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Champions League: Fenerbahçe, de Natália, complica a vida do time de Thaisa
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João Batista Junior

Fenerbahçe comemora vitória em jogo duro contra Eczacibasi (foto: Fenerbahçe)

O Fenerbahçe largou em vantagem contra o Eczacibasi VitrA, nos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina. Nesta quinta-feira, em Istambul, o time da ponteira Natália venceu atuais campeãs mundiais por 3 sets a 2 (16-25, 25-22, 25-19, 21-25, 15-12) e está a uma vitória por qualquer placar, no jogo 2, para garantir presença no Final Four. À equipe da central Thaisa, restam duas possibilidades: conquistar uma vitória de três pontos (por 3 a 0 ou 3 a 1) para ficar com a vaga nas semifinais ou devolver a derrota por 3 a 2 e levar a disputa para o Golden Set.

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Foi o quarto jogo entre as duas equipes na temporada e a terceira vitória consecutiva do Fenerbahçe – que também levou a melhor nas semifinais da Copa da Turquia e no duelo returno da liga turca.

O Eczacibasi não precisa de malabarismo matemático para voltar às finais da Champions League – campeão em 2015, foi eliminado pelo VakifBank no ano passado, ainda nos playoffs de 12. Mas, predicados do Fenerbahçe à parte, será decepcionante se um clube com um elenco como esse (com Thaisa, Rachael Adams, Jordan Larson, Kosheleva, Boskovic, Ognjenovic) cair tão cedo na competição continental, ainda mais colecionando derrotas para equipes conterrâneas (perdeu duas vezes para o VakifBank na fase de grupos).

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Thaisa (6) e Kosheleva no bloqueio, Natália no ataque: vantagem da ponteira do Fenerbahçe (CEV)

Com 22 pontos, Natália empatou com a craque sul-coreana Kim Yeon Koung como maior anotadora do Fenerbahçe. A pontuadora máxima do jogo, apesar do revés no placar, foi a oposta sérvia Tijana Boskovic, com 24 acertos – e 51% de aproveitamento no ataque. A meio de rede Thaisa, com oito pontos no total, teve atuação apagada no ataque: em 12 tentativas, a brasileira pontuou três vezes, errou quatro e sofreu um ponto de bloqueio.

O jogo da volta será no próximo dia 4, também em Istambul. Quem vencer essa série encara, nas semifinais, o ganhador do confronto entre Volero Zürich e VakifBank, que também se enfrentaram nesta quinta-feira, na Suíça.

O time da casa até saiu na frente do marcador, mas sucumbiu diante de uma ótima atuação da oposta holandesa Lonneke Slöetjes e perdeu por 3 sets a 1 (15-25, 25-20, 25-17, 25-21).

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Zivkovic enfrentou o VakifBank no lugar de Fabíola (CEV)

A oposta ucraniana do time suíço, Olesia Rykhliuk, teve uma pontuação elevada (24 anotações), mas não superou os 26 pontos de Slöetjes, que teve ainda 62% de aproveitamento nas cortadas. A ponteira brasileira Mari Paraíba, do Volero, entrou no decorrer do terceiro e quarto sets para sacar e ficar no fundo de quadra – saiu sem pontos marcados. Fabíola, levantadora titular da equipe de Zurique, lesionou o joelho antes da partida e não atuou no confronto – a sérvia Zivkovic jogou em seu lugar.

O jogo 2, em Istambul, será no dia 5 de abril e bastam dois sets ao VakifBank, atual vice-campeão europeu, para chegar ao Final Four.

No outro duelo dessa fase, o Dínamo Moscou venceu o Liu Jo Nordmeccanica Modena, na Itália, por 3 a 0 (25-22, 25-13, 25-13) e está, matematicamente, na mesma situação do VakifBank para o jogo da volta, dia 5, na Rússia.

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Muserskiy no bloqueio contra o Zaksa: classificação russa

MASCULINO
O Belogorie Belgorod, da Rússia, repetiu nesta semana o placar de 3 a 1 (parciais de 25-22, 20-25, 26-24, 25-21) sobre o Zaksa Kedzierzyn-Kozle e se classificou aos playoffs de 6 da Champions League masculina. O levantador brasileiro Marlon, contundido, desfalcou o Belgorod.

O resultado está longe de ser considerado “zebra”, dada a tradição do tricampeão europeu Belgorod, mas chama a atenção a facilidade com que o quarto colocado da liga russa eliminou o líder da PlusLiga (o campeonato polonês). O central Dmitry Muserskiy foi o maior anotador da equipe visitante, com 14 acertos e 67% de aproveitamento no ataque.

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Na próxima fase, o Belogorie Belgorod faz um duelo russo com o Zenit Kazan. Os atuais bicampeões europeus venceram o Arkas Spor Izmir, dos ponteiros brasileiros Mauricio Borges e João Paulo Bravo, por 3 a 0 nas duas partidas. O jogo 1 ainda não tem data marcada, mas será entre os dias 4 e 6 de abril.


Ao lado de campeões olímpicos pela Rússia, brasileiro busca título europeu
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João Batista Junior

Marlon (14): há dois meses, reforço do Belgorod (fotos: CEV)

Os playoffs de 12 da Liga dos Campeões masculina começam nesta terça-feira e, com eles, o maior desafio de Marlon desde seu retorno à Europa. Bem diferente de quando jogou no São Bernardo até janeiro deste ano, onde era um veterano dentro de um elenco repleto de calouros, ele agora é o levantador do Belogorie Belgorod, da Rússia, que tenta ocupar o trono do voleibol europeu pela quarta vez – venceu o Europeu em 2003, 2004 e 2014.

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A equipe é das mais qualificadas. Campeão mundial em 2010 com a seleção brasileira, Marlon joga ao lado de nada menos do que quatro campeões olímpicos de Londres 2012: os pontas Taras Khtey e Sergey Tetiukhin, o líbero Obmochaev e o central Dmitry Muserskiy. Seria, em tese, um time para fazer frente a qualquer rival de peso, mas o Belgorod ocupa apenas a quarta posição da superliga russa e, na fase de grupos da Champions League, perdeu metade dos seis jogos que disputou.

O brasileiro, de 39 anos, que já defendeu o Dínamo Krasnodar e também teve passagens no vôlei italiano, se juntou ao time em janeiro e estreou na competição continental na quarta rodada. Desde então, foram duas derrotas no tie break para Perugia e Halkbank e uma vitória por 3 a 1 sobre o Knack Roeselare, da Bélgica.

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Não bastasse a campanha claudicante na temporada, o Belogorod terá pela frente, no mata-mata da Liga dos Campeões, o Zaksa Kedzierzyn-Kozle – líder da PlusLiga (o campeonato polonês), dono de uma campanha de cinco vitórias e 15 pontos em seis partidas na Champions.

O Zaksa conta com um dos melhores levantadores do mundo, o francês Benajmin Toniutti, com o líbero campeão mundial de 2014 pela Polônia, Pawel Zatorski, e atacantes como o ponta Kevin Tillie, titular da seleção da França, o oposto Dawid Konarski e o central Mateusz Bieniek – um dos melhores sacadores da atualidade.

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O jogo 1 entre Belogorie Belgorod e Zaksa Kedzierzyn-Kozle será na quarta-feira, na Rússia, a partir das 13h, pelo horário de Brasília – o site Laola.tv transmite ao vivo. O jogo da volta, na Polônia, será na quarta-feira da próxima semana, dia 22.

Arkas Izmir, de JP Bravo (13) e Mauricio Borges (à direita), terá duelo complicado contra Dínamo Moscou

MAIS BRASILEIROS EM AÇÃO
Noutro dos duelos do mata-mata, o Arkas Spor Izmir, da Turquia, enfrenta o Dínamo Moscou. Com o ponteiro campeão olímpico Mauricio Borges e João Paulo Bravo (ponta que tem atuado como líbero), a equipe turca é a única ainda sobrevivente na competição, além do Belgorod, com jogadores brasileiros no elenco.

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Arkas e Dínamo tiveram campanha parecida na fase de grupos, com quatro vitórias e duas derrotas. Porém, a temporada do time russo é melhor: enquanto os moscovitas são vice-líderes no campeonato nacional, a equipe de Izmir é apenas a quinta colocada na liga turca.

A primeira partida será quinta-feira, na Turquia, às 13h (horário de Brasília), também com transmissão do Laola. O jogo 2 será na Rússia, terça-feira que vem.


Campeão na Rio 2016 recebe dinheiro de clube russo dois anos após calote
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Sidrônio Henrique

Atualmente o ponteiro da seleção Maurício Borges joga na equipe turca Arkas Izmir (foto: FIVB)

A longa briga entre o ponteiro brasileiro campeão olímpico Maurício Borges e o clube russo Fakel Novy Urengov, que se arrastava havia pouco mais de dois anos, finalmente chegou ao fim. O atleta processou e ganhou a causa contra o time, que o havia contratado para a temporada 2014/2015, mas o dispensou antes mesmo da apresentação, alegando que devido a perda de alguns patrocinadores não poderia manter os estrangeiros na equipe. Na época, setembro de 2014, Borges estava com a seleção brasileira na Polônia, na disputa do Campeonato Mundial. Nesta quinta-feira (8), o ponta recebeu integralmente o valor que havia pedido, correspondente àquela temporada em que foi dispensado pelo Fakel.

O ganho de causa já havia sido dado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), que é quem arbitra esses casos, em agosto deste ano. Faltava receber o dinheiro. Não mais. “Estou muito satisfeito com o desfecho, foi muito importante para mim, pois não vou ficar no prejuízo”, disse Borges, campeão na Rio 2016, ao Saída de Rede.

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Jogadores ou técnicos que deixam de receber o valor definido em contrato não são raros no voleibol. Na liga russa, então, isso tem ocorrido com mais frequência nas últimas três temporadas. Nem sempre as partes chegam a um acordo e a disputa vai parar na FIVB. Os casos são avaliados por um tribunal da entidade que analisa disputas financeiras. Se a FIVB decidir que o clube deve pagar e este não o fizer, a saída é recorrer à justiça comum do país onde há o imbróglio. Como ficaria impedido pela FIVB de contratar outros estrangeiros e de disputar competições fora da Rússia, o Fakel pagou ao brasileiro.

Atualmente, por exemplo, um levantador, um líbero e um técnico brasileiros tentam receber salários atrasados de outro clube russo, numa situação que se alonga há quase dois anos e se repete com diferentes profissionais que passaram pela liga daquele país. O SdR opta por não divulgar nomes de casos em disputa para não atrapalhar eventuais acordos. Em relação a Borges, com a situação já definida, o valor é mantido em sigilo em respeito ao atleta.

Após a dispensa
Com os principais clubes do Brasil e do exterior tendo seus elencos já definidos quando foi comunicado da dispensa pelo Fakel Novy Urengov, Maurício Borges ainda conseguiu fechar com o Sesi para o período 2014/2015, mas por um valor bastante inferior ao contrato com a equipe russa. Desde a temporada passada, o ponteiro da seleção brasileira está no Arkas Izmir, clube turco treinado pelo canadense Glenn Hoag e que atualmente conta com o também ponta brasileiro João Paulo Bravo. Borges renovou com o clube para esta temporada e disputa, além do campeonato turco, a Liga dos Campeões da Europa.

Cronologia do caso
Em setembro de 2014, Maurício Borges deu entrada, por meio de seu agente e de seu advogado, ao processo na FIVB. Em junho de 2015, a Federação publicou a decisão, dando ganho de causa ao atleta, exigindo que o clube russo pagasse o valor integral do contrato pela temporada 2014/2015. O Fakel Novy Urengov recorreu. O advogado do brasileiro apresentou as contrarrazões. Em agosto de 2016, a FIVB divulgou a decisão definitiva a favor de Borges, obrigando o time russo a pagá-lo.


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