Saída de Rede

Transmissões web da Superliga minguam e fãs recorrem a links piratas

Carolina Canossa

16/02/2018 06h00

Lanterna da Superliga masculina, Copel/Telecom/Maringá é, ao lado do Minas, o único time que transmitiu jogos na web nesta temporada (Foto: Reprodução)

A perspectiva era boa: depois de protestos de clubes, jogadores e fãs, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se articulou para viabilizar as transmissões online de partidas da Superliga. No lançamento da edição 2017/2018 da competição, em outubro, o CEO Radamés Lattari, falou com entusiasmo sobre a possibilidade, deixando claro que qualquer jogo que não fosse mostrado pela “Globo”/”SporTv” ou pela “RedeTV!” poderia ser visto online no Facebook da entidade. Bastava cada time viabilizar as questões técnicas e seguir um padrão mínimo de qualidade.

Passado um ano das primeiras reclamações, porém, pouca coisa mudou. Principais interessados em uma maior propagação de suas marcas, os clubes não investiram na transmissão de seus próprios jogos. Resultado: a rede social da CBV passou apenas seis jogos, todos da Superliga masculina. Apenas o lanterna Copel/Telecom/Maringá, que possui uma boa estrutura própria para mostrar seus jogos, e o Minas Tênis Clube testaram a possibilidade. A equipe de Belo Horizonte ainda transmitiu o duelo de sua equipe feminina contra o Fluminense, pelas quartas de final da Copa Brasil.

Procurada pelo Saída de Rede para comentar o assunto, a Confederação Brasileira afirmou estar se esforçando para conseguir alternativas e, assim, mostrar mais jogos para os fãs: “Nenhum outro clube apresentou interesse e justamente por isso, em função da pequena procura, a CBV se movimentou e busca parcerias para aumentar este número de transmissões online”.

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A CBV ainda ressaltou que o “SporTv” tem realizado transmissões web na atual temporada – de acordo com a tabela disponível no site da competição, seriam cinco transmissões assim (todas de partidas femininas) até a data de publicação desta matéria, mas alguns jogos, como Pinheiros x Vôlei Bauru  em 17 de outubro e Sesc-RJ x Pinheiros, em 26 de janeiro, não foram mostrados por problemas técnicos da emissora.

LINKS PIRATAS PROLIFERAM

Com pouquíssima opção online, os fãs de vôlei têm recorrido a alternativas ilegais para poder acompanhar a principal competição de clubes brasileiros. Páginas do Facebook, canais do YouTube e sites hospedados no exterior, como o “Volleyball is My Passion” e “Vôlei Live HD”, pirateiam e disponibilizam gratuitamente o sinal do “SporTv”.

No caso de duelos não televisionados, a transmissão muitas vezes é feita de forma amadora por pessoas que estão no ginásio e utilizam o próprio celular. Evidentemente, neste caso a qualidade é ruim e muitas vezes mal é possível identificar as jogadoras em quadra. Os placares geralmente são informados pelo próprio responsável pela transmissão ou no “boca a boca”, com os primeiros espectadores contando o que está acontecendo aos recém-chegados.

Sobre estes casos específicos, a CBV informou ter ciência do problema, que classificou como “recorrente”: “Já notificamos ao SporTV no caso de captação do sinal dela e transmissão em canais web. No caso de torcedores, monitoramos as redes sociais durante os jogos e, sempre que identificados, os delegados da CBV presentes aos jogos têm orientação de coibir esta prática”.

Procurada para comentar a questão, a assessoria de imprensa do “SporTv” não retornou o contato até a publicação desta reportagem.

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Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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