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Brait se diz feliz com volta, mas não se arrepende de recusas pós-2016

Janaína Faustino

14/08/2019 12h27

A líbero Camila Brait foi convocada para defender a seleção brasileira no Sul-Americano e na Copa do Mundo (Foto: Divulgação/FIVB)

Dispensada da seleção brasileira feminina de vôlei em Londres-2012 e na Rio-2016, a líbero Camila Brait anunciou, logo após o segundo corte, que jamais voltaria a vestir a camisa amarela. Depois disso, a vida da atleta passou por uma grande transformação. No campo pessoal, realizou o seu maior sonho, se tornando mãe, em 2017, da pequena Alice.

De volta às quadras, em 2018, ela se manteve firme na decisão de não voltar a defender a seleção brasileira, rejeitando convocações do técnico José Roberto Guimarães – a última recusa foi em abril passado. Durante este período, permaneceu focada no tradicional Osasco Audax, clube com o qual renovou contrato para jogar a 12ª temporada seguida em 2019/2020.

E a líbero afirmou não ter qualquer arrependimento por ter resolvido, em 2016, ficar três temporadas longe da seleção. "Tudo acontece no tempo certo. Logo em seguida eu engravidei e disso não vou me arrepender jamais. Acho que foi a melhor decisão que tomei na minha vida e estou muito feliz. Acredito que as coisas acontecem quando têm que acontecer e agora tudo está se encaixando", reiterou.

Para a surpresa (e alegria) de muitos fãs, entretanto, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou recentemente o seu nome na lista das atletas chamadas para a disputa do Sul-Americano e da Copa do Mundo. Além dela, a oposta Sheilla e as pontas Drussyla e Gabi Cândido também foram convocadas. Segundo a jogadora, a nova chance de disputar uma Olimpíada foi um fator determinante para que ela voltasse atrás.

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"Depois da gestação, o [técnico] Luizomar e toda a comissão tiveram muita paciência comigo em todo o processo. E, graças a Deus, consegui voltar e jogar em alto nível, o que foi muito importante. Depois da convocação do Zé, conversamos bastante e algo aflorou em mim. Meu maior objetivo hoje é jogar uma Olimpíada e se Deus quiser vou conseguir realizar esse sonho. Então estou retornando de peito aberto e muito feliz. Espero poder ajudar a seleção", colocou.

"Foi muito tranquila a conversa [com o treinador]. Falamos sobre decisões, futuro e sobre um dia eu me arrepender por não ter tentado voltar, por não ter lutado pelo meu sonho de participar de uma Olimpíada. Então o Zé foi muito tranquilo e legal comigo. Isso me deixou mais calma para voltar", acrescentou a líbero durante a apresentação do elenco de Osasco para a próxima temporada.

Em relação à concorrência com suas colegas Suellen e Léia – que vem atuando nesta temporada como titular –, Camila fez questão de ressaltar que a disputa está aberta.

"Vai ser uma briga acirrada como sempre foi porque na seleção brasileira estão as melhores. Vejo uma disputa saudável até porque as duas são minhas amigas e a gente conversa bastante. Nos apoiamos bastante quando estamos lá. Ao contrário do que todo mundo pensa, de que se estamos disputando um lugar, há uma rixa, uma sempre dá força para a outra. Acho que vai jogar quem estiver melhor", finalizou.

*Colaborou Carolina Canossa

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.