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Final do Europeu: Rússia tenta se impor contra a surpreendente Alemanha

Sidrônio Henrique

03/09/2017 06h00

Mescla entre veteranos e novatos tem funcionado na seleção russa no Europeu 2017 (fotos: CEV)

Cracóvia, Polônia – Pouco antes do início das semifinais do Campeonato Europeu de vôlei masculino, na Tauron Arena, em Cracóvia, um pequeno grupo de jornalistas russos brincava, dizendo que veríamos um jogo emocionante e outro entediante. Acertaram em cheio. Aliás, emoção de sobra na primeira partida e marasmo insuportável na segunda. A Alemanha, que perdia por 0-2 da favorita Sérvia, superou suas limitações, foi mais regular na reta final, salvou dois match points no quarto set e recuperou-se de uma desvantagem de dois pontos na segunda metade do tie break para vencer por 3-2 e garantir sua primeira medalha na história da competição. Na sequência, a Rússia simplesmente estraçalhou a Bélgica em sets diretos, não permitindo que o adversário fizesse mais do que 17 pontos em sua melhor parcial.

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Neste domingo, a partir das 15h30 (horário de Brasília), russos e alemães decidem o título do Europeu 2017, com transmissão da ESPN Extra (reprise às 18h45 na ESPN+). Antes, ao meio-dia e meia, Sérvia e Bélgica lutam pelo terceiro lugar. O Saída de Rede acompanhará Rússia vs. Alemanha no Twitter.

Kampa e Grozer comemoram a vitória sobre a Sérvia na semifinal

Força russa, superação alemã
A Rússia tem uma campanha impressionante nesta edição, simplesmente não perdeu nenhum set em cinco partidas. OK, nenhum dos adversários até aqui pressionou os russos, mas isso também é reflexo do bom jogo apresentado pelo time do levantador Sergey Grankin e do oposto Maxim Mikhaylov. É raro ver a Rússia jogar cinco vezes seguidas sem oscilar. Alguns veteranos, como os dois citados, voltaram ao time, que a partir desta temporada passou a ser comandado pelo técnico Sergey Shlyapnikov. Durante a Liga Mundial, novatos promissores como o ponta Dmitry Volkov e o central Ilia Vlasov foram testados e aprovados. A mescla, até aqui, tem funcionado. A seleção russa joga o seu melhor voleibol desde 2013, ano em que venceu a Liga Mundial, o Europeu e foi prata na Copa dos Campeões.

A Alemanha se sustenta no tripé formado pelo oposto Gyorgy Grozer, o ponta Denys Kaliberda e o correto levantador Lukas Kampa. A equipe não apresentou nada de excepcional no Europeu 2017, mas ainda assim o suficiente para lhe garantir a primeira medalha na história do torneio – acumulava quatro quartos lugares, sendo dois pela antiga Alemanha Oriental. A Sérvia certamente seria um rival mais difícil para a Rússia, mas se há algo positivo nesse time alemão é o fato de não se deixar intimidar.

Ressalte-se o papel do técnico italiano Andrea Giani, que em 2015 levou a surpreendente Eslovênia ao vice-campeonato europeu, perdendo na final para a França. Mais uma vez ele está no pódio, agora com a Alemanha, ainda que tenha fracassado no qualificatório para o Mundial 2018.

A Rússia, se somados ao seu título de 2013 os 11 da extinta União Soviética e mais um da efêmera Comunidade dos Estados Independentes (CEI), tenta seu 14º ouro na competição.

Sobre a autora

Carolina Canossa - Jornalista com experiência de dez anos na cobertura de esportes olímpicos, com destaque para o vôlei, incluindo torneios internacionais masculinos e femininos.

Sobre o blog

O Saída de Rede é um blog que apresenta reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Nosso objetivo é debater o vôlei de maneira séria e qualificada, tendo em vista não só chamar a atenção dos fãs da modalidade, mas também de pessoas que não costumam acompanhar as partidas regularmente.

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