Saída de Rede

Divulgados os grupos da Liga das Nações

Sidrônio Henrique

18/02/2018 06h00

Brasileiras tentam parar Ting Zhu com bloqueio triplo: Brasil e China se enfrentam na quarta semana (fotos: FIVB)

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou os grupos da Liga das Nações 2018 para os torneios masculino e feminino (vejam imagens abaixo). As seleções participantes e a composição das chaves haviam sido publicadas em primeira mão pelo Saída de Rede em julho do ano passado. A Liga das Nações substitui, sem grandes novidades no formato, a Liga Mundial (masculino) e o Grand Prix (feminino), ambos disputados até o ano passado. É mais do mesmo em nova embalagem.

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Tanto no masculino como no feminino, a FIVB estabeleceu 12 equipes fixas e quatro desafiantes – estes últimos, dependendo do resultado na edição 2018, podem permanecer ou sair da competição. A tabela de jogos ainda não foi divulgada. A disputa entre os homens começa no dia 25 de maio. As finais masculinas, com seis seleções, serão disputadas de 4 a 8 de julho em Lille, na França, em um estádio de futebol, a exemplo do que ocorreu na Liga Mundial 2017, em Curitiba. As mulheres jogam de 15 de maio a 1º de julho – ainda não foi definida a sede das finais, que também terá seis participantes.

Veja os grupos do torneio masculino (clique para ampliar):

Confira as chaves do feminino (clique para ampliar):

No masculino, as 12 equipes com presença permanente (até que a FIVB faça alguma mudança) são: Brasil, Itália, Estados Unidos, Rússia, Sérvia, França, Argentina, Polônia, Irã, Alemanha, Japão e China. Os desafiantes: Canadá, Bulgária, Austrália e Coreia do Sul.

Já na competição feminina, as 12 seleções fixas são as seguintes: Brasil, China, Sérvia, Estados Unidos, Rússia, Holanda, Itália, Alemanha, Turquia, Japão, Coreia do Sul e Tailândia. Os desafiantes são: Polônia, Bélgica, República Dominicana e Argentina.

Seleção masculina joga no Rio de Janeiro na segunda semana da Liga das Nações

Prévia do Mundial
A seleção brasileira masculina, treinada por Renan Dal Zotto, jogará em casa na segunda semana, de 1º a 3 de junho, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, enfrentando Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. O momento mais interessante da fase de classificação, porém, é a quarta semana, em Varna, na Bulgária. Ali, além dos donos da casa, os brasileiros vão medir forças com França e Canadá, duas equipes que estão na mesma chave do Brasil no Campeonato Mundial, que será disputado em setembro.

O time feminino, sob o comando de José Roberto Guimarães, atuará em casa logo na primeira semana, de 15 a 17 de maio, no ginásio José Corrêa, em Barueri (SP), contra Alemanha, Japão e Sérvia – esta última adversária no Mundial, que começa no final de setembro. Mas o torcedor deve ficar ansioso mesmo é pela quarta semana, em Jiangmen, na China, quando as brasileiras encaram as anfitriãs e também as americanas e as russas.

O Brasil foi o maior vencedor tanto da Liga Mundial quanto do Grand Prix, com nove títulos no masculino e doze no feminino. Em 2017, último ano de ambos os torneios, os franceses venceram a Liga Mundial e a seleção brasileira, o GP.

A França venceu a última edição da Liga Mundial, derrotando o Brasil na final

Desgaste
Mais uma vez os times farão deslocamentos absurdos. O tema já foi abordado pelo SdR. Desta vez, não faltam exemplos. Veja o caso da seleção brasileira masculina. Começa a Liga das Nações na Sérvia; volta para o Brasil na segunda semana; depois segue para a distante Rússia, encarando pelo menos duas conexões; joga na sequência na Bulgária, não tão longe de onde estava; mas na quinta semana vai para a Austrália. Caso se classifique para as finais, o time viaja para a França.

O calendário internacional tem sido alvo de críticas de vários profissionais da modalidade (ver link acima). No ano passado, o treinador da França, Laurent Tillie, fez o seguinte comentário durante entrevista ao Saída de Rede: “É ótimo jogar mais vezes, nós técnicos achamos isso excelente, os jogadores também, dá mais ritmo, você pode fazer mais testes. O problema é ficar indo de um lado para o outro por muito tempo, isso é ruim demais, desgastante”.

A seleção francesa tem um roteiro até tranquilo nessa competição, sem deixar a Europa, além de já estar classificada para as finais como país-sede, mas a observação de Tillie vale para a situação de muita gente. Pegue o Irã como exemplo, a sequência de cinco semanas da seleção deles envolve uma ida à França, depois à Argentina, seguida da Rússia, uma viagem aos Estados Unidos e finalmente uma etapa em casa, no Oriente Médio.

Natália no ataque durante a final do GP 2017, vencida pelo Brasil contra a Itália

Mais partidas
Na sua versão mais longa, em 1996 e em 2001, o Grand Prix teve quatro semanas de duração, fora as finais. A Liga Mundial, durante mais de uma década, teve seis semanas na fase classificatória, porém eram realizados dois jogos por rodada e naquele formato havia menos deslocamentos. As chaves tinham quatro seleções, que enfrentavam quatro vezes umas às outras, sendo duas em casa e duas como visitantes. Com isso, menos partidas eram disputadas, 12 na etapa de grupos. Em 2017, tanto a Liga Mundial quanto o Grand Prix tiveram três semanas na fase de classificação e um total de nove jogos para cada equipe antes da etapa decisiva. Na primeira edição da Liga das Nações os times jogarão 15 vezes para tentar ir às finais.

Campeão mundial com a seleção masculina da Polônia em 2014 e responsável por levar os canadenses a um inédito bronze na Liga Mundial 2017, o técnico francês Stéphane Antiga lamentou ao SdR, após as finais em Curitiba, que os jogadores e os responsáveis pela preparação das equipes não sejam consultados para a elaboração do calendário. “Nunca nos ouvem”, disse.

Estádio de futebol em Lille, na França, onde serão disputadas as finais do torneio masculino

Acesso
O pior colocado entre os desafiantes disputará o direito de permanecer na edição seguinte com o vencedor da Challenger Cup, torneio criado pela FIVB para promover o acesso à Liga das Nações. A Challenger Cup ainda não tem data definida, especula-se que será na segunda quinzena de junho. O período e o formato do confronto (quantidade de partidas, por exemplo) entre seu vencedor e o último entre os desafiantes da Liga das Nações também não foram estabelecidos.

Serão seis participantes em cada naipe da Challenger Cup. No feminino, além do país-sede, um da Ásia, dois da Europa, um da Norceca (Confederação da América do Norte, Central e do Caribe) e mais um entre o vencedor de um mata-mata entre um representante da África e outro da América do Sul. No masculino, o país-sede, um da Norceca, dois da Europa, um da África e outro saído da disputa entre uma seleção asiática e uma sul-americana. Não foram definidas as sedes. Cada confederação continental decide o critério de classificação para a Challenger Cup.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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