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Etapa de Roma encaminha classificação das duplas brasileiras rumo a Tóquio

Janaína Faustino

08/09/2019 20h46

Ágatha e Duda praticamente carimbaram o passaporte rumo a Tóquio na etapa de Roma (Fotos: Divulgação/FIVB)

Neste domingo (8), a etapa cinco estrelas de Roma, na Itália, encerrou a temporada 2019 do Circuito Mundial de vôlei de praia e praticamente determinou quais serão as duplas (em ambos os naipes) que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no segundo semestre de 2020.

Entre as mulheres, Ágatha e Duda, líderes da corrida olímpica brasileira, saíram da competição com a prata – a terceira medalha consecutiva – ao perderem a decisão para as alemãs Ludwig e Kozuch por 2 a 0, com parciais de 19-21 e 17-21. Apesar da derrota, a dupla manteve a ponta com folga ao acumular 810 pontos na corrida, contabilizando 6.320. Segundo Ágatha, o time não obteve sucesso na tentativa de colocar em prática o padrão de jogo planejado.

"Quando se chega neste nível da competição, das quartas de final em diante, a tática tem que funcionar, e se não estiver funcionando é preciso encontrar uma alternativa. Não soubemos aproveitar as oportunidades que tivemos de contra-ataque e nosso saque não fez a diferença que vinha fazendo. E tecnicamente não conseguimos nos igualar a elas. Mas ainda estamos em um momento de crescimento e isso é importante", ponderou.

Já Ana Patrícia/Rebecca, dupla segunda colocada na disputa por uma vaga em Tóquio, faturou o bronze ao superar as suíças Heidrich e Vérge-Dépré de virada 2 a 1, parciais de 19-21, 21-18 e 16-14. Foi o nono pódio alcançado pelas brasileiras na temporada. Com isso, somaram 720 pontos, chegando aos 6.150. Esta pontuação abriu enorme diferença (1.130) para Carol Solberg e Maria Elisa, que estão na terceira posição com 5.020.

Ana Patrícia e Rebecca levaram o bronze na competição

Ouça no Voleicast: Seleção feminina mantém hegemonia no Campeonato Sul-Americano 

Para Rebecca, a recuperação da confiança foi fundamental para a conquista do bronze. "Tivemos um belo espetáculo. Chegamos a perder o primeiro set e conversamos muito no intervalo, pois precisávamos mudar a história na segunda parcial. Não desistimos em momento algum e foi muito importante essa medalha", destacou.

No naipe masculino, Alison e Álvaro foram eliminados na primeira rodada do mata-mata, mas seguem na liderança com 5.600, apenas 50 pontos a mais do que Evandro e Bruno, dupla que caiu nas quartas de final e está na segunda posição na corrida. O terceiro lugar é ocupado por André Stein e George, que somam 4.810 (740 pontos a menos).

Há apenas mais um torneio classificatório quatro estrelas previsto – o de Chetumal, no México – para acontecer entre os dias 13 e 17 de novembro. De acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), contudo, serão consideradas todas as etapas quatro e cinco estrelas que ocorrerem até 20 de fevereiro de 2020.

Somente os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial, além do Campeonato Mundial, são contabilizados na corrida olímpica brasileira, cada um com peso correspondente. As equipes terão uma média dos 10 melhores resultados obtidos, podendo descartar os piores. Cada país pode ser representado por, no máximo, duas duplas em cada naipe.

CONFIRA A CORRIDA OLÍMPICA BRASILEIRA:*

Feminino:

Ágatha/Duda – 6320

Ana Patrícia/Rebecca – 6150

Carol Solberg/Maria Elisa – 5020

Talita/Taiana – 4280

Fernanda Berti/Bárbara Seixas – 4090

Masculino:

Alison/Álvaro Filho – 5600

Evandro/Bruno Schmidt – 5550

André Stein/George – 4810

Guto/Saymon – 3130

Pedro Solberg/Vítor Felipe – 2800

*Soma dos 10 melhores resultados

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.