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Quais as chances do Brasil na fase final do Grand Prix?

Carolina Canossa

01/08/2017 06h00

Brasil viveu altos e baixos no Grand Prix, mas fez boas apresentações quando pressionado (Fotos: Divulgação/FIVB)

Maior campeã da história do Grand Prix, com 11 títulos, a seleção brasileira feminina de vôlei inicia a partir desta quarta-feira (2) a busca pela taça da última edição da competição, que a partir do ano que vem começará a se chamar Liga Mundial feminina. Sem poder contar com boa parte das principais jogadoras do país por conta de pedidos de dispensa, aposentadorias e lesões, o técnico José Roberto Guimarães investiu em uma convocação em que mistura nomes que tiveram poucas oportunidades ao longo dos últimos anos com jovens de potencial.

Será o suficiente para a equipe subir ao ponto mais alto do pódio? Nesse caso, a resposta é clara: sim.

Mas não se anime tanto, caro torcedor: um título possível não significa que ele seja provável. A única possibilidade de falar em favoritismo para este ano fica por conta da força da camisa amarela. O mais prudente mesmo é dizer que o Brasil corre por fora na China – quer saber mais sobre os adversários? Clique aqui!

Apesar de ser sempre bacana levantar um troféu, ser campeão do Grand Prix 2017 não precisa e nem deve ser a prioridade dos próximos dias. Mais importante do que isto é dar rodagem ao atual elenco contra algumas das principais jogadoras do mundo para, assim, consolidar o processo de formação de alternativas de jogo visando o Mundial de 2018, grande ausência no laureado currículo verde-amarelo. Aliás, o caminho de busca por este ouro ainda ausente começa já em 13 de agosto, com o Sul-americano da Colômbia, classificatório para a disputa.

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Depois de uma imensa demonstração de força mental na última rodada da fase classificatória do Grand Prix, há duas semanas em Cuiabá, o renovado Brasil depende de uma melhora no passe se quiser subir mais um degrau em sua trajetória. Só assim o poderoso trio de ataque formado por Tandara, Natália e Rosamaria poderá demonstrar todo o seu potencial diante das defesas adversárias. O saque, ainda irregular, é importante para que Adenízia, Carol e Bia continuem vivenciado a ótima fase – atenção especial para o duelo contra a China, que deve alternar o talento de Ting Zhu com as exploradas muito bem utilizadas por Tailândia e Japão nos encontros anteriores.

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Oscilações são esperadas, mas em menor número do que vimos até agora. O calendário insano do torneio está em sua fase menos pior, com um tempo mínimo para adaptação ao fuso horário chinês e possibilidade de uma sequência de treinos. Resta ver como as brasileiras reagirão em seu mais duro teste no ano. Aliás, façam suas apostas e deixem os palpites sobre o que acontecerá na caixa de comentários, na nossa página no Facebook ou no Twitter.

Fase final do Grand Prix (os dois melhores de cada grupo avançam à semifinal):

Quarta-feira (2):
4h: Sérvia x Estados Unidos (grupo K)
8h30: China x Brasil (grupo J)

Quinta-feira (3)
4h: Estados Unidos x Itália (grupo K)
8h30: Brasil x Holanda (grupo J)

Sexta-feira (4)
4h: Sérvia x Itália (grupo K)
8h30: China x Holanda (grupo J)

Sábado (5)
4h: Semifinal 1
9h: Semifinal 2

Domingo (6)
9h: Final

* Horários de Brasília. Transmissão ao vivo do SporTv e, para os jogos do Brasil, da Rede Globo

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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