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Após fiasco no Mundial, brasileiros buscam recuperação por Tóquio-2020

Janaína Faustino

09/07/2019 06h00

André Stein, parceiro de George, lamenta revés diante dos norte-americanos nas quartas de final do Campeonato Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)

A 12ª edição do Campeonato Mundial de vôlei de praia chegou ao fim em Hamburgo, na Alemanha, com uma campanha histórica e decepcionante do Brasil tanto no naipe feminino quanto no masculino. Pela primeira vez desde 1997, quando o torneio teve a sua edição inaugural, nenhuma dupla brasileira subiu ao pódio.

Até então, 2007 tinha sido o ano com pior desempenho dos brasileiros, quando Larissa e Juliana levaram apenas um bronze em Gstaad, na Suíça. Contudo, a queda de Bárbara/Fernanda Berti e André/George nas quartas de final para as suíças Betschart/Hüberli e os americanos Bourne/Crabb, respectivamente, quebrou esta escrita, impondo ao país um impactante resultado a um ano dos jogos em Tóquio.

Uma potência na modalidade, o Brasil é o país que acumula a maior quantidade de medalhas no Campeonato Mundial, com 31, seguido dos EUA, que somam 16. Entretanto, alguns aspectos podem explicar o rendimento aquém do esperado no torneio.

As duplas campeãs em Hamburgo apontam para um equilíbrio de forças, além do fortalecimento de países com pouca ou nenhuma tradição, casos de Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes, que faturaram o primeiro título mundial de vôlei de praia da história do Canadá, e de Viacheslav Krasilnikov e Oleg Stoyanovskiy, parceria russa que também ganhou o ouro inédito (Krasilnikov já tinha levado o bronze na edição de 2017 na Áustria).

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Assim, além da expressiva evolução dos estrangeiros no cenário internacional – com o investimento em atletas cada vez mais altos e fortes fisicamente –, a troca frequente de duplas, especialmente no masculino, pode ter feito a diferença contra o Brasil na competição. As mudanças constantes acabam dificultando a construção de um padrão de jogo e do melhor entrosamento entre os times.

As duplas brasileiras, no entanto, terão a chance de buscar uma recuperação a partir desta terça-feira (9), em Gstaad, na Suíça, local onde será realizada a primeira etapa cinco estrelas do Circuito Mundial, que dará 900 pontos aos campeões na corrida olímpica nacional.

Além do Campeonato Mundial, apenas os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial somam pontos na corrida olímpica brasileira. Até fevereiro do ano que vem, cada time poderá contabilizar seus dez melhores resultados, e cada país poderá ter apenas duas duplas no feminino e duas no masculino na Olimpíada.

Veja como está a corrida olímpica brasileira para o vôlei de praia em Tóquio-2020:

FEMININO

Ana Patrícia/Rebecca – 3540 pontos

Ágatha/Duda – 3380 pontos

Maria Elisa/Carol Solberg – 2560 pontos

Fernanda Berti/Bárbara Seixas – 2120 pontos

Taiana/Talita – 2080 pontos

MASCULINO

Evandro/Bruno Schmidt – 3440 pontos

Alison/Álvaro Filho – 2580 pontos

Pedro Solberg/Vitor Felipe – 2480 pontos

André/George – 2440 pontos

Guto/Saymon – 960 pontos

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.