Uberlândia

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